sexta-feira, 30 de abril de 2010

Curiosidades...

... Que fundador do Hotmail investiu 300 mil dólares para criar o site – o primeiro a oferecer acesso a uma caixa de e-mails de qualquer computador – e, dois anos mais tarde, vendeu sua criação à Microsoft por 400 milhões de dólares?

... Que a Xerox, além de inventar a fotocopiadora, foi responsável pela criação do primeiro software com interface gráfica (com ícones e janelas) e do mouse, mas que os diretores da empresa não acharam a idéia boa?

… Que um cara chamado Jobs comprou o software da Xerox, fez alguns aprimoramentos e lançou o revolucionário Macintosh, com SO de interface gráfica (Mac OS)?

... Que ntre os especialistas que ajudaram Jobs a desenvolver o novo software, havia um rapaz de nome William Gates?

... Que esse jovem aprendeu tanto sobre a interface gráfica que, quando o Macintosh foi oficialmente lançado, a Microsoft já estava vendendo versões piratas do sistema, no Japão, batizadas como Windows?

Passemos agora à nossa tradicional piadinha:


Era uma vez um homem perfeito, que se casou com uma mulher perfeita, formando, assim, um casal perfeito. Certa noite de Natal, transitando por uma estrada deserta, o casal perfeito viu alguém no acostamento, pedindo ajuda. Esse alguém era nada mais nada menos do que Papai Noel, cujo trenó havia enguiçado.
Não querendo deixar milhões de crianças decepcionadas, o casal perfeito se ofereceu para ajudá-lo a distribuir os presentes. O bom velhinho entrou no carro e lá foram eles. Infelizmente, o carro se envolveu em um acidente e somente um dos três ocupantes sobreviveu.
Pergunta:
Quem foi o sobrevivente do trágico acidente? A mulher perfeita, o homem perfeito ou o Papai Noel?
Resposta: A mulher perfeita sobreviveu – na verdade, ela era a única personagem real dessa história, já que, como se sabe, Papai Noel e homem perfeito não existem. (Se você é mulher, a piada acaba aqui; os homens podem continuar lendo).
Agora, se Papai Noel não existe, e nem homem perfeito, fica claro que quem dirigia era a mulher, o que explica o acidente... (Se você é mulher e leu até aqui, fica provada mais uma teoria: mulheres são curiosas, metem o bedelho onde não são chamadas e são incapazes de seguir instruções.

Bom final de semana a todos.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Área de Armazenamento do XP

Diferentemente da Área de Transferência do Office (que armazena até 24 itens), o conteúdo do Clipboard – espaço que o Windows reserva para guardar temporariamente arquivos, imagens, blocos de texto e etc. que copiamos, recortamos ou capturamos via PrintScreen – é substituído a cada nova coleta. Qualquer objeto ali armazenado pode ser colado repetidas vezes, mas desaparece assim que coletamos um novo item, mesmo que seja uma única palavra ou um simples caractere. Para contornar esse problema (que é na verdade uma "característica do produto"), podemos recorrer ao Visualizador e salvar o conteúdo do Clipboard na forma de um arquivo *.CLP (basta clicar em Arquivo > Salvar como, definir um local e um nome e pressionar o botão Salvar).

Observação: Vale lembrar que, no XP, o Visualizador da Área de Armazenamento do Windows não é acessível via menu Iniciar > Todos os Programas > Acessórios > Ferramentas do Sistema. Para convocá-lo, digite “clipbrd.exe” (sem as aspas) na caixa de diálogo do menu Executar e tecle Enter. Se quiser criar um atalho para ele no Desktop, dê um clique direito em qualquer ponto vazio da área de trabalho, escolha Novo > Atalho, digite "C:WINDOWS\system32\clipbrd.exe" (também sem as aspas) no campo específico e clique em Avançar > Concluir.

Dependendo das configurações do sistema, é possível que o Visualizador bloqueie funções como criar páginas locais e compartilhar dados com outros usuários, por exemplo (para mais informações, consulte o menu Ajuda). Por oportuno, não custa nada lembrar que alguns softwares de terceiros, além de mais amigáveis, oferecem uma gama de recursos bem maior do que os da ferramenta nativa do Windows – particularmente, eu gosto muito do ClipMagic (www.clipmagic.com/), mas você pode examinar outras opções (freeware ou grátis para testar) clicando aqui.

Bom dia a todos e até mais ler.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Fix It

A despeito das constantes melhorias que a Microsoft procura implementar no Windows, pinçar e eliminar eventuais bugs em milhões e milhões de linhas de código é uma tarefa insana, de modo que os usuários estão sempre sujeitos a erros e falhas.
Sem embargo do que já foi dito no post Tela Azul da Morte, volto ao assunto por conta do  Fix It, que a Microsoft desenvolveu em meados de 2009 para proteger usuários do MS Office de ataques virtuais, mas que se transformou numa espécie de “central de correção de erros” para o Windows e demais produtos da empresa.
Ao final da instalação, o programinha (ainda em fase Beta) detecta possíveis problemas (nem todos, infelizmente), oferece uma breve descrição de cada um deles e permite que o usuário opte por corrigi-los automaticamente ou analise a solução sugerida e decida pessoalmente se deseja ou não aplicá-la.
Bom dia a todos e até mais ler.  

terça-feira, 27 de abril de 2010

PC Pitstop

A plataforma PC permite combinar componentes de diversas marcas e modelos – mesmo um computador de grife pode integrar dispositivos de fabricantes diferentes –, e a despeito da documentação respectiva trazer informações importantes, ela nem sempre cobre todos os detalhes e quase nunca está à mão quando precisamos (na hora de fazer um upgrade ou de resolver um problema qualquer, por exemplo).
Por conta disso, sem prejuízo das diversas sugestões que já apresentamos envolvendo programinhas que analisam a máquina e geram relatórios (em alguns casos, tanto do hardware quanto do software), volto agora ao assunto para recomendar uma visita ao PC Pitstop.
Ao fazer o teste completo, além de um relatório responsável sobre seu hardware, você será alertado para eventuais problemas que possam estar afetando o desempenho da máquina, saberá quais drivers precisam ser atualizados e ganhará um teste de performance comparativo. E se criar uma conta (gratuita), poderá ainda salvar os resultados e consultá-los a qualquer tempo.
Até mais ler.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Aviso aos navegantes

Complementando o que foi visto no último dia 19, segue o link para a vídeoaula produzida pelo meu velho amigo e parceiro Robério, que integra a edição 5 da Coleção Guia Fácil Informática em CD-ROM (em breve nas bancas, com diversos enfoques e dicas sobre gravação de CDs e DVDs): www.brdesigners.com.br/leitor/cd_rom_5/especial.zip. Feita essa remissão, passemos ao assunto do dia:

Se ainda estamos bem distantes da Coréia do Sul em termos de velocidade média de navegação em banda larga (23 Mbps lá e 2 Mbps aqui), talvez sirva de consolo - brincadeirinha - saber que somos o terceiro país que mais produz redes infectadas e o segundo maior produtor global de spams. Acima de nós, de acordo com informações da McAfee, a China e os Estados Unidos disputam o primeiro lugar em número de redes de computadores zumbis, e os EUA continuam imbatíveis na produção spam.
Aliás, a América do Norte foi apontada como líder mundial em hospedagem de conteúdos maliciosos na internet, seguida pela África e Emirados Árabes e Ásia e Pacífico. Na Europa, o primeiro lugar é da Alemanha, com Holanda e Itália nos respectivos segundo e terceiro lugares. Na Ásia, a liderança coube à China, principal hospedeira de conteúdo malicioso, à frente de Rússia e da Coréia do Norte.
E ainda tem gente (e como tem!) que nem sabe o que são firewalls, antivírus e outras ferramentas de segurança que tais...

