sexta-feira, 30 de julho de 2010

Dicas... (conclusão) e humor de sexta-feira

Prosseguindo no assunto de ontem, outro detalhe a ser levado em conta na hora de escolher um portátil é a autonomia da bateria (nada pior do que chegar a uma reunião ou tomar um avião e descobrir que a bateria está descarregada – e que não existe nenhuma tomada disponível). Convém ter em mente que as informações do fabricante a propósito costumam ser baseadas no uso da máquina em “condições ideais”; dependendo da tarefa que você realizar – se assistir a um filme em DVD, por exemplo –, a carga pode se esgotar bem antes do esperado. Para contornar esse inconveniente, ou você compra uma bateria adicional, ou recorre a um dispositivo como a Universal Notebook Battery, da APC, que permite elevar a autonomia para cerca de oito horas (ou até mais). Entretanto, alguns ajustes simples podem ajudar a economizar energia: além de ajustar a luminosidade da tela para o mínimo indispensável, evite executar muitas tarefas simultaneamente e desconecte o mouse e o teclado USB sempre que esses periféricos não forem indispensáveis.

Observação: Pode parecer um contra-senso falar em periféricos para laptops, mas, ao usá-los em casa, no escritório ou num quarto de um hotel, bases com dissipador de calor, mouses que operem em qualquer tipo de superfície (inclusive mesas de vidro) e teclados acoplados a suportes que elevam a tela ao nível dos olhos são muito bem vindos.

Para ajustar as opções de energia do seu portátil, acesse o Painel de Controle, dê duplo clique no miniaplicativo correspondente, verifique qual o esquema que a máquina está utilizando e, se necessário, clique em Alterar Definições de Esquema para fazer os ajustes necessários. Você pode estabelecer que, após 15 minutos de ociosidade, o sistema entre “em espera”, e depois de mais 15 minutos, passe automaticamente a hibernar (situação em que o computador é desligado depois de o conteúdo da RAM ser transferido para o HD, de modo a evitar consumo desnecessário de energia e proporcionar um boot mais rápido do que a inicialização convencional). Clique também na aba Indicador de Energia e assinale a caixa Mostrar o estado para cada Bateria, para que seja exibido um indicador do nível de carga da bateria na área de notificação do sistema.
Cumpre salientar que, a despeito de os fabricantes submeterem os modelos lançados no mercado a testes de confiabilidade e durabilidade cada vez mais exigentes, é preciso tratar um portátil com cuidado. Danos na tela LCD, por exemplo, podem inutilizar completamente o aparelho (o preço do conserto nem sempre é compensador). Então, para manter o monitor limpo, utilize apenas um pano macio (umedecido, se necessário, com produtos apropriados, disponíveis em lojas de informática), fazendo o mínimo possível de pressão sobre a tela.
Quanto às baterias, sem prejuízo do que já dissemos em outras postagens, não custa lembrar que as atuais, de íons de lítio, são imunes ao “efeito memória” que comprometia as mais antigas, de níquel cádmio, de modo que o recomendável é não deixar a carga se esgotar totalmente antes de recarregá-las. O ideal é fazer uma descarga completa a cada 30 cargas parciais com o nível a 40 por cento, visando manter o índice de autonomia compatível com as reais potencialidades da bateria. No que diz respeito a remover ou não a bateria quando o aparelho estiver sendo utilizado conectado à rede elétrica, o assunto é controverso, mas a maioria dos especialistas entende que somente vale a pena retirá-la se essa modalidade de uso se prolongar por meses a fio.
No mais, convém transportar seu portátil acondicionado numa maleta ou mochila, devidamente desligado ou em estado de hibernação, bem como evitar expô-lo a impactos, solavancos, derramamentos de líquidos e temperaturas elevadas (no interior ou no porta-malas de um carro estacionado sob o sol, num dia de verão, a temperatura pode facilmente ultrapassar a casa dos 50ºC).

Passemos agora à nossa tradicional piadinha de final de semana:
Lá na roça, um menino e uma menina foram criados juntos, desde que eram bem miudin... O tempo foi passano, passano, eles foi creceno, creceno. Aí se casaro.
No dia do casório, sacumé, povo da roça não viaja na lua de mér, já vai direto pra casinha de pau a pique. Chegano lá na casinha, o Zé, muito tímido, vira para Maria e fala:
- Ó Maria, nois vai tirano a rôpa, mais ocê num mi óia, nem ieu ti óio, vamu ficar dis costa.
Maria responde:
- Tá bão Zé. Intaum eu num ti óio e ocê num mi óia, cumbinado.
Nisso Maria abre a malinha de papelão novinha que ganhou do pai e tira a camisola que ganhou da mãe. Ao vestir a camisola, ela notou que a mãe tinha lavado, ponhadu no sór pra módi quará e ficá bem branquinha... Tava um capricho só, a camisola. Só que a véia, pra mode branquiá a camisola, lavô dimais qui incurtô a dita prá mais di parmo e usou goma demais prá passar a camisola, deixando muito engomada. Maria então diz:
- Meu Deusducéu, cuma é qui eu vô drumi com um trem duro e piquininim desse?
Aí o Zé fala:
- Ah Maria! Assim num vale! Ocê mi oiô, né?

