sexta-feira, 27 de abril de 2007

SPAM - continuação...

Prosseguindo com o que dizíamos no post de ontem, passemos a algumas sugestões para você identificar mensagens maliciosas (e apagar imediatamente da sua caixa de entrada):

1. Leia com atenção os e-mails - via de regra, spams apresentam erros crassos de gramatica e/ou ortografia. Desconfie de cabeçalhos incompletos e de mensagens sem remetente, sem destinatário, ou que utilizem nomes genéricos (como amigo@ ou suporte@).
2. É comum os spammers colocarem listas extensas de endereços no campo "Cópias Ocultas" e preencher o campo "Assunto" com expressões chamativas - do tipo "A informação que você pediu", "Parabéns" ou “Você está sendo traído”, por exemplo. Fique esperto.
3. Muitos spams trazem links nos quais você deve clicar para (pretensamente) sair da lista de divulgação, mas isso costuma ser uma armadilha e só irá validar seu endereço eletrônico (evite).
4. Filtros anti-spam são geralmente capazes de barrar e-mails com assuntos suspeitos, mas os spammers procuram modificar a grafia de certas palavras - escrevendo vi@gra ao invés de viagra, por exemplo - para driblar essa proteção.
5. Cybercriminosos costumam mascarar o link verdadeiro para o arquivo malicioso exibindo algo que pareça relacionado à instituição mencionada na mensagem. Se você pousar o cursor do mouse sobre o link, verá o real endereço do arquivo na barra de status do seu programa de e-mails (ou do navegador). Se esse link for diferente do apresentado na mensagem, delete o e-mail e remova-o também da lixeira (caixa de mensagens excluídas).
6. Qualquer extensão de arquivo pode ser utilizada pelos malwares, mas fique atento especialmente para extensões do tipo ".exe", ".zip", ".scr", ".com", ".rar" e ".dll", que são as mais utilizadas.
7. Tome muito cuidado com e-mails que solicitam a instalação/execução de qualquer arquivo ou programa.
8. Não clique em links enviados por e-mail; use seu navegador para acessar a página da instituição que supostamente enviou a mensagem (ou faça um contato por telefone). Empresas idôneas e orgãos governamentais não costumam enviar e-mails solicitando dados pessoais nem - principalmente - contendo arquivos anexados.
9. Remetentes conhecidos (amigos, parentes, colegas de trabalho) não são obrigatoriamente confiáveis e nem devem servir de parâmetro para atestar a veracidade das mensagem, até porque o endereço pode ser facilmente forjado pelos fraudadores.
10. Mantenha seu antivírus, anti-spyware e firewall atualizados e visite regularmente o site do Windows Update para instalar correções críticas e de segurança (especialmente do IE).

No próximo post a gente conclui a abordagem deste assunto.
Bom final de semana prolongado a todos, e até lá.

quinta-feira, 26 de abril de 2007

SPAM, SCAM & Cia.

Atire o primeiro mouse quem já não está de saco cheio de receber diariamente uma enxurrada de mensagens com denúncias de supostas traições, correntes "da sorte", pedidos de ajuda para localizar pessoas desaparecidas, produtos para melhorar seu desempenho sexual e outras bobagens que tais. Todo usuário de correio eletrônico (e quem não o é?) se tornou uma vítima potencial do spam (termo que remete a uma marca de carne enlatada, mas que, no léxico da informática, designa e-mails não solicitados que tomam tempo e testam nossa paciência, além de trazer vírus, trojans e outras ameaças virtuais).
Dentre várias receitas para evitar esse inconveniente, a mais funcional talvez seja simplesmente deixar de usar o correio eletrônico - mas aí o remédio acaba sendo pior do que a doença, não é mesmo? Então, quem sabe você possa minimizar o problema adotando algumas medidas preventivas menos radicais:

1. Sempre que possível, use contas de e-mail diferentes para assuntos pessoais, profissionais e cadastros em lojas virtuais (se você participa de discussões em grupos de e-mails, crie uma conta exclusiva para essa finalidade).
2. Quando preencher cadastros online, preste atenção nas caixinhas que autorizam a remessa de material de divulgação do site e de seus parceiros - elas normalmente já estão marcadas e, se você não as desabilitar, começará a receber enxurradas de newsletters e promoções totalmente dispensáveis.
3. Antes de informar seu endereço eletrônico em um cadastro, verifique se a política de privacidade do site garante que seu e-mail não será repassado ou vendido para terceiros. Caso negativo, fuja dali.
4. Lembre-se de que o e-mail constitui uma informação tão pessoal quanto o endereço da sua casa. Não o divulgue a desconhecidos e nem o publique em sites, blogs e redes sociais.
5. Evite criar endereços simples, como seunome@provedor.com.br. Os spammers possuem ferramentas que formam listas combinando nomes comuns e palavras do dicionário para desfechar seus ataques.
Além do indiscutível aborrecimento inerente à prática do spam, o recurso vem sendo utilizado para aplicar golpes virtuais e roubar dados pessoais e financeiros das vítimas - caso em que passa a ser chamado de scam ou phishing scam -, bem como para transformar PCs em "zumbis", e recrutá-los para propagar mais spam e realizar outros "trabalhos" pouco recomendávis.
E como os spammers mudam freqüentemente de estratégia, a melhor maneira de lidar com essas mensagens indesejáveis é aprender a identificá-las, para poder deletá-las o quanto antes.
Amanhã a gente volta a esse assunto com algumas dicas práticas.
Abraços a todos e até lá.