Em tempo: Se você torce o nariz para programas gratuitos, saiba que as versões comerciais são igualmente sujeitos a bugs e problemas que tais. Uma falha na atualização do antivírus da McAfee, enviada para administradores de redes no último dia 21, fez com que arquivos essenciais de computadores fossem colocados em quarentena, e que máquinas com Windows XP entrassem num processo de reboot sem fim.
O incidente enfureceu inúmeros usuários, que publicaram mensagens iradas na página de suporte da McAfee. A empresa, por sua vez, divulgou um alerta pedindo que os usuários não instalassem a atualização problemática e informando como deveriam proceder no caso de já terem baixado o arquivo.
Panes em antivírus são mais comuns do que se imagina: há cerca de um mês, a BitDefender liberou um update que dava pau em computadores com versões de 64 bits do Windows; em 2005, a Trend Micro disponibilizou uma atualização que deixava os PCs lentos, e a Symantec fez o mesmo em 2007, deixando milhares de computadores na China rodando a passo de tartaruga.
Bom dia a todos e até mais ler.

P.S. Para quem não sabe (ou para quem não lembra mais, já que idade é fogo - risos), a imagem que ilustra a postagem de hoje é do robô de PERDIDOS NO ESPAÇO, useiro e vezeiro em sacudir seus braços sanfonados e bradar "PERIGO! PERIGO!" diante das inúmeras adversidades enfrentadas pela família Robinson, que explorava os confins do espaço sideral a bordo da nave Júpiter II (vide ilustração neste aditamento). O seriado fez sucesso entre meus contemporâneos, na década de 60, e alguns episódios ainda podem ser visto em canais pagos. Para quem quiser assistir à série completa (pena que em preto e branco), a coleção de DVDs está disponível em algumas unidades da locadora 2001.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Tweak-XP Pro e humor de sexta-feira

Com interface inspirada no Painel de Controle do Windows, Tweak-XP Pro, da Totalidea, simplifica a execução de uma porção de procedimentos difíceis de serem realizados através dos recursos nativos do XP (para mais informações e download, clique aqui).
Dentre outras coisas, o programinha facilita a remoção de softwares que se acumulam na barra de tarefas depois do boot, a exclusão de arquivos e programas, a formatação drives virtuais, o bloqueio de pop-ups, o monitoramento de portas, e até restringe o uso de aplicativos a partir de horários pré-definidos por pais cautelosos.
Pena que não seja gratuito (a licença custa cerca de 30 dólares).

Passemos agora à nossa tradicional piadinha de sexta-feira:

SUPORTE: Suporte ao usuário da HP. Em que posso lhe ser útil?'
USUÁRIO: Tenho uma impressora que precisa ser reparada.
SUPORTE: De que modelo é?
USUÁRIO: É uma Hewlett-Packard.
SUPORTE: Isto eu já sei. Quero saber se o modelo é colorido ou preto e branco.
USUÁRIO: É bege!
SUPORTE: Deixa prá lá... Qual é o problema com a impressora?
USUÁRIO: - Não consigo imprimir. Cada vez que tento, o computador diz: “Não é possível encontrar a impressora”. Já levantei a impressora e coloquei-a em frente ao monitor, mas ele continua dizendo que não consegue encontrá-la...
SUPORTE: silêncio...

Bom final de semana a todos.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Rápidas...

Para quem não se dá bem com o desfragmentador nativo do Windows – ou deseja experimentar outras ferramentas que façam o mesmo serviço –, tanto o Auslogics Disk Defrag quanto o  Defraggler são programinhas simples e gratuitos, mas que funcionam bem e fazem seu trabalho de maneira rápida e eficaz.

Aproveitando o embalo, considerando ser muito importante ficar de olho na “saúde” do disco rígido, o HD Tune – que também é gratuito para uso doméstico – monitora as informações do SMART, realiza testes de velocidade no HD e verifica erros no sistema de arquivos (para mais informações e download clique aqui).

Para quem tem ojeriza a backups devido à demora na cópia dos arquivos para drives externos ou pendrives, aqui vai uma boa notícia: o USB 3.0 promete oferecer velocidade cerca de dez vezes maior do que a da versão 2.0, além de consumir menos energia e manter a compatibilidade com o protocolo atual. Isso significa que será possível usar dispositivos com USB 3.0 em computadores com interface USB 2.0 e vice-versa (ainda que sem ganho de performance), pois, a despeito das duas linhas de dados adicionais e de mais um sinal de aterramento, o formato do conector se mantém inalterado (a diferença fica por conta da cor azul na parte interna e pela etiqueta com o logotipo SuperSpeed USB 3.0).

Por último, mas não menos importante: quem comprar o pacote MS Office 2007 - no varejo ou pré-instalado num computador novo - poderá atualizá-lo gratuitamente para a versão 2010. Segundo a Microsoft, o upgrade estará disponível a partir do lançamento da nova versão (previsto para segundo semestre deste ano). Para garantir a evolução gratuita, o usuário deverá comprar e ativar o Office 2007 entre abril e setembro (e guardar a nota fiscal), abrir uma conta do Windows Live ID e fazer o download até 30/09/10. Para mais informações, clique aqui.