Até segunda, se Deus quiser.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Dicas sobre portáteis

A redução no preço – combinada com outros fatores cuja menção não vem ao caso para efeitos desta postagem – fez com que a venda dos portáteis ultrapassasse largamente a dos PCs de mesa. No entanto, diferentemente do que ocorre nos desktops – que podem ser facilmente abertos pelo usuário para procedimentos de manutenção e upgrade –, a maioria dos laptops até permite o acréscimo de memória ou a substituição do HD (ou mesmo do processador), mas para reparos e outros procedimentos mais “invasivos”, o jeito é procurar ajuda especializada.
Substituir a placa-mãe de um desktop, por exemplo, ainda que não seja uma tarefa tão simples quanto instalar um pente de memória, pode perfeitamente ser realizada por um usuário que tenha algum conhecimento de hardware e habilidade para executar serviços manuais. Num portátil, todavia, se a placa de sistema (que, aliás, tem componentes instalados de ambos os lados, de forma a ocupar o mínimo espaço possível) pifar, pode não haver outra opção que não comprar um aparelho novo.
Talvez a questão mais importante a ser avaliada por quem vai adquirir um laptop seja a utilização pretendida: para tarefas básicas como edição de textos, navegação na Web e que tais, um netbook ou um note de entrada de linha (com preços na faixa de 1 mil reais) podem ser boas opções; já para quem trabalha com edições de imagens, multimídia, e é fã de games radicais, é melhor escolher um modelo mais robusto, com tela maior, placa gráfica poderosa, fartura de memória e processador muitíssimo mais potente.
Caso você pretenda utilizar o aparelho "em trânsito", o cuidado na escolha deve ser redobrado: se a idéia for carregá-lo para todo lado, escolha um modelo cujo peso não ultrapasse 1,5 kg – até porque você provavelmente irá levar também o carregador e outros acessórios que, juntos, podem fazer do seu companheiro de viagem uma cruz difícil de carregar. Certifique-se também de que ele ofereça um módulo 3G para você instalar o cartão SIM de acesso à Web – já que um modem 3G conectado à porta USB é uma opção muito menos prática (e já que falamos em portas USB, três é o mínimo indispensável).
Amanhã a gente continua; abraços a todos e até lá.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Custo x Benefício

