segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Sutilezas da Placa-Mãe

Dando seqüência à postagem da última quarta-feira e atendendo a sugestão deixada por um leitor na matéria do dia seguinte, vou dedicar mais algumas linhas à placa-mãe – também conhecida como “placa de sistema”, “placa de CPU” ou “motherboard” – cujas características e qualidade são fundamentais para que o computador ofereça bom desempenho, estabilidade e capacidade de expansão (upgrade). Convém salientar, por oportuno, que o nível desta abordagem será elementar, tanto para não tornar a leitura maçante e de difícil compreensão para leigos e iniciantes, quanto para não fugir aos propósitos e possibilidades deste Blog, que visa apenas a um “bate-papo informal e despretensioso” e não a ministrar um curso avançado de hardware à distância.

Passando ao que interessa, se o processador é o “cérebro”, a placa-mãe é o “coração” de um sistema computacional: além de resistores, capacitores e diversos circuitos de apoio, ela integra o CHIPSET, que provê funcionalidade ao computador e determina, dentre outras coisas, quais processadores poderão ser utilizados, o tipo e a quantidade máxima de memória suportada, as freqüências dos barramentos e a oferta de slots de expansão (que definem quais e quantos dispositivos podem ser agregados ao sistema).

Observação: O chipset costuma ser constituído por dois “módulos” interdependentes (“ponte-norte” e “ponte-sul”) que gerenciam a intercomunicação entre os diversos componentes do sistema, definem o “clock” (freqüência do sinal responsável pela transmissão dos dados entre o processador, as memórias e os demais dispositivos), controlam os barramentos (PCI, AGP, PCI-Express, etc.), as interfaces IDE/ATA e/ou SATA, as portas paralelas e seriais, as memórias RAM e cache, etc. – mas isso já é outra história e fica para outra vez.

Diante do exposto, fica fácil compreender a relevância da placa-mãe – alguns especialistas chegam a dizer que "um PC nada mais é do que uma placa de CPU dentro de uma caixa metálica e com alguns dispositivos ligados ao seu redor” – e a importância de se escolher um produto confiável, que garanta boa performance e estabilidade ao sistema como um todo.

Por ser constituída a partir de várias “camadas” prensadas e interligadas, a placa-mãe deve ser projetada e fabricada com tecnologias de ponta e ferramentais altamente sofisticados – qualquer erro, por menor que seja, pode comprometer o desempenho e a confiabilidade do computador. Pense nisso quando se sentir tentado a comprar um produto barato, de segunda linha ou origem “suspeita”, e lembre-se de que a aquisição de um computador de grife não dispensa a análise cuidadosa da placa que o equipa, ainda que as opções, nesse caso, sejam simplesmente aceitar ou rejeitar a configuração estabelecida pelo fabricante.
 
Amanhã a gente continua.

Abraços e até lá.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Novo Paint e humor de sexta-feira

Quem instalou a versão RC do “Seven” certamente reparou que o Paint – editor de imagens padrão do Windows – ganhou uma versão repaginada, com interface Ribbon (a mesma usada no Office 2007), pincéis adicionais, opções de formas e outras melhorias.
Entretanto, se você não fez o upgrade do sistema e acha o Paint do XP/Vista por demais “espartano”, lembre-se de que existem excelentes softwares gratuitos – como é o caso do GIMP (www.gimp.org/) e do Paint.Net (www.getpaint.net/), por exemplo, que já foram abordados anteriormente aqui no Blog – e editores baseados na web, como o Pixlr (www.pixlr.com/) e o Sumo Paint (www.sumopaint.com/web/), igualmente eficientes e fáceis de usar.

Passemos agora à nossa tradicional piadinha de sexta-feira.

No caminho para o Rio de Janeiro, o ônibus pára numa cidade do interior de Minas Gerais e um caipira sobe c/ três leitõezinhos no colo.
Um carioca, querendo tirar um “sarro”, pergunta:
- E aí capiau, levando os porquinhos para um passeio?
- É sô, os bichim nunca viro o mar...
- E esse leitão tem nome?
-Tem sô! Esse aqui é o 'suatia'. Aquele ali é o 'suavó' e...
Aí o carioca interrompe:
- Ah! O último é a ' suamãe', né?
E o mineiro, sem perder a calma:
- Não sô, êsse é o 'seupai'. 'Suamãe' eu cumi onti...

Um ótimo final de semana a todos.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

PC: montar ou comprar pronto?

Eis aí uma boa pergunta – difícil é oferecer uma boa resposta, já que existem diversas variáveis a analisar. Em todo caso, vamos lá:
A meu ver, os desktops de “grife” têm a seu favor o preço (já que os fabricantes contam atualmente com incentivos fiscais e outras facilidades que lhes permitem oferecer modelos com configurações interessantes por valores bastante competitivos), além de contarem com o benefício da garantia e suporte técnico. Por outro lado, suas opções de configuração são limitadas e nem sempre condizem com as expectativas e necessidades do consumidor – mesmo considerando que, para um usuário doméstico comum, trocar um “Pentium III” do final do século passado por uma máquina atual, ainda que de entrada de linha, já é uma evolução considerável.
A integração personalizada, por sua vez costuma resultar num aparelho de melhor desempenho, mas exige que o usuário seja capaz de escolher os componentes (placa-mãe, memórias, disco rígido, placa gráfica, etc.), dimensionar corretamente o consumo de energia e realizar a montagem por sua própria conta.

Observação: A fonte de alimentação fornece diversas tensões e correntes para alimentar os vários circuitos da máquina, e sua potência “nominal” corresponde à soma desses fatores. Para conhecer as exigências do seu sistema, você pode pesquisar as características técnicas de cada componente no site do fabricante e multiplicar a tensão (em volts) pela corrente (em ampères) para obter a potência (em watts), mas é mais fácil e rápido usar uma calculadora para fontes, como a do Newegg (http://educations.newegg.com/tool/psucalc/index.html) ou do eXtreme (http://extreme.outervision.com/psucalculatorlite.jsp).