Um ótimo dia a todos.

terça-feira, 20 de abril de 2010

WOT

Algumas semanas atrás eu instalei o Chrome, devido ao fato de ele ter sido considerado mais seguro que o IE8 e o Firefox no concurso de hackers realizado no mês passado. No entanto, embora não esteja descontente com o programinha, ainda mantenho como padrão o browser do Windows, até porque, além de estar acostumado com seus menus e recursos, sinto falta de alguns acréscimos como o McAfee SiteAdvisor, por exemplo, que não tem uma versão compatível com o navegador do Google.
Após fuçar alguns fóruns da Web, todavia, descobri uma extensão que serve como “quebra-galho: Trata-se do WOT (sigla em inglês de Rede de Confiança), que utiliza o feedback dos usuários para classificar os sites (quando alguém encontra algo perigoso e reporta ao MyWOT, este envia os dados ao complemento, que alerta todos os usuários para problemas de segurança e confiabilidade do site em questão). A versão para o Chrome é mais limitada que as disponíveis para o IE e o Firefox, mas, considerando que pouco é sempre melhor do que nada, é recomendável que os usuários desse navegador façam o download (basta clicar aqui e seguir as instruções nas telas; a extensão escolhe automaticamente o idioma com base no da interface do Chrome; caso esta esteja em português, ela também estará).
Bom dia a todos e até quinta, se Deus quiser (amanhã, feriado de Tiradentes, não haverá nova postagaem aqui no Blog).        

segunda-feira, 19 de abril de 2010

VHS

videocassete trouxe o “cinema” para dentro de casa, e que a progressiva redução no preço dos VCR nos permitiu tanto locar ou comprar filmes para assistir no aconchego do lar, quanto gravar programas da TV e até criar nossas próprias produções caseiras. É certo que esses aparelhos foram superados pelo DVD Players – atualmente, com alguns modelos custando menos de R$100, a “sessão pipoca” já não oferece espaço para as anacrônicas e bolorentas (literalmente) fitas de vídeo. No entanto, muita gente ainda tem um VCR em uso, seja porque guardou fitas que gosta de rever de tempos em tempos, seja porque recorre ao vídeo do casamento, do batizado do filho ou outro “porre” semelhante para “terminar delicadamente” uma visita inconveniente.
Até aí tudo bem, não fosse pela fragilidade das fitas: esse tipo de mídia não só cria bolor com extrema facilidade, mas também tem seu conteúdo comprometido se exposta a fontes magnéticas ou ao calor, por exemplo. Então, o melhor é você converter seu acervo analógico para o formato digital e gravá-lo em CDs ou DVDs, seja contratando um profissional especializado, seja fazendo o trabalho por conta própria: basicamente, a coisa toda consiste em ligar o videocassete ao computador, passar o conteúdo da fita para o HD, encodar e transferir para CDs ou DVDs.

Observação: O formato VCD permite exibir o vídeo tanto num DVD Player quando no drive de CD do computador (não é preciso um gravador de DVD nem mesmo para gravar a mídia, já que um gravador de CDs comum dá conta do recado). Entretanto, devido ao espaço limitado desse tipo de mídia, um filme de uma hora e meia com boa qualidade de áudio e vídeo irá exigir mais do que um único disco, de modo que, havendo possibilidade de escolha, o melhor é optar pelo DVD.

Passando aos “finalmentes”, além de bastante espaço livre no HD, você precisará de uma placa de vídeo de boa qualidade, de uma placa de captura de vídeo com entradas RCA (existem diversas marcas e modelos disponíveis no mercado) e de cabos RCA para interligar as entradas e saídas de áudio e vídeo da placa e do videocassete. Note que, na falta de uma placa de captura, um conversor de vídeo USB (ou “caixa de captura”) pode quebrar o galho, com a vantagem de ser mais barato e bem simples de instalar – basta plugar o dispositivo numa porta USB do PC.

Será preciso contar também com um programinha capaz de converter o conteúdo das fitas VHS para o formato digital e transportá-lo para o HD – eu sugiro o freeware GoldenVideo , que foi desenvolvido especialmente para esse fim (não deixe de ler atentamente a ajuda do programa para se familiarizar com sua interface, comandos e opções).
Satisfeitos esses requisitos, conecte fisicamente o videocassete ao computador (no caso de uma caixa de captura USB, você terá de plugá-la numa das portas disponíveis no PC) e ligue os cabos nas entradas e saídas de áudio e vídeo correspondentes, seguindo as cores dos plugues. Em seguida, selecione o dispositivo de entrada de vídeo, o formato para o qual o conteúdo será convertido e a pasta onde o arquivo deverá ser salvo. Vejamos isso com mais detalhes:

1. Ligue o videocassete, execute o Golden Vídeo e clique no botão New Recording.

2. Em Video Device, selecione o dispositivo de captura de vídeo e pressione a tecla Play do videocassete para testar o funcionamento. Se tudo estiver em ordem, clique em Avançar (certifique-se de que a opção Capture Sound esteja marcada, ou você terá problemas com o áudio).

3. Clique em Browse para escolher o local onde o arquivo será salvo, selecione o formato desejado (AVI, por exemplo), ajuste a resolução (800 x 600, também por exemplo) e clique em Avançar.

4. Rebobine a fita VHS, torne a pressionar a tecla Play do videocassete e clique no botão Record do programa (caso saiba a duração do filme, configure o software para interromper o processo após o período especificado, de modo a evitar perda de espaço com gravações desnecessárias).

Ao final do processo, se você transportar o conteúdo gravado no HD para um DVD-R, poderá visualizá-lo em qualquer player de mesa (para tanto, eu sugiro utilizar o freeware DVD Flick).
Feito o download e instalado o software, clique no botão Add title, selecione o vídeo em questão, clique em Abrir e siga as instruções nas telas (em caso de dúvidas, consulte a ajuda do programa). Se quiser incrementar seu DVD, clique em Settings para acrescentar menus, legendas etc.

É isso aí, pessoal.
Abraços e até mais ler.

EM TEMPO: Esta postagem foi feita a partir da sugestão da Cristina (Oásis) e baseada numa vídeo-aula produzida pelo meu velho amigo e parceiro Robério (meus agradecimentos, compadre).

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Buscas em tempo real e humor de sexta-feira

Diferentemente de sistemas de pesquisa tradicionais, os sites de buscas em tempo real indexam atualizações de comunidades sociais como Twitter, Delicious, Flickr e YouTube, remetendo aos tópicos mais quentes em discussão na Web e oferecendo acesso ao material logo depois que ele foi publicado.
Um bom exemplo é o  Colectta, que exibe uma lista do que “está acontecendo agora”, que muda em tempo real de acordo com a popularidade; basta clicar em “Now!” para ter acesso a uma série de posts – que vão de comentários de leitores em sites de notícias a tweets recentes e posts em blogs. Note que é possível também restringir suas buscas a blogs e artigos, comentários em blogs, atualizações no Twitter, fotos no Flickr e outros que tais.
Outra opção interessante é o  Scoopler, que organiza conteúdo em tempo real ao indexar atualizações de fontes de notícias e redes sociais. Os resultados são divididos em duas colunas: compartilhamento popular, que incluem vídeos, imagens e links, e uma seleção de menções no Twitter, Delicious e outros sites. A função“peek”, que aparece quando o usuário posiciona o mouse sobre algum resultado em particular, permite clicar sobre ele para obter uma prévia do site sem sair do Scoopler.

