segunda-feira, 19 de abril de 2010

VHS

videocassete trouxe o “cinema” para dentro de casa, e que a progressiva redução no preço dos VCR nos permitiu tanto locar ou comprar filmes para assistir no aconchego do lar, quanto gravar programas da TV e até criar nossas próprias produções caseiras. É certo que esses aparelhos foram superados pelo DVD Players – atualmente, com alguns modelos custando menos de R$100, a “sessão pipoca” já não oferece espaço para as anacrônicas e bolorentas (literalmente) fitas de vídeo. No entanto, muita gente ainda tem um VCR em uso, seja porque guardou fitas que gosta de rever de tempos em tempos, seja porque recorre ao vídeo do casamento, do batizado do filho ou outro “porre” semelhante para “terminar delicadamente” uma visita inconveniente.
Até aí tudo bem, não fosse pela fragilidade das fitas: esse tipo de mídia não só cria bolor com extrema facilidade, mas também tem seu conteúdo comprometido se exposta a fontes magnéticas ou ao calor, por exemplo. Então, o melhor é você converter seu acervo analógico para o formato digital e gravá-lo em CDs ou DVDs, seja contratando um profissional especializado, seja fazendo o trabalho por conta própria: basicamente, a coisa toda consiste em ligar o videocassete ao computador, passar o conteúdo da fita para o HD, encodar e transferir para CDs ou DVDs.

Observação: O formato VCD permite exibir o vídeo tanto num DVD Player quando no drive de CD do computador (não é preciso um gravador de DVD nem mesmo para gravar a mídia, já que um gravador de CDs comum dá conta do recado). Entretanto, devido ao espaço limitado desse tipo de mídia, um filme de uma hora e meia com boa qualidade de áudio e vídeo irá exigir mais do que um único disco, de modo que, havendo possibilidade de escolha, o melhor é optar pelo DVD.

Passando aos “finalmentes”, além de bastante espaço livre no HD, você precisará de uma placa de vídeo de boa qualidade, de uma placa de captura de vídeo com entradas RCA (existem diversas marcas e modelos disponíveis no mercado) e de cabos RCA para interligar as entradas e saídas de áudio e vídeo da placa e do videocassete. Note que, na falta de uma placa de captura, um conversor de vídeo USB (ou “caixa de captura”) pode quebrar o galho, com a vantagem de ser mais barato e bem simples de instalar – basta plugar o dispositivo numa porta USB do PC.

Será preciso contar também com um programinha capaz de converter o conteúdo das fitas VHS para o formato digital e transportá-lo para o HD – eu sugiro o freeware GoldenVideo , que foi desenvolvido especialmente para esse fim (não deixe de ler atentamente a ajuda do programa para se familiarizar com sua interface, comandos e opções).
Satisfeitos esses requisitos, conecte fisicamente o videocassete ao computador (no caso de uma caixa de captura USB, você terá de plugá-la numa das portas disponíveis no PC) e ligue os cabos nas entradas e saídas de áudio e vídeo correspondentes, seguindo as cores dos plugues. Em seguida, selecione o dispositivo de entrada de vídeo, o formato para o qual o conteúdo será convertido e a pasta onde o arquivo deverá ser salvo. Vejamos isso com mais detalhes:

1. Ligue o videocassete, execute o Golden Vídeo e clique no botão New Recording.

2. Em Video Device, selecione o dispositivo de captura de vídeo e pressione a tecla Play do videocassete para testar o funcionamento. Se tudo estiver em ordem, clique em Avançar (certifique-se de que a opção Capture Sound esteja marcada, ou você terá problemas com o áudio).

3. Clique em Browse para escolher o local onde o arquivo será salvo, selecione o formato desejado (AVI, por exemplo), ajuste a resolução (800 x 600, também por exemplo) e clique em Avançar.

4. Rebobine a fita VHS, torne a pressionar a tecla Play do videocassete e clique no botão Record do programa (caso saiba a duração do filme, configure o software para interromper o processo após o período especificado, de modo a evitar perda de espaço com gravações desnecessárias).

Ao final do processo, se você transportar o conteúdo gravado no HD para um DVD-R, poderá visualizá-lo em qualquer player de mesa (para tanto, eu sugiro utilizar o freeware DVD Flick).
Feito o download e instalado o software, clique no botão Add title, selecione o vídeo em questão, clique em Abrir e siga as instruções nas telas (em caso de dúvidas, consulte a ajuda do programa). Se quiser incrementar seu DVD, clique em Settings para acrescentar menus, legendas etc.

É isso aí, pessoal.
Abraços e até mais ler.

EM TEMPO: Esta postagem foi feita a partir da sugestão da Cristina (Oásis) e baseada numa vídeo-aula produzida pelo meu velho amigo e parceiro Robério (meus agradecimentos, compadre).
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