segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Barbas de molho...

Mesmo que você mantenha seu sistema e programas atualizados, utilize ferramentas de segurança e cultive hábitos de navegação segura, sua privacidade pode estar em risco: segundo pesquisadores do MIT, o tempo que um PC leva para armazenar dados na memória, flutuações no consumo de energia, as emanações eletromagnéticas oriundas do sistema e até o som que a máquina produz podem comprometer seus “segredos”.
Sem descer a detalhes que fogem aos propósitos deste post (até porque você pode saber mais sobre o assunto em http://people.csail.mit.edu/tromer/papers/cache-joc-20090619.pdf), a coisa se baseia no uso de programas que realizam “escutas” em outros programas, propiciando a quebra de chaves criptográficas e o conseqüente roubo de informações confidenciais que essa encriptação deveria proteger (notadamente números de cartões de crédito e senhas bancárias).
Em tese, a “proteção de memória” incorporada aos sistemas deveria impedir o acesso de um programa aos dados armazenados por outro, mas quando ambos estão rodando simultaneamente na mesma máquina, pode ocorrer o compartilhamento das informações armazenadas no “cache” da CPU (pequena quantidade de memória ultraveloz onde o sistema guarda dados freqüentemente utilizados para poder tornar a acessá-los mais rapidamente).
A boa notícia é que, segundo alguns sites especializados, os fabricantes de processadores já estão adotando providências no sentido de sanar essa “falha”; já a má notícia é que existem riscos semelhantes envolvendo a navegação em nuvem (CLOUD COMPUTING), pois os dados armazenados nos caches dos servidores podem ser monitorados (e roubados) por programinhas espiões que utilizam uma técnica altamente sofisticada e difícil de ser combatida (mais informações em http://people.csail.mit.edu/tromer/papers/cloudsec.pdf).
Enfim, caso você seja adepto de compras e transações financeiras virtuais, é bom pôr as barbichas de molho.
Uma boa semana a todos.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Aviso aos navegantes e humor...

Um e-mail que promete um “vídeo compilado de toda a ação da menina (Geisy) ao sair da universidade” traz, na verdade, um keylogger destinado a furtar suas informações bancárias e repassá-las para os criminosos.
Essa forma de “engenharia social” - que se vale de temas em evidência na mídia para a disseminação de malwares - é bastante comum: recentemente, mensagens maliciosas circularam pela rede prometendo segredos de Michael Jackson e informações exclusivas sobre a gripe suína; agora, exploram a repercussão do caso polêmico da estudante Geisy Arruda, da Uniban, cuja minissaia lhe assegurou seus 15 minutos de fama, provocou um tumulto danado e obrigou-a a sair da escola escoltada pela polícia.
Barbas de molho, pessoal.

Passemos agora à nossa tradicional piadinha:

Nova Iorque, 11 de setembro de 2001, às 7 da manhã... O sujeito despede-se da esposa e vai para seu escritório, no 85º andar de uma das torres do World Trade Center. No caminho resolve mudar os planos e segue direto para a casa de sua amante...
Chegando lá, desliga o seu celular, despe-se, e vai com ela para a cama, sedento por sexo. Às 11h, satisfeito e bem disposto, resolve se vestir e ir mesmo para o escritório. Assim que ele liga o celular, recebe uma ligação de sua mulher, aos prantos:
- Graças a Deus!!! Querido... Onde você está???
- Estou aqui no escritório querida... Tomando um cafezinho... Aconteceu alguma coisa?



Bom fim de semana a todos.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Antivírus gratuitos (conclusão)

Prosseguindo no assunto iniciado no post anterior, veremos hoje mais duas soluções interessantes para quem deseja manter seu sistema protegido sem “pôr a mão no bolso”, como se costuma dizer. Aliás, a quem interessar possa, vale lembrar que nosso Blog conta com diversas postagens sobre ferramentas de segurança (pagas e gratuitas), que podem ser revisitadas com auxílio do campo PESQUISAR BLOG e dos termos-chave correspondentes.

Há tempos que a Microsoft busca “um lugar ao sol” no mercado de softwares de segurança, mas suas investidas nem de longe ameaçaram a supremacia da Symantec, McAfee e outras conceituadas empresas do ramo. Depois de disponibilizar o Live OnCare via Web (http://onecare.live.com/site/pt-br/default.htm?mkt=pt-br), a Gigante do Software resolveu oferecer uma versão do serviço no formato de suíte de segurança comercial (ou seja, um conjunto de ferramentas que o usuário precisava baixar, instalar e pagar cerca de R$120 pela licença válida por um ano). Entretanto, por motivos que eu desconheço, o produto foi descontinuado há alguns meses – e “substituído” pelo Microsoft Security Essentials (www.microsoft.com/security_essentials/), que é gratuito e compatível com as versões XP, Vista e Seven do Windows. O programa oferece proteção responsável, interface agradável e simples de usar, configurações-padrão apropriadas e avisos pop-up com informações relevantes. Nos testes da AV-Test.org, ele bloqueou malwares em 97,8% dos mais de 500 mil arquivos infectados, obteve excelentes resultados na detecção pró-ativa e foi quase perfeito na detecção e limpeza de rootkits e infecções por malware. Seu ponto fraco é a baixa velocidade de varredura, talvez decorrente da “assinatura dinâmica” (quando identifica um arquivo potencialmente malicioso e não consegue associá-lo a um malware conhecido, o Essentials recorre aos servidores da Microsoft para obter uma análise adicional). Vale lembrar que o programa ainda está em fase Beta, e que esse problema pode vir a ser corrigido na versão definitiva (a ser lançada no mês que vem).

Observação: O Windows é o sistema operacional mais utilizado em PCs de todo o mundo, e essa popularidade faz dele o alvo preferido dos hackers, crackers, criadores de pragas virtuais e distinta companhia. E a despeito de ele ser considerado por muita gente como um programa inseguro e cheio de falhas (há até quem o compare a uma “colcha de retalhos”, devido aos inúmeros remendos que a Microsoft disponibiliza para corrigir falhas e fechar brechas de segurança), vale lembrar que nenhum software é perfeito; muitos bugs e vulnerabilidades que nos atazanam a vida não têm a ver com o sistema propriamente dito, mas sim com complementos, aplicativos e outros agregados que instalamos “a posteriori”.