Passemos agora à nossa tradicional seção de humor de final de semana:

MANUAL DO ADEPTO A BEBER SOCIALMENTE

Coisas DIFÍCEIS de dizer quando se está bêbado:
- Indubitavelmente.
- Preliminarmente.
- Proliferação.
- Inconstitucional.

Coisas EXTREMAMENTE DIFÍCEIS de dizer quando se está bêbado:
- Especificidade.
- Transubstanciado.
- Verossimilhança.
- Três tigres.

Coisas TOTALMENTE IMPOSSÍVEIS de dizer quando se está bêbado:
- Puta merda que menina feia!!!!
- Chega, já bebi demais....
- Sai fora, você não é o meu tipo...

Como agir quando se bebeu demais e está com os seguintes sintomas:

SINTOMA: Pés frios e úmidos.
CAUSA: Você está segurando o copo pelo lado errado.
SOLUÇÃO: Gire o copo até que a parte aberta esteja virada para cima.

SINTOMA: Pés quentes e úmidos.
CAUSA: Você se mijou.
SOLUÇÃO: Vá se secar no banheiro mais próximo.

SINTOMA: A parede a sua frente está cheia de luzes.
CAUSA: Você caiu de costas no chão.
SOLUÇÃO: Coloque seu corpo a 90 graus do solo.

SINTOMA: O chão está embaçado.
CAUSA: Você está olhando para o chão através do fundo do seu copo vazio.
SOLUÇÃO: Compre outra cerveja ou similar.

SINTOMA: O chão está se movendo.
CAUSA: Você está sendo carregado ou arrastado.
SOLUÇÃO: Pergunte se estão te levando para outro bar.

SINTOMA: O local ficou completamente escuro.
CAUSA: O bar fechou.
SOLUÇÃO: Pergunte ao garçom o endereço de sua casa.

SINTOMA: O motorista do táxi é um elefante rosa.
CAUSA: Você bebeu muitíssimo.
SOLUÇÃO: Peça ao elefante que o leve para o hospital mais próximo.

SINTOMA: Você está olhando um espelho que se move como água.
CAUSA: Você está para vomitar em uma privada.
SOLUÇÃO: Enfie o dedo na garganta

SINTOMA: As pessoas falam produzindo um misterioso eco.
CAUSA: Você está com a lata de cerveja na orelha.
SOLUÇÃO: Deixe de ser palhaço.

SINTOMA: A danceteria se move muito e a música é muito repetitiva.
CAUSA: Você está em uma ambulância.
SOLUÇÃO: Não se mova. Possível coma alcoólico.

SINTOMA: A fortíssima luz da danceteria está cegando seus olhos...
CAUSA: Você está na rua e já é dia.
SOLUÇÃO: Tente encontrar o caminho para casa.

SINTOMA: Seu amigo não liga para o que você fala.
CAUSA: Você está falando com uma caixa de correios.
SOLUÇÃO: Procure outro amigo que o leve para casa.

SINTOMA: Seu amigo não pára de falar repetidamente as mesmas palavras.
CAUSA: Você está conversando com o cachorro do vizinho.
SOLUÇÃO: Peça a ele que aponte onde é a sua casa.

Bom fim de semana a todos.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Só pra complementar...

Mesmo não sendo a única responsável pela performance do computador, a CPU é um dos componentes de maior relevância na configuração da máquina. Nos primórdios da “Era PC”, a freqüência de operação era o principal fator a ser analisado na comparação entre dois processadores (ou mesmo entre dois computadores), já que um PC386 a 100 MHz, por exemplo, proporcionava praticamente o dobro da performance de outra máquina com o mesmo modelo de chip, mas com metade da velocidade.
Muita água rolou por debaixo da ponte desde então, já que os fabricantes vêm aprimorando constantemente seus produtos. E ainda que a freqüência de operação tenha crescido a passos de gigante na disputa entre a Intel e AMD, diferenças de arquitetura e quantidade de memória cache, dentre outros fatores, foram ganhando importância na avaliação do desempenho dos processadores. Isso vale inclusive para produtos de um mesmo fabricante: a título de exemplo, podemos citar os Pentium III e os primeiros Celeron (ambos da Intel): numa hipotética disputa entre dois modelos de velocidade idêntica, o Pentium ganharia de lavada, notadamente pela falta de memória cache do “concorrente”.

Observação: Convém ter em mente que o desempenho do processador e a performance global do computador são coisas distintas. Como ensina o mestre Carlos Morimoto, “todo computador será tão rápido quanto o for o dispositivo mais lento que ele integrar.”

Passando ao que realmente interessa aos propósitos desta postagem, vale lembrar que, quando o clock dos processadores bateu a marca dos 3 GHz (três bilhões de ciclos por segundo), as coisas se complicaram: além das dificuldades de fabricação, chips com velocidades ainda mais elevadas geram muito calor e consomem um bocado de energia, de modo que os fabricantes tiveram de buscar novas soluções para continuar obedecendo à famosa Lei de Moore (segundo a qual o poder de processamento dos microchips dobra a cada 18 meses). E a melhor saída foi criar chips com dois ou mais cores (núcleos): assim, uma CPU com dois núcleos “rende” o mesmo que duas CPUs separadas, mas funciona de maneira mais eficiente e pode ser produzida a um custo inferior.
E assim surgiram os processadores multicore, como os Intel Pentium D, Core 2 Duo, Core 2 Quad, Core i5 e i7, e os AMD Athlon X2 e Phenon, dentre outros mais. Por outro lado – e tudo sempre tem outro lado – essa diversificação de modelos complicou a vida do usuário na hora de comprar ou integrar um novo computador: afinal, é melhor escolher um Core 2 Duo rodando a 3 GHz ou um Core 2 Quad (quatro núcleos) a 2,4 GHz?
A resposta é “depende” – principalmente dos programas que você pretende utilizar. Conforme a aplicação, uma máquina com CPU dual pode apresentar desempenho superior ao de um Quad Core, já que a maioria dos programas existentes atualmente não foi desenvolvida para aproveitar os benefícios oferecidos por chips com mais de dois núcleos – para eles, a freqüência de operação continua sendo mais importante do que a quantidade de núcleos. E a despeito de os sistemas operacionais modernos tentarem contornar essa limitação distribuindo as tarefas entre os vários núcleos, os resultados nem sempre são satisfatórios.
É claro que existem softwares que rodam muito mais rápido em computadores multicore – cujo desenvolvimento vem sendo estimulado pela Intel e pela AMD –, mas isso ainda é a exceção, não a regra. Aliás, os processadores da família “Core i”, da Intel, apresentam uma solução bastante interessante: eles são capazes de manter apenas um núcleo funcionando, mas num regime de clock mais elevado, de maneira a proporcionar um desempenho superior a programas que não foram escritos para chips multicore.
Então, na hora de escolher seu novo notebook ou Desktop, pense bem antes de investir num modelo com chip quad core ou superior. Para usuários domésticos, que geralmente se limitam a navegar na Web e rodar aplicativas de escritório e afins, as vantagens são inexpressivas (pelo menos por enquanto).
Amanhã tem mais; abraços a todos e até mais ler.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Revisitando os portáteis (conclusão)