No tempo em que os PCs “de grife” custavam “os olhos da cara”, muitos usuários recorriam à “integração caseira” (ou seja, compravam os componentes e montavam a máquina por conta própria ou com auxílio de um “Computer Guy). Hoje, conquanto não possam ser considerados baratos, os computadores de marca estão bem mais acessíveis e, da mesma forma que aparelhos de TV, refrigeradores e outros “eletrodomésticos comuns”, podem ser adquiridos em hipermercados e grandes magazines e pagos em “suaves prestações”.
Claro que montar sua própria máquina (ou encomendá-la a um integrador independente) tem lá suas vantagens: dentre outras coisas, você pode escolher os componentes item por item, do gabinete e fonte de alimentação à placa-mãe, do processador à aceleradora gráfica, dos módulos de memória aos drives de HD e mídia óptica. No entanto, se você não se sente à vontade para pôr a mão na massa, é bom saber que empresas como a  Dell  permitem personalizar diversos itens de seus produtos, proporcionando um “meio termo” entre a montagem e a aquisição da máquina pronta (e ainda contar com a garantia do fabricante).
Já para quem prefere comprar o produto na loja, vale lembrar que preço e qualidade geralmente “não andam de mãos dadas”. Embora seja possível encontrar PCs (inclusive portáteis) por menos de 1 mil reais, suas características quase sempre deixam a desejar, e um upgrade posterior pode fazer o molho custar mais caro do que o peixe. Então, dependendo das suas necessidades e possibilidades, quem sabe não seja o caso de gastar um pouco mais e levar para casa um modelo de configuração robusta e que dê margem a evoluções posteriores (para prolongar a vida útil do equipamento e tirar melhor proveito do investimento inicial).
A Positivo – que tem fábricas em Curitiba, Manaus e Ilhéus e rede autorizada de abrangência nacional – conta com uma linha de Desktops chamada Plus, composta por 16 modelos. Para quem pode gastar cerca de R$ 2.5 mil num computador para uso doméstico com desempenho acima da média, o F497PX é uma boa escolha – embora não seja a versão de topo de linha, sua configuração é respeitável.
A Placa-mãe MSI H55M-E33 (com chipset Intel H55) é compatível com processadores Intel Core i3, i5 e i7 e suporta até 16 GB de RAM DDR3 2333. No entanto, o chip Core i5 de 3,2 GHz e os 4 GB de memória (DDR3 1333) integrados pelo fabricante são mais que suficientes para rodar o Windows 7 Home Premium de 64 bits, que vem pré-instalado no HD Sata II de 1 TB (o gabinete tem espaço físico para mais um drive, embora a placa suporte um total de seis). Os recursos de vídeo ficam por conta do Intel Graphics Media Accelerator HD, os de som, pelo o Intel 5 Series/3400 Series Family High Definition Áudio com saída 7.1.
Como se vê, os pontos fortes do conjunto são o poder de processamento, a capacidade de upgrade, o HD com fartura de espaço (que, aliás, poderia vir dividido em pelo menos duas partições) e o funcionamento silencioso das ventoinhas. Também merecem elogios a profusão de portas USB 2.0 (6 na traseira e 2 na parte frontal), as saídas de vídeo VGA, DVI e HDMI e a leitora para cartões de memória MS, MS PRO, SD, MMC e Compact Flash.
O ponto fraco, por assim dizer, é o subsistema gráfico on-board, insuficiente para rodar games radicais (ainda que a placa-mãe traga um slot PCI-e x16, não existe espaço físico para instalar uma aceleradora gráfica de última geração, sem mencionar que a fonte de alimentação fornece apenas 235 watts). Demais disso, o fato de a Positivo não comercializar esse PC sem o (excelente) Samsung LCD de 20 polegadas impede o consumidor de economizar um bom dinheiro, caso disponha de um monitor em boas condições de uso.
Tenham todos um ótimo dia.

terça-feira, 27 de julho de 2010

De volta ao processador (conclusão)

Após as considerações conceituais expendidas no post anterior, podemos dizer que quem tenciona integrar um PC (ou comprar uma máquina montada) com tecnologia Intel de última geração tem como opção a linha Core 2010 (Core i3, Core i5 e Core i7, respectivamente de entrada de linha, médio e alto desempenho).

Os Core i3 – que substituem os modelos Core2Duo – representam a escolha natural para usuários domésticos comuns, com dois núcleos de processamento, Hyper-Threading (que acrescenta mais dois “núcleos virtuais”), memória cache de 4 MB compartilhada (nível L3), suporte para memória RAM DDR3 de até 1333 MHz, controlador de vídeo integrado e controlador de memória interno com suporte para o Dual Channel. Já os Core i5 (com dois ou quatro núcleos e até 8MB de memória cache compartilhada) vão mais além, visando atender as necessidades dos “heavy-users”, que trabalham com aplicações mais pesadas. E para os mais exigentes, a cereja do bolo, pelo menos por enquanto (*), são os Core i7, que possuem no mínimo quatro núcleos (o i7-980X tem seis), memória cache L3 de 8 MB e tecnologias Intel Turbo Boost, Hyper-Threading, HD Boost e QPI, dentre outros aprimoramentos. (Para mais detalhes, cliquei aqui).

Observação: Se sua idéia for fazer apenas um upgrade ao invés de partir para um PC zero km, tenha em mente que esses chips requerem placas-mãe com soquete LGA 1156 (em outras palavras, ainda que seja tecnicamente possível, a “recauchutagem” certamente não será economicamente viável). O soquete faz a interface entre a CPU e a placa-mãe, e ainda que um único modelo atenda várias gerações, mudanças no projeto dos chips podem exigir a criação de novos modelos. Então, na hora de comprar um processador "avulso", verifique qual soquete sua placa-mãe oferece, de maneira a assegurar a respectiva compatibilidade.

Para quem não faz questão absoluta de ter um PC “Intel Inside”, a AMD  oferece boas opções de microchips com preços mais em conta que os da concorrente. No início do ano passado, ela lançou os primeiros processadores Phenom II – quad-core “Deneb” –, seguidos pelos modelos X3 (de três núcleos) e, mais adiante, os X4 945, de 3.0 GHz.

