quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Privacidade

Se você compartilha seu PC com familiares ou colegas de trabalho, convém valer-se da política de contas do Windows para resguardar a intimidade de cada um dos usuários e evitar acessos não autorizados, instalações, remoções e reconfigurações indesejáveis no sistema (conforme já discutimos detalhadamente em outras oportunidades).
Mas é grande o número de pessoas que não se preocupam com privacidade (nem com a própria, nem - muito menos - com a dos outros). E devido à popularização da Internet - afinal, ter um computador e não acessar a Web é o mesmo que andar de moto somente no quintal de casa - muita gente acaba divulgando seus dados em redes sociais, acessando portais e sites de e-commerce ou aceitando contratos digitais (geralmente sem ler), por exemplo, tornando-se vítimas potenciais de campanhas de marketing e enxurradas de spams, bem como um prato cheio para crackers ávidos por capturar informações bancárias.

Uma maneira de minimizar os riscos consiste em gerenciar os cookies - que, como já vimos, são pequenos arquivos de texto usados pela maioria de serviços on-line para guardar formações sobre os hábitos de navegação dos internautas. Embora exista uma porção de softwares de varejo que se propõem a classificar ou apagar cookies, seu navegador já embute uma ferramenta nativas para essa finalidade: no Internet Explorer 7, clique no menu "Ferramentas", escolha "Opções de Internet" e, na aba "Geral", acione o botão "Excluir...". Na nova janela, clique no botão "Excluir tudo..." para que cookies, histórico de navegação, senhas memorizadas e dados inseridos em formulários sejam apagados automaticamente.
Os sistemas de buscas costumam ser amplamente utilizados, até mesmo para acessar aquele Blog que você visita regularmente, mas os buscadores também coletam informações pessoais (mesmo confidenciais) que podem acabar sendo usadas para fins comerciais.
"Clickstream" é o nome técnico para o rastro que os internautas deixam quando clicam num determinado link ou abrem outro site dentro do buscador - e os principais mecanismos de busca (como o Google, o Yahoo! e o Microsoft Live Search) admitem essa prática em seus sites - conquanto informem aos usuários que as informações coletadas não serão compartilhadas, vendidas ou repassadas a terceiros. Ao ativar o Histórico de buscas no Google, o serviço registra os termos pesquisados e, consequentemente, os sites acessados, armazenando, organizando por data e até mesmo categorizando em gráficos todas suas buscas no PSearch (vale lembrar que você pode desabilitar serviço PSearch, dentro das opções da sua conta do Google).

Já as informações pessoais divulgadas em redes sociais, se por um lado permitem encontrar pessoas desconhecidas (e acessar suas respectivas informações), por outro constituem ameaças à privacidade; para evitar dissabores, use o bom senso: o fato de os cadastros trazerem campos pedindo endereços, telefones e outras informações não significa que todos eles devam ser obrigatoriamente preenchidos.
Redes como o Orkut permitem que o perfil do usuário (ou suas atualizações) seja acessado apenas por conhecidos - que é o modo mais seguro - mas pouca gente se vale dessa configuração. Depois, não adianta chorar se a divulgação de detalhes pessoais não muito edificantes lhe trouxer problemas na hora de arrumar um emprego ou conquistar uma namorada: os buscadores guardam uma cópia de cada página indexada em seus servidores, mesmo depois que você desabilite o conteúdo (devido a uma tecnologia chamada "cache", as informações apagadas ainda podem ser acessadas de alguma forma).

Lembre-se: cautela e canja de galinha nunca fizeram mal a ninguém.
Até amanhã.
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