Por último, mas não menos importante, o AVIRA AINTIVIR PERSONAL (www.free-av.com/) obteve excelentes resultados na detecção de malwares (98,9% das pragas utilizadas no teste), limpeza de arquivos, detecção pró-ativa e velocidade – tanto nas varreduras por demanda (que você agenda ou convoca manualmente) quanto de acesso (que são realizadas automaticamente durante a execução de tarefas como cópia de arquivos, por exemplo). Por outro lado, os pop-ups que “convidam” a migrar para a versão paga são irritantes e a interface do programa está longe de ser intuitiva. O instalador exibe um prompt que permite selecionar categorias de ameaças, mas nem todas elas são óbvias (como é caso de “Tempo de Compressão Irregular”, que a ajuda online diz corresponder a “Arquivos que foram comprimidos por uma ferramenta desconhecida e suspeita”). Além disso, as telinhas de detecção oferecem muitas opções, mas poucos esclarecimentos que auxiliem o usuário a escolher a mais indicada. Assim, devido a esses aspectos pouco amigáveis, o Avira é um excelente programa gratuito de proteção contra malwares para usuários com conhecimentos técnicos ou que saibam configurar um aplicativo dessa natureza – e não se importem com a interface confusa e os aborrecidos pop-ups de anúncios.

Tenham todos um ótimo dia.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Antivírus gratuitos

Depois de um saudável intervalo, voltamos a focar os antivírus para sugerir algumas opções freeware bastante interessantes, começando pelos populares AVAST e AVG. Antes, porém, devido aos comentários suscitados pelo Norton Internet Security e Norton 360, vale lembrar que esses produtos podem ser testados gratuitamente por 30 dias (mais informações e download em http://shop.symantecstore.com/store/symanbr/pt_BR/ContentTheme/pbPage.Trialware_pt_BR/ThemeID.15500).

Vale lembrar também, por oportuno, que nenhum programa é perfeito, que segurança absoluta é história da carochinha, e que mesmo as suítes pagas mais bem conceituadas não garantem 100% de proteção, especialmente porque os hábitos dos usuários estão entre os maiores fatores de risco. (Traçando um paralelo com os automóveis, de nada adianta você equipar seu carro com um sistema de alarme ultra-sofisticado se costuma largar o veículo em qualquer lugar, aberto e com a chave no contato).

O AVAST ANTIVIRUS HOME EDITION (www.avast.com) tem como pontos fortes a detecção de pragas e a velocidade de varredura (nos testes realizados pela AV-Test.org, ele bloqueou 98,2% de uma amostra com mais de meio milhão de arquivos infectados e neutralizou 90% dos rootkits). Por outro lado, além deixar para trás diversas entradas do Registro, seu desempenho foi sofrível na detecção pró-ativa – que simula como um antivírus age diante de malwares desconhecidos –, e sua interface desatualizada e confusa tem seções que parecem pertencer a aplicativos diferentes.

O AVG 8.5 FREE (www.avgbrasil.com.br/) combina um bom conjunto de ferramentas (a função LinkScanner, por exemplo, procura detectar e neutralizar ataques provenientes de páginas da web em tempo real – ou seja, enquanto o usuário navega) com uma interface enxuta e intuitiva, configurações default adequadas e boa capacidade de proteção (ele bloqueou 95.8% das amostras utilizadas no teste). Sua detecção pró-ativa, velocidade de varredura e desempenho na desinfecção do sistema são bastante aceitáveis, mas, a exemplo da maioria dos antivírus gratuitos, ele não foi capaz de reverter mudanças feitas no Registro e nem de identificar o acesso bloqueado ao Gerenciador de Tarefas do Windows (nota seis e meio, se tanto).

Amanhã a gente conclui.
Abraços e até lá.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Ainda as impressoras

Um incidente relativamente comum no uso de impressoras é o “atolamento” do papel, que ocorre quando diversas folhas são puxadas ao mesmo tempo e acabam “entupindo” e travando o aparelho. Para evitar esse aborrecimento:

1-Abasteça sua máquina somente com papéis apropriados e não exceda a quantidade máxima de folhas estabelecida pelo fabricante.
2-Assegure-se de que o papel não esteja úmido (guarde-o sempre num local seco, arejado e protegido do sol) e de que as folhas não estejam “grudadas” umas nas outras (convém sempre “ventilá-las” antes de introduzi-las na bandeja).
3-Verifique se os delimitadores – guias deslizantes que auxiliam a introdução do papel – estão devidamente ajustados para a largura do papel utilizado (eles não devem ficar nem frouxos nem apertados demais).
4-Atente também para os pequenos roletes que tracionam o papel. Mantenha-os sempre limpos (com um cotonete úmido) para evitar que as folhas sejam tracionadas de maneira desigual, o que resulta numa impressão torta ou no atolamento do papel.

Caso o atolamento ocorra, a solução varia conforme a marca e o modelo da impressora, de modo que o melhor é consultar o respectivo manual para obter informações específicas.
Via de regra, você pode tentar desligar e religar o aparelho (com um pouco de sorte, isso fará com as folhas encravadas sejam expelidas). Se não funcionar, puxe as folhas firme, mas gentilmente - se não conseguir removê-las todas de uma vez, tente retirá-las uma a uma, de modo a reduzir progressivamente a pressão do rolo sobre o papel.
Algumas impressoras têm portinholas (geralmente na parte traseira) destinadas a facilitar a remoção do papel atolado; outras permitem diminuir a pressão do rolo, para que as folhas possam ser retiradas mais facilmente. Seja como for, jamais utilize ferramentas ou quaisquer objetos que possam danificar os componentes do aparelho. Se nenhuma dessas sugestões funcionar, o jeito é contatar o serviço de suporte do fabricante ou procurar uma assistência técnica especializada.
Boa sorte!

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

De olho no cartucho

Se você está pensando em trocar sua impressora, não se atenha apenas ao preço do hardware; em alguns casos, duas trocas de cartuchos custam tanto quanto uma impressora nova!
Falando em cartuchos, é sempre bom ter um jogo disponível – ninguém merece sair correndo para comprar um refil durante a impressão de algo importante –, mas vale lembrar que as impressoras geralmente exibem o famigerado alerta (ou simplesmente param de funcionar) quando ainda resta tinta suficiente para imprimir dezenas de páginas. Eu tive uma Epson que era assim – só que, quando ela dava o aviso, eu simplesmente realizava o processo de troca reinstalando o mesmo cartucho, e continuava imprimindo normalmente por mais uma ou duas semanas.
Em testes realizados pela PCWorld envolvendo diversas marcas e modelos de impressoras, a quantidade de tinta não utilizada variou de 8% (num cartucho original Epson) a impressionantes 45% (num cartucho terceirizado para a Canon). Para piorar, após exibir a mensagem de pouca tinta, essas máquinas só voltam a funcionar depois que o usuário substitui o cartucho.

Observação: Alguns fabricantes alegam que esse procedimento se destina a evitar que a tinta resseque e danifique o equipamento; outros se defendem dizendo que a quantidade restante é de apenas uns poucos mililitros (considerando que um cartucho com 8 ml de tinta preta custa cerca de R$ 25, cada mililitro desperdiçado representa um prejuízo de mais de R$ 3), mas a verdade é que todos eles parecem pensar que nós somos mesmo um bando de otários.