Antes de qualquer outra coisa, vale lembrar que ontem foi dia de Patch Tuesday, e embora a dona Microsoft tenha se fingido de morta e não me enviado o aviso tradicional (e eu vou puxar a orelha dela por isso), tem um bocado de correções críticas esperando por você. Então, caso não tenha configurado seu sistema para fazer o download e instalar automaticamente os remendos, clique em Iniciar, Todos os Programas e em Windows Update para se manter protegido.
Feita essa ressalva, podemos prosseguir no assunto em pauta dizendo que a bateria que alimenta um computador portátil também exige cuidados, ou sua autonomia e vida útil serão drasticamente abreviadas (a autonomia remete ao espaço de tempo durante o qual a bateria permite que você utilize seu portátil desconectado da tomada, enquanto que a vida útil tem a ver com o número de recargas que ela irá suportar até perder sua funcionalidade). Claro que essas questões são mais relevantes para quem utiliza o computador “em trânsito”, já que, em casa ou no escritório, é natural mantê-lo alimentado pela rede elétrica. Mesmo assim, convém conhecer algumas regrinhas simples que podem adiar o inevitável, ou seja, prolongar a vida útil da bateria até a hora de substituir o aparelho por um modelo novinho em folha. Confira:

1- Baterias recarregáveis suportam um número determinado de recargas, ao final do qual se tornam incapazes de armazenar energia. Nesse caso, não há como fazer o elemento químico (lítio) segurar mais elétrons. Se a carga de sua bateria estiver se esgotando rapidamente, ou o notebook estiver apresentando problemas para medir a quantidade de energia restante, você pode até pode instalar qualquer software externo que faça uma medição mais precisa, mas isso só permite saber quanto tempo de carga restante o portátil tem; não existe programa algum que seja capaz de recuperar a saúde de uma bateria desgastada pelo tempo.

2- Alguns especialistas recomendam remover a bateria sempre que o note for utilizado conectado à tomada, embora esse procedimento anule a função de no-break (com a bateria instalada, uma interrupção inesperada no fornecimento de energia da rede elétrica não impedirá que você continue trabalhando normalmente, ou que encerre os programas adequadamente, caso prefira desligar o computador). Seja como for, convém colocar a bateria em uso a cada dois meses, esperar o sistema operacional desligar o notebook, recarregar e, então, guardá-la novamente (uma bateria sem uso perde suas propriedades químicas, e isso também compromete sua vida útil).

Observação: A maioria dos portáteis atuais é projetada para desligar antes que a carga da bateria se esgote completamente. O Windows 7 e o Vista oferecem uma configuração para esta finalidade: clique em Iniciar, digite energia, tecle Enter e selecione o item Opções de energia. Feito isso, escolha um dos dois planos disponíveis (Equilibrado ou Economia de energia), selecione a opção Alterar Configurações do Plano e o item Alterar configurações avançadas de energia. Na janela aberta, role a página até o item Bateria e clique no sinal de adição (+) para expandir mais opções. Escolha Nível de bateria crítica e preencha o campo com o valor 5%.
3- Evite remover ou recolocar a bateria com o notebook ligado, mesmo que ele esteja no modo de espera (isso pode travar o sistema e até mesmo causar danos ao hardware). Só o faça com o aparelho no modo de hibernação ou totalmente desligado (e com o cabo de força desconectado da tomada).

4- Ao contrário do que muita gente imagina, não é boa política esperar a bateria descarregar totalmente antes de recarregá-la (o efeito cumulativo dessa prática acaba encurtando a vida do componente). Todavia, se você constatar que sua bateria não consegue mais segurar carga, experimente descarregá-la totalmente, recarregá-la totalmente e repetir o processo uma segunda vez (isso nem sempre funciona, mas enfim...).

5- Há quem diga que a bateria nunca deve ser recarregada totalmente, conquanto inexistam provas irrefutáveis de que essa prática possa acarretar qualquer dano. Em última análise, é melhor sair de casa com a bateria totalmente carregada do que precisar correr atrás de uma tomada no meio do caminho.

6- A vida útil da bateria (do note, do celular, da câmera digital, e até mesmo das pilhas comuns) diminui conforme a temperatura aumenta. Então, certifique-se de que as ranhuras de ventilação do seu portátil (que geralmente ficam na parte de baixo ou numa das laterais) não estejam bloqueadas, e – conforme já comentamos –, evite trabalhar com o aparelho sobre almofadas, mantas ou travesseiros. Por outro lado, jamais espere melhorar o desempenho da bateria guardando-a na geladeira (mesmo que ela seja acondicionada em um saco plástico, a condensação pode acarretar sérios danos ao dispositivo). O melhor é mantê-la em local seco longe de fontes de calor.

No que concerne à autonomia:

1- Para prolongar a duração da bateria, ajuste o brilho da tela para o nível mais baixo possível, desligue todos dispositivos que não sejam indispensáveis ao trabalho (Bluetooth, Wi-Fi, etc.) e evite usar mouse externo e o sistema de som.

2- Habitue-se a não deixar muitos programas abertos simultaneamente – quanto mais aplicativos abertos, maior a necessidade de acesso ao HD para guardar informações de trabalho e mais energia será consumida (só não vá desabilitar o antivírus ou firewall (a não ser que esteja desconectado da Internet).

3- Para não desligar e religar o aparelho com freqüência, você pode se valer do modo de espera sempre que interromper seus trabalhos por períodos curtos, como no horário de almoço, por exemplo. Disponível no Windows 7, Vista e XP, esse recurso mantém o computador ligado, mas com um consumo mínimo de energia, e permite voltar às atividades em poucos segundos (bem mais rapidamente do que num boot convencional).

4- Já para ausências mais prolongadas – uma hora ou mais –, o melhor é optar pela hibernação, que salva todo o ambiente (inclusive as aplicações abertas) no disco rígido e desliga completamente o aparelho. Note, porém, que o Windows leva mais tempo para entrar e sair da hibernação do que no modo de espera (em alguns casos, o processo pode levar mais de um minuto).

Era isso, pessoal. Espero que tenham gostado.
Abraços e até amanhã, se Deus quiser.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Revisitando os portáteis (continuação)

Dando prosseguimento ao assunto da postagem anterior, vale lembrar que o uso de um portátil guarda algumas diferenças em relação ao do computador de mesa.

