segunda-feira, 25 de dezembro de 2006

Natal

O sino da minha aldeia,
Dolente na tarde calma,
Cada tua badalada
Soa dentro de minha alma.
E é tão lento o teu soar,
Tão como triste da vida,
Que já a primeira pancada
Tem o som de repetida.
Por mais que me tanjas perto
Quando passo, sempre errante,
És para mim como um sonho.
Soas-me na alma distante.
A cada pancada tua,
Vibrante no céu aberto,
Sinto mais longe o passado,
Sinto a saudade mais perto.
(Fernando Pessoa).

No Natal, o mundo não muda. Mudam as pessoas que vivem nele.
Que nunca deixemos de sonhar, e que todos os nossos sonhos se tornem realidade.
E que possamos continuar juntos nesse 2007, com amizade, confiança e respeito.
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