Tenham todos um ótimo dia.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Apagão e humor de sexta-feira

O “apagão” do último dia 11 chegou sem avisar e interrompeu durante horas o fornecimento de energia elétrica em centenas de cidades de diversos estados brasileiros - os motivos que levaram à paralisação da Usina de Itaipu ainda não foram totamente esclarecidos.
Tudo bem que eventos dessa magnitude sejam atípicos, mas é certo que tempestades com relâmpagos ocorrem com maior frequência nesta época do ano (especialmente nos finais de tarde), aumentando os riscos de distúrbios na rede elétrica que podem causar danos em equipamentos eletrônicos.
Por conta disso, não deixe de proteger adequadamente seu equipamento (para não ser mais repetitivo do que o necessário, sugiro rever as postagens 21 de setembro de 2006 e de 28 de fevereiro do ano passado, dentre outras que focaram esse assunto e apresentaram conceitos e sugestões a ele relacionadas.

Passemos agora ao nosso tradicional humor de sexta-feira;

O QUE É, O QUE É?

1) O que é um cigarro de maconha feito com papel de jornal?
Baseado em fatos reais.

2) Qual é o fim da picada?
Quando o mosquito vai embora.

3) O que são dois pontos pretos no microscópio?
Uma blacktéria e um pretozoário.

4) Qual é a comida que liga e desliga?
O Strog-ON-OFF.

5) Como se faz para ganhar um Chokito?
É só colocar o dedito na tomadita. (Mto boa..)

6) Qual o vinho que não tem álcool?
O_vinho de Codorna.

7) O que é que a banana suicida falou?
Macacos me mordam.

8) Qual é o doce preferido do átomo?
Pé-de-moléculas.

9) O que é uma molécula?
É uma meninola muito sapécula.

10) Como o elétron atende ao telefone?
Próton! (Boa...)

11) O que um cromossomo disse para o outro?
Oh! Cromossomos felizes!

12) Como as enzimas se reproduzem?
Ficando uma enzima da outra.

13) Qual é a parte do corpo que cheira bacalhau?
O nariz.

14) O que é um ponto marrom no pulmão?
Uma brownquite.

15) O que é um pontinho vermelho no meio da porta?
Um olho mágico com conjuntivite.

16) O que o canibal vegetariano come?
A planta do pé, a batata da perna e a maça do rosto. (apelação)

17) O que o espermatozóide falou para o óvulo?
Deixa eu morar com você porque a minha casa é um saco. (boa)

18) Por que a vaca foi para o espaço?
Para se encontrar com o vácuo.

19) Por que as estrelas não fazem miau?
Por que Astro-no-mia.

Bom final de semana a todos.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Ainda a (in)segurança...

A despeito de a Web vir se tornando um ambiente cada vez mais hostil, muitos internautas ainda não se conscientizaram de quão perigoso é navegar com o sistema e programas desatualizados e sem qualquer proteção adicional.
É certo que usar softwares que “amarram” o computador e exibem janelinhas com perguntas confusas acarreta um desconforto considerável, mas é igualmente certo que os fabricantes vêm investindo em soluções de segurança capazes de realizar seu trabalho “em silêncio” e sem comprometer (muito) os recursos do sistema.
Um bom exemplo dessa nova safra são as suítes Norton 360 e Norton Internet Security, da renomada Symantec (http://www.symantec.com.br/), que custam R$169 - para o NIS, esse preço inclui dois anos de assinatura). Já para quem não quer (ou não pode) gastar com um pacote de segurança comercial, o Avast e o AVG são as opções gratuitas (para uso doméstico) mais populares, mas a despeito de suas edições mais recentes oferecerem interfaces aprimoradas, bons níveis de proteção e taxas de detecção e remoção de pragas bastante aceitáveis, existem outros softwares igualmente gratuitos e até mais eficientes - como veremos na semana que vem.
Para concluir, é importante ressaltar que nem o melhor cadeado do mundo consegue proteger a casa de quem abre a porta para estranhos sem questionar seus propósitos: a maioria dos incidentes de segurança ocorre por culpa dos próprios usuários, que ignoram atualizações importantes, abrem anexos suspeitos, navegam por sites duvidosos, fazem downloads de programas idem e não pensam duas vezes antes de clicar em links que prometem imagens de artistas nuas ou cenas inéditas de algum desastre recente. Lembre-se: a segurança não é um produto, mas um processo, e o conhecimento, aliado à prevenção, é a nossa melhor arma.
Tenham todos um ótimo dia.

EM TEMPO: O feriado de amanhã é municipal, de maneira que o blog será postado normalmente - até para fechar a semana com a tradicional piadinha e dar um alívio aos leitores menos interessados em segurança (que, se acompanharam todas as postagens desta semana, já devem estar "até os tampos" com esse assunto).

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Antivírus (final).

Devido à quantidade exorbitante de pragas eletrônicas (e às diversas metodologias utilizadas para catalogá-las e contabilizá-las), não existe um consenso quanto a seu número exato; algumas empresas de segurança falam em centenas de milhares, enquanto outras, em mais de um milhão. Além disso, os nomes também não são padronizados, podendo variar conforme o antivírus (o Conficker, por exemplo, também é chamado de Downadup e de Kido), e ainda que dois programas distintos utilizem a mesma nomenclatura em relação a uma praga, suas variantes (Cofincker.B, Cofincker.C, etc.) podem não corresponder exatamente aos mesmos códigos.

Observação: O nome de um malware designa sua “família”, e a letra subseqüente, sua "variante" – por exemplo, o Conficker.C corresponde à terceira variante da família Conficker; depois do “Z” vem o "AA", seguido pelo "AB", "AC"... "ZZ", e então "AAA", e assim por diante.

Ainda assim, a observância de determinados padrões pode nos dar uma idéia do comportamento das pragas, como ensina o especialista em segurança Altieres Rohr – criador e mantenedor do site e fórum Linha Defensiva. Analisando o nome “W32.Beagle@mm”, por exemplo, inferimos tratar-se de um vírus que ataca sistemas Windows (W32/Win32) e que se espalha principalmente por e-mail (o sufixo“@mm”, de “mass-mailer”, indica uma praga que envia e-mails de forma massiva para se disseminar).
Falando em nomes, mestre Rohr informa ainda que restrições impostas pela convenção de 1991 (NVNC) em relação ao que pode ser usado para designar uma “família” exige criatividade dos pesquisadores na hora de nomear as pragas. Além disso, a indústria de antivírus procura evitar o uso do nome escolhido pelo criador da praga, de maneira a não legitimá-lo. No mais das vezes, são utilizadas as mesmas palavras, mas com letras invertidas, cortadas ou rearranjadas de alguma forma – como no caso do HackDefender (poderoso trojan que “protege” outras pragas contra detecção e remoção), cujo nome original era “Hacker Defender”. Confira mais alguns exemplos:

- Conficker, segundo o especialista da Microsoft Joshua Phillips, resulta da reorganização de algumas letras de “Traffic Converter” (o site trafficconverter.biz era usado pela praga para baixar atualizações).

