quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Rápidas...

Manter em dia todas as aplicações instaladas no computador é indispensável, mas visitar o site dos desenvolvedores em busca de correções e atualizações é uma tarefa chata, de modo que a alternativa é acessar regularmente o site da Secunia (http://secunia.com/), clicar em “Vulnerability Scanning” > “Scan Online” > “Start Scanning” > “Start” para, ao cabo de poucos minutos, identificar quais aplicativos requerem atenção (seja para a instalação de correções, seja para fazer o upgrade para uma versão mais recente, conforme o caso). Se preferir, ao invés de utilizar esse serviço baseado na Web, você pode baixar o Secunia PSI – software residente (e também gratuito para utilização doméstica) que vasculha o sistema e verifica regularmente a existência de atualizações de segurança disponíveis (para fazer o download, acesse o site da Secunia, clique em “Vulnerability Scanning” > “Secunia PSI” e siga as instruções na tela).
Dentre diversos anti-spywares gratuitos disponíveis na Web, o Ad-Aware e o SpyBot talvez sejam os que mais se destacam, mas vale a pena conhecer o SpywareBlaster. Em vez de vasculhar o sistema e remover as ameaças, ele oferece proteção preventiva (barrando os programinhas espiões antes que eles se instalem), inclusive contra controles ActiveX perigosos, tracking cookies e uma porção de outras ameaças afins (mais informações e download em http://superdownloads.uol.com.br/download/117/spywareblaster/).


Um bom dia a todos.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Ringtones

Os primeiros telefones celulares lançados aqui pelas nossas bandas, no final do século passado, eram volumosos, pesados e caríssimos. De lá para cá, todavia, muita água rolou por debaixo da ponte: os aparelhinhos evoluíram, encolheram, baixaram de preço e passaram a oferecer uma profusão novos recursos (embora o serviço continue sendo muito caro).
A meu ver, a finalidade precípua de um telefone móvel é permitir que o usuário faça e receba ligações de boa qualidade (coisa que a expansão das redes e as novas tecnologias implementadas pelas operadoras até permite), mas há quem priorize outros aspectos – tais como a resolução da câmera digital integrada ao aparelho, a quantidade de memória disponível para armazenar arquivos de áudio, a possibilidade de navegar na Web e por aí vai. Aliás, muita gente também gosta de personalizar o aparelhinho com “ringtones” diferentes ou divertidos.
Tecnicamente, "ringtone" é o som reproduzido pelo telefone para indicar o recebimento de uma chamada, mas o termo também é utilizado popularmente para definir toques personalizados que podem ser baixados de websites ou produzidos por alguns softwares. A rigor, um toque para celular é apenas um programa gravado na memória do aparelho, cujo único propósito é dizer ao microprocessador o que o alto-falante deve fazer ao receber uma chamada. Ao utilizar diferentes toques, você pode personalizar as chamadas de seus contatos e identificar quem está ligando sem precisar conferir o número exibido no display.
Existem diversos sites que oferecem áudios como aplausos, risadas, sons de animais e outros ruídos estranhos ou divertidos, inclusive convertidos em arquivos MIDI para toques polifônicos.
Interessado? Então anote aí algumas sugestões que eu recebi de um leitor, dias atrás:

www.ringtonesgratis.com.br/toquesparacelular/index.htm (site brasileiro que disponibiliza uma grande variedade de toques polifônicos de efeitos sonoros em formato ZIP).

www.coolfreeringtones.com/ (banco de dados de efeitos sonoros e toques divididos por gêneros musicais).

www.findringtones.com/ (site com truetones musicais já cortados em MP3).

www.ringtones4all.com/ (site tem toques monofônicos, polifônicos e truetones).

Bom dia a todos e até mais ler.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Torque x Potência

Da mesma forma que a velocidade da CPU não é a única responsável pelo desempenho global de um PC, o deslocamento volumétrico de um motor, por si só, não determina o desempenho de um veículo, razão pela qual é mais do que recomendável analisar as especificações de potência máxima e torque máximo constantes do manual do proprietário.
Para conceituar torque e potência sem recorrer àquelas intrincadas fórmulas que esquecemos tão logo passamos no vestibular, podemos dizer que levar um carro de um ponto a outro é trabalho, de modo que torque representa trabalho – embora seja uma força que tende a girar objetos (apertar as porcas da roda do carro é um bom exemplo; ao aplicar uma determinada força na chave de rodas, você cria o torque que tende a girar a porca sobre o parafuso). Já a potência tem a ver com a rapidez com que o trabalho é realizado (veículos mais potentes alcançam velocidades mais elevadas e se deslocam de um ponto a outro mais rapidamente do que os menos potentes).
É comum associarmos torque com arrancada e potência com velocidade, a despeito de ambas essas variáveis serem produzidos pela combustão, crescerem conforme o aumento das RPM e atuarem em conjunto durante todo o tempo em o veículo é utilizado. O torque tende a “aparecer” num regime de giros mais baixo que o da potência máxima – como a distância horizontal das bielas varia de acordo com a posição em relação ao virabrequim, o torque também varia, pois corresponde ao produto da força pela distância. Com o pistão no ponto mais alto do ciclo e a biela alinhada verticalmente com o centro do virabrequim, nenhum torque é gerado (seria como posicionar a chave de roda na vertical e subir em cima dela; mesmo que você conseguisse se equilibrar, a porca não se soltaria, pois o torque só se manifesta quando a força atua numa alavanca perpendicular ao eixo).
A despeito do que dissemos sobre a performance otimizada dos veículos atuais, motores de grandes cilindradas oferecem mais potência e proporcionam curvas de torque mais “planas” (com força abundante em praticamente todas as faixas de rotação). E ainda que seja possível conciliar potência elevada com torque moderado (proporcional à cilindrada), motores dessa concepção precisam ser mantidos em altos regimes de giro, o que exige frequentes reduções de marchas (para transpor aclives e realizar ultrapassagens, por exemplo).

Observação: O torque é expresso em Newtons-metro ou em Qilogramas-força x metro (1 Nm corresponde ao torque produzido por 1 Newton de força aplicada a 1 m de distância do ponto de rotação, e equivale a aproximadamente 0,10 kgf.m). Já a potência é medida em cavalos vapor: 1 cv corresponde à potência necessária para levantar um peso de 75 kg a uma altura de 1 metro em 1 segundo (portanto, 1 cv = 75 kg.m/s).

A potência (associada à velocidade) costuma ser usada como referência primária nos carros de passeio; em caminhões, ônibus e utilitários assemelhados, é o torque quem “fala mais alto”: um motor diesel de 12 litros, por exemplo, produz “módicos” 400 cavalos, mas incríveis 228 kgf.m de torque a 1.200 RPM; ao passo que um Ford Mustang preparado, ainda que desenvolva a mesma potência, entrega “apenas” 48,9 kgf.m de torque a 5.600 RPM.

Uma boa semana a todos (e salve São Judas Tadeu!).