quarta-feira, 25 de abril de 2007

Windows 1.0

Depois de longo e tenebroso Inverno (embora ainda estejamos no Outono), a Marecela resolveu dar as caras (seja bem-vinda de volta, menina). Considerando que sua pergunta na "Janela no Tempo" (onde comentamos rapidamente as primeiras versões do Windows) possa servir para elucidar outros visitantes, resolvi respondê-la nesta póstagem, ao invés de simplesmente acrescentar um comentário próprio ao post original.
Conforme dissemos, até a versão 95 o Windows não era um sistema operacional completo, mas apenas uma interface gráfica baseada no DOS (alguns analistas consideram o NT (antecessor do Windows 2000) como marco de transição, mas por essa versão ser eminentemente corporativa, eu ainda fico com o Win95).
Então, quando o usuário ligava o computador, o Windows só funcionava depois que DOS fosse carregado e assumisse o controle da máquina (mal comparando, seria como iniciar o XP e, depois, abrir um aplicativo qualquer - o IE ou o Word, por exemplo). Isso era feito via prompt de comando, digitando-se WIN e pressionando-se em seguida a tecla <enter>.
Uma vez aberta a interface gráfica (que dava uma "nova cara" ao DOS), o operador podia rodar aplicativos sem saber seus nomes exatos (isto é, sem precisar digitar complicados comandos de prompt), como também usar o mouse para abrir múltiplas janelas - que não se sobrepunham, apenas compartilhavam o espaço na tela do monitor, ainda que fosse possível "dar zoom" em cada uma delas, individualmente, e depois encolhê-las para seu tamanho original.
A título de curiosidade, o Windows 1.0 custava US$99 em 1986, e exigia 256 KB de memória (640 KB eram recomendáveis), dois drives de disquete (disco rígido recomendável) e DOS 2.0 ou superior pré-instalado.
Bom dia a todos e até amanhã.

terça-feira, 24 de abril de 2007

Windows Vista - a hora e a vez...

Se você ainda não migrou para o Windows Vista, seja bem-vindo ao clube: estatísticas divulgadas pela Net Applications dão conta de que o novo produto da Microsoft ainda carrega a lanterninha no ranking dos SOs mais populares, onde o XP vence disparado (com 84,3%), seguido pelo Windows 2000 (4,8%). O Vista fica com apenas 1% dos computadores monitoradas pela empresa, perdendo até mesmo para o Win98 (1,5%).
Além disso, os pioneiros são reconhecidos pela flecha espetada no peito. Diversos fatores recomendam aguardar mais um pouco, a começar pelo preço (não só da licença para uso do progrma, mas também do custo das adequações de hardware, conforme a gente já discutiu anteriormente).
O Vista traz diversas novidades interessantes e promete tornar a computação mais fácil e divertida, mas ainda não está "pronto e acabado" (a Microsoft vem analisando o feedback dos usuários para preparar um complemento (pacote de serviços), talvez no final deste ano). Já o XP – com quase seis anos de idade – é um programa sólido e altamente funcional (que deve contar com mais sete anos de suporte e receber um novo pacote de serviços no ano que vem).
Vale lembrar que instalar um sistema novo demanda tempo e dá um bocado de trabalho: é preciso configurar tudo, carregar seus dados, atualizar os aplicativos e adaptar os periféricos. Depois, no caso do Vista, você ainda tem de se acostumar com a localização das novas opções e menus, e descobrir como fazer para desabilitar ou configurar algumas funções particularmente aborrecidas.
Assim, não há porque se sentir como se sua máquina fosse contemporânea do PC da imagem que ilustra este post. A menos que você esteja precisando (ou planejando) comprar um PC novinho em folha, melhor ir devagar com o andor.
E é bom ter em mente que a maioria das máquinas de entrada de linha (mais acessíveis, porque destinadas a usuários iniciantes) costuma vir com o Vista Starter pré-instalado. Essa versão - didática e pródiga em tutoriais - deriva do Home Basic, mas é mais limitada em termos de software e de hardware (permite que apenas 3 aplicativos sejam rodados simultaneamente e não suporta mais que 1 GB de RAM ou discos rígidos com mais de 120 GB). Pense nisso.
Bom dia a todos e até amanhã.

segunda-feira, 23 de abril de 2007

Biometria de ponta

Já falamos aqui no blog sobre como criar e usar senhas de proteção para evitar acessos não autorizados aos nossos sistemas, programas e dados, não é mesmo?
Mas nenhuma senha alfanumérica, ainda que "forte" (que combine oito ou mais letras maiúsculas e minúsculas com algarismos e carcteres especiais) chega a ser uma "barreira impenetrável"; quem precisa de mais segurança deve usar recursos de biometria (como um laptop que só libera o sistema depois de verificar a impressão digital do usuário, por exemplo).
Na esteira desse raciocínio, aqui vai uma informação interessante: a Fujitsu, empresa japonesa que fatura US$ 40 bilhões e atua nas áreas de semicondutores, telecomunicações e informática, ao estudar a camada subcutânea das mãos, descobriu ser possível mapear o desenho das veias e desenvolver um software capaz de lê-lo com uma precisão impressionante (a taxa de erro é de apenas 0,00008%).
Essa tecnologia - conhecida como Palm Vein - deu origem ao Palm Secure, que já foi utilizado no Japão em caixas bancários de auto-atendimento. Com ele, em vez de usar um cartão magnético, o cliente simplesmente aproxima a mão de um leitor óptico e acessa o serviço bancário.
A grande vantagem desse sitema sobre o Finger Print (scanner de impressões digitais) consiste no fato de não haver contato do usuário com a máquina (assim, o mecanismo não absorve a oleosidade da pele, aspecto que pode comprometer a precisão da identificação).
Parece que o Bradesco pretende testar o Palm Secure em 50 terminais, nas principais capitais brasileiras; se a novidade for bem aceita, a nova tecnologia deverá ser implementada em todo o País.
Pelo jeito, aquilo que a gente só vía em filmes de ficção científica logo estará ao alcance do cidadão comum, bem ali, no caixa eletrônico da esquina.
Bom dia a todos e até amanhã.

sexta-feira, 20 de abril de 2007

Internet Explorer

O lntetnet Explorer tem um recurso destinado a facilitar a introdução de endereços no campo correspondente, a partir das informações armazenadas no Histórico: ao iniciar a digitação de uma URL, o navegador a reconhece e abre uma lista para o usuário escolher a opção que melhor atenda seus interesses no momento. Entretanto, o Histórico armazena muitas entradas desnecessárias e até mesmo com erros de digitação, podendo fazer com que essa automação mais atrapalhe do que ajude. Então, a providência é limpar o Histórico (selecione Opções da lnternet no menu Ferramentas e, na guia Geral, localize o campo Histório de Navegação e clique no botão Excluir).