- Netsky é uma inversão de “skynet” – termo retirado do filme “Exterminador do Futuro” e que estava no código do vírus (a praga se dizia um “Skynet Antivírus”, pois eliminava “concorrentes” da época como o MyDoom e o Beagle).

- Chernobyl deriva da sua data de ativação, 26 de abril – a mesma do acidente da usina nuclear homônima. Esse vírus também ficou conhecido como CIH, devido às iniciais do seu criador (Chen Ing Hau), e Spacefiller, por causa da técnica de infecção.

- Nimda provém da inversão das sílabas da palavra “admin” (de “administrador”).

- Blaster remete ao arquivo malicioso que instalava o “msblast.exe” (algumas o empresas o chamavam também de MSBlast).

- Sasser alude ao componente do Windows que o vírus explorava para se espalhar, o “lsass.exe” (tirando o “l” do arquivo e colocando o “er” – sufixo comum na língua inglesa).

Bom dia a todos e até mais ler.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Antivírus (segunda parte)

O crescimento exponencial dos malwares – vírus e outros códigos nocivos como os trojans, spywares e assemelhados, cujas características, objetivos e “modus operandi” não permitem enquadrá-los na categoria dos vírus – propiciou o surgimento de novas ferramentas destinadas a imunizar o computador contra quaisquer programas maliciosos. Até algum tempo atrás, essa “proteção abrangente” exigia softwares adicionais, mas a maioria das suítes de segurança atuais e os bons antivírus de concepção recente se propõem a fazer o “serviço completo”. Particularmente, eu gosto muito do Norton 360, embora existam diversas opções gratuitas bastante eficientes (como você poderá conferir na semana que vem).

Observação: O Norton 360 oferece antivírus, anti-spyware, anti-phishing, proteção de identidade on-line, autenticação de websites e firewall bidirecionalm tudo isso num pacote fácil de instalar, configurar e utilizar. O software trabalha discretamente em segundo plano (varrendo, consertando, atualizando e fazendo backups), e se precisar da intervenção do usuário, ele irá pedi-la de forma discreta e simpática (sem aquela tradicional cascata de caixas de diálogo e janelinhas pop-up pra lá de irritantes). Mais informações no site do fabricante (http://www.symantec.com.br/).

Claro que nenhuma ferramenta de segurança é totalmente “idiot proof” – ou seja, nenhuma delas consegue proteger o usuário dele próprio –, de modo que evitar sites inseguros, links suspeitos, anexos de e-mail recebidos de desconhecidos e outras cautelas que tais continuam sendo indispensáveis.
Se você cismar com um arquivo que seu antivírus tenha avalizado, o melhor a fazer é enviá-lo para análise e obter uma segunda opinião (muitos programas possuem opções em seus menus para realizar esse procedimento, outros informam um endereço de e-mail para o qual o arquivo suspeito deva ser enviado). Alternativamente (ou adicionalmente), você pode recorrer ao VirusTotal (http://www.virustotal.com/pt/), que utiliza mais de 40 soluções diferentes de antivírus para checar se um arquivo está infectado. E se situações como essa ocorrerem com freqüência no seu dia a dia, a Hispasec (criadora do serviço em questão) disponibiliza o VirusTotal Uploader (www.virustotal.com/metodos.html), que permite enviar arquivos para teste simplesmente clicando sobre eles com o botão direito do mouse – da mesma forma como se faz para varrê-los com o antivírus residente.
Amanhã a gente conclui.
Abraços a todos, e até lá.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Antivírus – A história

Consta que o “antivírus” surgiu em 1988, quando o indonésio Denny Yanuar Ramdhani desenvolveu um programa visando imunizar sistemas contra o vírus de boot paquistanês “Brain”, criado dois anos antes. Pouco tempo depois, a IBM lançaria o primeiro “antivírus comercial”, sendo logo seguida por outras empresas (dentre as quais a Symantec e a McAfee), de olho no filão de ouro que esse mercado viria a representar.

Elas acertaram em cheio – desde então, o número de malwares (vírus, worms, trojans, spywares e outros códigos nocivos) vem crescendo exponencialmente, mas a despeito de haver uma porção de aplicativos de segurança no mercado (tanto pagos quanto gratuitos), é difícil dizer com certeza qual deles é o melhor, já que cada fabricante exalta a própria cria e alfineta a prole alheia - e ainda que diversos “laboratórios” avaliem regularmente o desempenho dos antivírus, nenhuma das amostras que eles utilizam engloba todas as pragas existentes, de modo que os resultados não são 100% confiáveis.

Vale lembrar que pragas eletrônicas não são coisas sobrenaturais ou prodígios de magia, mas apenas programas capazes de executar instruções maliciosas e/ou potencialmente destrutivas. Em princípio, qualquer software atende os desígnios de seu criador – que tanto pode programá-lo para interagir com o usuário através de uma interface, quanto para realizar automática e sub-repticiamente as mais diversas tarefas. De uns tempos pra cá, todavia, os malfeitores de plantão perceberam ser mais lucrativo obter acesso remoto a sistemas, roubar senhas bancárias e números de cartões de crédito, por exemplo, do que matar a galinha dos ovos de ouro simplesmente danificando arquivos e comprometendo o funcionamento dos computadores alheios.

Atualmente, a maioria dos antivírus deixou de trabalhar somente com “assinaturas” (trechos específicos do código das pragas a partir dos quais o programa identifica arquivos possivelmente infectados; daí a importância de se manter a licença em dia e as definições atualizadas) e passou a se basear também em técnicas que permitem identificar vírus desconhecidos com base em seu “comportamento” (Heurística ou HIPS, conforme o caso; a primeira analisa o próprio arquivo, e a segunda, os programas em execução).

Observação: Quando o antivírus condena um arquivo sadio, diz-se que ocorreu um “falso positivo”; quando ele deixa escapar uma praga, o termo utilizado é “falso negativo” (vale lembrar que detecções baseadas em heurística, por serem genéricas, têm mais chances de resultar em falsos positivos).

Uma vez que nenhum desses métodos é infalível, os arquivos tidos como infectados não devem ser excluídos no ato, mas sim despachados para a “quarentena” – uma área isolada que os impede de interagir com o sistema, mas que permite trazê-los de volta a qualquer tempo, se necessário (um “falso positivo”, por exemplo).