Se você deseja desempenho diferenciado, não ficará decepcionado com o Phenom II X6 1090T (de 3.2GHz, seis núcleos e 45 nanômetros, que pode alcançar até 3.6GHz com o Turbo Core – tecnologia equivalente ao overlocking automático da Intel, batizado de Turbo Boost). Com cache L3 de 6 MB, esse chip oferece uma performance 20% superior ao Intel Core i7-980X, embora fique devendo uma resposta ao hyper-threading da linha principal da concorrente. Por outro lado, sendo mais amigável em termos de compatibilidade (podendo ser instalado em qualquer placa com soquetes AM2+ ou AM3, a perspectiva de um simples upgrade resulta numa excelente solução para quem deseja usufruir dos benefícios de um processador novo e atualizado.

Para quem não quer gastar muito, uma boa opção é o Phenom II X4 945: apesar de custar metade do preço do X6, ele é apenas 7% mais lento (o X6 é um parente do X4 com dois núcleos extras, mas ambos têm 6MB de cache L3 e operam em um barramento HyperTransport de 2GHz, conquanto o primeiro tenha clock de 3GHz com overclocking automático de até 3.6GHz). E se você deseja algo ainda mais em conta, o Athlon II X4 635 oferece bom desempenho, a despeito de não dispor de cache L3 (em termos operacionais, ele é bastante semelhante ao Phenom II X4 945, embora opere numa freqüência um pouco inferior).

Para concluir, não custa relembrar que, a despeito da inegável importância do processador, os demais componentes também influenciam sobremaneira a performance do PC: uma máquina com pouca RAM, por exemplo, obrigará o Windows a recorrer constantemente ao swap file e à lenta memória virtual; um subsistema de vídeo sem GPU e memória dedicada irá consumir ciclos de processamento e alocar parte da RAM para realizar a árdua tarefa de gerar as imagens exibidas no monitor – isso sem mencionar que os recursos da placa-mãe e respectivo chipset também são relevantes, na medida em que “intermediam” o relacionamento da CPU com os demais componentes do sistema.

(*) Devem chegar em breve ao mercado os novos Intel Core i9 , com núcleo Gulftown, baseados na micro arquitetura Westmere de 6 núcleos com HT (12 núcleos no total, considerando os 6 virtuais) e fabricados no processo de 32 nanômetros.

Um bom dia a todos e até a próxima.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

De volta ao processador

Fuçando aqui nos meus alfarrábios, encontrei numa edição antiga do saudoso Curso Dinâmico de Hardware uma matéria sobre microprocessadores que eu redigi lá pela virada do século. Com a sensação de quem reencontra um velho amigo, li o texto de cabo a rabo e constatei que ele continua “atual”, embora tenha sido escrito na época áurea dos Intel Pentium. Cheguei a pensar até em transcrevê-lo na íntegra, mas desisti devido ao tamanho (8 páginas da revista). Entretanto, nada me impede de usá-lo como base para criar uma ou duas postagens sobre o processador mais adequado às nossas necessidades, já que isso é uma questão complicada: embora as opções se restrinjam basicamente a chips da Intel e da AMD, cada um desses fabricantes dispõe de várias famílias com arquiteturas, especificações e recursos distintos.

O microprocessador (ou CPU, ou simplesmente processador) é cantado em prosa e verso como sendo o “cérebro” do computador. No entanto, da mesma forma que um cérebro precisa de um corpo que o abrigue e de um coração que o alimente, a performance de um sistema computacional depende de cada um dos elementos que o integram. Parafraseando o Mestre Carlos Morimoto, todo PC é tão rápido quanto seu dispositivo mais lento.

Observação: A “velocidade” da CPU não deve ser vista como única referência de performance – nem do processador nem (muito menos) do sistema. Essa idéia talvez fosse admissível nos primórdios da informática, mas não hoje, quando outras variáveis se tornaram tão ou mais importantes do que o clock: embora ele espelhe o número de operações executadas a cada segundo, o que o processador é capaz de fazer em cada operação é outra história. Ainda que a “velocidade” da CPU seja tomada como parâmetro de desempenho, ela expressa somente o número de operações executadas pelo chip a cada segundo – uma CPU que opere a 3 GHz, por exemplo, executa três bilhões de operações por segundo.

Para entender melhor essa questão, podemos comparar o sistema computacional a uma orquestra, onde o maestro e os músicos devem atuar em perfeita harmonia para proporcionar um bom espetáculo – músicos gabaritados até podem mascarar a incompetência de um regente chinfrim, mas a recíproca quase nunca é verdadeira. Reproduzindo um exemplo que eu citei na matéria original, o desempenho de um jurássico 486 de 100 MHz era 50% inferior ao de um Pentium de mesma frequência, mas se abastecido com 32 MB de RAM, ele era capaz de rodar o Win95 com mais desenvoltura do que um Pentium III de 1 GHz com apenas 8 MB.