Outra dica: há quem não suporte ver, em sua lista de Favoritos, as pastas Links e outras mais, que o IE traz por padrão. E de nada adianta apagar ou renomeá-las, porque o navegador irá recriá-las automaticamente, da próxima vez que for iniciado.
Para acabar com esse aborrecimento, o melhor é manter as pastas indesejadas como ocultas: abra o menu Favoritos, dê um clique direito na pasta desejada, selecione Propriedades, marque a opção Oculto e pressione o botão OK.
Repita a operação para as demais pastas que você quiser "fazer desaparecer", e pronto.

Bom dia e bom final de semana a todos.

quinta-feira, 19 de abril de 2007

FLIP 3D

Para alguns, uma frescura; para outros, um requinte... seja lá como for, o Flip 3D é um recurso do Vista que permite ao usuário exibir rapidamente - e de modo tridimentional - as janelas dos programas abertos, facilitando a alternância entre elas. Em outras palavras, trata-se "uma edição revista e atualizada" do tradicional atalho Alt+tab (que, nas versões anteriores do Windows, permitia essa mesma alternância, mas de maneira bem menos rebuscada).
Para acionar o Flip 3d (apenas usuários do Vista, evidentemente), é só teclar Windows + Tab e girar a rodinha (scroll) do mouse, para então visualizar miniaturas das telas dos programas abertos.
Mas se você (como muitos de nós) ainda não migrou para o Vista, considere a possibilidade de utilizar o TOPDESK (da Otaku). Esse aplicativo incorpora ao XP um recurso bem parecido (mais informações e dowload em www.otakusoftware.com/topdesk/index.html).
Um bom dia a todos e até amanhã.

quarta-feira, 18 de abril de 2007

Windows - Uma janela no tempo...

Quem comprou seu primeiro PC há menos de 5 anos não deve ter conhecido outras versões do Windows além do XP.
Para quem não sabe, o Windows nasceu em meados dos anos 1980 como uma interface gráfica que rodava em DOS, evoluindo para um sistema autônomo com a versão 95 (o "pulo do gato" da Microsof) e a se consagrar, a partir de então, como o SO para PCs mais usado em todo o mundo.
Vale dizer que , durante anos, o DOS foi um sistema operacional muito popular para computadores pessoais - com seis versões e cinco pequenas atualizações, ele representou um papel de inegável destaque na hitória dos IBM PCs (e da informática como um todo).
Voltando ao Windows, a versão 1.01 do programa cabia em quatro disquetes (de 5.25 polegadas e 360 KB cada) e já incluia calendário, bloco de notas, calculadora e outros programas elementares, bem como oferecia suporte ao uso de mouse, janelas e ícones, mas não permitia a sobreposição de telas.
A versão 3.0 (de 16 bits e ainda baseado no DOS, lançado em Maio de 1990) foi a primeira a obter sucesso comercial, mas a coisa viria a deslanchar de verdade com a versão 95, de 32 bits - já um sistema autônomo que apresentava mudanças radicais na interface e implementava o Menu Iniciar e a Barra de Tarefas (componentes que continuaram presentes em todas as versões posteriores).
O Win98 (Junho de 1998) trouxe novas melhorias, especialmente na interface gráfica, e sua segunda edição (98SE, lançada ano seguinte para corrigir bugs e resolver problemas de instabilidade) foi considerada por muitos como um dos melhores produtos da empresa de Bill Gates - apesar de não oferecer suporte à multitarefa real e a manter o DOS como núcleo principal.
Em Setembro de 2000, impossibilitada de aproveitar o apelo comercial da "virada do século" com o XP (que ainda não estava pronto), a Microsoft lançou a toque de caixa o Windows ME (Millennium Edition), que incorporava suporte à máquinas fotográficas digitais e home networking, como também introduzia o Movie Maker, o Media Player 7 e o recurso da Restauração do Sistema (que, a meu ver, já o tornava superior ao Win98, embora muitos analistas o considerassem uma terceira edição do Windows 98, só que mais problemática e instável).
Para quem quiser saber mais sobre a história do Windows (ou simplesmente matar saudades), aqui vai uma dica enviada pelo Leo (visitante assíduo do nosso Blog). Navegue até http://pcworld.uol.com.br/galerias/historia_windows/IDGPhotoAlbum_view e confira.
Bom dia a todos e até amanhã.

terça-feira, 17 de abril de 2007

Softwares enxeridos

Muitos softwares enxeridos configuram-se para iniciar automaticamente quando o computador é ligado ("pegando carona" na inicialização do sistema operacional), sendo que alguns aparecem como um ícone na Área de Notificação (junto ao relógio do Windows). Isso pode ser conveniente no caso de programas que precisam mesmo estar sempre ativos, mas o excesso de aplicativos carregados acaba deixando o sistema lento e acarretando outros problemas, já que cada um deles ocupa certo espaço na memória e consome recursos da CPU para seu processamento.
Para desativar a iniciação automática de programas pouco usados, verifique primeiro se existe uma opção disponível na interface do software (geralmente no menu Ferramentas). Do contrário, recorra ao utilitário de configuração do sistema (MSconfig):

1. Clique em Iniciar > Executar, digite "msconfig" (sem as aspas) e dê OK.

2. Clique então na aba Iniciar e desmarque as opções que você não quer que sejam carregadas automaticamente (tome cuidado, todavia, para não desabilitar aplicações críticas, dentre as quais o antivírus e o aplicativo de firewall).