Amanhã a gente continua.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Portáteis, Windows 7 e humor de sexta-feira

Nas matérias em que abordamos o Seven, em meados do mês passado, e nos posts sobre portáteis, no início deste mês, eu ponderava que a proximidade do Natal certamente traria lançamentos de máquinas com a nova versão do Windows pré-instalada – opção ideal para quem deseja fazer uma evolução casada –, e não deu outra: a edição 285 da revista INFO (Ed. Abril) está recheada de sugestões nesse sentido.
Um bom exemplo na faixa dos R$ 2,5 mil é o POSITIVO AUREUM 4400, que oferece 4 GB de RAM e HD de ½ TB (configuração interessante, convenhamos, a despeito do processador Pentium Mobile de 1.3 GHz e da falta do drive óptico) e traz o Seven Home Premium pré-instalado.
Já para quem está pensando em gastar entre 1.500 e 2.000 reais, os netbooks VAIO W160AB (Sony) e o MOBO 4050 Red (Positivo), por exemplo, merecem atenção. Ambos integram processadores Intel ATOM, 2 GB de RAM, HDs de 250 e 160 gigabytes, respectivamente, e vêm com o Seven, ainda que na limitada versão Starter Edition.


Passemos agora à tradicional piadinha (ou melhor, a alguns ditos populares adaptados ao século XXI):

01. A pressa é inimiga da conexão.

02. Amigos, amigos, senhas à parte.

03. Antes só do que em chats aborrecidos.

04. A arquivo dado não se olha o formato.

05. Diga-me que chat freqüentas, e eu te direi quem és.

06. Para bom provedor uma senha basta.

07. Não adianta chorar sobre arquivo deletado.

08. Em briga de namorados virtuais não se mete o mouse.

09. Em terra off-line, quem tem 486 é rei.

10. Hacker que ladra não morde.

11. Mais vale um arquivo no HD do que dois baixando.

12. Mouse sujo se limpa em casa.

13. Melhor prevenir do que formatar.

14. O barato sai caro – e lento.

15. Quando a esmola é demais, o santo desconfia que tem vírus anexado.

16. Quando um não quer, dois não teclam.

17. Quem ama um 486, Pentium 4 lhe parece.

18. Quem clica seus males multiplica.

19. Quem com vírus infecta, com vírus será infectado.

20. Quem envia o que quer recebe o que não quer.

21. Quem não tem banda larga, caça com modem.

22. Quem nunca errou que aperte a primeira tecla.

23. Quem semeia e-mails colhe spams.

24. Quem tem dedo vai a Roma.com

25. Um é pouco, dois é bom, três é chat.

26. Vão-se os arquivos, ficam os backups.

27. Diga-me que computador tens, e eu te direi quem és.

28. Há dois tipos de usuários: os que já perderam um HD e os que ainda vão perder.

29. Uma impressora disse para outra: Essa folha é sua ou é impressão minha?

30. Aluno de informática não cola, faz backup.

Bom final de semana a todos.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Revisitando o PDF

O PDF (Portable Document Format) permite criar cópias fiéis de diversos tipos de arquivo sem alterar suas fontes, imagens, elementos gráficos, layout, e por aí vai.
Devido à popularização desse formato de arquivos – que é amplamente utilizado na distribuição de documentos eletrônicos, formulários e assemelhados –, quase todo mundo tem o Adobe Reader instalado em seu PC, mas esse programinha serve apenas para visualizar arquivos .pdf, e não para criá-los.
Quem tem o Word 2007 pode salvar arquivos diretamente como .pdf (para baixar o suplemento apropriado, clique no botão Office – no canto esquerdo superior da janela, ao lado esquerdo da aba Início –, selecione a opção Salvar como e o item Buscar suplementos para outros formatos de arquivo); já quem não tem pode recorrer a freewares como o PDF Creator (http://sourceforge.net/projects/pdfcreator/) ou o PrimoPDF (http://www.primopdf.com/), por exemplo, ou ainda a serviços disponíveis “na nuvem” (sites como www.expresspdf.com/ e www.pdfonline.com/index.htm são opções mais indicadas para quem não gera arquivos .pdf com muita freqüência).
Note que você não precisa de nenhum programa específico para extrair textos e imagens de arquivos .pdf e incluí-los em documentos gerados por processadores de texto. Para isso, basta abrir o arquivo .pdf com o Adobe Reader e, na barra de menus, clicar em Tools > Select & Zoom >Select Tool (que aparece como uma pequena ponta de seta inclinada para a esquerda), selecionar a porção de texto ou a imagem desejada e copiá-la dando um clique direito sobre ela e escolhendo a opção Copy to Clipboard no menu de contexto (se o arquivo for protegido e impedir que você o copie dessa maneira, utilize o atalho Ctrl+C, que geralmente funciona sem problema algum).
Feito isso, o texto já pode ser colado em documentos criados com qualquer processador de textos (as imagens, somente naqueles que oferecem essa possibilidade, como é o caso do Word, mas não do bloco de notas). No mais das vezes, basta abrir o documento, clicar no ponto desejado e teclar Ctrl+V (ou clicar com o botão direito do mouse e, no menu de contexto, selecionar a opção Colar).
Se você achou esse procedimento muito trabalhoso, saiba que existe um serviço gratuito (disponível em http://www.pdftoword.com/) que converte documentos .pdf em arquivos .doc. Basta indicar o local onde está o arquivo e informar seu e-mail para receber em poucos minutos o documento convertido.
Bom dia a todos e até mais ler.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

BugMeNot

Para não precisar se cadastrar em sites gratuitos só para ler uma notícia pequena (e correr o risco de receber uma enxurrada de spams), você pode recorrer ao BugMeNot - um site gratuito que armazena logins já prontos, gerados por usuários, dispensado-o de fornecer seus dados pessoais.
Se você usa o Internet Explorer, acesse a página do BugMeNot (http://www.bugmenot.com/), digite a URL do site no qual você deseja se logar e o serviço irá listar uma série de nomes de usuários e senhas que você poderá usar para acessar o site.
Para usuários do Firefox, a coisa é ainda mais fácil: na página de instalação do serviço, basta clicar em Add to Firefox (Adicionar ao Firefox), escolher Accept and Install (Aceitar e Instalar) e, na nova janela se abrir, clicar em Install Now (Instale agora). Feito isso, basta reiniciar o navegador e, da próxima vez que você se deparar com uma solicitação de cadastro para acessar um site gratuito, é só clicar com o botão direito no campo nome do usuário ou endereço de e-mail e selecionar Login with BugMeNot (se a tentativa inicial não funcionar, repita o procedimento, pois o add-on pode ter usado dados antigos).