Conquanto fosse interessante detalhar o processo de fabricação dos microchips, sua evolução, formatos, soquetes e outros que tais, isso não teria grande relevância para quem precisa escolher o “maestro que irá reger sua “orquestra”, de modo que fica para outra oportunidade. De momento, cumpre ressalvar apenas que diversos aprimoramentos (aumento do número de transistores, incorporação do coprocessador matemático e da memória cache, dentre outras coisas) tiveram enorme impacto no desempenho e na maneira como as CPUs passaram a decodificar e processar as instruções. Para se ter uma ideia da importância do cache do processador, no final do século passado, quando estava perdendo parte do mercado de PCs de baixo custo para a AMD, a Intel resolveu lançar uma linha de chips mais baratos – que eram basicamente modelos Pentium II desprovidos de cache L2 integrado, com desempenho 40% inferior. Por conta disso, o Celeron não teve boa aceitação e foi severamente criticado pela imprensa especializada. Mesmo que a burrada tenha sido corrigida mais adiante, muitos usuários até hoje torcem o nariz para os integrantes dessa família de microchips.

Amanhã a gente conclui; abraços e até lá.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Lentidão (final) e humor de sexta-feira

Quando você precisar baixar algum arquivo volumoso, assegure-se de que não haja outros programas (como o seu antivírus, o Adobe Reader ou o Windows Update, dentre outros) fazendo download de atualizações. Nesse caso, o melhor é programar as atualizações para um horário com menos tráfego na internet ou quando seu computador estiver ocioso.
Já para baixar vários arquivos ao mesmo tempo, clique em Iniciar > Executar, digite “regedit” (sem as aspas), navegue até HKEY_CURRENT_USER\Software\Microsoft\Windows\CCurrenteVersion\Internet Settings, dê duplo clique em MaxConnectionsPerServer e MaxConnectionPer1_0Server e, no painel da direita, selecione Decimal, ajuste todos para 10 e reinicie o computador.
Programas P2P (de compartilhamento de arquivos), quando em execução, recebem e enviam automaticamente arquivos de/para outros usuários, podendo acarretar morosidade no acesso a websites e outras tarefas baseadas na Web; nesse caso, convém fechar esse tipo de programa, pois, dependendo da fila de arquivos, ele pode consumir boa parte da sua largura de banda.
Às vezes, pequenas mudanças de hábito podem resultar num aumento expressivo de desempenho. Dentre outras coisas, evite rodar vários programas simultaneamente durante a navegação e abrir múltiplas janelas do browser (em vez disse, use as abas). Limite também a quantidade de add-ons ao mínimo indispensável (diversos programas que você baixa da Web embutem barras de ferramentas adicionais e outras firulas que você dificilmente irá utilizar, mas irá levar de brinde se não desmarcar as caixas respectivas no momento da instalação).
Para encerrar, uma dica interessante – recomendada para usuários avançados – é alterar os endereços DNS (Domain Name Service) nas configurações de rede do sistema operacional. Para mais detalhes, clique aqui.

Passemos agora à nossa tradicional piadinha:

UM CASAL DE VELHINHOS ESTÁ DEITADO NA CAMA, E A ESPOSA NÃO ESTÁ SATISFEITA COM A DISTÂNCIA QUE HÁ ENTRE ELES:

- QUANDO ÉRAMOS JOVENS, VOCÊ COSTUMAVA SEGURAR A MINHA MÃO NA CAMA.
O VELHINHO HESITA E, DEPOIS DE UM BREVE MOMENTO, ESTICA O BRAÇO E SEGURA A MÃO DELA..
- QUANDO ÉRAMOS JOVENS, VOCÊ COSTUMAVA FICAR BEM PERTINHO DE MIM.
ELE SE VIRA COM DIFICULDADE E SE ACONCHEGA PERTO DELA:
- QUANDO ÉRAMOS JOVENS, VOCÊ COSTUMAVA MORDER MINHA ORELHA...
ELE DÁ UM LONGO SUSPIRO, JOGA A COBERTA DE LADO E SAI DA CAMA. OFENDIDA, ELA GRITA:
- AONDE VOCÊ VAI?
- VOU BUSCAR A DENTADURA, PORRA!

Bom final de semana a todos.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Lentidão (continuação)

Se você usa o IE8, é possível acelerar um pouco a sua navegação – ainda que em detrimento da segurança – desabilitando o filtro do SmartScreen (que vasculha as webpages em busca de sinais de phishing, conforme vimos  aqui). Aproveite o embalo para desligar também a capacidade de leitura de feeds, caso você não utilize esse recurso (clique em Ferramentas > Opções da Internet > Conteúdo e, sob Feeds e Web Slices, clique em Configurações e desmarque a caixa Verificar automaticamente se há atualizações nos Feeds e Web Slices). Você pode remover também as extensões indesejadas (clique em Ferramentas > Gerenciar complementos, selecione aquilo que você achar desnecessário manter e clique em Desabilitar). Clique em Aceleradores (na lista Tipos de complemento, à esquerda) e, se tiver certeza de que não precisa de algum deles, clique nele e escolha Desabilitar ou Remover. Clique ainda em Provedores de pesquisa, exclua as opções que você não utiliza e marque “Impedir que programas sugiram alterações em meu provedor de pesquisa padrão”.

