quarta-feira, 1 de julho de 2009

Quando o progresso vira retrocesso

Se você teve alguma experiência pouco gratificante com upgrades de softwares, saiba que não está sozinho. Meses atrás, atualizei meu WinZip para a versão atual (12.0) e descobri teria de pagar US$ 29.95 para continuar utilizando o programa após o período gratuito (90 dias); mais recentemente, atualizei o Skype e não gostei da nova interface – que achei um tanto confusa e bastante poluída.
Do ponto de vista dos desenvolvedores de softwares, as novas versões integram correções de erros e brechas de segurança, interfaces melhoradas, funções mais abrangentes e outros aprimoramentos, mas, na prática, alguns programas acabam se transformando em monstruosidades devoradoras de recursos e difíceis de utilizar, enquanto outros perdem suas características mais atraentes (visando levar os usuários a migrar para suas versões pagas).
A propósito, uma matéria publicada na PCWorld americana relaciona diversos “bons softwares” que se tornaram ruins, dentre os quais o MSN (ou MSN Messenger, ou ainda Windows Live Messenger – após tantas mudanças de nome, fica difícil alguém se lembrar de todos eles), o Windows Media Player (que já foi bem mais simples, prático e fácil de usar), o Winamp (que cresceu através dos anos, e não necessariamente para melhor), o ACDSee (cuja versão atual é grande, lenta, e difícil de usar) e o Adobe Reader (que começou com 1.4 MB e agora já passa dos 20 MB).
Vale salientar que, dentro do contexto global, ocorrências dessa natureza são exceções, não a regra, razão pela qual nossa recomendação continua sendo no sentido de atualizar os programas e migrar para as novas versões sempre que possível (especialmente por conta da segurança). Em situações excepcionais, todavia, sempre se pode contar com sites como o OldVersion (http://www.oldversion.com/) e o OldApps (http://www.oldapps.com/), que oferecem versões antigas de um vasto leque de programas.
Até mais ler.
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