Observação: Vimos recentemente que colocar em uso um computador novinho em folha vai além de desembalá-lo e conectar alguns cabos, especialmente se o sistema pré-instalado traz de quebra uma porção de “inutilitários” embutidos pelo fabricante (para rever essa matéria, clique aqui). Sem embargo das sugestões já apresentadas, o Pc Decrapifier - que é gratuito para uso pessoal e compatível com as versões XP, Vista e 7 do Windows - pode ser um auxiliar valioso na remoção dessa caca, especialmente se você rodá-lo tão logo tirar o aparelho da caixa, antes de personalizar o sistema e instalar seus softwares preeferidos.

Com um roteador wireless estrategicamente posicionado, é possível carregar o aparelho para qualquer canto da casa e acessar a Web confortavelmente aboletado no sofá da sala ou tomando a fresca da tarde na varanda, por exemplo – e até mesmo levá-lo ao banheiro. No entanto, como o excesso de calor pode acarretar travamentos e até danos mais sérios aos componentes, evite operar a máquina na cama ou no sofá, onde a circulação de ar costuma ser prejudicada por mantas, almofadas ou travesseiros. Se possível, utilize aqueles suportes com pequenos ventiladores alimentados via conector USB, que não só evitam o superaquecimento, mas também prolongam a vida útil dos coolers internos (que passam a ser menos exigidos).
Basicamente, esses aparelhos são construídos a partir dos mesmos componentes utilizados nos PCs convencionais, mas com tamanho reduzido e, em alguns casos, superintegrados. Por conta disso, sua manutenção costuma ser mais cara, e o upgrade de hardware, mais complicado e limitado. No mais das vezes, só é possível aumentar a memória e trocar o disco rígido (embora alguns modelos permitam substituir também o drive óptico – e até o processador, notadamente na linha AMD –, mas isso já é outra história).
Seja como for, mesmo que você tenha conhecimentos medianos de hardware e esteja habituado a abrir o gabinete de seu PC para limpeza, acréscimo ou substituição de componentes, pense duas vezes antes de se aventurar a fazer o mesmo com um portátil. O melhor é recorrer à assistência técnica autorizada (caso o computador esteja na garantia) ou a um profissional de sua confiança. Mesmo a instalação de um simples módulo de memória requer cuidados redobrados, pois a carcaça dos laptops tem canais específicos por onde os fios devem correr, e se não forem acomodados forma precisa, eles acabarão pinçados ou impedirão o encaixe adequado de outros componentes.
Embora sejam projetados para uso itinerante e transporte constante, trepidações e impactos bruscos podem danificar seriamente esses aparelhos, especialmente seus delicados discos rígidos. Assim, convém optar por modelos que integrem HDs de SSD (tecnologia que já abordamos em outras oportunidades); além de aquecer menos, esse tipo de drive é mais resistente, já que utiliza memória flash e não possui partes móveis. Demais disso, procure transportar seu portátil numa mochila apropriada, preferencialmente almofadada (algumas contam até com bolsas infláveis), mas que não seja chamativa a ponto de atrair a atenção dos amigos do alheio.
Amanhã a gente conclui esta trilogia, abordando especificamente a bateria sob o ponto de vista da vida útil e da autonomia.
Abraços e até lá.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Revisitando os portáteis (primeira parte)

Embora não possam ser considerados produtos baratos, os computadores portáteis nunca estiveram tão acessíveis (alguns modelos já podem ser encontrados por menos de 1.000 reais e pagos em suaves prestações), de modo que muitos usuários vêm preferindo os notebooks e netbooks aos tradicionais PCs de mesa, mesmo que mobilidade e portabilidade não sejam suas principais prioridades, e, por conta disso, tenho recebido e-mails de leitores solicitando a publicação de informações que os ajudem a escolher o modelo mais adequado. No entanto, essa é uma questão difícil, pois envolve aspectos subjetivos e personalíssimos, notadamente em relação ao preço (o que é acessível para uns pode ser muito caro para outros) e à configuração (o que é adequado para mim pode ser insuficiente para você e exagerado para outrem). Ainda assim, sem prejuízo do que já foi dito a propósito em outras postagens, vamos tecer algumas considerações que talvez possam interessar a gregos e a troianos.
Antes de escolher um portátil, convém você traçar seu perfil de usuário, ou seja, considerar as principais tarefas que pretende executar: se for apenas para criar textos e planilhas e navegar na Web, por exemplo, não compensa investir pesado num modelo de topo de linha; escolha uma máquina com configuração mais simples e economize um bom dinheiro.
Quem viaja regularmente e precisa levar o aparelho consigo deve optar por um modelo leve (em termos de peso), com boa autonomia (duração da bateria), mas cuja configuração e recursos não deixem a desejar na hora de utilizá-lo em hotéis, aeroportos, etc. Por outro lado, se a idéia for usar seu portátil como substituto do desktop, peso, tamanho e autonomia são questões de relevância menor; nesse caso, o mais indicado é privilegiar a configuração (que deverá ser equivalente à do desktop que você escolheria). Atualmente, o recomendável é escolher um note baseado na nova família de processadores Intel Core i5 ou Core i7, que apresenta diversos aprimoramentos em relação aos processadores anteriores, incluindo um controlador de memória integrado e a tão esperada migração do FSB para um barramento serial ponto-a-ponto (para mais informações, clique aqui.
Caso seu bolso não esteja lá muito afinado com seus sonhos de consumo, o jeito será partir para algo mais em conta. Nesse caso, vale considerar o note POSITIVO AUREUM 4400, por exemplo, que oferece 4 GB de RAM e HD de ½ TB (configuração interessante, convenhamos, a despeito do processador Pentium Mobile de 1.3 GHz e da falta do drive óptico) e traz o Windows 7 Home Premium pré-instalado. Outras boas opções (ainda mais em conta) são os netbooks VAIO W160AB (Sony) e o MOBO 4050 Red (Positivo): ambos integram processadores Intel ATOM, 2 GB de RAM, HDs de 250 e 160 gigabytes, respectivamente, e vêm com o Windows 7 pré-instalado, ainda que na limitada versão Starter Edition.
Definidos os aspectos referentes ao processador, tamanho do HD, quantidade de memória e disponibilidade (ou não) de um drive óptico, vale lembrar que laptops mais baratos costumam trazer telas de 14 polegadas (nos netbooks, o tamanho é ainda menor). Se você for fã de games e estiver acostumado com um monitor widescreen de grandes proporções, irá penar um bocado no novo ambiente de trabalho – claro que você pode conectar um monitor convencional na hora de jogar ou rodar aplicativos que exijam mais espaço, mas enfim...
O teclado também costuma ser um detalhe solenemente ignorado na hora da compra, e muita gente só repara em casa que seu novo computador utiliza o padrão internacional, que dificulta sobremaneira a acentuação das palavras (prefira modelos do padrão ABNT2 e fuja dos chamados “teclados econômicos”, que apresentam funcionalidades reduzidas). Atente também para as portas disponibilizadas pelo aparelho. Se você costuma transferir fotos de sua câmera digital ou músicas para seu MP3 Player, assegure-se de que haja pelo menos duas portas USB 2.0.
Por último, mas não menos importante, convém tomar muito cuidado em relação à garantia. Fabricantes renomados costumam oferecer uma ampla rede de assistência técnica, mas quem comprar a máquina de um importador independente ficará atrelado às oficinas credenciadas pelo lojista, mesmo que a marca tenha representação local. Nesse caso, um reparo mais complicado poderá exigir o envio do aparelho para o país de origem, e sabe lá Deus quanto tempo ele demorará a voltar.
Amanhã a gente continua; abraços e até lá.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