Observação: Embora o Internet Explorer seja o browser utilizado pela maioria dos internautas (mais de 60%), existem outras opções – como o Mozilla Firefox, o Google Chrome e o Opera, por exemplo, já abordados em outras postagens – que funcionam melhor em máquinas com configurações modestas, contribuindo, por conseguinte, para uma navegação mais rápida.

Sempre que seu browser acessa um site, ele armazena os arquivos da página para não precisar baixá-los novamente quando você tornar a visitar o site. Com o tempo, todavia, o cache pode ficar muito grande e fazer o efeito contrário, ou seja, tornar a navegação mais lenta. Então, convém você limpá-lo regularmente com as ferramentas nativas (clique em Ferramentas > Opções da Internet > Excluir Histórico de Navegação, marque Arquivos de Internet Temporários, desmarque todos os outros e clique em Excluir) ou com o auxílio de programas específicos como o  CCleaner.
Vale também conferir, nas configurações do histórico de navegação do seu browser, se o valor do espaço em disco a ser utilizado está configurado em 50MB. Caso você disponha de dois ou mais discos rígidos, verifique no atalho local atual se os arquivos temporários estão armazenados no mais rápido (caso necessário, clique em Mover pasta para mudá-los de local).
Amanhã a gente conclui.
Abraços e até lá.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Contornando problemas de lentidão na navegação

Continuando com o assunto do post anterior, vale lembrar que existem diversas maneiras de contornar desconfortos causados por uma conexão chinfrim. No entanto, tenha sempre em mente que você pode – e deve – reclamar providências junto ao seu provedor, caso tenha dificuldades em navegar por sites específicos ou receba uma banda muito menor que a contratada – via de regra, as empresas garantem apenas 10% da velocidade nominal. Para obter downloads mais rápidos, você pode recorrer a freewares como o Download Accelerator Plus  ou o  FreeDownloadManager.
Para abrir mais rapidamente páginas muito poluídas (com vídeos, animações, sons e outras firulas), basta configurar o navegador para uma exibição mais frugal (no IE, clique em Ferramentas > Opções da Internet e, na aba Avançadas, role a tela até Multimídia e desmarque as caixas Passar animações em páginas da Web, Tocar sons em páginas da Web e Mostrar imagens)
Se você utiliza um roteador sem fio, instale-o numa região central da casa, de preferência numa posição elevada – paredes e portas fechadas podem interferir no sinal de uma rede sem fio –, e evite deixar aberto o sinal do roteador (muita gente faz isso para não ter de se preocupar com senhas ou outros tipos de autenticação). A recomendação é colocar uma senha, sem a qual a rede fica livre para qualquer um utilizar para o que quiser (quanto mais pessoas penduradas na conexão, mais lenta ela irá ficar).
Amanhã a gente continua. Abraços e até lá.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Medidor de velocidade

Dentre diversos medidores de velocidade disponíveis na Web, o SPEEDTEST.NET é o meu preferido por ser preciso e fácil de usar.

1- Para acessar o SPEEDTEST.NET, clique no link “Medidor de Velocidade”, no campo “Links” à direita desta página.

2- Carregada a página, escolha um dos servidores indicados pelo serviço (ele localiza automaticamente os mais próximos do ponto onde você se encontra), clique em Begin Test e acompanhe o ponteiro do velocímetro.

3- Ao final, confira os números exibidos no quadro do centro da tela (velocidades de download e upload alcançadas pela sua conexão) e as estimativas apresentadas mais à direita (tempo estimado para você baixar uma música em MP3 de 5MB, um videoclipe de 35MB ou um filme de 800MB).

Observação: A velocidade de download é expressa em megabits por segundo (Mbps); quanto maior ela for, mais rapidamente você poderá baixar arquivos e visualizar webpages. A velocidade de upload (também medida em Mbps), normalmente inferior, indica quão rapidamente você consegue compartilhar arquivos com outros usuários ou com a própria Rede (enviar arquivos por e-mail ou postar fotos ou vídeos em um website, por exemplo). Além dos números de download e upload, você terá acesso ao PING, que corresponde ao tempo que seu computador leva para enviar pacotes de dados para outro computador, e vice versa (quanto menor o PING, mais rápida será a troca de pacotes).