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Dica e humor de sexta-feira

Talvez um PC sem softwares não passe de um amontoado de componentes inúteis, mas você deve resistir ao “encanto” dos freewares amplamente oferecidos na Web e evitar instalar aplicativos inúteis, pois eles ocupam espaço no disco, consomem recursos do sistema e comprometem a agilidade dos programas realmente necessários.
Claro que sempre é possível fazer uma “faxina” e eliminar aqueles games que você não joga mais, as versões Trial de aplicativos cujo prazo experimental já expirou e outros “inutilitários” que tais. Todavia, essas remoções nem sempre são tarefas simples – conforme vimos na postagem de 28 de julho passado –, especialmente quando os softwares que desejamos remover não têm desinstaladores nativos e nem aparecem na lista “Adicionar ou remover programas” do Painel de Controle. Isso sem mencionar que, mesmo sendo defenestrados da maneira correta, muitos deles deixam “resíduos” (pastas vazias, chaves inválidas no Registro, etc.) que vão minando a estabilidade do sistema e comprometendo o desempenho global da máquina.
Vale lembrar que a oferta cada vez maior de serviços “na nuvem” (baseados na Web e executados via browser) vem reduzindo bastante a necessidade de aplicativos residentes.

Passemos agora à nossa tradicional piadinha de sexta-feira:

Oi, pessoal...
Escrevo pra me despedir, pois estou de mudança para Brasília. Passei num concurso público para assessor de deputado e vou assumir o cargo. Caso vocês tenham interesse em concorrer, encaminho a prova que fiz, para que possam se preparar (assim que souber de novo concurso, eu aviso a todos).

CONCURSO PÚBLICO INTERNO
Para concorrer a uma vaga de assessor de Deputado.

As questões foram elaboradas a pedido do digníssimo Presidente da Câmara para provar que não existe essa história de nepotismo e que é preciso estudar e ter seu cargo garantido.

QUESTÕES:

1) Um grande presidente brasileiro foi Castelo _________
( ) Roxo
( ) Preto
( ) Branco
( ) Rosa choque
( )Amarelo

2)Um líder chinês muito conhecido chamava-se Mao-Tse______
( ) Tang
( ) Teng
( ) Ting
( ) Tong
( ) Tung

3) A principal avenida de Belo Horizonte chama-se Afonso_______
( ) Pelo
( ) Pentelho
( ) Penugem
( ) Pena
( ) Cabelo

4) O maior rio do Brasil chama-se Ama_________
( ) boates
( ) zonas
( ) cabarés
( ) relinho
( ) puteiros

5) Quem descobriu a rota marítima para as Indias foi __________
( ) Volta Redonda
( ) Fluminense
( ) Flamengo
( ) Botafogo
( ) Vasco da Gama

6) A América foi descoberta por Cristóvão Co_______
( ) maminha
( ) picanha
( ) alcatra
( ) lombo
( ) carne de sol

l7) Grande Bandeirante foi Borba _______
( ) Lebre
( ) Zebra
( ) Gato
( ) Veado
( ) Vaca

8) Quem escreveu ao Rei de Portugal sobre o descobrimento do Brasil foi Pero Vaz de ______
( ) Anda
( ) Para
( ) Corre
( ) Dispara
( ) Caminha

9) Um famoso ministro de Portugal foi o Marques de ________
( ) Galinheiro
( ) Puteiro
( ) Curral
( ) Pombal
( ) Chiqueiro

10) D. Pedro I popularizou-se quando __________
( ) eliminou a concorrência
( ) decretou sua falência
( ) saturou a paciência
( ) proclamou a independência
( ) liberou a flatulência

11) Pedro Álvares Cabral _____________
( ) inventou o fuzil
( ) engoliu o cantil
( ) descobriu o Brasil
( ) foi pra puta que pariu
( ) tropeçou mas não caiu

12) Foi no dia 13 de maio que a Princesa Isabel____________
( ) aumentou a tanajura
( ) botou água na fervura
( ) engoliu a dentadura
( ) segurou a coisa dura
( ) aboliu a escravatura

13) Um grande ator brasileiro é Francisco Cu______
( ) sujo
( ) de ferro
( ) oco
( ) largo
( ) apertado

14) O autor de Menino do Engenho foi José Lins do ______
( ) Fiofó
( ) Cu
( ) Rego
( ) Furico
( ) Forevis

15) O mártir da independência foi Tira______
( ) gosto
( ) cabaço
( ) que está doendo
( ) dentes
( ) e põe de novo

16) D. Pedro I às margens do Rio Ipiranga, gritou______

( ) Hortência volte!
( ) Eu dou por esporte!
( ) Como dói, prefiro a morte!
( ) Independência ou morte!
( ) Maria, endureceu! Que sorte!

Estudem, que a gente se vê em breve...


Bom final de semana a todos.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

De volta à segurança

Voltando à vaca fria, para quem não quer ou não pode gastar cerca de R$100 numa suíte de segurança, a versão freeware do Avast! pode ser uma excelente opção de antivírus gratuito (para uso pessoal).
Além de contar com sete tipos diferentes de escudos, ferramentas para navegação segura, proteção em tempo real e atualização automática, ele ainda oferece interface e ajuda em português (mais informações e download em (http://www.avast.com/por/download-avast-home.html).
E se você não confia no firewall do Windows (que tem lá as suas limitações) e acha o ZoneAlarm complicado e difícil de usar, é bom saber que o Cômodo - também gratuito - oferece proteção “em mão dupla” e permite um vasto leque de configurações (podendo inclusive ser desativado por 15 minutos para você instalar um novo programa, por exemplo, sem ser importunado pelos tradicionais avisos). Download em http://superdownloads.uol.com.br/download/140/comodo-firewall/; para mais informações sobre características, recursos, funcionamento e outros que tais, acesse http://www.comodobr.com/firewall/comodo_firewall.php.
Bom dia a todos.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Automóveis e Evolução (conclusão)

As postagens anteriores deram uma noção elementar sobre o funcionamento dos motores à explosão, embora eu não tenha discorrido sobre os sistemas de alimentação, ignição, lubrificação, arrefecimento e transmissão – cuja abordagem não estava mesmo no programa.
Para concluir esta seqüência e retomar nossos temas habituais, resta mencionar que colocar o motor em funcionamento é atualmente um procedimento simples: quando você “dá a partida”, o pinhão do motor de arranque se acopla à cremalheira do volante e produz um movimento rotacional que é transmitido pelo virabrequim às bielas, forçando os pistões a iniciar seu “vai-e-vem” (para quem não sabe, houve um tempo em que isso era feito “no muque”, com o auxílio de uma manivela). Havendo carga na bateria e combustível no tanque, em poucos segundos o motor dará início às primeiras explosões e irá “ronronar” numa suave marcha lenta (entre 600 e 900 RPM, na maioria dos casos).
Cumpre salientar também que a era dos “motorzões” – herança dos modelos predominantemente norte-americanos que compunham nossa frota até o início da produção nacional – chegou ao final quando a Ford descontinuou a fabricação do Maverick GT e do Landau, e a GM, do Opala 250-S de 6 cilindros. Não obstante, quem tem pretensões esportivas e predileção paixão por velocidade não ficou no prejuízo: a concepção avançada e a tecnologia embarcada nos carros atuais garantem excelente performance, além de economia de combustível e redução de poluentes (mesmo assim, muita gente ainda se “arrepia” ao ouvir o ronco possante de um V8).
Voltando ao exemplo utilizado na primeira postagem, o Fusca 1.300 oferecia modestos 40 cavalos e atingia cerca de 110 km/h, enquanto um Ford 1.0 Supercharger atual (alimentado por um compressor mecânico) desenvolve 90 cavalos é dá de lavada no fusquinha, tanto em aceleração quanto em retomada e velocidade máxima - - o que é impressionante, considerando sua cilindrada. Para compreender isso melhor, seria preciso analisar outras questões que, por motivo de espaço, ficarão para uma próxima vez (quem saba na semana que vem, caso este assunto desperte o interesse dos leitores).
Abraços a todos e até mais ler.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Automóveis e Evolução (continuação)