EM TEMPO: Ontem foi dia de Patch Tuesday da Microsoft, mas, por conta do apagão, eu só me lembrei disso agora cedo, quando recebi a notificação do sistema. Caso seu Windows não esteja configurado para baixar e instalar as correções automaticamente, não se esqueça de executar o Windows Update o quanto antes.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Ainda a (in)segurança

As senhas são correspondentes virtuais das chaves com que trancamos nossas casas, carros e demais objetos de valor - e se não as deixamos ao alcance de qualquer um, a conclusão é óbvia (embora segurança absoluta seja “história da carochinha”, não basta contar com a sorte; é preciso pelo menos dificultar a ação dos cybercriminosos).
Segundo os especialistas, as senhas devem ser “fortes”, mas de fácil memorização. Combinar aleatoriamente letras maiúsculas e minúsculas com números e caracteres especiais – como em “a2X&Z*y%”, por exemplo – pode ser uma boa prática, mas que gera expressões difíceis de lembrar e leva alguns usuários a anotá-las em post-its e mantê-las sempre à vista, grudadas na moldura do monitor (parece brincadeira, mas acontece).
Então, o melhor é escolher uma frase qualquer – um ditado popular, um verso de poema ou trecho da letra de uma música qualquer – e utilizar a primeira letra (ou sílaba) de cada palavra: por exemplo, “batatinha quando nasce se esparrama pelo chão” resulta em “bqnsepc”. Vale ainda inserir um algarismo no início e outro no final, ou substituir uma ou mais letras por caracteres “semelhantes” (como o “s” pelo “$”). E quando você chegar a um password que lhe agrade, não deixe de conferir seu poder de proteção em www.microsoft.com/protect/fraud/passwords/checker.aspx?WT.mc_id=Site_Link.
Além de criar senhas robustas e mantê-las longe dos abelhudos, você deve substituí-las regularmente (pelo menos a cada três meses) e evitar repetí-las em serviços diferentes, o que torna quase impossível memorizar cada uma delas e lembrar qual se aplica a cada caso. Configurar o Windows para armazenar e preencher automaticamente essas informações pode ser cômodo, mas envolve o risco de alguém que tenha acesso ao PC se passar por você no MSN, por exemplo, ou bisbilhotar seus e-mails e até enviar mensagens em seu nome.
Para quem tem muitas senhas e dificuldade em administrá-las, a solução é recorrer a um gerenciador como o RoboForm (http://www.roboform.com/), que é gratuito para uso não comercial. Ele gerencia senhas e informações de login, preenche informações exigidas pelos sites e serviços e ainda oferece um gerenciador de anotações, um gerador de senhas e um mecanismo de busca.
Outra opção interessante é o KeePass (http://keepass.info/), também gratuito, que roda direto de um pendrive ou de uma pasta no HD e protege suas senhas com criptografia de 256 bits. Já para quem utiliza o Firefox, um plug-in muito útil é o Secure Login, que também armazena os dados de acesso a webservices de forma segura.
Boa sorte a todos.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Seguro morreu de velho...

Programas capazes de se auto-replicar surgiram (experimentalmente) na década de 50, mas só vieram a ser conhecidos como “vírus” cerca de 30 anos depois, quando os primeiros códigos maliciosos escritos para o Apple 2 começaram a se disseminar através de disquetes com cópias piratas de joguinhos. A partir de então, a coisa não parou de crescer: na virada do século, já havia mais de 50 mil malwares conhecidos; hoje, dependendo da metodologia utilizada para catalogar suas diversas famílias e respectivas variações, o número já ultrapassa a casa do milhão!
Além dos vírus, worms e assemelhados (que continuam se auto-replicando e causando estragos em sistemas desprotegidos), uma vasta gama de programinhas espiões (spywares) espreita os internautas em cada “esquina” da Web, prontos para monitorar seus hábitos de navegação e permitir que vigaristas de plantão roubem identidades, senhas bancárias e números de cartões de crédito. E mesmo “entupindo” o PC com soluções de última geração, sempre existe o risco de algum deles furar as barreiras e se manter oculto, esperando para atacar no momento em que a vítima realiza uma compra virtual ou uma transação bancária pela Rede.
Convém ter em mente que as soluções antivírus e antispyware convencionais (que trabalham com “assinaturas”) só funcionam adequadamente quando atualizadas, e sempre leva algum tempo até que o fabricante identifique as novas pragas e disponibilize as respectivas “vacinas”. Então, caso você esteja sendo bombardeado com janelinhas pop-ups – mesmo quando não estiver navegando – ou se seu browser passar a exibir anúncios com conteúdo pornográfico, por exemplo, a prudência recomenda fazer uma varredura com algum serviço online como o da Kaspersky (www.kaspersky.com.br/virusscanner/).
Alternativamente (ou adicionalmente), abra o Gerenciador de Tarefas do Windows, clique na aba Processos e, munido de muita paciência, pesquise os nomes desconhecidos no Google ou em www.answersthatwork.com/Tasklist_pages/tasklist.htm, www.pacs-portal.co.uk/startup_content.php, www.liutilities.com/products/wintaskspro/processlibrary/ e http://fileadvisor.bit9.com/services/search.aspx.

Observação: Matar processos ou serviços essenciais pode tornar o sistema instável ou inoperante, e como a lista é exibida com base nos executáveis, nem sempre é fácil saber a que eles se referem ou se realmente deveriam estar ali. Para facilitar, você pode instalar programinhas como o ProcessExplorer (http://technet.microsoft.com/pt-br/sysinternals/default(en-us).aspx) ou o YAPM (http://sourceforge.net/projects/yaprocmon/), que são uma mão na roda na hora de conferir se aqueles nomes estranhos remetem a coisas legítimas ou maliciosas (vírus, trojans, spywares, etc.).

Boa sorte e uma ótima semana a todos.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Mais sobre portáteis e humor de sexta-feira

Complementando o que dissemos nas postagens anteriores, a despeito de comemorarmos o Natal todos os anos, talvez o Bom Velhinho não pretenda trocar sua máquina com essa mesma regularidade. Então, para prolongar a vida útil do aparelho, veja algumas recomendações simples, mas eficientes:

1- Calor em excesso pode acarretar travamentos, falhas, e até danos mais sérios nos componentes. Assim, se você tem o (mau) hábito de operar o computador na cama ou no sofá, onde a circulação de ar possa costuma ser prejudicada por mantas, cobertas e afins, utilize aqueles suportes com pequenos ventiladores alimentados via conector USB, que não só evitam o superaquecimento, mas também prolongam a vida útil dos coolers internos, que passam a ser menos exigidos.

2- Embora os portáteis sejam projetados para uso itinerante e transporte constante, trepidações e impactos bruscos podem danificar seriamente os componentes, especialmente o delicado disco rígido. Por conta disso, convém optar por um modelo que integre um HD de SSD (tecnologia que já abordamos em outras oportunidades); além de aquecer menos, esse tipo de drive é mais resistente, já que utiliza memória flash e não possui partes móveis.

