quinta-feira, 25 de março de 2010

Rapidinho...

Sensível à insatisfação dos usuários com a demora na inicialização do Windows, a Microsoft promete reduzir esse tempo a cada lançamento de um nova versão, mas, na prática, a teoria é outra.
A despeito da rapidez vertiginosa com os PCs vêm evoluindo, somente as próximas gerações (de usuários) deverão contar com modelos capazes de “acender” tão rapidamente quanto uma lâmpada. Enquanto o anacrônico disco rígido (dispositivo eletromecânico milhares de vezes mais lento do que a já relativamente lenta memória RAM) for o responsável pelo armazenamento persistente dos dados, nem pensar. E mesmo com as perspectivas alvissareiras do SSD, os apressadinhos continuarão amargando um intervalo de muitos segundos a vários minutos entre o instante em que pressionam o “Power” e o momento em que o sistema termina de carregar.
Vale lembrar que outros fatores (recursos da máquina, versão do Windows, quantidade de softwares que pegam carona na inicialização e o próprio processo de BOOT  também concorrem para essa “lentidão”. E ainda que programinhas como o StartupDelayer  e o Bootvis  (combinados com alguns ajustes no sistema e desejáveis manutenções preventivas regulares) possam ajudar a reduzir o tempo de inicialização, não espere milagres; os ganhos são de apenas uns míseros segundos, e olhe lá.
Passando ao que interessa, parece que uma luz já bruxuleia no fim do túnel: Pesquisadores da IBM estão a um passo de desenvolver chips que, utilizando pulsos de luz, alcançarão velocidades de até 40 Gbps. Baseados na tecnologia dos semicondutores, esses dispositivos deverão propiciar a construção de computadores com desempenho na casa dos Exaflops (1 Exaflop equivale a 1.000.000.000.000.000.000 de operações de ponto flutuante por segundo), cerca de 600 vezes mais rápidos do que o computador atual mais poderoso do mundo (um Cray XT5, que atinge 1.75 Petaflops, ou 0.0175 Exaflop).
Quem viver verá...
Fui.
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