Motores de combustão interna transformam a energia calorífica produzida pela queima da mistura ar/combustível na energia mecânica que faz o carro se movimentar. Para tanto, o combustível líquido precisa ser vaporizado e combinado com certa quantidade de ar. Antigamente, isso era feito pelo carburador; hoje, sofisticados sistemas eletrônicos de injeção monitoram as necessidades do motor em tempo real e estabelecem quantidades e proporções adequadas a cada momento específico, proporcionando melhor desempenho com menor consumo de combustível.
A alimentação dos cilindros determina o regime do motor: quanto maior a quantidade de mistura introduzida nas câmaras, mais força é produzida. Todavia, como o volume aspirado é sempre inferior à cilindrada – já que os gases sofrem uma perda de carga e não enchem completamente as câmaras –, propulsores mais sofisticados utilizam compressores para otimizar a alimentação e produzir mais potência, mas isso já é outra história.
Um ciclo de força simples num motor de quatro tempos requer quatro cursos sucessivos do pistão. Durante a admissão, a depressão criada no interior do cilindro pelo movimento descendente do êmbolo enche a câmara de explosão com a mistura. Na etapa seguinte (compressão), enquanto ambas as válvulas permanecem fechadas, o pistão retorna a seu ponto morto superior e comprime a mistura. Em seguida (explosão) uma centelha produzida pela vela de ignição inflama os gases e empurra o embolo para baixo, produzindo o chamado “trabalho útil”. Finalmente, dá-se o curso de descarga, quando o pistão torna a subir e expulsa os gases do cilindro através da válvula de escapamento).

Observação: As válvulas não se abrem e fecham no exato instante em que os pistões atingem os pontos extremos de seu curso, pois uma pequena antecipação na abertura e um breve retardo no fechamento facilitam tanto a admissão da mistura quanto a expulsão dos gases.

O vai-e-vem retilíneo dos pistões produz um movimento circular no volante que, com auxílio da embreagem e do sistema de transmissão (câmbio/diferencial), é transferido para as rodas motrizes, fazendo o veículo se movimentar. Esse processo se repete milhares de vezes por minuto – conforme as características do motor e seu regime de rotação, cada pistão pode realizar mais de 100 ciclos por segundo!
Amanhã a gente conclui.
Abraços e até lá.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Automóveis e Evolução

Dizem que Bill Gates, durante certa feira de informática (COMDEX), teria afirmado que “se a GM tivesse desenvolvido sua tecnologia como a Microsoft fez com a dela, hoje estaríamos dirigindo carros de 25 dólares que fariam 1.000 milhas com um galão de gasolina” (“pérola” que foi respondida à altura pela GM, como vimos na postagem de 05/10 2007).
Gozações à parte, a verdade é que os automóveis evoluíram bastante nas últimas décadas, ainda que não tanto e nem tão rapidamente quanto os computadores. E isso se aplica também às nossas “carroças” – parafraseando o ex-presidente Collor, que contribuiu para a modernização da indústria nacional ao liberar as importações e pôr fim à reserva de mercado (não fosse por isso, dificilmente teríamos os benefícios da tecnologia bicombustível ou estaríamos dirigindo carros com injeção eletrônica, freios ABS e outros requintes que tais).
Um veículo “popular” atual, com motorização 1.0 (cerca de 1.000 cc de cilindrada), “anda bem mais e bebe bem menos” que seu equivalente da década de ’70 (o fusquinha, cuja capacidade cúbica 30% era maior). Vejamos isso melhor:
Os principais componentes de um motor de quatro tempos atual (ciclo Otto) são basicamente os mesmos do início do século passado: cilindros, cabeçote, cárter (que é basicamente um “depósito” de óleo lubrificante), pistões (ou êmbolos), bielas, virabrequim (ou árvore de manivelas) e válvulas (e respectivo mecanismo de acionamento).
Os cilindros ficam no bloco, entre o cabeçote e o cárter, e sobre cada um deles existem duas ou mais válvulas que, acionadas pelo “eixo-comando”, abrem e fecham a comunicação entre a câmara de explosão e os dutos de admissão e escapamento. Abaixo dos cilindros, os mancais (apoios) suportam o virabrequim, que é ligado aos pistões por meio de bielas e acoplado a um “volante” metálico cuidadosamente balanceado. Dentro de cada cilindro, o pistão faz movimentos de vai-e-vem (vertical nos motores "em linha", em ângulo nos modelos em “V” e horizontal nos propulsores como os do velho fusquinha, cujos pistões são contrapostos e trabalham horizontalmente).
O “espaço” entre o cabeçote e a parte superior do pistão corresponde à câmara de explosão, cujo volume varia conforme a posição do êmbolo. A relação entre os volumes medidos antes e depois da compressão define a taxa de compressão do motor, e sua capacidade cúbica (ou cilindrada) é obtida multiplicando-se o volume da câmara (com o pistão no ponto morto inferior) pelo número de cilindros: nos motorzinhos “1.0” que equipam nossos carros “populares”, ela corresponde a aproximadamente um litro; já nos saudosos V8 da década de ’70, mais de 5 litros!
Amanhã a gente continua.
Abraços e até lá.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

E-mail e piadinha de sexta-feira

Quando você clica com o botão direito do mouse sobre um arquivo qualquer e, em seguida, na setinha existente ao lado da opção “Enviar para” do menu de contexto, basta geralmente escolher “Destinatário de correio” para o Outlook Express abrir automaticamente uma telinha de e-mail com o arquivo em questão devidamente anexado.
Todavia, essa ação depende de uma configuração específica do Internet Explorer, que permite definir como padrão o Windows Live Mail, o MS Outlook ou outro cliente de e-mail instalado em seu sistema. Então, caso deseje alterar esse ajuste, abra o navegador, clique em Ferramentas > Opções de Internet e na guia Programas. Feito isso, clique na pequena “seta para baixo” ao lado da caixa de diálogo "Email", selecione a opção desejada e clique em OK para confirmar.