3- A bateria também requer cuidados, ou sua vida útil será drasticamente reduzida. Para evitar o famigerado efeito memória, alguns especialistas recomendam recarregá-la somente quando o sistema emitir uma mensagem de alerta – e há até quem sugira removê-la sempre que o note for utilizado conectado à tomada. Entretanto, vale lembrar que esse procedimento anula a função de no-break (com a bateria instalada, uma interrupção inesperada no fornecimento de energia da rede elétrica não impedirá que você continue trabalhando normalmente, ou que encerre os programas adequadamente, caso prefira desligar o computador).

4- A degradação do desempenho do Windows é uma conseqüência natural do uso da máquina, seja ela de mesa ou portátil. Todavia, os notebooks costumam trazer discos de recuperação (que combinam o sistema operacional com outros recursos e configurações acrescentados pelos fabricantes), com os quais é possível reverter facilmente o computador à configuração original (antes, porém, não se esqueça de fazer backup de seus arquivos pessoais, agenda de endereços, favoritos e outros que tais).

5- Finalmente, procure transportar seu portátil numa mochila apropriada, preferencialmente almofadada (algumas contam até com bolsas infláveis), mas que seja chamativa a ponto de atrair a atenção dos amigos do alheio.


Passemos agora à nossa tradicional seção de humor:


A vírgula pode ser uma pausa... ou não: Não, espere / Não espere.

Ela pode sumir com seu dinheiro: 23,4 / 2,34.

Pode criar heróis: Isso só, ele resolve / Isso só ele resolve.

Ela pode ser a solução: Vamos perder, nada foi resolvido / Vamos perder nada, foi resolvido.

Ou mudar uma opinião: Não queremos saber / Não, queremos saber.

Pode condenar ou salvar: Não tenha clemência! / Não, tenha clemência!

Enfim, uma vírgula muda tudo:

"SE O HOMEM SOUBESSE O VALOR QUE TEM A MULHER ANDARIA DE QUATRO À SUA PROCURA" (as mulheres certamente colocaram a vírgula depois de MULHER; já os homens, depois de TEM...).

Bom final de semana a todos.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Ainda sobre os portáteis

Dando prosseguimento ao assunto da postagem anterior, suponhamos agora que Papai Noel, ciente de seus (dele) limitados conhecimentos tecnológicos, resolva lhe oferecer supedâneo financeiro para a aquisição do tão sonhado note, ao invés de presenteá-lo com o aparelho propriamente dito (menos mal). Entretanto, antes de correr para as lojas, atente para algumas considerações que evitam uma compra por impulso e suas prováveis conseqüências desagradáveis.
Antes de qualquer coisa, considere as principais tarefas que você pretende executar no portátil: se for apenas para criar textos e planilhas e navegar na Web, por exemplo, não faz sentido investir pesado num modelo de topo de linha; escolha um netbook ou um note simples (como aquele que Papai Noel certamente escolheria para você). Entretanto, quem viaja regularmente e precisa usar a máquina para substituir o desktop deve investir num modelo leve (em termos de peso), com boa autonomia (duração da bateria), mas cuja configuração e recursos não deixem a desejar na hora de utilizá-lo em hotéis, aeroportos, etc.
Definidos os aspectos referentes ao processador, tamanho do HD, quantidade de memória e disponibilidade (ou não) de um drive óptico, vale lembrar que laptops baratos costumam trazer telas de 14 polegadas (nos netbooks, o tamanho é ainda menor). Se você for fã de games e estiver acostumado com um monitor widescreen de grandes proporções, irá penar um bocado no novo ambiente de trabalho (claro que sempre existe a possibilidade de conectar um monitor convencional na hora de jogar ou rodar aplicativos que exijam mais espaço, mas enfim...).
O teclado também costuma ser um detalhe solenemente ignorado na hora da compra, e muita gente só repara em casa que seu novo computador utiliza o padrão internacional, que dificulta sobremaneira a acentuação das palavras (prefira modelos do padrão ABNT2 e fuja dos chamados “teclados econômicos”, que apresentam funcionalidades reduzidas).
Atente também para as portas disponibilizadas pelo aparelho. Se você costuma transferir fotos de sua câmera digital ou músicas para seu MP3 Player, assegure-se de que haja pelo menos duas portas USB 2.0. E se a Internet for prioridade, enquanto a tecnologia 3G não se tornar padrão nos portáteis, convém ter um modem analógico para “quebrar o galho” em situações que não exista conexão rápida disponível.
Por último, mas não menos importante, convém tomar muito cuidado em relação à garantia (se você acha que computador novo não quebra, é provável que acredite realmente em Papai Noel). Fabricantes renomados costumam oferecer uma ampla rede de assistência técnica, mas se você adquirir a máquina de um importador independente, a solução de eventuais problemas ficará restrita às oficinas credenciadas pelo lojista, mesmo que a marca tenha representação local. Nesse caso, um reparo mais complicado poderá exigir o envio do aparelho para o país de origem, e sabe lá Deus quanto tempo ele demorará a voltar.
Boas compras.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Upgrade em notebooks

