terça-feira, 4 de setembro de 2007

Câmeras Digitais - Final

Dizíamos ontem que a resolução costuma ser a principal (quando não a única) característica observada na hora de escolher uma câmera digital, ou seja, para muitos consumidores, "quanto mais, melhor".
Entretanto, ainda que resoluções mais elevadas proporcionem melhores impressões e permitam realizar ajustes após a foto ser batida (tais como redimensionar a imagem ou remover uma pessoa muito afastada, por exemplo), uma andorinha não faz verão: da mesma forma que a freqüência de operação do processador não é o único fator determinante do desempenho global de um PC, um "caminhão" de megapixes não tem grande utilidade prática para quem não pretende imprimir fotos maiores do que 10 x 15 cm.
Assim, câmeras de 3 MP estão de bom tamanho para a maioria dos fotógrafos amadores, embora a evolução tecnológica já permita encontrar modelos de 5 e de 8 MP por preços competitivos (e capazes de produzir imagens de qualidade em tamanhos de até 70 centímetros por um metro).
Mas o "mito" dos megapixels foi amplamente discutido na postagem anterior, razão pela qual vamos analisar agora outros aspectos igualmente importantes - lembrando que, quanto mais recursos a máquina disponibilizar, maior será o seu preço, e se alguns incrementos ajudam a obter fotos melhores, outros, por serem difíceis de usar, acabam totalmente ociosos.

Uma boa lente é primordial em qualquer câmera (seja ela compacta ou profissional). As lentes possuem capacidades luminosas diferentes, indicadas por números que representam sua abertura mínima e máxima (geralmente impressos na parte frontal da câmera, ao redor da lente). Quanto menor o valor, mais luminosa será a lente - e mais nítidas as imagens capturadas em ambientes escuros.

Já os displays LCD, que até algum tempo atrás eram de tamanho reduzido, ganharam dimensões maiores, permitindo melhor enquadramento e visualização das imagens (escolha o modelo de maior tela que seu bolso suportar).

Quanto ao armazenamento, máquinas modernas utilizam cartões removíveis de memória compacta, capazes de reter as informações mesmo quando retirados da câmera. As versões disponíveis variam (Compact Flash, Smart Media, Memory Stick, MMC, SD etc.), como também as respectivas capacidades.

Atente também para os formatos oferecidos para salvar as fotos - o JPEG resulta em arquivos de menor tamanho (com algum prejuízo da qualidade) que podem ser visualizados em outros equipamentos (como o seu PC) sem a instalação de softwares adicionais, sendo adequado para publicação na Internet. Formatos menos comprimidos, como o TIFF e o RAW (disponível somente em alguns modelos) produzem arquivos maiores, mas oferecem melhor qualidade, especialmente quando se pretende imprimir os resultados (esclareça direitinho suas dúvidas com o vendedor).

Atenção para a autonomia; quanto maior, melhor (você não precisará transportar carregadores ou comprar baterias ou pilhas adicionais). Baterias recarregáveis de íon de lítio, similares tecnologicamente às usadas em telefones celulares, são consideradas pelos especialistas como a melhor opção. Em média, elas permitem bater até 400 fotos (sem usar o LCD, o número pode até dobrar, já que quanto mais luz for emitida pela tela, maior será o consumo de energia). Para aumentar a duração das baterias, além de desabilitar a visualização do LCD, você pode reduzir a intensidade do flash e diminuir o tempo de visualização das fotografias já batidas.

Muitas câmeras compactas já não oferecem ajustes manuais, e ainda que as funções automáticas sejam bem-vindas, principalmente para usuários iniciantes, a ausência do modo manual pode ser um problema, especialmente quando você passa a dominar o equipamento e a buscar fotos com mais efeitos e melhor qualidade.

No mais, prefira sempre zoom analógico ao digital (porque este último amplia o trecho enquadrado depois que a imagem é capturada, degradando a qualidade da foto - se você tem uma câmera de 3 MP e usa o zoom digital de 3x, o arquivo final terá a resolução de uma foto tirada com uma câmera de 1 MP). E o mesmo vale para os estabilizadores de imagem (que reduzem o efeito indesejável provocado pelo tremor das mãos do fotógrafo). Já a velocidade do "disparo seqüenciado" costuma variar bastante (conforme o modelo da máquina) e, na maioria dos casos, deixa muito a desejar.

Espero ter ajudado. Boas compras e até a próxima.

Postar um comentário