Passemos agora à nossa piadinha:

Cansado da agitação da vida urbana, o sujeito larga o emprego, compra um pedaço de terra no Amazonas e se muda para lá.
Ele vê o carteiro uma vez por semana e vai à mercearia uma vez por mês. No mais, é paz e tranqüilidade.
Seis meses depois, em dezembro, surge um enorme homem barbudo que diz:
- Meu nome é Chicão, seu vizinho, 7 léguas daqui. Festa de Natal lá em casa, sexta-feira. Começa às cinco.
O cara se entusiasma:
- Ótimo, depois de 6 meses em total solidão, nada melhor que isso. Muito obrigado, vou sim.
Chicão começa a ir embora, pára e diz:
- Seguinte: vai rolar bebida.
- Sem problema. Eu topo.
- Olha, também pode ter briga.
- Sem problema, eu me dou bem nesses lugares. Mais uma vez obrigado.
- E pode ter sexo meio selvagem...
- Também não é problema. Eu estou aqui há 6 meses. Mais um motivo para ir. E, aproveitando, me diz uma coisa: qual é o traje?
- Cê que sabe... Só vai ter nós dois.


Bom final de semana a todos.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Como "rebatizar" o IE

Por padrão, a Barra de título da janela do Internet Explorer exibe o nome do site que você está visitando, seguido pelo seu próprio nome (dele, navegador), mas é fácil modificar isso e substituir o nome do programa pelo seu próprio nome (seu, usuário) ou outro nome qualquer. Para tanto:

1- Clique em Iniciar > Executar, digite “regedit” (sem as aspas) e clique em OK (ou pressione Enter, tanto faz).
2- Navegue até a chave HKEY_CURRENT_USER\Microsoft\Internet Explorer\Main.
3- No painel direito, dê duplo clique sobre o ícone Window Tittle (caso ele não esteja lá, basta criá-lo dando duplo clique em qualquer lugar do painel direito, selecionando Novo > Valor de seqüência, digitando Window Tittle e pressionando Enter).
4- Digite o texto que você deseja ver exibido no lugar de Microsoft Internet Explorer (se preferir, deixe esse campo em branco), confirme as alterações e feche o Editor do Registro.

Importante: Ates de fazer essa reconfiguração, convém criar um backup do Registro do Windows e/ou um ponto de restauração do sistema, conforme sempre recomendamos em postagens que envolvem modificações nesse importantíssimo banco de dados - para mais informações sobre o Registro, utilize o campo Pesquisar Blog).

Até mais ler.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

AVG Link Scanner

Todos nós sabemos (ou deveríamos saber) que um dos maiores perigos na Web são os links maliciosos, que podem nos remeter a páginas perigosas ou comandar a instalação de programinhas mal-intencionados, como aqueles que monitoram a digitação e capturam senhas bancárias, números de cartões de crédito e outras informações confidenciais. Por conta disso, achei por bem dividir com vocês a informação que um leitor me enviou (um abraço, Joshua), a partir de uma dica publicada originalmente na coluna “CANAL ABERTO” da Folha de São Paulo.

Para ajudar os internautas a evitar problemas com links maliciosos, a AVG desenvolveu o Link Scanner, que pode ser baixado gratuitamente em http://linkscanner.avg.com/.
O software oferece dois níveis de proteção: no primeiro, quando é feita uma busca em sites como Google, Yahoo ou MSN, o programa faz uma varredura dos resultados obtidos e coloca, ao lado de cada link, um ícone que mostra se o site é seguro (sites perigosos são automaticamente bloqueados). Já o segundo nível entre em ação quando o internauta digita um endereço ou clica em um link – situação em que o programinha analisa previamente e página e, caso encontre algo perigoso, emite um aviso e interrompe o acesso.

Bom dia a todos e até mais ler.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Privacidade

Quase todo mundo conhece a piada do “patrício” que comprou um celular e, logo que atendeu a primeira ligação, perguntou à esposa: “Raios, Maria, como é que tu descobriste que eu estava cá no motel?”
Brincadeiras à parte, a despeito de suas inegáveis vantagens, a evolução tecnológica é uma das maiores responsáveis pela invasão da nossa privacidade. E o usuário se expõe ainda mais quando compartilha seu computador com outras pessoas (familiares ou colegas de trabalho, por exemplo) e navega na Web sem apagar seus “rastros”. Imagine a situação do sujeito que inventa um congresso patrocinado pela empresa, por exemplo, e a mulhr descobre que ele fez uma reserva on-line para casal num bucólico hotelzinho praiano do nordeste... Mas o lado bom da história é que problemas dessa natureza podem ser facilmente evitados: tanto o IE8 quanto o Firefox 3.5 oferecem a “navegação privada” – recurso destinado a impedir que outros usuários vejam por onde você “andou” e o que procurou na Web, já que nessa modalidade os cookies não serão gravados, os sites visitados não aparecerão no histórico e os dados digitados em formulários desaparecerão, como se a sessão de navegação jamais tivesse ocorrido.
Para navegar “InPrivate”, abra o browser e tecle <Ctrl+Shift+P> (ou acione a entrada correspondente no menu “Segurança” do IE8 ou no menu “Ferramentas” do Firefox 3.5). Você será avisado que entrará no modo “InPrivate”; basta confirmar para abrir uma nova janela com o indicativo correspondente nas barras de título e de endereço (no IE8; no Firefox, apenas na barra título).

Observação: Enquanto o modo “InPrivate” não for encerrado, as novas abas abertas continuarão privadas; para encerrá-lo, é só fechar a janela (no IE8) ou acionar a entrada correspondente do menu “Ferramentas” (no Firefox).

E já que estamos falando em navegadores, o browser da Microsoft fechou agosto com a maior queda registrada desde novembro de 2008 (1,1%). Nos últimos 12 meses, a perda acumulada foi de 8,6 pontos porcentuais, reduzindo sua participação para 66,6% do mercado, ao passo que o Firefox já soma 23,3%; o Safári, 4,1%; o Opera, 2,1%, e o Chrome, 1,25% da preferência dos internautas (percentuais estimados pela Net Applications, que se baseia no uso de navegadores que acessam mais de 40 mil sites monitorados, somando 160 milhões de visitante únicos por mês).