Vale lembrar que é possível se beneficiar de algumas vantagens da integração personalizada sem abrir mão da garantia e outros benefícios atinentes a um produto de grife escolhendo um computador no site da Dell (http://www.dell.com.br/), que permite ajustar diversos itens da configuração e até economizar uma grana abrindo mão do monitor, por exemplo (caso o seu esteja em boas condições de conservação e funcionamento), coisa que nem sempre acontece quando se compra um aparelho em lojas como Extra, Carrefour, Ponto Frio e outras que tais.
Bom dia a todos e até mais ler.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

De volta à placa-mãe

Vimos que o upgrade pode ser uma opção interessante para solucionar “gargalos” do sistema, que tem mais chances de sucesso se for parcial, e que sua viabilidade – tanto do ponto de vista técnico quanto do econômico – depende da “idade” e das condições do aparelho (leia mais sobre esse assunto nas postagens de 25/08 e 19/03).

Isso porque todo PC é formado por um conjunto de dispositivos interligados pela placa-mãe – a quem cabe garantir a intercomunicação harmoniosa entre eles –, e uma placa projetada para a realidade vigente há três ou quatro anos, por exemplo, não terá como oferecer suporte a soluções tecnológicas mais recentes, de maneira que mesmo uma evolução simples – como o acréscimo de memória ou troca do HD – pode sofrer sérias limitações.

Pior ainda se a evolução pretendida envolver o processador, pois já vai longe o tempo das placas “socket7” (que suportavam chips de diferentes marcas, modelos e versões); hoje em dia, o conjunto “placa- mãe + CPU + memórias” requer uma avaliação cuidadosa, sendo recomendável, inclusive, adquirir esses componentes numa “operação casada”, e de um mesmo fornecedor.

Observação: Uma placa desenvolvida para processadores da Intel não irá aceitar um chip da AMD, de modo que convém visitar o website dos fabricantes e checar exatamente os tipos e modelos de componentes que seus produtos suportam. Note que esse cuidado vale também para as memórias: antes de comprar uma placa nova é preciso identificar o tipo de memória que você possui (DIMM/SRDAM, DDR, DDR2, DDR3), a menos que a idéia seja atualizar todos os componentes internos do computador, quando então o upgrade se tornará uma integração.

Substituir a placa-mãe por um modelo moderno, que aceite uma nova CPU, mais memória e/ou HDs padrão SATA, por exemplo, é o tipo de solução aconselhável somente em situações personalíssimas, e a ajuda de um técnico é mais do que indicada, já que o procedimento é complexo e delicado (é comum o usuário comprar uma placa que não cabe no gabinete ou na qual a posição dos conectores de rede, USB e saída de som são incompatíveis com os respectivos recortes).

Vale lembrar que vários aplicativos fornecem informações sobre o hardware de seu computador. O Everest e o Sandra são os mais conhecidos, mas o PC Wizard, o HWInfo 32 e o System Information também oferecem detalhes que ajudam a escolher uma nova placa-mãe (no caso de versões gratuitas, mais limitados que as comerciais, é melhor é usar pelo menos duas delas, não só para comparar os resultados obtidos, mas também para obter um leque mais abrangente de informações).

Note que existem diversas marcas e modelos de placas-mãe no mercado, divididas em três categorias: de entrada, intermediárias e de topo de linha. A diferença principal fica por conta do subsistema de vídeo; as de entrada vêm com chip gráfico integrado (onboard), cujo desempenho costuma ser mais modesto que o das aceleradoras gráficas dedicadas.

Algumas placas “top” aceitam mais de uma aceleradora gráfica, havendo modelos que oferecem opção de crossfire ou SLI – para combinar a performance das GPUs, dependendo do tipo de placa usada –, alto desempenho e ainda a possibilidade de overclocking (veja mais sobre esse assunto na postagem de 24 de março passado).

Bom dia a todos e até mais ler.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Modernizar é preciso (segunda parte)

Conforme dissemos na postagem anterior, tanto o upgrade de hardware quanto a integração personalizada podem ser soluções interessantes para quem deseja ou precisa modernizar seu equipamento.
Para entender melhor, pense no PC como um imóvel: se ele estiver quitado e devidamente documentado, talvez compense construir mais um quarto ou banheiro, por exemplo (a despeito do custo e do aborrecimento inerente a essas reformas). Já se idéia for transformar uma casa térrea num sobrado, é melhor derrubar tudo e recomeçar do zero – ou vender o imóvel e procurar outro mais adequado.
Na esteira desse raciocínio, fica fácil inferir que o upgrade tem mais chances de ser bem sucedido se for “setorizado”, já que uma evolução abrangente, mesmo quando tecnicamente possível, nem sempre será viável à luz da relação custo/benefício (conforme o número de componentes envolvidos no processo, melhor partir para a integração ou comprar uma máquina pronta).
Em linhas gerais, o upgrade permite eliminar “gargalos” do sistema e costuma ser uma solução adequada para quem comprou um PC de entrada de linha, por exemplo, e descobriu que precisa de mais RAM ou de mais espaço em disco (adicionar memória, trocar o disco rígido, ou mesmo acrescentar um segundo HD são procedimentos relativamente simples, baratos e funcionais). Por outro lado, se seu computador já tiver uns quatro ou cinco anos de uso, pode ser difícil encontrar pentes de memória compatíveis ou mesmo integrar um drive de HD moderno e aproveitar toda a sua capacidade.
Passando agora à integração - mediante a qual o usuário “constrói” (ou encomenda) um PC configurado a seu gosto -, a grande vantagem não é necessariamente a economia, mas sim a possibilidade de poder escolher “a dedo” os componentes (placa-mãe, CPU, disco rígido, placas de vídeo e de rede, pentes de memória, gabinete, fonte de alimentação) que formarão o produto final. Por outro lado, será preciso “correr atrás” do melhor preço, enfrentar riscos de incompatibilidades e abrir mão da garantia - que ficará limitada à dos fabricantes das peças ou, na melhor das hipóteses, do profissional que procederá à montagem, caso você não queira se arriscar a fazer o trabalho por sua conta e risco (mais informações nos volumes 1 e 2 da CGFI Edição Especial/Monte seu PC, que podem ser encontrados em http://loja.revistaonline.com.br/online/vitrines/produtos/produto1164.asp).

