segunda-feira, 25 de setembro de 2006

Energia Elétrica - Consumo

Em tese, tanto PCs de grife como "frankenstains" montados em lojas de informática (por integradores responsáveis) trazem consigo fontes de capacidade suficiente para alimentar seus componentes. Entretanto, não é raro o próprio usuário fazer upgrades e acrescentar novos dispositivos ao sistema (aumentar a quantidade de memória, adicionar um segundo HD ou um gravador de DVD, por exemplo) sem levar em conta que essas adições aumentam o consumo de energia e o nível de calor a ser dissipado no interior do gabinete. E tanto uma demanda de energia superior às possibilidades da fonte, quanto uma geração de calor que supere a capacidade dissipativa prevista na configuração original da máquina, pode resultar em queda de desempenho do sistema ou em travamentos e reinicializações aleatórias, dentre outras anormalidades.

O consumo de energia de um aparelho é expresso pela sua "potência" - grandeza que remete à quantidade de energia consumida num determinado espaço de tempo. Assim, multiplicando-se a potência do aparelho pelo tempo durante o qual ele permanece ligado, obtem-se a quantidade de energia consumida. Uma lâmpada de 100W, por exemplo, “consome” 100 watts a cada hora. Assim, ficando acesa durante quatro horas, todas as noites, essa lâmpada será responsável por 12 quilowatts/hora que serão cobrados pela concessionária de energia, no final do mês (100W x 4 horas x 30 dias = 12.000W/h = 12kW/h).

Já no que diz respeito aos computadores, existem outras variáveis a considerar - até porque dois PCs "aparentemente semelhantes" demandam quantidades diferentes de energia para funcionar, não só por conta das características de cada máquina (tecnologias e modelos dos dispositivos embarcados, tipo e tamanho do monitor de vídeo, e por aí vai), mas também dos programas utilizados e das tarefas executadas.
Um PC mediano, fabricado há uns quatro anos (tipo de equipamento que a maioria dos usuários domésticos possui), gasta cerca de 40W no boot, com tela escura, e 60W depois da carga do sistema, com tela cheia (monitor de 15 polegadas). Impressoras à jato de tinta acrescentam uns 50W à conta, ao passo que modelos à laser consomem dez vezes mais. Já um scanner aumenta a demanda em 40 ou 50W, enquanto que o floppy drive gasta apenas 5W - metade da quantidade de energia exigida pela leitora de CD. Teclado e mouse são dispositivos econômicos: apenas 3 e 2W, respectivamente.

Claro que esses são valores médios (a documentação que acompanha seu equipamento oferecerá números mais próximos da sua realidade específica). De qualquer modo, as exigências do PC que tomamos como exemplo não vão além dos 200W, sendo-lhe suficiente uma fonte de alimentação comum, como as que acompanham os gabinetes (desde que de boa qualidade, porque a potência real de algumas marcas e modelos ficam bem aquém dos valores declarados pelos fabricantes), e será responsável por 30kW/h mensais, se utilizado diariamente durante 5 horas. É evidente que esse quadro será bem diferente se você passar o dia todo copiando CDs e DVDs.
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