Bom dia a todos e até mais ler.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Windows7 x Mac OS X

Na postagem da última quinta-feira, eu dediquei algumas linhas ao Windows 7 – cujo lançamento oficial está previsto para o final do próximo mês, mas que já vem sendo disponibilizado pela Microsoft para quem se interessar em fazer uma “prévia”. Particularmente, eu continuo gostando muito do XP, embora as análises da crítica especializada sugiram que o “Seven” deverá cumprir as promessas que o Vista deixou em aberto.
A propósito, a PCWorld publicou recentemente um artigo assinado por Mitchell Ashley, da Network World/EUA, que atesta a superioridade da mais nova versão do Windows em relação ao Mac OS X Snow Leopard (confira as ponderações do articulista no excerto transcrito mais adiante). Vale salientar que eu pretendo conhecer melhor esse sistema – que conquistou meu filho durante sua estada na Europa a ponto de fazê-lo abandonar o Windows e engrossar o “time da maçã” –, mas ainda não consegui “confiscar” o note durante o tempo necessário (risos).
Enfim, segundo o articulista norte-americano, a Apple deverá repensar sua estratégia de marketing: no tocante à facilidade de uso, as diferenças entre o “Seven” e o Mac OS X são inexpressivas (muitos usuários optam por um PC com Windows devido ao custo mais baixo e à liberdade de escolher peças de diferentes fabricantes para montar a máquina). Quanto ao desempenho, Mitchell diz que ainda não fez um comparativo, mas adianta que o novo Windows gerencia melhor a memória e é mais rápido – inclusive na inicialização e no desligamento –, além de suportar os dispositivos de hardware mais avançados do mercado. Já no que concerne à segurança, a do Mac NÃO É melhor; o Windows é alvo de mais ataques pelo fato de estar presente na casa da maioria das pessoas, mas a Apple já liberou, num único dia, 18 conjuntos de correções de segurança.
É esperar para ver.
Bom dia a todos e até mais ler.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

D. João VI, Napoleão, Lula e cia. ltda.

Desde o final de 2007 que eu venho reservando as sextas-feiras para anedotas ou postagens “mais descontraídas”, e nesta semana, quando comemoramos o 187º aniversário da Independência do Brasil (e o 3º do Blog - sem querer aqui comparar em importância esses dois eventos), achei por bem fazer algumas elucubrações interessantes - que me ocorreram a partir da leitura de um texto do livro “DE COLOMBO A KUBITSCHEK – Histórias do Brasil”, de Eduardo Almeida Reis, publicado pelo “Círculo do Livro S.A.”.
Primeiramente, vale lembrar que estudar História é essencial, porque somente conhecendo o passado é que podemos compreender o presente (ou pelo menos é o que dizem). Então, para aqueles que “estranharam” a eleição do Presidente Lula e sua permanência no poder desde janeiro de 2003 (sem mencionar a perspectiva de um terceiro mandato, que ainda não está totalmente descartada, a despeito de esbarrar em impedimentos constitucionais cuja análise agora não vem ao caso), vale a pena ler o excerto a seguir:

Nascido em Lisboa, D. João exerceu a regência de 1792 a 1816 e reinou como D. João VI, o Clemente, até morrer em 1826, sendo uma das figuras mais discutidas da história luso-brasileira (e os quase dois séculos transcorridos desde então não dão ainda uma dimensão exata de suas qualidades e defeitos).

Observação: Portugal perdeu sua rainha em 1792, e a França ganhou um imperador em 1804; no curto período de onze ou doze anos, uma demente foi afastada de um trono e um desequilibrado ascendeu a um trono quase vizinho! Aliás, em 1789, o então segundo tenente da Academia Militar de Paris Napoleão Bonaparte teria se candidatado a uma vaga na expedição exploratória comandada pelo almirante de La Pérouse, e a despeito de seu nome constar da lista preliminar, o jovem corso jamais embarcou (esse fato trouxe sérias consequências para a França, já que os dois navios naufragaram a nordeste da Austrália e nenhum dos 400 homens à bordo sobreviveu para contar a história).

Há quem diga horrores do filho de Dona Maria I, e a crítica historiográfica descamba, não raro, para o sórdido linguajar da sentina, perdendo a serenidade e a lógica por que se deveria pautar. Nessa hora, com a taramelagem reles dos mais abjetos pasquineiros, atiram-se para a figura honrada e robusta do 27º rei de Portugal objurgatórias de leviandade inadmissível, acusações vulgares em que a realidade do fato cede lugar à imoralidade fantasiosa do chiste. E o embrião da impostura, encontrando terreno fértil na mente sombria dos inescrupulosos e dos devassos, avulta monstruosa e desmesuradamente, pisando com o talão imundo o cerne cristalino da verdade histórica.
Não é correto dizer-se, por exemplo, que o príncipe jamais tomou um banho em toda a sua vida. É certo que odiava a água doce, sentindo uma aversão insopitável por esta combinação de hidrogênio com oxigênio, mas cabe aqui um parêntese: que pretende a crítica? O historiador consciente pode e deve ter noções de higiene corporal, mas noções próprias, muito elogiáveis e muito particulares, às quais não faltarão, decerto, eventuais banhos mensais.
Contudo, os banhos de D. João VI deviam ser de interesse e competência de sua excelentíssima esposa, pois o ônus da aproximação conjugal cabia à ambiciosa e irrequieta filha de Carlos IV, e ela, só ela, estava em condições de opinar sobre o limpamento conveniente ao seu ilustre marido e senhor.
Além do mais, Tobias Monteiro esclarece que o real personagem teria sido visto algumas vezes tomando banhos de mar, metido num gamelão de madeira, na sua quinta do Caju – banhos salgados, mas banhos!
Certos desavisados vêem nessas abluções marítimas a causa da poluição das águas do Caju, mas tarde convertidas em depósito de lixo do Estado. Não existem provas do que afirma levianamente. É certo que o honrado príncipe era inimigo de banhos; daí a ter poluído toda uma parte da baía de Guanabara vai uma longa distância.
Por outro lado, alguns dos seus contemporâneos acusavam o príncipe de não “procurar” a princesa Carlota Joaquina, mas vale notar que D. João deixou nove filhos – e cabe a lembrança: imaginem se tivesse “procurado”!
Teimoso, doente, apático, tímido, covarde e comilão, o príncipe regente – que a cada dia piorava da cabeça, segundo sua mulher, e que pouco faltava para ser declarado alienado, segundo o Marquês de Ponte de Lima – realizou no Brasil um governo razoabilíssimo, provando por “a” mais “b” que a Terra de Santa Cruz não é lá muito exigente em matéria de administradores.

Costuma-se dizer que uma das qualidades do provo brasileiro é a capacidade de rir da própria desgraça. Enfim, o texto está aí; cada um que tire suas próprias conclusões.
Bom final de semana a todos.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Windows 7