O Natal está chegando, e se você se comportou direitinho durante o ano, talvez Papai Noel lhe traga aquele tão sonhado notebook (afinal, milagres acontecem). Entretanto, como o Bom Velhinho parece ter hábitos antiquados – há séculos que ele dirige o mesmo trenó puxado a renas, e não se tem notícia de que sua fábrica de brinquedos já tenha sido informatizada –, é possível que a configuração do portátil não seja das melhores. Então, antes de pensar em negociar o “mico” no Mercado Livre, considere a possibilidade de um upgrade de hardware.
Devido a questões de arquitetura, upgrades “combinam” bem menos com computadores portáteis do que com desktops, até porque as possibilidades de modificação são limitadas, os componentes custam caro e o procedimento é mais complicado. Via de regra, só é possível aumentar a memória e trocar o disco rígido (embora alguns modelos permitam substituir também o drive óptico – e até o processador, notadamente na linha AMD –, mas isso já é outra história).
Enfim, caso a idéia lhe interesse, assegure-se primeiramente de que a evolução pretendida é tecnicamente possível e economicamente viável. Consulte o manual do computador ou o website do fabricante – ou rode o PC Wizard (mais informações e download em http://superdownloads.uol.com.br/download/85/pc-wizard-2006/) – para saber que tipo de memória é utilizada, qual a quantidade máxima suportada e o número de soquetes disponíveis. Notebooks trabalham com módulos SODIMM, que têm aproximadamente a metade do tamanho dos utilizados em desktops, embora custem bem mais caro. Memórias antigas (DDR) são mais difíceis de encontrar do que as atuais (DDR2 e DDR3), e se você tiver de comprá-las a peso de ouro, o upgrade deixará de fazer sentido.
Para piorar, existe a questão do mau aproveitamento dos soquetes: um modelo que disponha de dois soquetes e suporte 1 GB, por exemplo, pode vir com 512 MB distribuídos em dois módulos de 256 MB. Nesse caso, em vez de simplesmente acrescentar um novo pente, você terá de substituir os originais (o que custará bem mais caro). Demais disso, se já houver 1 GB de memória instalada, o jeito será esquecer o assunto.
Presumindo que a evolução seja possível e que você já tenha adquirido os módulos adequados, o próximo passo é desconectar o note da tomada e remover a bateria. Nos modelos mais antigos, os soquetes de memória ficavam sob o teclado; nos mais recentes, eles costumam ser facilmente acessíveis através de um painel localizado na parte inferior do aparelho. Removido esse painel, basta liberar as presilhas que fixam os pentes nos slots – empurre-as para fora e as memórias saltarão em diagonal –, inserir os novos módulos (também em diagonal e respeitando a posição dos contatos) e pressioná-los delicadamente contra o encaixe, até sentir o “clique” das presilhas.
Já se a idéia for partir para um HD mais “espaçoso”, rápido e com mais cache, a coisa é um pouco mais complicada. Isso porque não é possível acrescentar um segundo disco num computador portátil; você terá de substituir o disquinho atual pelo novo e copiar todo o seu conteúdo (a maneira mais simples de se fazer isso é utilizando um “case” para notebooks, que permite “transformar” um disco interno em externo e conectá-lo a uma porta USB).
O PC Wizard irá lhe indicar a marca e o modelo do drive instalado. Atente especialmente para o tipo de conexão – se SATA ou IDE –, já que, nesse aspecto, vale o mesmo que foi dito em relação a memórias antigas (ou seja, que a dificuldade de encontrar o componente adequado a preço razoável pode tornar a evolução inviável). Além disso, é preciso que o novo drive caiba no espaço disponível; você só deve adquiri-lo depois de se certificar que a instalação física é possível.
No mais, basta expor o HD (removendo um painel lateral ou tampa inferior do note, conforme o caso), desconectá-lo, desparafusá-lo e instalar o novo em seu lugar, fazendo a operação inversa. Preste muita atenção à fiação: laptops têm canais específicos por onde os fios devem correr, e se fiação for acomodada de forma imprecisa, ela pode ser pinçada ou impedir que outros componentes se encaixem corretamente.
Concluída a instalação, resta particionar e formatar o novo disco, instalar o sistema e programas e transferir todos os seus arquivos importantes.

Observações: Tenha em mente que essas modificações podem anular a garantia e até mesmo danificar o aparelho; se você não se sentir seguro para realizar os procedimentos, recorra à assistência técnica ou a um profissional de sua confiança. Note também que o design dos portáteis varia muito; até modelos de um mesmo fabricante podem ter características distintas e métodos de desmontagem diferentes, razão pela qual esta postagem deve ser vista apenas como uma simples referência.

Um bom dia a todos.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Dicas da hora...

Dando um clique duplo sobre o reloginho digital que o XP mantém na área de notificação - ou bandeja do sistema, como ela era chamada nas versões anteriores -, você abre a tela das Propriedades de Data e hora, que exibe um relógio analógico com três ponteiros (hora, minuto e segundo) e um calendário (que pode ser retrocedido até 1980 ou avançado até 2099).
Embora seja possível acertar o relógio manualmente usando as setas para cima e para baixo, é melhor sincronizá-lo com um servidor da Web – basta clicar na aba Horário na Internet, marcar a opção correspondente e pressionar o botão Atualizar agora - o Windows fará as próximas atualizações a cada sete dias, desde que haja uma conexão ativa com a Internet, evidentemente.
A aba Fuso horário, por sua vez, permite definir o fuso correspondente à sua localização geográfica (como o próprio nome sugere) e configurar o Windows para ajustar o horário automaticamente no início e término do horário de verão (mais detalhes sobre esse assunto podem ser obtidos nas postagens de 06/10/08 e 13/02/09).

Observação: Devido a diversas exigências legais, a definição de data e hora em arquivos e mensagens de e-mail pode ser considerada informação estratégica, de modo que você terá de se logar no sistema como Administrador para fazer algumas dessas alterações.

Vale lembrar que já vimos como editar o Registro para ocultar o relógio do sistema e para fazê-lo exibir o nome do usuário do computador (só não me lembro quando :–), mas talvez seja mais interessante configurá-lo para exibir o dia do mês e da semana. Para isso, primeiramente dê um clique direito em qualquer ponto vazio da Barra de tarefas e desmarque a opção de bloqueio, caso ela esteja ativada. Em seguida, arraste a barra para cima até que seu tamanho corresponda ao dobro do normal e o relógio exiba, em três linhas, o horário atual, o dia da semana e a data do mês.
O inconveniente dessa configuração é a perda de espaço imposta pelo novo formato da barra (especialmente em monitores CRT de 15 polegadas ou inferiores), e embora seja possível configurá-la para se auto-ocultar, aí só se vê a data e a hora quando o ponteiro do mouse descer até a borda inferior da tela. Então, para manter a altura tradicional da barra e ainda assim visualizar a data, a solução é baixar e instalar o freeware TClockEx, da Dale Nurden (www.rcis.co.za/dale/tclockex).
Para concluir, já que falamos em espaço na tela, rodar diversos aplicativos simultaneamente resulta numa profusão de janelas que poluem sobremaneira a área de trabalho, e ainda que seja possível minimizá-las, isso gera uma “salada de botões” na Barra de tarefas. A alternativa seria despachar os programas ociosos para a área de notificação, mas o Windows não oferece nativamente essa opção. Para preenhcer a lacuna, eu resolvi experimentar o freeware TrayEveryting (www.winapizone.net/software/trayeverything/) – que se propõe inclusive a esconder completamente qualquer janela e protegê-la com senha. Todavia, devido a travamentos constantes, acabei desinstalando o programinha.
Já o MinimizetoTray (http://minimizetotray.mozdev.org/) é uma solução bastante popular entre usuários do Firefox e Thunderbird (se for o seu caso, vale a pena conhecê-lo), mas como eu uso o Outlook Express, descobri que HideOE (http://superdownloads.uol.com.br/download/72/hideoe/) é uma mão na roda para manter o OE é minimizado na área de notificação, que passa a exibir o ícone respectivo em azul-claro. Sempre que chegam novas mensagens, o programa emite um sinal sonoro e acrescenta um segundo ícone na bandeja, em azul-escuro (basta clicar sobre ele para abrir a tela, e tornar a minimizá-la para voltar à situação anterior).
Bom dia a todos e até mais ler.