Observação: Alguns fabricantes – como é o caso da Dell – vendem seus produtos on-line (http://www.dell.com.br/) ou por telefone (0800 970 3384), e permitem personalizar alguns itens da configuração. O arco de opções não é tão abrangente quanto na integração, mas é bem maior do que na compra de PC de grife em hipermercados e grandes magazines. Mas não se iluda: desktops "top" de linha ultrapassam facilmente a casa dos R$ 5 mil, e notbooks idem podem custar mais de R$ 10 mil.

Bom dia a todos e até mais ler.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Modernizar é preciso...

No tempo em que os computadores custavam “os olhos da cara”, muitos de nós éramos obrigados a prorrogar “ad eternum” a vida útil de máquinas obsoletas, totalmente divorciadas das exigências dos sistemas e programas mais recentes. Hoje, com a redução do preço e as facilidades de pagamento, basta economizar o equivalente a um jantar por mês na pizzaria para substituir um PC “movido à corda” por um modelo atual, novinho em folha.

Observação: Uma máquina “de grife” não é a única opção para quem precisa modernizar seu equipamento; em alguns casos, um upgrade de hardware ou uma integração feita (ou encomendada) pelo próprio usuário podem ser soluções igualmente interessantes, como veremos oportunamente.

Computadores comprados prontos costumam vir com sistema operacional pré-instalado, mas não basta retirá-los da embalagem e conectar os cabos; é preciso revisar algumas configurações, resgatar arquivos pessoais, instalar programas adicionais e – ainda que pareça um contra-senso – livrar-se dos “inutilitários” que o acompanham (e que variam conforme a marca e o modelo do produto).
Tecnicamente, tudo que não faz parte do Windows pode ser descartado para evitar desperdício de espaço no disco e/ou consumo desnecessário de recursos do sistema, mas é bom você fazer uma análise criteriosa antes de sair apagando programas a torto e a direito: softwares desconhecidos ou inúteis podem ser removidos de plano, da mesma forma que aplicativos redundantes (não faz sentido manter uma suíte gratuita de aplicativos de escritório, por exemplo, quando se tenciona usar o MS Office), mas o antivírus fornecido com o computador – se houver – deve ser habilitado e mantido operante até que seja instalada uma nova ferramenta de proteção.

Observação: Vale lembrar que a remoção de programas deve ser feita preferencialmente pelo desinstalador do próprio aplicativo, caso exista, ou via Iniciar > Painel de Controle > Adicionar ou remover programas (mais detalhes na postagem de 28 de julho passado).

Concluída a “limpeza”, rode o Windows Update e aplique todas as correções críticas disponíveis para o sistema e seus componentes. Em seguida, instale (e atualize) o arsenal de segurança e demais aplicativos (suíte de escritório, editor de imagem e vídeo, player de música, ferramentas de manutenção, etc.) e transfira seus arquivos pessoais da máquina antiga para a nova – através de uma rede local ou com o auxílio um de um drive externo. Ao final, execute o CCleaner ou o Advanced System Care (já abordados em outras postagens) para começar “vida nova” com um sistema limpo e saudável.
Amanhã a gente continua.
Abraços e até lá.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Curtas e humor de sexta-feira

Se você costuma utilizar regularmente as mesmas pastas e acha aborrecido ter de abrí-las toda vez que liga o PC, saiba que esse "problema" pode ser resolvido mediante um ajuste muito simples: abra o Windows Explorer, clique em Ferramentas > Opções de Pasta..., pressione Enter, selecione a aba Modo de Exibição, marque a opção "Restaurar janelas de pastas anteriores ao logon" e dê OK.
Já se você gosta de ler, vale a pena conhecer o site www.livrosparatodos.net/; se gosta de curiosidades, não deixe de visitar http://www.poodwaddle.com/clocks2pw.html, e se quiser ver um vídeo impagável ao som da igualmente impagável "Aquarela do Brasil", clique em http://www.almacarioca.com.br/arte070.htm.

Passemos agora à nossa tradicional piadinha:

Carta de mãe (alentejana): Querido filho, ponho-te estas poucas linhas para saberes que estou viva. Escrevo devagar porque sei que não gostas de ler depressa. Se receberes esta carta, é porque chegou. Se ela não chegar, avisa-me que eu mando-te outra.
Teu pai leu no jornal que a maioria dos acidentes ocorrem a 1km de casa. Assim, mudámo-nos para mais longe. Sobre o casaco que querias, o tio disse que seria muito caro mandar-to pelo correio por causa dos botões de ferro que pesam muito. Assim arranquei os botões e os pus no bolso. Quando chegar aí, prega-os de novo.
No outro dia, houve uma explosão na botija de gás aqui na cozinha. O pai e eu fomos atirados pelo ar e saímos fora de casa. Que emoção: foi aprimeira vez em muitos anos que o pai e eu saímos juntos.
Sobre o nosso cão, o Joli, anteontem foi atropelado e tiveram de lhe cortar o rabo, por isso toma cuidado quando atravessares a rua.
Na semana passada, o médico veio visitar-me e colocou na minha boca um tubo de vidro. Disse para ficar com ele por duas horas sem falar. O teu pai ofereceu-se para comprar o tubo.
Tua irmã Maria vai ser mãe, mas ainda não sabemos se é menino ou menina, portanto não sei se vais ser tio ou tia.
O teu irmão António deu-me muito trabalho hoje. Fechou o carro e deixou as chaves lá dentro. Tive que ir a casa, pegar a suplente para a abrir. Por sorte, cheguei antes de começar a chuva, pois a capota estava em baixo.
Se vires a Dona Esmeralda, diz-lhe que mando lembranças. Se não a vires, não digas nada. Tua Mãe (Marta)
PS: Era para te mandar os 100 euros que me pediste, mas quando me lembrei já tinha fechado o envelope.