Quem nos acompanha regularmente sabe que eu considero o Windows Vista a versão revista (sem trocadilho) e atualizada do “mico” que a Microsoft pagou ao lançar o ME, mas parece que o "Seven" deve reverter esse quadro. Aliás, vimos no post do último dia 28 que algumas das novas funções do sucessor do Vista podem ser acrescentadas às versões anteriores do Windows - através de reconfigurações ou com o auxílio de softwares de terceiros -, mas existem coisas que a gente só terá mesmo quando fizer o upgrade.
É o caso do Device Stage, por exemplo, que simplifica a instalação de dispositivos de hardware e cria janelas de status para webcams, telefones, impressoras e outros periféricos, facilitando a navegação pelos arquivos, o gerenciamento de mídia e a realização de tarefas específicas de cada um deles.
Outras funções exclusivas da nova versão – pelo menos por enquanto – são as “Jump Lists”, que fornecem acesso rápido a documentos ou tarefas específicas de alguns aplicativos; as “Libraries”, que catalogam sob o mesmo “guarda-chuva” as músicas, fotos e vídeos, independentemente dos diretórios onde os arquivos estejam armazenados; o “Wi-Fi com um clique”, que facilita a escolha de uma rede sem fio, e o suporte nativo para leitura e gravação de discos Blu-Ray. Além disso, o Windows Security Center (introduzido no XP) passa a se chamar “Action Center” e a incorporar novas funcionalidades, e o “BitLocker” – que, no Vista, só criptografava volumes que estivessem no sistema operacional – agora criptografa também drives USB e outras mídias removíveis.
O “Seven” não deve chegar às lojas antes do final de outubro, mas a Microsoft liberou por 90 dias a versão Enterprise, para que o usuário possa testar e decidir se compensa, realmente, pena fazer o upgrade – ou se, mais uma vez, é melhor manter o velho (e confiável) XP.
Bom dia a todos.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

3º Aniversário do Blog

Como hoje é o terceiro aniversário do nosso Blog, achei por bem aproveitar o ensejo para publicar (mais uma vez, dirão meus leitores assíduos) aquela resenha de informações destinadas a familiarizar os recém-chegados com os principais recursos e funcionalidades aqui do site:

1. As quase 900 postagens já publicadas podem ser revisitadas a qualquer momento (elas são exibidas por ordem data, das mais recentes para as mais antigas). Você só precisa rolar a tela para visualizar as últimas sete edições e, ao final, clicar no link “Postagens mais antigas” para acessar os 20 posts imediatamente anteriores (e assim sucessivamente). Quando quiser retornar à postagem do dia, use o botão “Voltar” do navegador ou clique no título do Blog.

2. Ainda que seja possível retroceder até a primeira postagem do site via “Postagens mais antigas”, é mais fácil usar o campo “Arquivo do blog” (na coluna à direita, logo abaixo dos ícones dos seguidores do site) para acessar as matérias publicadas nos meses (ou anos) anteriores, pois ele contém links para os títulos postados no mês em curso, para os demais meses deste ano e para os anos anteriores.

3. Clicando num título qualquer, você será remetido à respectiva postagem; clicando num determinado mês, terá acesso a todos os posts daquele período; clicando num dos anos disponíveis, a página exibirá as últimas 50 matérias do ano em questão (e se clicar em “Postagens mais antigas”, você verá um novo bloco com as 50 edições imediatamente anteriores, e assim por diante).

4. Para localizar assuntos específicos, uma opção é inserir a(s) palavra(s)-chave na caixa localizada no canto superior esquerdo do Blog e clicar no botão “Pesquisar Blog” (esse recurso funciona de maneira semelhante à do serviço de busca do Google, conquanto restrinja a pesquisa às matérias publicadas aqui no site e não ande lá muito confiável atualmente). Note que os resultados podem variar conforme a grafia de determinados termos: “vírus” e “vírus” (com e sem acento) retornam postagens diferentes, da mesma forma que “e-mail” e “email”, “on-line” e “online”, e assim por diante. Caso nenhum resultado corresponda às suas expectativas, experimente rolar a tela até a última postagem e clicar no link “Postagens mais antigas” (embora o melhor mesmo seja revisitar o Blog e pesquisar as postagens, uma a uma).

Observação: As “tags” que aparecem no final das postagens também servem para redirecionar o leitor a outras matérias sobre o mesmo assunto, mas eu comecei a utilizar esse recurso há pouco mais de um mês e ainda não me animei a revisitar as postagens antigas para inserir marcações em cada uma delas.

5. Para interagir com o Blog, você pode inserir comentários em qualquer postagem e a qualquer tempo. Basta clicar no link “comentários” – que aparece no final de cada edição – e selecionar uma das opções disponíveis (conta do Google, anônimo, etc.). Esse link também permite ler os recadinhos deixados por outros visitantes, caso existam, e as respostas que eu lhes ofereci (sempre que você deixar um comentário num post antigo, lembre-se de retornar até lá para tomar conhecimento da resposta). Caso queira me enviar um e-mail, clique em “Visualizar meu perfil completo” (na parte inferior do primeiro campo da coluna à direita, logo acima dos ícones dos seguidores do Blog) e, na página que irá se abrir em seguida, clique em “email”, no campo “Contato” (isso fará com que seu programa de correio eletrônico abra automaticamente uma nova mensagem com meu endereço no GMail já preenchido no campo “Para:”).

6. A “frase de pé de página” não fica mais no “extremo sul”, mas sim "ao norte" da página, logo abaixo do cabeçalho (fiz essa mudança no layout porque a maioria dos visitantes não se davam ao trabalho de rolar a tela até o final para conferí-la, e também porque eu me esquecia frequentemente de mudá-la).

Para finalizar, agradeço a todos que me honraram com suas visitas e comentários nesse triênio, e espero continuar merecendo seu carinho e atenção.

Em tempo: No dia 23 do mês passado, o Blogger completou dez anos de existência. O serviço - criado pela PyraLabs em 1999 e comprado pelo Google quatro anos depois - foi um dos primeiros a oferecer interface semelhante à dos editores de texto e a permitir que leigos em HTML criassem sites e postassem links e imagens em seu conteúdo.
Parabéns ao Blogger e muito obrigado ao Google - por continuar oferecendo gratuitamente essa valisosa ferramenta.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Firmwares e atualizações

Todo projeto passa por atualizações ao longo do seu ciclo de existência, e o PC não é exceção. Até porque o BIOS precisa “evoluir” para poder reconhecer os novos dispositivos e padrões que surgem constantemente. Aliás, o BIOS é um bom exemplo de “firmware” – termo que designa um conjunto de instruções programadas pelo fabricante de um equipamento eletrônico e armazenadas permanentemente num chip de memória não volátil (ROM, PROM, EPROM, EEPROM ou Flash).

O firmware não é um atributo exclusivo dos computadores. Ele está presente também num vasto leque de equipamentos eletrônicos modernos – tais como celulares, iPODs e outros tocadores portáteis de mídia digital, câmeras digitais, consoles de games, impressoras, fornos micro-ondas, lavadoras, etc. E ainda que essa programação seja tida como “inalterável”, já que fornece as mesmas informações sempre que o aparelho é ligado, há situações em que o usuário pode – e deve – atualizá-la, seja para tornar o aparelho mais rápido, estável e seguro, seja para incluir novas funcionalidades e ampliar sua vida útil.

A freqüência de atualização de um firmware varia conforme o produto, cabendo ao usuário buscar periodicamente novas versões e ficar atento aos alertas que os próprios fabricantes costumam divulgar. Alguns dispositivos não recebem nenhuma atualização durante toda sua vida útil (como é o caso dos processadores, que se beneficiam das atualizações da placa-mãe); outros, somente em caso de problemas críticos (caso dos HDs e drives ópticos, entre outros).