VIRUSTOTAL e humor de sexta-feira

Centenas de milhares de programinhas maliciosos nos espreitam 24 por dia, 7 dias por semana, e nem mesmo a melhor suíte de segurança garante 100% de proteção. Assim, diante de qualquer arquivo suspeito, o melhor a fazer é obter uma segunda opinião, especialmente se essa opinião for avalizada por nada menos que 40 diferentes ferramentas de análise, como é o caso do VirusTotal (mais informações em http://www.virustotal.com/). O serviço inspeciona downloads, anexos de e-mail ou quaisquer outros arquivos que você lhe submeter e informa se eles são seguro para seu computador. Aliás, a nova interface permite fazer varreduras a partir de URLs, de modo um arquivo suspeito nem precisa ter chegado fisicamente até o seu sistema para ser inspecionado. Para realizar a verificação mais facilmente, sem precisar navegar até o website e fazer o upload do arquivo, basta instalar o uploader gratuito (clique aqui) e obter as análises com apenas um clique direito do mouse.

EM TEMPO: Nas próximas três postagens (de segunda, terça e quarta-feira), revisitaremos os computadores portáteis. Caso o assunto seja do seu interesse, fique atento.

Passemos agora ao nosso tradicional humor de sexta-feira:

A loira conseguiu um emprego de manobrista num restaurante badalado. Assim que o primeiro cliente apareceu e disse “Celta preto”, ela olhou para cima e sentenciou: “Está mesmo, acho que vai chover”.

Bom final de semana a todos.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Tela azul da morte

As temidas “Telas Azuis da Morte”, que surgem quando alguma anormalidade impede o sistema de ser executado normalmente, costumam trazer informações valiosas para a identificação e solução do problema que as originou. Então, em vez de xingar a Microsoft e maldizer a perda dos dados, mais vale anotar o texto exibido na tela – especialmente a porção entre o primeiro parágrafo (“Um problema foi detectado...”) e aquele que começa com “Se esta for a primeira vez...”, bem como o que aparece abaixo de “Informações Técnicas”. 

Assim, depois de reiniciar o PC, você poderá recorrer ao Google (ou outro mecanismo de busca de sua preferência) para vasculhar a Web em busca de ocorrências coincidentes com o erro em questão (há quem sugira escrever os termos-chave em maiúsculas e sublinhá-los, para aumentar chances de obter resultados úteis).

Convém ter em mente que problemas com as memórias, excesso de calor, acúmulo de sujeira no interior do case, upgrades de hardware, atualizações de drivers e instalações de aplicativos também podem ser responsáveis por travamentos e reinicializações espontâneas. Então, visando evitar repetições desnecessárias, vale relembrar que:

- As memórias podem ser testadas com o freeware Memtest 86 (mais informações e download em http://memtest.org/). Havendo dois ou mais módulos instalados, você pode simplesmente trocá-los de lugar ou utilizá-los isoladamente, para ver se e quando o problema se manifesta.

- Para obter informações sobre como fazer uma faxina em regra no PC, clique aqui; para rever informações sobre drivers, clique aqui e aqui.

- Para saber mais sobre anormalidades no funcionamento do sistema e obter dicas para solucionar problemas, clique aqui e aqui (estes links remetem à primeira parte de cada seqüência; para acessar a continuação, basta clicar em “Postagem mais recente”, na borda inferior da matéria em questão).

Observação: Caso seu computador esteja no prazo de garantia, eventuais reparos devem ser realizados exclusivamente pela rede de representantes credenciados.

Manutenções regulares também ajudam a prevenir problemas. No entanto, como as ferramentas nativas do Windows são um tanto limitadas, o melhor é contar com uma solução mais abrangente, como o excelente System Mechanic, da Iolo (disponível nas versões STANDARD e PRO  por US$ 39,95 e US$ 49,95, respectivamente). Outra boa opção é o WinOptmizer 2010 Advanced Free, da Ashampoo, cuja interface intuitiva oferece uma vasta gama de recursos com textos explicativos que dispensam o usuário de recorrer freqüentemente à ajuda do programa. Note que, apesar de gratuito, o software requer uma chave de ativação, que é enviada por e-mail após o preenchimento de um cadastro; basta seguir as instruções exibidas ao final do processo de instalação).
Bom dia a todos e até mais ler.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

What’s My Computer Doing?

A pergunta que intitula esta postagem – e que pode ser traduzida como “o que meu computador está fazendo?” – é o nome de um freeware muito interessante que eu encontrei fuçando a Web, e que cai como uma luva para quem ficar intrigado ao ver o LED do HD piscar freneticamente, mesmo quando a máquina está ociosa.
O software em questão relaciona (em tempo real) todos os programas que estão lendo ou gravando dados no disco ou consumindo recursos do processador. Basta você selecionar um deles para visualizar informações (como nome, datas, detalhes, questões de segurança, problemas conhecidos e links externos), acessar suas propriedades, abrir a pasta respectiva, encerrar o processo, desinstalar o aplicativo e até mesmo enviá-lo para análise online no site da Kaspersky ou do VirusTotal (para mais informações e download, clique aqui).
Bom dia a todos e até mais ler.

terça-feira, 6 de abril de 2010

De volta aos arquivos duplicados

Em que pese o crescimento exponencial do espaço dos HDs nos últimos anos, é preciso não confundir a possibilidade de armazenar mais dados com bagunça generalizada, de modo que uma faxina geral, de vez em quando, continua sendo essencial para manter a saúde do sistema.
Sem embargo das diversas sugestões apresentadas a propósito (limpeza do disco, compactação dos arquivos, eliminação de pontos de restauração do Windows, desfragmentação dos dados, etc.), não custa lembrar que os arquivos duplicados ocupam um bocado de espaço, já que eles podem ser criados automaticante tanto pelo sistema quanto por certos aplicativos – e até mesmo pelo próprio usuário: um exemplo disso é quando você baixa uma imagem BMP para seu computador, edita-a e salva com extensão JPG (para publicá-la na Web) e acaba se esquecendo de apagar o arquivo original.
O grande problema, no entanto, é que vasculhar o disco com auxílio do menu Pesquisar é um trabalho insano, pois arquivos idênticos podem ter sido salvos como nomes e/ou extensões diferentes, e aí a porca torce o rabo. Então, inobstante o que já sugerimos em outras postagens, notadamente na de 15.01.09 , quem instalou o WinUtilities (assunto do post anterior) conta agora com um eficiente localizador de arquivos duplicados. Basta clicar na aba MÓDULOS e escolher a opção correspondente, em FILES & FOLDERS.
Note, porém, que embora essa ferramenta (e outras similares) facilite a LOCALIZAÇÃO das redundâncias, selecionar as cópias inúteis, que devem ser mandadas para o lixo, é uma providência que fica sob responsabilidade do usuário. Tome muito cuidado para não excluir backups, por exemplo, ou importantes arquivos do sistema que, em certos casos, precisam manter cópias em dois ou mais diretórios distintos.
Até mais ler.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Pwn2Own 2010 e Windows 7