Bom final de semana a todos.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Vapt-vupt

Bom seria se o PC “acendesse” numa fração de segundo, como uma lâmpada, mas esse dia ainda está longe e, não por acaso, uma das reclamações mais comuns dos usuários diz respeito à “eternidade” que o Windows leva para carregar (e às vezes também para desligar, mais isso já é outra história).
Segundo meu filho, que há alguns meses se rendeu aos encantos da “Maçã”, o Mac inicializa bem mais depressa que o XP (o Vista é ainda mais lerdo, especialmente se a configuração de hardware da máquina não for das mais poderosas, mas tudo indica que o “Seven” será um pouco mais “esperto”).
Seja como for, existem maneiras de acelerar a inicialização do Windows, seja através de algumas reconfigurações que a gente já sugeriu em outras oportunidades, seja mediante a utilização de programinhas desenvolvidos para esse fim, como é o caso do freeware Startup Delayer – que permite retardar a inicialização de vários aplicativos que pegam carona no boot do sistema (se você programá-los para iniciar 10 ou 15 minutos depois, o tempo de boot será sensivelmente melhorado). Mais informações e download em http://www.r2.com.au/software.php?page=2&show=startdelay.

Observação: No caso de computadores com vários anos de estrada, o ideal é fazer um backup, reformatar o HD e reinstalar o sistema a partir do zero – apesar de ser uma medida radical e um tanto trabalhosa, ela irá restaurar a performance original do sistema.

Bom dia a todos e até mais ler.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Dicas

Pegando um “gancho” no assunto das duas últimas postagens, veja a seguir algumas dicas que ajudam a “controlar” o correio eletrônico (afinal, o usuário é que deve dominar a ferramenta, não o contrário):

· Defina horários específicos para checar suas mensagens e evite manter seu cliente de e-mails aberto o tempo todo (o Outlook consome uma parcela significativa de recursos do computador).
· Habitue-se a conferir o remetente e o assunto de cada e-mail antes de abri-lo – sempre tem um chato de plantão que entope nossa caixa de entrada com piadinhas, correntes e apresentação enormes com histórias adocicadas, mas não é sempre que temos tempo ou disposição para esse tipo de conteúdo.
· Seja seletivo ao atribuir urgência às suas mensagens (e-mails urgentes não são necessariamente os que chegam com um ponto de exclamação em vermelho, pois muitos remetentes costumam marcar todos dessa maneira).
· Utilize o campo “Assunto” para inserir informações pertinentes ao tema tratado no e-mail e evite misturar conteúdos diferentes numa mesma mensagem (se necessário, escreva outro e-mail e preencha o campo Assunto com as informações apropriadas).
· Ao responder e-mails enviados em massa, evite utilizar o comando “Responder a todos” se a resposta em questão tiver interesse apenas para o remetente da mensagem.

Até mais ler.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Revisitando o SPAM (conclusão)

Dando sequência ao assunto iniciado na postagem de ontem, veremos a seguir algumas dicas práticas para coibir o spam e o scam, mas não sem antes salientar que é praticamente impossível resolver de vez esse problema, até porque, da mesma forma como as pessoas compram CDs e DVDs piratas, também há quem compre produtos oferecidos por e-mails comerciais indesejados (pesquisas dão conta de que 8% dos internautas norte-americanos que recebem spams compram os produtos anunciados - notadamente o medicamento Viagra, que custa entre 10 e 15 dólares nos Estados Unidos, mas sai por apenas 2 dólares em países onde a patente de seu princípio ativo expirou).

1- Seja criterioso ao preencher formulários e evite cadastrar seu endereço eletrônico em sites duvidosos. Preserve suas informações confidenciais (como endereços de e-mail, dados pessoais e, principalmente, cadastrais de bancos, cartões de crédito e senhas).
2- Se estiver em um site que não lhe inspire confiança, crie um e-mail temporário apenas para este cadastro - o site http://www.10minutemail.com/ permite criar um endereço gratuito válido por 10 minutos (prorrogáveis por mais dez). Alternativamente, utilize o BugMeNot (mais detalhes na postagem de amanhã).

3- Habitue-se a usar endereços diferentes para assuntos pessoais, de trabalho, compras on-line e cadastros em sites em geral, bem como a não interagir ou responder e-mails de cuja procedência você desconfiar. O ideal é reportar a mensagem indesejada como spam, mesmo se a oferta for de seu interesse (a maioria dos provedores disponibiliza um link para reportar spams).

4- Configure os recursos anti-spam oferecidos pelo seu provedor e inclua em seu catálogo de endereços os contatos com quem você mantém relacionamento (assim, o provedor não classificará essas mensagens como spam, permitindo que você crie regras mais fortes contra mensagens indesejadas). Adicionalmente, baixe e instale um software anti-spam para robustecer seu arsenal de segurança (o firewall pode protegê-lo de programas destinados a descobrir vulnerabilidades em sua máquina para permitir que pessoas não autorizadas a acessem remotamente; o antivírus pode detectar códigos maliciosos que chegam por e-mail, programas de mensagens instantâneas, P2P, ou que são baixados de webpages, e o anti-spam pode identificar mensagens maliciosas através de suas características, palavras-chave, etc).

5- Evite visitar sites sugeridos em e-mails suspeitos. Em caso de dúvida sobre a validade da mensagem, pesquise o remetente e a ferramenta utilizada para o envio - para isso, pouse o cursor no link que sugere a exclusão da mensagem para verificar a URL da ferramenta de envio, ou clique com o botão direito do mouse sobre o link e selecione "propriedades" (você pode ainda pode verificar a quem pertence o domínio pesquisando-o no site http://www.registro.br/).

6- Tome especial cuidado com e-mails ou mensagens instantâneas cujos textos procurem atrair sua atenção por curiosidade, caridade ou perspectiva de alguma vantagem financeira, e ao se dar conta de ter clicado num link malicioso, saia do site, feche o navegador, atualize o antivírus e execute uma varredura completa (vale também checar o sistema com algum serviço on-line como o Housecall, o Live OneCare ou o Security Check, por exemplo).

7- Reze.