Alguns fabricantes recomendam ignorar as atualizações, a menos que o equipamento esteja realmente com problemas de hardware. A despeito de muitos especialistas defenderem o uso da versão mais recente, o upgrade do firmware pode acarretar problemas de difícil reversão. Portanto, se você for proceder a esse tipo de atualização num dispositivo qualquer, só o faça depois de ler e entender as instruções fornecidas pelo manual do usuário ou site da empresa, e de ter certeza de que a versão do firmware é a correta. Feito isso, siga cuidadosamente as instruções do fabricante e, em caso de dúvida, consulte o suporte técnico.

A maneira mais simples de atualizar firmwares de placas-mãe (upgrade de BIOS, assunto da postagem de 17 de abril do ano passado) é através de aplicativos de "flash" que rodam no Windows, mas vale lembrar que nem todas as marcas e modelos oferecem essa facilidade (algumas contam somente com um utilitário baseado no DOS, que deve ser executado a partir de um disquete bootável (além de dificultar a atualização, isso aumenta significativamente o risco de algo sair errado). 

Celulares, roteadores e dispositivos móveis costumam ser mais amigáveis – na maioria dos dispositivos de rede, por exemplo, basta acessar a tela de configuração digitando o endereço de IP em seu navegador, localizar a opção de atualização de firmware, baixar a nova versão, dar alguns cliques e reiniciar o aparelho para validar o upgrade.

Boa sorte.

P.S. Falando em atualizações, hoje é dia de Patch Tuesday, e a Microsoft ficou de liberar cinco correções para falhas de alto risco, quatro das quais afetam o Vista e o Server 2008 do Windows (mas as versões 2000, XP e Server 2003 também devem ser atualizadas).

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Aviso aos navegantes e humor de sexta-feira

Se você é gosta de assistir a vídeos on-line, é bom tomar muito cuidado: segundo o PandaLabs, cerca de 30.000 vídeos disponíveis no YouTube contêm comentários com links que levam a uma página com mais vídeos (geralmente de cunho erótico), cuja visualização requer a instalação de determinados componentes. Ao autorizar o download, você estará descarregando o falso antivírus PrivacyCenter, que irá simular uma varredura em seu sistema, identificará diversos malwares fictícios e se oferecerá para removê-los – mediante a instalação da versão paga da ferramenta, evidentemente.

Passemos agora à piadinha:

O orgasmo feminino e suas variações:

01 - Asmática....................: Uhh... Uhhh... Uhhh...
02 - Geográfica..................: Aqui, aqui, aqui, aqui...
03 - Matemática.................: Mais, mais, mais, mais...
04 - Religiosa.....................: Ai meu Deus, ai meu Deus...
05 - Suicida........................: Eu vou morrer , eu vou morrer...
06 - Homicida.....................: Não pára, senão te maaaaaatoooo!!!!
07 - Suicida2......................: Acaba comigo, me mata, me mata !!!
08 - Sorveteira..................: Ai Kibon, ai Kibon, ai Kiboooon...
09 - Zootecnista.................: Vem, meu macho!!! Vem, meu Macho!!!
10 -Torcedora....................: Vai, vai, vai...
11 - Professora de Inglês.....: Ohhh!!! YES!!! Ohhh.... my God...
12 - Margarina...................: Que Delícia, que Delíííííícia...
13 - Negativa.....................: Não... Não... Não...
14 - Positiva......................: Siiiiiim... Siiiim... Siiiiim...
15 - Desbocada .................: 'Puta que pariu'... vai, 'filho da puta'... vai...
16 -Serpente Indiana.........: Ssssssssss......... Ssssssssss.........
17 - Professora..................: Sim... isso... por aí... exato... isso....
18 - Sensitiva....................: Tô sentindo... tô sentindo...
19 - Desinformada.............: O que é isso??? O que é isso???
20 - Degustadora................: Ai, gostoso... gostoso... gostoso...
21 - Cozinheira..................: Mexe... Mexe... Mexe...
22 - Casada.......................: Olha só, a empregada não limpou o lustre...

Bom feriadão a todos e até terça, se Deus quiser.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

E depois do upgrade...

Vamos supor que, estimulado pelas últimas postagens, você resolveu levar seu PC velho de guerra para o técnico “vitaminar" e, ao trazê-lo de volta pra casa, ele simplesmente se recusou a funcionar.
Talvez sua primeira reação seja maldizer a idéia do upgrade (como diz o ditado, em time que está ganhando a gente não mexe), e a segunda, pegar o telefone e dizer poucas e boas para o profissional que fez o serviço. Mas convém não fazer isso sem antes verificar se algum componente interno do aparelho não se soltou durante o transporte (situação bastante comum, especialmente devido às más condições de conservação da maioria de nossas ruas e avenidas).
Em sendo o caso, esse problema é simples de resolver, mesmo para quem não tem grandes conhecimentos de hardware:

1) Se a máquina emitir "bipes" ao ser ligada, vale dar uma olhadinha no manual da placa-mãe (mais detalhes no post de 09/10/08 e na sequência postada entre os dias 10 e 12 do mês seguinte).

2) Caso negativo, remova a tampa do gabinete e faça uma inspeção visual – procure por algo fora de lugar, slots vazios, cabos soltos, desconectados ou mal encaixados (a movimentação do gabinete pode tê-los desencaixado, mas não o suficiente para tirá-los totalmente dos conectores).
3) Desparafuse as placas de expansão, remova-as do slot e torne a encaixá-las cuidadosamente (algumas delas podem ter uma barra plástica fixadora que precisa ser desencaixada e levantada para que o componente seja removido).

4) Verifique os módulos de memória – na maioria das placas-mãe, eles são liberados quando você pressiona as alavancas localizadas nas extremidades dos slots; deixe as alavancas abertas, encaixe-os novamente forçando-os para baixo (firme, mas gentilmente) até que as alavancas voltem à posição inicial.

e) Feche o gabinete e ligue o computador. Se o problema persistir, telefone para o técnico e relate a anormalidade.

Observação: Ao manusear os componentes, procure segurá-los pelas bordas, de modo a evitar que as descargas eletrostáticas ou o suor das mãos agravem o problema, ao invés de resolvê-lo.

Um bom dia a todos.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Sutilezas da Placa-Mãe (final)

Existem diversas marcas e modelos de placas-mãe no mercado – algumas renomadas, outras sabidamente de qualidade duvidosa. Além dos recursos providos por esse importante componente (notadamente pelo chipset), você deve levar em conta suas preferências pessoais e disponibilidade financeira, bem como confirmar com o revendedor a compatibilidade do produto com o processador e com as memórias que pretende utilizar.

Observação: A compatibilidade do processador com a placa-mãe depende diretamente do chipset, e alguns modelos aceitam mais de um tipo de CPU do mesmo fabricante (o Intel G35 Express, por exemplo, suporta CPUs Intel Core2Duo e Core2Quad, oferecendo uma possibilidade interessante de expansão futura).

