segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Pixels ruins

Os populares e já quase onipresentes monitores LCD são bem mais leves e esguios do que os modelos CRT, até porque dispensam o cinescópio e outros pesados e volumosos componentes, mas isso não significa que não sejam aparelhos extremamente complexos. E como suas telas são compostas por lâminas de vidro polarizado que recobrem uma fina camada de polímeros, e que esse substrato é fundido num único wafer de silício, sempre existe a possibilidade de alguns pixels defeituosos brindarem o usuário com pontinhos brilhantes, pretos ou coloridos, visíveis ou não (dependendo da cor do fundo da tela).
O cristal líquido é um material com propriedades físicas que lhe facultam um estado intermediário entre o sólido e o líquido (chamado de “fase nemática”), e suas moléculas reagem de modo previsível a variações de temperatura e tensão elétrica, permitindo controlar o modo como a luz as atravessa. Assim, cada pixel da imagem é formado por três pontos (um vermelho, um verde e um azul), que podem assumir 256 tonalidades diferentes e, combinados, resultam numa paleta de 16.777.216 cores.
A existência de uns poucos pontos problemáticos dificilmente autoriza a substituição do aparelho em garantia. Embora esse assunto tenha sido normatizado pelo ISO 13406-2, que define quatro classes de defeitos – que vão de um padrão totalmente isentos de falhas até a ocorrência de 50 pixels problemáticos –, muitos fabricantes utilizam critérios próprios (baseados no número de pixels congelados e na distância entre eles) para contornar essas reclamações.
Assim, ao comprar um monitor LCD, convém testá-lo no balcão da loja e só levá-lo para casa se estiver em perfeitas condições (digam o que disserem as normas internacionais). Já no caso de o aparelho apresentar problemas mais adiante e não for possível trocá-lo em garantia (ou não houver mais garantia), vale a pena conhecer algumas medidas paliativas, mas isso é assunto para a próxima postagem.
Abraços e até amanhã.
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