Boa sorte a todos e até mais ler.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Revisitando o SPAM

Conforme vimos em outras oportunidades, o termo spam designa aquelas tradicionais mensagens não solicitadas - geralmente com denúncias de supostas traições, correntes "da sorte", pedidos de ajuda, oferta de produtos para melhorar o desempenho sexual e outras bobagens que tais - que representam quase 90% dos e-mails que trafegam na Rede.

Além de abarrotar nossas caixas postais (e encher o saco), o spam pode também ser utilizado para fins criminosos, quando então recebe o nome de "SCAM" (ou "phishing scam"). Nesse caso, além de indesejadas e indesejáveis, essas mensagens passam a ser também perigosas, pois costumam embutir algum tipo de "engodo" que induz o destinatário a executar arquivos maliciosos ou a clicar em links suspeitos.

No primeiro trimestre deste ano, o Brasil subiu para a segunda posição no ranking dos países que mais enviam spam, perdendo somente para os Estados Unidos. A inclusão digital, o aumento do número de computadores com acesso à Internet em banda larga e a falta de uma política de intermediação de e-mails por parte dos provedores é um prato cheio para os spammers e golpistas de toda espécie.

Segundo o CERT.br - grupo de resposta a incidentes de segurança para a Internet brasileira -, o uso indevido de máquinas com proxies abertos ou instalados por códigos maliciosos permite que "zumbis" enviem milhares de spams sem que os usuários percebam (ao contrário do que acontece em outros países, a maioria das nossas operadoras de banda larga não implementa a "Gerência de Porta 25", que evita o envio direto de um e-mail ao servidor de correio eletrônico do destinatário).

Talvez a única maneira de se livrar definitivamente do spam seja abandonar de vez o correio eletrônico (medida um tanto radical, convenhamos), mas a boa notícia é que, segundo especialistas em marketing eletrônico e internet, algumas mudanças em nossos hábitos de navegação e gerenciamento de mensagens podem reduzir drasticamente esse aborrecimento, como veremos na postagem de amanhã.

Abraços a todos e até lá.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Dica e Humor de Sexta-Feira

É certo que as versões recentes do Windows travam bem menos do que as antigas, mas um congelamento ou outro ainda podem acontecer de quando em vez. Nesse caso, antes de reiniciar o sistema, tente abrir o Gerenciador de Tarefas, selecionar “explorer.exe” (na aba “Processos”) e clicar em Finalizar Processo (se o mouse estiver inoperante, utilize o atalho para navegar pelas abas e as setas do teclado para selecionar o processo em questão). Em seguida, abra Arquivo > Executar nova tarefa, digite “explorer.exe” (sem as aspas) na caixa “Abrir” e dê Enter.

Passemos agora à nossa tradicional piadinha de sexta-feira:

Quantas pessoas são necessárias para trocar uma lâmpada?
Depende:
Gays? Seis: um para trocar e cinco para ficar gritando: Linda! Poderosa! Maravilhosa! Divina! Tuuudoo!
Peruas? Duas: uma delas chama o eletricista enquanto a outra prepara os drinques.
Psicólogos? Apenas um, mas a lâmpada PRECISA QUERER ser trocada.
Loiras? Cinco: uma para segurar a lâmpada e outras quatro para girar a cadeira.
Consultores? Dois... Um sempre abandona o trabalho no meio do projeto.
Bêbados? Um, só pra segurar a lâmpada, enquanto o teto vai rodando.
Analistas de sistemas? Trocar pra quê! Não tem problema algum com a lâmpada velha, porque nos testes aqui no escritório ela funcionava bem..
Ativistas Gays? Nenhum. A lâmpada não precisa mudar para ser aceita pela sociedade.
Cantores sertanejos? Dois: um deles troca a lâmpada enquanto o outro escreve uma canção sobre os bons tempos da lâmpada antiga...
Gaúchos? Nenhum: macho não tem medo de escuro.
Patricinhas? Duas: uma pra segurar a Coca Light e outra pra chamar o papai.
Argentinos? Um só: ele segura a lâmpada e o mundo gira ao seu redor.
Mulher com TPM? Só ela! Sozinha!! Porque ninguém, dentro desta casa sabe como trocar uma PORRA de uma lâmpada! Bando de IMPRESTÁVEIS!!! Eles nem percebem que a lâmpada queimou! Eles podem ficar em casa no escuro por três dias antes de notar que a BOSTA da lâmpada queimou! E quando eles notarem vão passar mais cinco dias NO ESCURO esperando que EU troque a lâmpada, porque eles acham que eu sou a ESCRAVA deles!!! E quando eles se derem conta de que eu não vou trocar a lâmpada, eles ainda vão ficar mais dois dias no escuro porque não sabem que as lâmpadas novas ficam dentro da DROGA da despensa! E se, por algum milagre, eles encontrarem as lâmpadas novas, vão arrastar a MERDA da poltrona da sala até o lugar onde está a lâmpada queimada e vão arranhar o piso todo, porque são INCAPAZES de saber onde a PUTA da escada fica guardada! É inútil esperar que eles troquem a lâmpada, então sou eu mesmo quem vai trocá-la! E como eu sou uma mulher independente, vou lá e troco!
E SOME DA MINHA FRENTE!!!


Bom final de semana a todos.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

OpenWith

Atire o primeiro mouse quem nunca clicou num arquivo de formato menos comum e viu que o Windows não foi capaz de associá-lo a qualquer dos aplicativos instalados no computador.
Nesse caso, você pode tentar fazer a associação manualmente - que resulta quase sempre em mensagem de erro ou, na melhor das hipóteses, numa tela repleta de caracteres indecifráveis -, clicar no link “procurar o programa adequado na Web” (que aparece junto à borda inferior da janelinha “Abrir com”) ou pesquisar o formato em questão no Google.
Mas é mais fácil e rápido ir direto até http://www.openwith.org/ para obter uma lista completa de extensões de arquivos e os respectivos softwares que podem ser usados para ler seu conteúdo.
O site conta ainda com um programinha que verifica se algum programa instlado em seu sistema é capaz de ler o tal arquivo e, caso negativo, oferece links automáticos para aplicativos gratuitos capazes de resolver o problema.
Bom dia a todos e até mais ler.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Check Disk