3. Feche o utilitário de configuração do sistema e reinicie o computador (para que as alterações surtam efeito).
Se quiser reverter essas configurações, basta repitir os passos, remarcar o(s) software(s) cuja inicialização automática você boloqueou e tornar a reiniciar o computador.
Bom dia a todos e até amanhã.

segunda-feira, 16 de abril de 2007

Dica...

Quando o Vista foi lançado comercialmente (em Janeiro último), o XP já havia soprado sua quinta velinha, mas sabemos existir um número representativo de usuários do Windows ME/2000/98. Então, esta dica vai especialmente para eles:
Num CD-ROM (ROM significa Read Only Memory, ou memória somente para leitura), todo arquivo tem como característica ser somente para leitura, até porque não se pode escrever nesse tipo de mídia. Assim, quem utiliza uma versão do Windows anterior ao XP, sempre que copiar um documento de um CD-ROM para seu PC, precisará modificar os atributos desse arquivo (ou ele será mantido, por padrão, como "somente leitura").
Para editar o arquivo, é só clicar sobre ele com o botão direito do mouse, escolher Propriedades e desmarcar a caixa de verificação "Somente Leitura" (providência que XP adota automaticamente).
Um bom dia e uma ótima semana a todos.

sexta-feira, 13 de abril de 2007

Uma breve noção sobre Memórias

As perguntas deixadas no post de ontem (sobre cache de memória) poderiam ser respondidas como um simples comentário, mas eu acho que vale a pena explorar um pouco mais o assunto, até para dirimir eventuais dúvidas de outros visitantes.
No jargão da informática, o termo "memória" remete a qualquer meio destinado ao armazenamento de dados, embora, por convenção, sempre que usamos genericamente esse termo estamos nos referindo à memória RAM (memória física ou principal do computador).
Os PCs utilizam vários tipos de memória (ROM, cache, HD, pen-drives etc.), mas é na RAM que os programas são carregados e as informações, processadas (desde o próprio sistema operacional até um simples documento de texto). Nenhum computador atual, de um grande mainframe a uma simples calculadora de bolso, é capaz de funcionar sem uma quantidade mínima de memória RAM.
Como uma das características (ou desvantagens, no caso) da memória RAM é a volatilidade, todos os dados nela armazenados se perdem sempre que o aparelho é desligado, razão pela qual é preciso dispor de outros sistemas de memória, como é o caso do HD, onde os dados são gravados de maneira persistente ; é no HD que ficam residentes o SO e os demais programas e arquivos que você utiliza e manipula quando usa seu computador (ou seria preciso reprogramar tudo a partir do zero cada vez que o PC fosse ligado).
Já a memória cache é um expediente adotado pelos projetistas de hardware para agilizar o desempenho do processador (ela também também tem outras funções e é utilizada por outros dispositivos, mas aí já é uma outra história). As memórias não conseguiram acompanhar a brutal evolução experimentada pelas CPUs (desde os tempos dos velhos 386 que a RAM já não é capaz de acompanhar a velocidade da CPU), de modo que os fabricantes passaram a embutir uma pequena quantidade de RAM ultraveloz (primeiro nas placas-mãe, depois nos núcleos dos próprios processadores) para armazenar os usados mais frequentemente pelo processador, evitando que ele tivesse de recorrer à (bem mais lenta) memória do sistema.
É por isso - ou, melhor dizendo, esse é um dos motivos - que dois processadores com quantidades diferentes de cache podem apresentar desempenhos distintos, ainda que operem na mesma velocidade (um exemplo clássico eram os chips Pentium e Celeron de idêntica frequência de operação, onde a performance do primeiro ganhava longe a do segundo).
Para completar, vale mencionar que o conceito da "memória virtual" remete a um recurso desenvolvido incialmente pela Intel (e utilizado até hoje) para evitar as aborrecidas mensagens de "memória insuficiente" que surgiam quando a RAM se esgotava - situação na qual o usuário era forçado a encerrar alguns programas para liberar espaço e continuar trabalhando com os demais).
A memória virtual nada mais é que um arquivo de troca (swap file) criado no disco rígido, para onde o processador remete "pedaços" de programas carregados na RAM que não estejam sendo usados em determinados momentos, liberando espaço necessário para que um novo aplicativo requisitado pelo usuário seja carregado e processado (quando o programa despachado para o disco torna a ser necessário, dá-se a operação inversa). Como nada é perfeito, o desempenho cai barbaramente quando a memória virtual é utilizada, porque o acesso aos dados no HD é milhares de vezes mais lento que na memória RAM.
Abraços a todos e um bom final de semana.

quinta-feira, 12 de abril de 2007

O computador, a orquestra, o processador...

Conforme adiantei na postagem de ontem, vou repetir aqui, a pedidos de alguns visitantes, uma analogia entre o computador e a orquestra, onde o processador faz o papel do maestro (essa "historinha" foi usada originalmente numa matéria que eu publiquei há alguns anos na revista PC Turbo, no início da minha pareceria com o Robério - abraços, compadre).

Como todos sabemos, uma boa apresentação requer mais que um regente competente. Todos os músicos devem ser igualmente qualificados, afinados e integrados entre si. Bons músicos podem até suprir - ou disfarçar - as limitações de um maestro chinfrim, mas o contrário não é possível: a despeito dos esforços do regente, a platéia não será brindada com um espetáculo de qualidade se os demais integrantes do conjunto não corresponderem à expectativa.
Resguardadas as devidas proporções, o mesmo se dá em relação ao PC, que depende de uma configuração equilibrada, com componentes adequados e bem dimensionados. Uma CPU de ponta pode até esbanjar poder de processamento, mas irá perder ciclos e ciclos de clock aguardando que os dados sejam liberados por um subsistema de memória lento (pior ainda se a quantidade de RAM for insuficiente, porque aí o sistema terá de recorrer à memória virtual - swap file -, e como o HD é mais lento que RAM, o PC irá se tornar uma "carroça").
Moral da história: mais vale um sistema equilibrado, ainda que com uma CPU mediana, que um processador veloz "regendo" um conjunto de componentes medíocres.

