quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Ansiedade

Ansiedade” é um sentimento típico de quem vive no futuro, preocupado com coisas que ainda vão acontecer, e apesar de não ser exatamente uma doença - ela faz parte do sistema de defesa de quase todos os animais vertebrados - a linha que separa o normal do exagerado é tênue e varia de pessoa para pessoa.
É oportuno lembrar que a ansiedade nos trouxe até aqui através da evolução (a seleção natural, aliás, favoreceu animais e pessoas preocupadas em excesso, e muito embora não haja mais predadores vorazes à espreita para nos atacar, continuamos sujeitos a uma porção de novas ameaças). Mesmo assim, esse sentimento controverso - mas essencial para a sobrevivência - acabou relegado ao posto de vilão do mundo moderno e ganhando a fama de atrapalhar as relações pessoais, a competência no trabalho e todo tipo de situação delicada.
A informação - ou a rapidez com que a informação viaja pelo mundo, especialmente devido à popularização da Internet - é atualmente um dos fatores que mais gera ansiedade. A capacidade de computação mundial aumentou 8 mil vezes nos últimos 40 anos (os especialistas calculam que produzimos mais informação na última década do que nos 5 mil anos anteriores), e todo esse acúmulo causa um bocado de ansiedade. Aliás, já foram até criados neologismos para definir a ansiedade inerente aos novos meios de comunicação - como “technology-related anxiety” (ansiedade que surge quando o computador trava, que afeta 50% dos trabalhadores americanos) e “ringxiety” (impressão de que o celular está tocando o tempo todo) -; no Brasil, estima-se que 1/4 da população sofra de algum tipo de distúrbio ansioso ao longo da vida (síndrome do pânico, stress pós-traumático, fobias, transtorno obsessivo-compulsivo e transtorno de ansiedade generalizada).
Seja lá como for, na maioria dos casos a ansiedade diminui quando há o enfrentamento direto do problema, mas se a dificuldade estiver no futuro e distante, a inquietação dificilmente irá passar, até porque não existe fórmula mágica para controlá-la, a não ser, talvez, valer-se dos princípios do pensamento positivo, pensar que tudo vai dar certo e que os problemas lá na frente não podem ser tão grandes assim.
Boa sorte.

Em tempo: As informações que serviram de base para esta postagem foram extraídas de uma reportagem (assinada por Karin Hueck) publicada na revista SUPERINTERESSANTE, edição de novembro/08.
Postar um comentário