O Check Disk (chkdsk.exe) do XP é o "sucessor" do ScanDisk presente nas versões 9x/ME do Windows. As informações sobre esse programinha são um tanto nebulosas, mas, em síntese, ele é uma ferramenta nativa do sistema que serve para identificar e corrigir erros no HD. Para executá-lo, localize a unidade desejada em Meu Computador, dê um clique direito sobre o ícone correspondente, escolha "Propriedades" e clique na aba "Ferramentas". Feito isso, no campo "Verificação de Erros", pressione o botão "Verificar agora", marque as duas caixas de verificação e clique em "Iniciar".
Também é possível convocar a ferramenta clicando em Inicar > Executar e digitando chkdsk na caixa de diálogo. Quando executado sem parâmetros, ela exibe o status do disco na unidade atual (volume), mas não faz correções - caso haja algum arquivo a ser corrigido, será apresentada uma mensagem a propósito. Já se acrescentarmos o parâmetro /f (chkdsk /f), o utilitário irá localizar (e tentará corrigir) eventuais erros existentes no disco.
Quanto aos demais parâmetros, /v exibe o nome de todos os arquivos contidos em cada pasta à medida que o disco é verificado; /r localiza setores defeituosos e recupera informações legíveis; /x força a desmontagem do volume (essa opção inclui também a funcionalidade da opção /f); /i efetua uma verificação menos rígida das entradas de índice, reduzindo o tempo necessário para a execução de chkdsk; /c ignora a verificação de ciclos dentro da estrutura de pastas, e /? exibe informações de ajuda no prompt de comando.
Somente membros do grupo Administradores podem rodar esse programa, e para que ele seja capaz de corrigir erros, os arquivos não podem estar abertos na unidade. Se estiverem, será exibida a seguinte mensagem:

"Não é possível executar CHKDSK porque o volume está em uso por outro processo. Deseja agendar a verificação deste volume para a próxima vez em que o sistema for reiniciado? (S/N)".

Nesse caso, o usuário deve digitar S e reiniciar o computador, para que a verificação (e eventual correção dos erros) seja feita automaticamente durante o boot (em se tratando de uma partição de inicialização, o PC será novamente reiniciado após a conclusão do processo).
Convém rodar o ChkDsk regularmente - pelo menos uma vez por mês -, preferencialmente logo após aquela faxina básica nos arquivos dispensáveis , conforme já comentamos em outras postagens. Concluída a verificação e correção dos erros, também é conveniente desfragmentar os dados gravados no disco rígido.
Note que esse procedimento, quando executado em HDs grandes (ou que contenham uma quantidade expressiva de arquivos) pode demorar muitas horas, e que o computador fica indisponível durante todo esse período.

Um ótimo dia a todos e até mais ler.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Fotos via e-mail

O uso doméstico da Internet está longe de ser uma novidade, mas a “inclusão digital” é dinâmica, e milhares de novos usuários surgem a cada dia, quase sempre deslumbrados com a vastidão dos recursos e possibilidades disponibilizados pela Web. E como todo aprendizado é um processo progressivo, sempre leva tempo para os neófitos se familiarizarem com alguns procedimentos básicos de navegação e regrinhas de “netiqueta”, tais como utilizar a cópia oculta e apagar os endereços dos demais destinatários de um e-mail antes de reencaminhá-lo para seus próprios contatos, preservando a privacidade alheia e evitando alimentar ainda mais os bancos de dados dos spammers.
Falando em reencaminhamento de mensagens, outra prática incomodativa dos iniciantes é repassar tudo aquilo que lhes chega às mãos (ou aos olhos, melhor dizendo), mesmo que o assunto não seja de interesse geral. Para piorar, com a queda de preço e conseqüente popularização das câmeras digitais, alguns entusiastas da fotografia não raro entopem (literalmente) nossas caixas postais com suas “obras de arte”, enviando mensagens que demoram uma eternidade para ser descarregadas, mesmo quando o infeliz destinatário utiliza uma conexão em banda larga.
Na ânsia de compartilhar as imagens, seja por desconhecimento, seja por descaso, pouca gente se dá ao trabalho de diminuir o tamanho das fotos, e uma câmera digital com resolução de 10,2 MP gera imagens de quase 2,5 megabytes (multiplique isso por algumas dezenas de fotos e você terá idéia do tamanho da encrenca).
Entretanto, o XP pode redimensionar as fotos que você envia por e-mail; basta clicar sobre elas com o botão direito do mouse, selecionar Enviar para > Destinatário de Correio e, na caixa de diálogo que irá se abrir, marque a opção Reduzir todas as imagens.
Para tornar as fotos mais leves, o Windows reduz sua resolução, e embora a qualidade da imagem permaneça aceitável para visualização na tela, não será suficiente para apresentar bons resultados se o destinatário for imprimi-las no papel (nesse caso, o melhor é enviar as imagens em seu formato original). Não deixe de compartilhar essa dica com seus amigos!
Em tempo: Ainda não recebi qualquer notícia oficial da Microsoft sobre o patch twesday deste mês (acho que se esqueceram de mim), mas parece que haverá correções para cinco falhas - uma crítica e quatro importantes - envolvendo o Windows e outros produtos da empresa.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

TV na Web

Para quem gosta de assistir a um filminho numa tela LCD de muuuuitas polegadas, escarrapachado no sofá da sala, comendo pipoca e tomando guaraná, ver TV no PC pode parecer programa de índio - mas quando o serviço de TV a cabo sai do ar justamente na hora do jogo ou do último capítulo da novela, é sempre bom ter um "plano B".
Diversas emissoras de TV (do Brasil e do exterior) disponibilizam sua programação pela Internet através de streaming, permitindo assistir gratuitamente aos programas em tempo real, desde que o interessado tenha um media player instado e uma conexão em banda larga de velocidade razoável. Seguem abaixo algumas sugestões:
1 - O TVUPlayer (disponível em http://www.tvunetworks.com/) é um freeware que permite acessar diversos canais de TV a cabo e satélite do mundo inteiro – Disney, CNN, Hollywood Movies e Cartoon Network, dentre outros) em tempo real e com alta qualidade. Roda em Windows 2000, XP e Vista.
2 – O ChrisTV Online (http://www.chris-tv.com/download.html) oferece mais de 1000 canais de TV e cerca de 600 estações de rádio de mais de 100 países, além de exibir vídeo clipes e trailers de filmes. A versão “lite” é gratuita para uso não comercial.
3 – O TVexe (http://www.tvexe.com/) também gratuito, oferece opção de interface em português e disponibiliza a programação ao vivo de centenas de canais de TV, que você pode escolher por idioma, categoria ou país.
Divirtam-se.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Pontos a ponderar e humor de sexta-feira