Aproveitando o embalo, passemos a outra historinha que visa facilitar o entendimento da dinâmica entre o processador, as memórias e o disco rígido:

Imaginem o PC como um escritório, onde o processador faça as vezes de um funcionário extremamente diligente, mas sem iniciativa própria. Durante o expediente, esse hipotético funcionário atende telefonemas, recebe e transmite informações e instruções, elabora cartas e relatórios, responde e-mails, fax etc. (tudo quase ao mesmo tempo), mas se algum elemento indispensável ao trabalho não estiver sobre a mesa, ele perderá um bocado de tempo escarafunchando gavetas e estantes desarrumadas (quem mandou você não desfragmentar seu disco rígido?). E a situação fica ainda pior quando ele tem de abrir espaço para acomodar sobre a mesa - já abarrotada - outros livros e pastas - e, depois, tornar a arrumar tudo de novo para retomar a tarefa interrompida.
Claro que vocês já associaram a escrivaninha à memória cache; as gavetas à RAM; as estantes ao HD e a "abertura de espaço" à memória virtual, não é mesmo?

Espero que tenham gostado.
Abraços a todos e até amanhã.

quarta-feira, 11 de abril de 2007

A origem do símbolo arroba e outras curiosidades...

O texto a seguir me foi enviado pela Vanda, visitante assídua (bom, nem tanto...) aqui do blog, como sugestão de postagem. Como a vontade dos visitantes é soberana e o assunto, interessante (pelo menos como curiosidade), aí vai:

Na idade média, os livros eram manuscritos pelos copistas - precursores dos taquígrafos - que simplificavam seu trabalho substituindo letras, palavras e nomes próprios por símbolos, sinais e abreviaturas. Eles não o fazim por economia de esforço nem para agilizar o trabalho (tempo era o que não lhes faltava), mas sim por razões de ordem econômica: tinta e papel eram valiosíssimos.
Foi assim que surgiu o til (~), para substituir uma letra ( um "m" ou um "n") que anasalava a vogal anterior (o til é um enezinho sobre a letra, pode reparar).
O nome espanhol Francisco, que também era grafado "Phrancisco", foi sendo abreviado como "Phco." e "Pco" - origem do apelido Paco, em espanhol.
Os santos eram identificados por um feito significativo em suas vidas. Assim, o nome de São José aparecia seguido de "Jesus Christi Pater Putativus", ou seja, o pai putativo (suposto) de Jesus Cristo. Mais tarde, os copistas passaram a adotar a abreviatura "JHS PP" e depois "PP". A pronúncia dessas letras em seqüência explica porque José, em espanhol, tem o apelido de Pepe.
Já para substituir a palavra latina et (e), os copistas criaram um símbolo que é o resultado do entrelaçamento dessas duas letras : &. Esse sinal é popularmente conhecido como "e comercial" e, em inglês, tem o nome de ampersand, que vem do and (e em inglês) + per se (do latim por si) + and. Com o mesmo recurso do entrelaçamento de suas letras, os copistas criaram o símbolo @ para substituir a preposição latina ad, que tinha, entre outros, o sentido de "casa de".
Veio a imprensa, foram-se os copistas, mas os símbolos @ e & continuaram a ser usados nos livros de contabilidade. O @ aparecia entre o número de unidades da mercadoria e o preço - por exemplo : o registro contábil "10@£3" significava "10 unidades ao preço de 3 libras cada uma".
No século XIX, nos portos da Catalunha (Espanha), o comércio e a indústria procuravam imitar as práticas comerciais e contábeis dos ingleses, e como os espanhóis desconhecessem o sentido do símbolo @ (a ou em), tomaram-no como uma unidade de peso.
Para esse entendimento, contribuíram duas coincidências : 1 - a unidade de peso comum para os espanhóis, na época, era a arroba, cujo "a" inicial lembra a forma do símbolo; 2 - os carregamentos vinham freqüentemente em fardos de uma arroba e, dessa forma, os espanhóis interpretavam aquele mesmo registro de "10@£3" como sendo "dez arrobas custando 3 libras cada uma" - a palavra "arroba" vem do árabe ar-ruba, que significa "a quarta parte": arroba (15 kg, em números redondos) correspondia originalmente a ¼ de outra medida de origem árabe (quintar, 58,75 kg ).
As máquinas de escrever começaram a ser comercializadas em 1874, nos Estados Unidos (Mark Twain foi o primeiro autor a apresentar seus originais datilografados), e como traziam o símbolo "@", ele foi herdado também pelos teclados dos computadores. Em 1972, ao desenvolver o primeiro programa de correio eletrônico, Roy Tomlinson aproveitou o sentido "@" (at), disponível no teclado, e utilizou-o entre o nome do usuário e o nome do provedor. Em diversos idiomas, o símbolo "@" é identifica pelo nome de alguma coisa parecida com sua forma, em italiano chiocciola (caracol), em sueco snabel (tromba de elefante), em holandês, apestaart (rabo de macaco); em outros idiomas, tem o nome de um doce em forma circular: shtrudel, em Israel; strudel, na Áustria; pretzel, em vários paises europeus.
(Extraído e adaptado do livro A Casa da Mãe Joana, de Reinaldo Pimenta).

