terça-feira, 13 de abril de 2010

Revisitando os portáteis (continuação)

Dando prosseguimento ao assunto da postagem anterior, vale lembrar que o uso de um portátil guarda algumas diferenças em relação ao do computador de mesa.

Observação: Vimos recentemente que colocar em uso um computador novinho em folha vai além de desembalá-lo e conectar alguns cabos, especialmente se o sistema pré-instalado traz de quebra uma porção de “inutilitários” embutidos pelo fabricante (para rever essa matéria, clique aqui). Sem embargo das sugestões já apresentadas, o Pc Decrapifier - que é gratuito para uso pessoal e compatível com as versões XP, Vista e 7 do Windows - pode ser um auxiliar valioso na remoção dessa caca, especialmente se você rodá-lo tão logo tirar o aparelho da caixa, antes de personalizar o sistema e instalar seus softwares preeferidos.

Com um roteador wireless estrategicamente posicionado, é possível carregar o aparelho para qualquer canto da casa e acessar a Web confortavelmente aboletado no sofá da sala ou tomando a fresca da tarde na varanda, por exemplo – e até mesmo levá-lo ao banheiro. No entanto, como o excesso de calor pode acarretar travamentos e até danos mais sérios aos componentes, evite operar a máquina na cama ou no sofá, onde a circulação de ar costuma ser prejudicada por mantas, almofadas ou travesseiros. Se possível, utilize aqueles suportes com pequenos ventiladores alimentados via conector USB, que não só evitam o superaquecimento, mas também prolongam a vida útil dos coolers internos (que passam a ser menos exigidos).
Basicamente, esses aparelhos são construídos a partir dos mesmos componentes utilizados nos PCs convencionais, mas com tamanho reduzido e, em alguns casos, superintegrados. Por conta disso, sua manutenção costuma ser mais cara, e o upgrade de hardware, mais complicado e limitado. No mais das vezes, só é possível aumentar a memória e trocar o disco rígido (embora alguns modelos permitam substituir também o drive óptico – e até o processador, notadamente na linha AMD –, mas isso já é outra história).
Seja como for, mesmo que você tenha conhecimentos medianos de hardware e esteja habituado a abrir o gabinete de seu PC para limpeza, acréscimo ou substituição de componentes, pense duas vezes antes de se aventurar a fazer o mesmo com um portátil. O melhor é recorrer à assistência técnica autorizada (caso o computador esteja na garantia) ou a um profissional de sua confiança. Mesmo a instalação de um simples módulo de memória requer cuidados redobrados, pois a carcaça dos laptops tem canais específicos por onde os fios devem correr, e se não forem acomodados forma precisa, eles acabarão pinçados ou impedirão o encaixe adequado de outros componentes.
Embora sejam projetados para uso itinerante e transporte constante, trepidações e impactos bruscos podem danificar seriamente esses aparelhos, especialmente seus delicados discos rígidos. Assim, convém optar por modelos que integrem HDs de SSD (tecnologia que já abordamos em outras oportunidades); além de aquecer menos, esse tipo de drive é mais resistente, já que utiliza memória flash e não possui partes móveis. Demais disso, procure transportar seu portátil numa mochila apropriada, preferencialmente almofadada (algumas contam até com bolsas infláveis), mas que não seja chamativa a ponto de atrair a atenção dos amigos do alheio.
Amanhã a gente conclui esta trilogia, abordando especificamente a bateria sob o ponto de vista da vida útil e da autonomia.
Abraços e até lá.
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