Li recentemente que Chico Anysio não só tenciona voltar à televisão (de onde está afastado desde 2001, após ter sido líder de audiência por 36 anos), mas também está à procura de um teatro para encenar um novo espetáculo com dez personagens inéditos.
Aos 78 anos, o “Chaplin Brasileiro” – também conhecido como “o humorista que casou com a piada”, numa alusão maledicente à sua penúltima esposa, a ex-ministra Zélia Cardoso de Mello –, Chico afirma que ainda precisa trabalhar, a despeito de ter um contrato com a Globo que lhe rende cerca de R$ 100 mil mensais (segundo ele, do alto da experiência que lhe concedem seis casamentos e nove filhos, “nada pode ser tão caro na vida como o divórcio”).
Num país onde o salário-mínimo mal chega a 500 reais e o contribuinte trabalha quatro meses por ano, em média, só para fazer frente à escorchante carga tributária, tal afirmação até pode parecer piada, mas se levarmos em conta o contrato que Fausto Silva celebrou recentemente com a mesma emissora – e que lhe rende CINCO MILHÕES DE REAIS MENSAIS, aí considerados o salário fixo e a participação no lucro bruto do “Domingão” –, talvez seja mesmo o caso de nos compadecermos da situação do velho humorista.
Por outro lado, iniqüidades dessa natureza talvez já nem causem estranheza a um povo sofrido e calejado como o nosso. Se você ainda tem dúvidas, dê uma olhada em http://acertodecontas.blog.br/clipagem/supersalarios-superam-teto-constitucional-na-camara/.
Demais disso, parece que, em Brasília, alguns engraxates e ascensoristas ganham mais do que muitos médicos que trabalham em três empregos. E como é “a raposa que toma conta do galinheiro”, nossos ínclitos representantes legislam em causa própria, definem seus próprios vencimentos a seu bel-prazer e remuneram regiamente parentes e apaniguados, além de desviarem recursos para comprar fazendas latifundiárias, construir castelos, e por aí vai (e depois tem quem reclame quando eu digo “VIVA O POVO BRASILEIRO!”).

Enfim, para não estragar de vez o final de semana que se avizinha, passemos à nossa tradicional piadinha de sexta-feira:

PARA COMEÇAR BEM O DIA:

1 - LIGUE SEU COMPUTADOR
2 - ABRA UM NOVO ARQUIVO
3 - SALVE-O COM O NOME DE "LULA"
4 - CLIQUE EM "EXCLUIR" E ATENTE PARA A MENSAGEM QUE DIZ: TEM CERTEZA DE QUE DESEJA ENVIAR "LULA" PARA A LIXEIRA ?
5 - CLIQUE “SIM”.

PRONTO. VOCÊ JÁ NÃO SE SENTE BEM MELHOR ?


Um ótimo final de semana a todos, e até segunda, se Deus quiser.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

SSDs

Pegando um “gancho” nas postagens de ontem e anteontem, vale dizer que os HDs baseados em memória flash – Solid State Drives, ou simplesmente SSDs – prometem substituir o disco rígido convencional dentro de pouco tempo: fabricantes como Asus, Samsung, SanDisk, Sony e Dell já estão produzindo netbooks ou componentes que aproveitam essa nova solução de armazenamento, cuja principal vantagem consiste em não possuir partes móveis, o que torna os drives mais resistente a impactos.
Grosso modo, os SSDs são “HDs” que não utilizam discos magnéticos, mas sim chips de memória Flash, e a despeito de terem taxas de transferência comparáveis às dos HDs tradicionais, seu tempo de acesso extremamente baixo reduz o tempo de boot e melhora consideravelmente o desempenho do computador em um vasto leque de aplicações, sem mencionar que são mais silenciosos e consomem menos energia.
Por conta de sua agilidade na transferência de dados e capacidade de executar inúmeras gravações e regravações, as memórias Flash são amplamente utilizadas em pendrives e cartões de memória de câmeras digitais e telefones celulares. O tipo usado nos SSDs (NAND) é uma versão adaptada para dispositivos de grandes capacidades, e deve substituir gradativamente o disco rígido de notebooks, netbooks, desktops e filmadoras equipados com disco rígido ou memória flash comum.
Até algum tempo atrás, essa solução esbarrava no pouco espaço oferecido pelos dispositivos de memória flash, mas parece que o problema foi superado, já que a Asus e a pureSilocon lançaram, respectivamente, dispositivos de 512GB e de 1TB de capacidade, comprovando que a nova tecnologia não só é capaz não de igualar, mas também de superar os discos rígidos comuns. Por outro lado, ainda resta a questão do preço – notebooks com SSD são, em média, 400 dólares mais caros do que equipados com discos rígidos –, mas as empresas estão construindo novas linhas de produção e aperfeiçoando a tecnologia das já existentes, de maneira que logo, logo os SSDs se tornarão acessíveis para o usuário doméstico (o preço do Gigabyte, que era de 5 dólares em 2007, está atualmente na casa dos 80 cents).
Vamos esperar para ver.