Bom dia a todos e até amanhã, quando postaremos a tal analogia entre um PC e uma orquestra e, de quebra, uma historinha interessante sobre o processador, que eu usei numa das minhas primeiras parcerias com o Robério, lá pela virada do século (acho que foi na revista In-Hardware ou na PC Turbo, já nem me lembro mais).

terça-feira, 10 de abril de 2007

PC Novo - sonho ou pesadelo?

Prosseguindo com o que dizíamos na postagem anterior, comprar um PC de "grife" nem sempre é garantia de um bom negócio. Com a intenção de lançar produtos competitivos, alguns fabricantes privilegiam um processador robusto (para atrair o consumidor) e espremem os demais componentes no pouco que sobra do orçamento (nada muito diferente do que fazem alguns integradores domésticos, conforme temos salientado insistentemente na mídia impressa e aqui do blog).
CPUs poderosas só serão capazes de mostrar todo seu poder de fogo se contarem com a contrapartida dos demais componentes, notadamente das memórias e do disco rígido, sem falar na placa-mãe e respectivo chipset - lembre-se da analogia da orquestra e seu maestro.
Então, não se atenha somente ao processador; avalie cuidadosamente a configuração global da máquina e só então tome sua decisão.
A propósito, uma matéria publicada recentemente pelo articulista Dan Tynan na PCWorld dos EUA dá conta disso, como você pode inferir do excerto transcrito a seguir:

"Sistemas caríssimos e nada potentes, componentes que quebravam tão logo terminasse o prazo de garantia, horas desperdiçadas em telefonemas com atendentes do suporte ao consumidor... tudo isso foi levado em conta na elaboração do ranking dos 10 piores PCs de todos os tempos.

O Dell Dimension 4600 (lançado em 2003) foi concebido como uma máquina mediana, mas sua fonte de alimentação pifava logo depois de um ano, e o serviço de atendimento ao cliente da Dell apontava erroneamente o problema como sendo falha da placa-mãe. Na época, os fóruns de suporte dessa conceituada empresa ficaram entupidos de reclamações, mas ela se recusa até hoje a admitir defeitos com a fonte de energia.

O New Internet Computer era barato, mas quase inútil. Lançado em agosto de 2000, quando a banda larga ainda engatinhava, o NIC dependia da conexão discada. Sem HD e com sistema Linux em CD, não havia como instalar um software para trabalhar offline. Apesar de ter sido cogitado como um substituto do PC, o NIC vendeu menos de 50 mil unidades - um número desanimador diante da expectativa do fabricante de 5 milhões de unidades no primeiro ano de comercialização. O fracasso resultou na falência da empresa (em junho de 2003).

Em 1999, a eMachines saiu do nada para se tornar uma dos cinco grandes fabricantes de PCs dos Estados Unidos, graças à sua capacidade de vender sistemas baratos (custavam 399 dólares, sem monitor). O cliente podia até obter o eTower 366c “gratuitamente”, desde que assinasse um contrato de três anos com um provedor de acesso discado à internet (ao valor de 750 dólares). Aqueles que se entusiasmaram não demoraram a descobrir que a barganha não valia a pena: ventoinhas barulhentas, problemas com a fonte de alimentação, modem de péssima qualidade e suporte técnico deficiente eram alguns dos (muitos) problemas detectados. Alguns consumidores informavam até que seus eTowers simplesmente se ligavam sozinhos, no meio da noite (a qualidade dos produtos melhorou depois que a empresa mudou de dono, em 2001, e a partir da fusão com a Gateway, em 2004).

O Commodore VIC 20 (lançado em 1981) foi o primeiro computador pessoal a vender mais de um milhão de unidades e o primeiro PC que Linus Torvalds (o idealizador do Linux) usou. Ele oferecia apenas 3,5 kB de memória utilizável – numa época em que a maior parte dos computadores disponibilizava pelo menos 16KB - e exibia 22 caracteres de texto por linha, além de seus gráficos serem rudimentares até mesmo para os padrões do início da década de 1980. O produto teve vida curta e logo saiu das prateleiras, sendo sucedido pelo Commodore 64, mais potente e merecedor de devoção.

O PS/1 (1990/94) foi a segunda investida da IBM na criação de um PC popular, na seqüência do desastroso PCjr. Mas, ao que tudo indica, ele não trouxe grande melhorias. Entre outras “brilhantes” novidades, o PS/1 original trazia a fonte de alimentação dentro do monitor (o que tornava a troca de displays impossível) e não aceitava os padrões de placas ISA (o que impossibilitava upgrades - modelos posteriores eram mais compatíveis). Em 1994, a IBM abandonou o PS/1 e tentou ganhar mercado apresentando a linha Aptiva, que também foi um fracasso, levando a empresa a desistir desse conceito em 2000.Grande parte dos fãs do iPod provavelmente não têm idade para se lembrar da época em que Steve Jobs não era tido como um gênio.

O Apple III (1980/84) foi um fiasco, em grande parte devido às exigências de Jobs em relação ao design. De acordo com vários relatos, Jobs insistiu que a máquina fosse montada sem uma ventoinha (em vez disso, o case de alumínio do sistema dissiparia o calor; um erro que a Apple repetiu com o Mac G4 Cube, em 2000). Para piorar, o Apple III comprimia muitos componentes num case pequeno. Conforme o sistema se superaquecia, a borda dos circuitos entortava e os chips pulavam de seus encaixes. A forma de consertar o problema era curiosa: os usuários deveriam deixar o PC cair, de leve, para que os chips voltassem ao lugar. Os preços variavam entre 4 mil e 7 mil dólares, dependendo da configuração. A empresa foi forçada a substituir os primeiros 14 mil Apple III que lançou e reprojetou duas vezes o computador - mas a máquina nunca perdeu a fama de compra ruim".

Bom dia a todos e até amanhã.

segunda-feira, 9 de abril de 2007

PC Novo... a hora é agora?