A Pwn2Own é um evento em que hackers do mundo inteiro se empenham em invadir sistemas mediante a exploração de brechas nos navegadores. Em sua edição de 2010, realizada no mês passado, os vencedores levaram prêmios de 10 mil dólares, mais o notebook utilizado nos testes e 20.000 ZDI points (que dão direito a viagem e cadastro na DEFCON, em Las Vegas).
Durante o "concurso", o primeiro browser a cair foi o Safari (no Mac OS Snow Leopard), seguido pelo IE8 (no Windows 7) e pelo Firefox 3.6 (no Windows 7 64-bit); apenas o Chrome saiu ileso – aliás, ninguém sequer ousou tentar invadi-lo, já que os bugs que existem no browser do Google são difíceis de explorar (vale lembrar que todos os sistemas e programas utilizados nos testes estavam totalmente atualizados, e que as falhas exploradas só são divulgadas depois de devidamente corrigidas).
A título de justificativa, a Microsoft alegou que segurança serve para dificultar o trabalho dos invasores e não “evitar invasões para sempre”. Já Charlie Miller – único hacker a vencer três vezes a competição – diz não entender como empresas do porte da Apple, Microsoft e Adobe não conseguem achar tantos bugs e fazer produtos mais seguros (ele descobriu recentemente 20 falhas no Mac OS, MS Office e Adobe Reader utilizando uma ferramenta simples, usada pelos desenvolvedores para testar a vulnerabilidades de seus programas). No entanto, Miller resolveu não compartilhar essas informações, já que, segundo ele, faz mais sentido ensinar as empresas a achar as brechas do que dar a elas o serviço já pronto.
Barbas de molho, minha gente. Por aqui, eu já instalei o Chrome, não como substituto do IE8 (que continua sendo meu navegador padrão), mas como um plano B, especialmente na hora de navegar por águas mais turvas.
***

Aproveitando o ensejo – e por conta de um e-mail enviado pela Martha –, vou dedicar mais algumas linhas ao WINDOWS 7 para dizer que ele vai muito bem, obrigado: na opinião dos analistas, parece que desta vez a Microsoft acertou a mão: o sistema tem sido apontado como a versão mais redonda do Windows, na medida em que combina eficiência com simplicidade, interface intuitiva e facilidade de utilização.
Sem embargo do que já vimos nos posts de 13, 14 e 22 de outubro, 13 de novembro e 21 de dezembro do ano passado, e de 08 de fevereiro último, vale lembrar que a migração é mais fácil de ser feita a partir do Vista, que permite uma instalação de atualização. Já com o XP a coisa é um pouco mais complicada, pois requer uma instalação customizada que só deve ser levada a efeito quando o usuário dispuser de bastante tempo livre – e não sem antes obter sinal verde do Windows 7 Upgrade Advisor e verificar a existência de versões compatíveis de seus softwares e drivers.
Para uso doméstico comum, a versão Home Premium é a mais indicada, embora a Basic saia um pouco mais em conta (seja qual for a sua escolha, evite limitada a Starter Edition e deixe a Ultimate para os “heavy users”).
Enfim, considerando que a Microsoft deve continuar oferecendo suporte e atualizações de segurança para o XP pelo menos até 2014, eu continuo achando melhor segurar a onda até ter condições de fazer uma evolução casada, substituindo o PC velho de guerra por um modelo novinho em folha, já com o SEVEN pré-instalado pelo fabricante.

Até mais ler.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Modernizar... (final)

Colocar em uso um computador novinho em folha não significa apenas em retirá-lo da embalagem e conectar alguns cabos. Além de personalizar o sistema (presumindo que ele já venha pré-instalado) e remover os “inutilitários” embutidos pelo fabricante – assunto já abordado aqui no Blog – você precisa reinstalar seus aplicativos e importar os arquivos pessoais que mantinha na máquina antiga.
Isso pode parecer elementar para um usuário tarimbado, mas costuma ser um processo um tanto complicado para marinheiros de primeira viagem, de modo que eu achei por bem tecer algumas considerações. Acompanhe:

Primeiramente, faça uma triagem para diferenciar o que realmente é útil do que serve apenas para comprometer espaço no disco e acarretar lentidão ao sistema. Para cada programa selecionado, verifique se você possui a mídia de instalação ou se terá de baixá-lo novamente via Internet (não se esqueça de anotar as chaves de ativação dos softwares comprados online; você irá precisar delas quando for reinstalar os programas no novo computador).

Providencie um backup atualizado de seus arquivos pessoais (já vimos em outras postagens como fazer isso) e copie tudo em DVDs – ou no pendrive, caso você disponha de um modelo de grande capacidade). Se houver possibilidade de interligar os dois computadores em rede, tanto melhor, pois isso facilita sobremaneira a transferência dos dados.

Se for manter em uso alguns de seus periféricos (monitor, impressora, scanner, etc.), separe as mídias com os respectivos drivers e assegure-se de que eles sejam compatíveis com a versão do sistema operacional da nova máquina (claro que é possível recorrer à Web, mas aí a coisa é bem mais trabalhosa). Para fazer update de drivers, é recomendável acessar o site do fabricante do dispositivo em questão e buscar pela atualização específica, possivelmente numa área de downloads da página. Embora existam bancos de drivers online – como o Driver Guide , o Central Driver e o Driver Zone  –, eles costumam ser mais úteis no caso de programas para periféricos antigos, que não são mais fornecidos pelas empresas.

Por último, mas nem por isso menos importante, aguarde algumas semanas antes de formatar seu PC antigo e passá-lo adiante. Apesar de todo cuidado na migração dos dados, alguma coisa sempre pode acabar ficando para trás.

Em tempo: Ao adquirir seu computador novo, não se deixe entusiasmar demais por alguns modelos que oferecem 4 GB de memória RAM, a menos que você pretenda instalar uma versão do Windows de 64-bit (as de 32-bit só "enxergam"  pouco mais de 3 GB de memória física).

Bom feriado, bom final de semana prolongado e uma excelente Páscoa a todos.