EM TEMPO: Nossa tradiconal "frase de pé de página" fica agora logo abaixo do cabeçalho do Blog, permitindo que os visitantes a visualizem mais facilmente e me lembrando de trocá-la mais amiúde

Até mais ler.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Pendrives, HDs externos... (conclusão)

Dando seqüência à postagem de ontem – e conforme eu sugeri ao Ricardo, em resposta ao comentário que ele deixou na matéria do último dia 23 – quem realmente precisa de muuuuuuuito espaço e não está disposto a esperar até que o surgimento de pendrives ainda mais “espaçosos” derrube o preço das versões “inferiores”, um HD externo pode ser a solução – esses drives costumam ser tão eficientes e fáceis de utilizar quanto os pendrives, embora não sejam tão práticos, já que suas dimensões e peso não permitem carregá-los no bolso ou pendurados no chaveiro.
Os HDs externos podem ser portáteis ou de mesa (desktop). Os primeiros são mais leves, medem menos de 15 centímetros (em sua parte mais larga) e se alimentam pela porta USB (2.0) do computador; já os de mesa tendem a ser mais rápidos, mais espaçosos e proporcionalmente mais baratos (ou seja, oferecem menor custo por gigabyte).
Quem tenciona carregar o drive para todo lado deve dar preferência a um modelo portátil – como o LG USB 500.0 GB XD2 por exemplo, que custa entre 500 e 600 reais –, mas se a idéia for usar o dispositivo como unidade de backup (ou para guardar a coleção de vídeos em alta definição, por exemplo), é melhor escolher um modelo de mesa – como o IOMEGA HD EXTERNO 500GB USB PRESTIGE (que está na mesma faixa de preço). Não custa lembrar que é possível economizar um bom dinheiro adquirindo um HD interno (que custa bem mais barato do que um modelo externo) e instalando-o num case USB (o procedimento é simples, mesmo para quem não tem muita familiaridade com hardware, mas é importante atentar para o padrão do disco, já que os mais modernos são do tipo SATA, e muitos cases suportam apenas modelos ATA/IDE).

Observação: Computadores muito antigos podem não reconhecer discos rígidos de grandes capacidades sem uma atualização do BIOS (veja mais detalhes sobre upgrade do BIOS na postagem de 17 de abril do ano passado).

Um bom dia a todos e até mais ler.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Pendrives, HDs externos e outros que tais...

Um dos aspectos mais fascinantes da tecnologia, a meu ver, é a rapidez com que ela evolui (dizem até que o mundo evoluiu mais nos últimos 100 anos do que nos 40 séculos anteriores).
Se pararmos para pensar, veremos que é cada vez menor o tempo que os desenvolvedores levam para substituir produtos de ponta por modelos ainda mais avançados. Os mais jovens podem achar estranho, mas meus contemporâneos ainda devem estar lembrados de quando a programação da TV era em preto e branco, as ligações interurbanas eram feitas via telefonista (com direito a horas de espera para que fossem completadas), os telefones móveis eram coisa de ficção científica e os PCs, meros e caros símbolos de status que mal e porcamente substituíam a máquina de escrever e de somar.
Falando em PCs, houve um tempo em que eles nem sequer tinham disco rígido – tanto o sistema quanto os programas eram carregados a partir dos prosaicos disquetes, que reinavam absolutos no âmbito do armazenamento, transporte e transferência de dados. Mas à medida que os softwares foram se agigantando, novas soluções... enfim, acho que vocês já conhecem essa história, de modo que vamos deixar as reminiscências de lado e passar logo ao que interessa.
A despeito da fartura de espaço disponibilizado pelos HDs modernos (alguns modelos já beiram o TB), é sempre recomendável fazer backups de arquivos importantes em dispositivos externos, bem como transferir para eles aquelas toneladas de fotos e carradas de músicas em .mp3, clipes, filmes e coisas do gênero que, de outra forma, acabariam entupindo o disco rígido e comprometendo o desempenho do sistema. Claro que qualquer computador atual que se preze conta com um gravador de DVDs, mas o aumento progressivo da capacidade dos pendrives faz deles uma solução bastante interessante para armazenamento, transporte e transferência de dados (para mais informações sobre esse utilíssimo dispositivo e sugestões de programas gratuitos que podem ser rodados diretamente, utilize o recurso Pesquisar Blog e insira "pendrive" como palavra-chave).
Não faz muito tempo, pendrives de 1GB custavam “os olhos da cara”; hoje, modelos de capacidade bem superior já estão, digamos, “palatáveis” – se você pesquisar em http://www.bondfaro.com.br/, irá encontrar o Kingston DT100, de 16GB, por R$108,60, mas se quiser realmente “chutar o pau da barraca” e levar para casa o DT300, também da Kingston, de 256GB (cuja imagem ilustra esta postagem), terá de desembolsar cerca de US$ 900!
Para que este texto não fique grande demais, vamos deixar os HDs externos para a postagem de amanhã. Abraços e até lá.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Gripe suína (de novo).

Embora não seja algo diretamente relacionado aos temas que a gente costuma discutir diariamente, a GRIPE SUÍNA já mereceu uma ou duas remissões aqui no Blog, até porque sua disseminação continua sendo motivo de preocupação geral.
A propósito, o William – que nos honrou recentemente com sua visita e comentário – oferece em seu Blog alguns números bastante interessantes, bem como diversas considerações que, no mínimo, dão no que pensar (para conferir, visite http://williamdubal.blogspot.com/).
Seja como for, independentemente de essa pandemia estar recebendo (ou não) mais atenção da mídia do que deveria – e de haver (ou não) interesses fortuitos em todo esse “carnaval” –, é impossível negar que o quadro seja no mínimo preocupante, até porque os sintomas causados pelo vírus H1N1 são bastante parecidos com os da gripe comum.
Por conta disso e devido à dificuldade em diferenciar uma coisa da outra, muitas pessoas recorrem ao serviço público de saúde logo após o primeiro espirro, a despeito do risco considerável de “irem buscar lã e saírem tosquiadas” – ou seja, de apanharem a tal gripe (ou até coisa pior) enquanto aguardam pela tal “triagem” em cubículos invariavelmente apinhados e mal ventilados dos hospitais e postos de saúde.
Face ao exposto, achei que valeria a pena aproveitar o post de hoje para dividir com vocês as informações apresentadas na tabelinha abaixo.
Boa sorte a todos, e até amanhã.