Ao fazer as medições, encerre os demais programas que possam acessar a Web (Messenger, Outlook, etc.) e comprometer os resultados. Além disso, procure realizar vários testes em diferentes horários: da mesma forma que as avenidas das grandes metrópoles, a Internet também tem horários mais “congestionados”; após as 18h, quando boa parte das pessoas já saiu do emprego, inicia-se o que se convencionou chamar de horário de Internet residencial, com uma diminuição considerável do tráfego. Vale também medir a conexão de madrugada, quando a disputa por largura de banda costuma ser ainda menor.

Amanhã a gente continua. Abraços e até lá.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Banda larga (bom seria se fosse)

A velocidade de conexão em banda larga aqui pelas nossas bandas (desculpem o trocadilho) deixa muito a desejar, sem falar que os provedores não entregam o que prometem em seus anúncios (a maioria garante apenas 10% da largura de banda contratada) e o usuário acaba se dando por feliz quando navega a cerca de 50% da largura de banda contratada. Aliás, o IDEC comunicou recentemente à Justiça Federal de São Paulo que as empresas Net, Telefônica, Oi e Brasil Telecom não estão cumprindo a liminar que as obriga a alertar de forma clara e facilmente perceptível pelo consumidor que a velocidade dos serviços oferecidos não corresponde à efetivamente prestada (no caso de propaganda televisiva, a advertência deve permanecer legível durante todo o tempo em que a publicidade é veiculada, e nas radiofônicas, que deve ser transmitida ao final da veiculação da publicidade).

Observação: O marketing tendencioso das operadoras de internet rápida não é o único a iludir os consumidores. Impressoras, por exemplo, são comercializadas como capazes de imprimir “até” tantas páginas por minuto, mas esse desempenho (baseado em “condições ideais”) raramente é atingido durante a utilização do aparelho no dia a dia. Mas isso já é outra história e fica para outra vez.

Enfim, para avaliar a sua conexão, o primeiro passo é descobrir quanto você recebe de velocidade do seu provedor. Isso pode ser feito mediante o download de um arquivo baixado de um site com fartura de banda (como o da Microsoft, por exemplo), mas é mais prático usar um programa residente (clique aqui e faça a sua escolha) ou um dos vários serviços disponibilizados na Web, como veremos no post de amanhã.
Abraços e até lá.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Post-it e humor de sexta-feira

O Post-it (aquele papelzinho amarelo e auto-aderente, patenteado pela 3M) costuma ser largamente utilizado para anotações, lembretes, etc., visto que pode ser facilmente colado, removido e recolocado sem deixar marcas ou resíduos. Mas quando a moldura do monitor já não tem mais espaço para grudar recadinhos, talvez seja a hora de pensar numa solução mais eficiente, como o ATNotes 9.5.
O programinha é freeware e funciona com um gerenciador de notas capaz de substituir o post-it com vantagens. Depois de instalá-lo, basta dar duplo clique no ícone em forma de bilhete que aparece na área de notificação do Windows para abrir uma caixinha amarela pronta para digitação. Feito isso, é só escrever a nota e clicar fora da caixa para complementar o lembrete, que pode ser arrastado e reposicionado com auxílio do mouse. E se você clicar sobre ele com o botão direito, poderá ainda modificar diversos atributos (como cor de fundo, transparência, tipo de fonte, e muito mais).

Passemos agora à nossa pidadinha:

Programa radiofônico no Nordeste.

Locutor:
- Quem ligar agora e fizer uma frase com uma palavra que não exista no dicionário ganha duas entradas para o cinema. Alô! Quem é?
Ouvinte:
- Sérgio, da Vila Rezende.
- Olá Sergio... Já conhece a brincadeira? Qual a sua palavra?
- Ah! A palavra é vaice!
- Vaice? Como se escreve?
- V - A - I - C - E.
- Espera um pouco... Deixa eu consultar o dicionário... É, realmente esta palavra não existe. Agora faça uma frase com essa palavra e, se a frase fizer sentido e descobrirmos o que significa a palavra, você ganha!
- Ok, lá vai... Vaice f.o.d.e.r !
E nesse momento desliga a ligação.
Locutor:
- Que é isso pessoal! Vamos colaborar... Afinal existem crianças ouvindo... Vamos tentar outra ligação. Alô! Quem é?
Ouvinte: - Joselito, da Santa Terezinha.
- Olá Joselito... já conhece a brincadeira? Qual é a sua palavra?
- Eudi!
- Eudi? Como se escreve?
Ouvinte: - E - U - D - I.
O Locutor pede para o ouvinte esperar um pouco.
- Deixa eu consultar o dicionário... Deixa eu ver... Deixa eu ver... Eudesmano... Eudesmol... Eudésmia... Eudiapneustia... Eudiapnêustico. É! Realmente esta palavra não existe. Agora faça uma frase com essa palavra e, se a frase fizer sentido e descobrirmos o que sig nifica a palavra, você ganha!
- Ok, lá vai... Sou EUDI novo e VAICE f.o.d.e.r!
- Pô galera. Assim fica difícil né? Vamos pro intervalo!!! Passa-se o intervalo... Locutor:
- Vamos lá galera. Vamos de novo. Quem fala?
Ouvinte: José de Jaboatão (com voz de criança).
- Oi José. Que bonitinho! Quantos anos você tem?
- 10 anos.
- Que legal! Então. Qual a palavra?
- CÔTRA.
- É... Côtra não existe mesmo. Manda a frase!
- EUDI novo, CÔTRA voz. Vaice f.o.d.e.r...