Se nem Papai Noel nem o Coelhinho da Páscoa se sensibilizaram com seus pedidos, não desanime: parta para a ação, aproveite as ofertas das lojas de informática, redes de hipermercados e grandes magazines e compre você mesmo seu PC novinho em folha.
Devido ao advento de tecnologias inovadoras e ao surgimento de novos fabricantes, computadores com configurações consideradas até algum tempo atrás como de topo linha vêm sendo promocionados em condições bastante palatáveis.
Ainda que o Abílio (Diniz) não precise de publicidade gratuita em nosso blog (haja vista o último balanço do Grupo Pão de Açucar), vale comentar que os preços praticados na 8a feira de informática do Extra são, no mínimo, interessantes. Por módicos R$989 - à vista ou em 12 vezes sem juros no cartão da loja -, você adquire um PC da marca Mirax, com 512 MB de RAM, HD de 80 GB e gravador de DVD.
É bem verdade que o monitor CRT e o Windows Starter Edition não chegam a entusiamar os mais exigentes, mas o preço está bom (considerando tratar-se de uma máquina nova e completa - a título de comparação, só o monitor LCD de 17" que eu comprei em meados do ano passado já custou mais do que isso). Além dessa há, evidentemente, diversas outras opções de marcas, configurações e preços, uma das quais talvez compatível com seu gosto (e bolso).
Claro que quem "respira" tecnologia prefere uma integração personalizada, mas a maioria dos usuários domésticos costuma optar por um PC pronto, integrado por uma empresa renomada - até para evitar dor de cabeça e usufruir da garantia do fabricante. Sem falar que a integração caseira não implica necessáriamente em economia, embora lhe permita escolher os componentes e recursos adequados às suas necessidades e expectativas.
Por outro lado (e tudo sempre tem um outro lado), é preciso tomar cuidado ao adquirir um PC de marca: alguns modelos oferecem recursos bem aquém do esperado ou embutem componentes problemáticos ou deficientes (depois, não adianta chorar). Há casos até de computadores congenitamente problemáticos, conforme veremos na postagem de amanhã.
Abraços e até lá.

quinta-feira, 5 de abril de 2007

Feliz Páscoa e outros assuntos...

Vou aproveitar o post desta quinta-feira para desejar aos meus visitantes uma Feliz Páscoa, visto que só voltarei a editar o Blog na próxima segunda-feira. Faço votos de que o Coelhinho seja gentil com todos vocês.
Por oportuno, considerando uma dúvida deixada anonimamente na postagem sobre impressoras, vale dizer que as dicas ali apresentadas se referem a modelos ink jet (jato de tinta), ainda que valham também para máquinas matriciais (a não ser quanto ao que foi dito sobre cartuchos de tinta e limpeza das cabeças de impressão, evidentemente).
No alvorecer da computação pessoal, os PCs não passavam de meros substitutos da máquina de escrever, de calcular e do baralho de cartas. Tempos depois, com o advento de novas aplicações e programas mais rebuscados, as lentas e barulhentas impressoras matriciais (que imprimiam caracteres e imagens no papel a partir de pontos formados por agulhas que batiam numa fita tintada) cederam lugar para modelos à jato de tinta - mais rápidas, silenciosas, eficientes e capazes de imprimir imagens coloridas com excelentes resultados e elevadas taxas de resolução.
Essas "novas" impressoras não usam agulhas ou fitas; a tinta é borrifada a partir de uma estrutura composta por bicos (ou canais) ligados a minúsculos furos existentes nos cartuchos, que, por sua vez, são dotados de um transdutor piezelétrico e de um pequeno circuto de controle. Na impressão em cores, três dessas estruturas são geralmente utilizadas - uma para cada cor primária, além do cartucho de tinta preta (as impressoras fotográficas contam ainda com dois cartuchos adicionais, para as cores ciano e magenta claros).
Quando o usuário comanda a impressão de um documento, dois motores atuam sobre mecanismos que movimentam os cartuchos - para a direita ou para a esquerda, traçando as linhas que devem ser impressas - e que deslocam o papel, na medida em que a varredura é completada.
Para finalizar, lembro de ter dito no começo do ano que não deveriam se desesperar aqueles que pediram (mas não ganharam) um PC novinho em folha no Natal, que confiassem no Coelhinho da Páscoa. Pois bem, em sendo o caso, a hora é agora: as lojas estão coalhadas de ofertas, especialmente de computadores com tecnologias que deixaram de ser "de ponta", de certo modo, após o lançamento de novidades como os processadores de dois núcelos e do Windows Vista. Mas é bom tomar muito cuidado... escolher uma máquina de grife não é garantia absoluta de levar para casa um equipamento da melhor qualidade, como discutiremos detalhadamente na próxima postagem.
Abraços a todos e uma ótima Páscoa.

quarta-feira, 4 de abril de 2007

Águas de Março em Abril...

Como sabemos, foi o saudoso maestro Tom Jobim que imortalizou as "Águas de Março" (chuvas de verão) na famosa canção de mesmo nome... Só que, neste ano, esas chuvas torrenciais, típicas do verão, vêm dando o ar da graça em Abril - já em pleno outono, portanto. Foi o que se viu na tarde de ontem, aqui na cidade de São Paulo, com destaque para a zona sul e região do Aeroporto de Congonhas: o trânsito, já caótico, ficou infernal; alagamentos e semáforos apagados atrasaram o jantar de muita gente (alguns paulistanos continuam sem energia elétrica até agora).
Nunca é demais lembrar que não devemos usar eletro-eletrônicos (notadamente o computador) durante tempestades com relâmpagos. Mesmo com a proteção de filtros de linha, estabilizadores de tensão e no-breaks, convém pôr as barbas de molho e desligar os equipamentos diante dos primeiros sinais do temporal (que geralmente não cai sem avisar).
Mesmo se não estiver relampejando, chuvas fortes com rajadas de vento costumam trazer problemas à rede elétrica, e a interrupção abrupta no fornecimento de energia resulta quase sempre em perda de dados - quando não causa problemas mais graves, como a queima de placas de modem, HD e outros componentes delicados e sensíveis a oscilações de tensão.
Então, ainda que esta recomendação pareça a mais pura exaltação do óbvio, diante do prenúncio de uma tempestade, o recomendável é finalizar os trabalhos em andamento, fechar os aplicativos, encerrar o Windows e desligar o computador (e o modem, inclusive da tomada). E o mesmo vale para televisores, aparelhos de som, refrigeradores e companhia - nesse caso, não há perda de dados, mas apenas o risco de queima do equipamento, especialmente se ocorrer uma sobretensão na rede elétrica, fato comum quando o fornecimento de energia é restabelecido.
Já no ambiente de trabalho, quem pode, manda; quem tem juízo, obedece. Nesse caso, o melhor é você se ater à política da empresa, mas não custa alertar seu chefe acerca desses perigos.
Abraços, boa sorte a todos e até amanhã, se São Pedro permitir.