Tanto a Intel quando a AMD desenvolvem chipsets para seus respectivos processadores. A VIA também oferece boas opções para CPUs da AMD, ao passo que a SiS amargou uma reputação duvidosa por seus produtos equiparem alguns modelos tenebrosos de placas da PC Chips, campeãs em trilhas defeituosas, circuitos ruins e projetos mal definidos, ainda que o problema fosse das placas, não dos chipsets.
A ALI teve presença marcante no tempo do socket7, e embora tenha perdido espaço no mercado, lançou há poucos anos um modelo bastante interessante para o Athlon 64. Já a nVidia, muito popular por suas aceleradoras gráficas, ainda está “engatinhando” no segmento de chipsets, conquanto seu nForce apresente um padrão de qualidade e desempenho digno de nota (foi com ele, aliás, que se implementou o sistema dual para memórias DDR, mas o preço elevado não estimulou muito o mercado de placas superintegradas).
Na hora de escolher sua placa-mãe, tome cuidado com ofertas do tipo ponta de estoque. Prefira produtos atuais, que dêem margem a futuras expansões (atente para a quantidade de soquetes para memórias e slots PCI, AGP e PCI-Express, suporte ao USB 2.0 e outros detalhes que tais).
Placas-mãe com som onboard se tornaram tão comuns que é difícil encontrar alguma sem esse recurso, e as mais recentes trazem subsistemas com seis canais de áudio digital, o que é mais do que suficiente para jogar games comuns e ouvir música no computador (caso você pretenda instalar uma placa dedicada que ofereça melhor qualidade sonora e suporte a áudio 3D, lembre-se de que talvez seja preciso reconfigurar o Setup para desabilitar o som integrado).
O preço dos componentes costuma variar conforme a marca e o fornecedor, de modo que vale a pena cotar produtos de fabricantes idôneos que ofereçam recursos equivalentes. De qualquer forma, fuja de artigos suspeitos, comercializados por marreteiros, barraqueiros e assemelhados, e resista à tentação de privilegiar a economia optando por uma plataforma onboard se a idéia for desabilitar mais adiante os recursos integrados e espetar placas autônomas. Embora essa possibilidade exista e possa ser um quebra-galho no caso de defeitos setorizados, ela não costuma ser uma boa idéia em termos de upgrade.
Por último (ufa!), mas nem por isso menos importante, tenha em mente que manual da placa é uma valiosa fonte de informações; leia-o com atenção e guarde-o para futuras referências.
Bom dia a todos e até mais ler.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Sutilizas da Placa-Mãe (continuação)

Independentemente do formato e do modelo – aspectos que não vêm ao caso para os propósitos desta postagem – , as placas-mãe contam basicamente com os mesmos itens essenciais: além do BIOS, chipset, reguladores de tensão, circuitos de apoio e bateria, há uma quantidade variável de slots destinados a abrigar as placas de expansão (vídeo, som, modem, rede etc.), além de soquetes para o processador e módulos de memória, controladoras para o Floppy Drive e interfaces SATA e/ou IDE/ATA (drives de HD e leitoras/gravadores de CD/DVD), portas seriais, paralelas, USB e conectores para teclado e mouse.

Do ponto de vista que realmente nos interessa, essas placas se dividem em “onboard” e “offboard”, conforme ofereçam ou não funções embarcadas (nativas). Aliás, essa nomenclatura continua sendo utilizada apenas por uma questão de tradição, já que fazia mais sentido na pré-história dos microcomputadores, quando os modelos offboard quase nada ofereciam além do BIOS e do chipset, e todos os demais recursos – inclusive as controladoras IDE e FDD, as portas seriais e de impressora, a memória cache e co-processadores matemáticos – eram vendidos à parte e instalados em soquetes apropriados.

Atualmente, a diferença mais expressiva entre as duas arquiteturas remete ao subsistema de vídeo. Nas placas onboard, é a CPU principal que executa o processamento gráfico e de multimídia, e parte da RAM é alocada para fazer as vezes de memória de vídeo. Já as placas offboard não trazem vídeo integrado; sendo preciso instalar uma aceleradora gráfica autônoma que, por contar com GPU (processador de vídeo) e memória dedicada, não só oferece imagens de melhor qualidade como também deixa o processador principal e a RAM do sistema livres para a execução das demais tarefas.

Convém ter em mente que, de uns anos para cá, cada vez mais componentes vêm sendo “embutidos” nos processadores, chipsets e circuitos das placas-mãe, diminuindo a necessidade de placas de expansão e reduzindo sensivelmente o custo final do computador. Para os fabricantes de chipsets, é conveniente integrar funções adicionais no “espaço ocioso” deixado pela progressiva miniaturização dos transistores; para os fabricantes de placas, basta integrar os conectores respectivos para aproveitar esses recursos e tornar seus produtos mais competitivos (uma placa atual, com funções de vídeo, áudio, modem, rede e RAID integradas, custa menos do que uma placa “nua” custava alguns anos atrás).

Vale lembrar também que as placas onboard (melhor seria chamá-las de “superintegradas”) foram as grandes responsáveis pelo barateamento e popularização dos PCs. É certo que alguns usuários mais exigentes ainda torcem o nariz quando falam nelas, mas isso é um procedimento preconceituoso que deve ser reavaliado à luz da evolução tecnológica. Houve um tempo em que essa arquitetura realmente apresentava um desempenho inferior – especialmente o subsistema gráfico, que, conforme já foi dito, por alocar recursos do processador principal e não dispor de memória dedicada, oferecia uma performance sofrível e degradava a performance global da máquina. Atualmente, com chips de dois ou mais núcleos e fartura de memória RAM de tecnologia de ponta, essa degradação é quase imperceptível, e a maioria dos chipsets traz controladoras de áudio, vídeo, modem e rede bastante satisfatórias (claro que alguns fabricantes extrapolam os limites concebíveis da integração, chegando ao absurdo de soldar o processador e os módulos de memória na placa!).

Para um usuário doméstico comum, que não tenha dinheiro sobrando e precise de um computador que cumpra funções corriqueiras (criação de documentos de texto e planilhas de cálculo, navegação na web, correio eletrônico e até mesmo gravação de CDs e DVDs), optar por um sistema onboard de boa qualidade pode ser a melhor solução: além de sair bem mais em conta, ele não ficará devendo muito um conjunto offboard de configuração equivalente, até porque o resultado depende mais da qualidade da placa do que da arquitetura propriamente dita. Mas o desempenho pode deixar a desejar na execução de tarefas mais complexas, tais como processamento de vídeo e games radicais (nesse caso, convém escolher uma placa offboard que disponha de um slot PCI ExpressX16 para acomodar uma aceleradora gráfica de ponta).

Sistema onboard costumam ser vistos também como soluções momentâneas, quando a idéia é expandir ou reconfigurar a máquina mais adiante, assim que a situação financeira permitir. No entanto, mesmo que a maioria deles permita desabilitar alguns recursos embarcados, a inclusão de placas autônomas requer disponibilidade de slots, e alguns modelos onboard trazem somente um slot PCI para esse fim - e olhe lá!

Amanhã a gente conclui.