terça-feira, 3 de abril de 2007

Ilusões de óptica

Essa dica me foi enviada por um leitor do velho Curso Dinâmico de Hardware, com a sugestão de que eu a postasse aqui no blog.
Pois bem, todos nós já vimos em revistas - ou até mesmo recebemos por e-mail - imagens e animações com figuras criadas a partir de ilusões de óptica (que muita gente leva um tempão para perceber), como a do rosto de Cristo que eu usei para ilustrar o post de hoje.
Para quem é chegado nessas coisas, o site http://www.eyetricks.com/ é uma boa pedida. Eu fui até lá xeretar e, inobstante alguns banners insistentes e janelinhas pop-up incomodativas, gostei bastante.
Além dessas imagens "de duplo sentido", você encontra uma vasta coleção emoticons, proteções de tela, papéis de parede e outros troços do gênero. Visite.
Bom dia a todos e até amanhã.

segunda-feira, 2 de abril de 2007

Limpeza... - conclusão

Depois de um breve recesso (para quem não reparou, eu não publiquei novos posts neste último final de semana), vamos retomar o assunto em pauta falando um pouco sobre as impressoras - embora não seja um periférico essencial ao funcionamento do computador, a maioria dos usuários domésticos utiliza uma impressora no seu dia-a-dia, razão pela qual ela também deve ser mantida limpa e em boas condições de funcionamento.
Para limpar a parte externa (caraça) , o paninho umedecido numa solução de água morna e detergente neutro (ou outro produto de limpeza à base de amoníaco, como o tradicional Ajax) é suficiente, mas o mais importante é você abrir o software de impressão, de tempos em tempos, localizar a opção de limpeza das cabeças de impressão (ou limpeza de jatos, como ela costuma ser chamada) e seguir as instruções do fabricante (consulte o manual da sua impressora, se necessário), evitando com isso que os cartuchos ressequem e que comecem a surgir falhas na impressão.
Por misturar peças mecânicas com uma eletrônica sofisticada, sua impressora é passível de apresentar uma série de problemas, muitos dos quais você mesmo pode resolver facilmente. Note que, além da fadiga natural decorrente do uso, há diversos fatores que contribuem para o mau funcionamento, como a utilização da máquina em em ambientes com clima muito seco (como salas com ar condicionado) ou em locais com grande incidência de calor e poeira.
Seja como for, antes de procurar ajuda especializada (dependendo do preço do conserto, às vezes é melhor comprar um equipamento novo), analise o problema apresentado e procure identificar suas possíveis causas. O manual (ou o arquivo PDF que acompanha o software da impressora) pode lhe oferecer dicas interessantes; não deixe de consultá-lo.
Adicionalmente:

1. Verifique se os cabos (de dados e de energia) estão devidamente conectados, tanto na impressora quanto no computador.
2. Veja se há energia na tomada que alimenta o aparelho (ou se o filtro de linha ou outro dispositivo de proteção não está com o filamento do fusível rompido).
3. Veja também se há papel na bandeja e tinta nos cartuchos (isso parece óbvio, mas nunca se sabe...).
4. Ao alimentar a impressora, ventile adequadamente o papel e não exceda a quantidade de folhas recomendada pelo fabricante. Além disso, nunca acrescente papel; remova as folhas remanescentes, junte as novas e recoloque tudo na bandeja.
5. Use sempre papel de boa qualidade e atente para a face imprimível (se houver).
6. Quando for substituir os cartuchos de tinta, atente para as instruções do fabricante e siga-as à risca, na ordem sugerida. Use a limpeza de jatos (mas não abuse, porque esse recurso consome uma quantidade absurda de tinta, sem falar que, em certos casos, atual simultaneamente sobre os cartuchos preto e coloridos).
7. Se enfrentar problemas de impressão logo após a troca dos cartuchos e a situação não se normalizar com uma única limpeza de jatos, não insista na operação. Experimente outro cartucho antes de recorrer a qualquer outra providência mais radical.
8. Assegure-se de ter instalado os drivers corretos (muitas anormalidades no funcionamento das impressoras é proveniente do uso de drivers inadequados ao modelo específico do aparelho ou incompatíveis com a versão do seu sistema operacional).
9. Se a impressora não "puxa" o papel (problema comum em modelos ink jet), uma das causas prováveis é o ressecamento das borrachas do rolo tracionador (às vezes, basta você limpá-las para que o papel volte a ser puxado normalmente). Já quando ela puxa várias folhas simultaneamente, verifique se você não está utilizando papel de má qualidade, se as folhas foram devidamente "ventiladas" e se a quantidade de papel existente na bandeja não é superior à recomendada pelo fabricante.
10. Evite inclinar sua impressora num ângulo superior a 45 graus, ou a tinta dos cartuchos poderá escorrer para a placa lógica e contaminar os sensores.

Boa sorte a todos, abraços e até amanhã.