Bom f.d.s. a todos.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Qual é mesmo o nome daquela música...?

Costumo dizer que a audiência aqui do Blog é rotativa, de modo que, considerando que a maioria dos usuários não tem por hábito pesquisar as postagens mais antigas, parece-me conveniente revistar alguns temas de tempos em tempos. Embora o assunto em questão nada tenha a ver com segurança (tema recorrente em nossas postagens), volto a publicar esta dica (que encontrei no site do impagável Laércio Vasconcelos) para evitar que você fique alugando os ouvidos de amigos e parentes sempre que não conseguir lembrar o nome (ou o intérprete) de uma canção qualquer.
Sabendo alguns trechos da letra, você já tem um ponto de partida: caso ela seja em português, pesquise no Google por +letra+“trecho da música” (+letra+"vi tanta areia andei"+"rosas vou levar", por exemplo, para encontrar "Andança"); se for em inglês, o caminho é +lyrics+“trecho da música” (nesse caso, redobre o cuidado com a grafia das palavras). Com um pouco de sorte, algum site de letras de músicas irá fornecer o nome e o interprete em questão. Mas a “cereja do bolo” desta dica é o site  MIDOMI, através do qual você pode tentar descobrir o nome de uma música simplesmente cantarolando um trechinho no microfone do seu PC. Vale conferir.
Bom dia a todos e até mais ler.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Imagens

Algumas das quase 1.100 postagens já publicadas aqui no Blog oferecem sugestões de programas para edição de imagens (opções pagas e gratuitas). No entanto, como cada novo aplicativo instalado no computador ocupa espaço em disco, aloca memória e consome ciclos de processamento, nem sempre compensa manter um software dedicado a tarefas que sejam realizadas muito esporadicamente.
Assim, considerando que a oferta de aplicativos sob a forma de serviço (na nuvem, como se costuma dizer) vem aumentando consideravelmente, uma boa idéia é usar o site Photovisi para criar montagens de suas fotos preferidas simplesmente fazendo o upload das imagens e escolhendo o modelo pretendido.
Interessado? Então acesse o site http://www.photovisi.com/ e clique no link Clique here to start. Em seguida, escolha o template (modelo) que será usado para a criação (repare que cada modelo usa um número determinado de fotos), clique no botão Add Items e selecione as fotos desejadas (a partir de uma pasta existente no seu HD, evidentemente), que serão inseridas na seqüência respectiva.
Uma vez postadas as imagens, você pode clicar no botão Background color para alterar a cor de fundo, colocar uma única foto como pano de fundo para todas as outras, ajustar as imagens inseridas na montagem, redimensioná-las ou mudá-las de posição (para tanto, clique numa imagem e em seguida arraste-a ou clique nos seus cantos para fazer o redimensionamento). Para salvar a imagem editada, clique no botão Save, escolha a resolução desejada, pressione o botão Upload e aguarde alguns instantes até que o botão para fazer o download seja exibido.
Um bom dia a todos e até mais ler.

terça-feira, 13 de julho de 2010

ANSWERS

Se alguém tivesse dormido ao longo dos últimos quinze anos – possibilidade remota, reconheço, mas admissível para os propósitos desta introdução –, esse alguém certamente ficaria surpreso em ver que as versões mais recentes do Windows vêm em DVDs, já que, até a primeira edição do Win95, o sistema era disponibilizado em prosaicos disquetes.
A despeito de estarem mais intuitivos e fáceis de usar (pelo menos em tese), os softwares atuais foram incorporando tamanho leque de funções, recursos e possibilidades de configuração, que é praticamente impossível alguém conhecê-los de cabo a rabo; ainda que o usuário se disponha a ler atentamente os tópicos da ajuda e realizar pesquisas mais abrangentes na Web, sempre haverá perguntas que ficarão sem respostas.
Enfim, digo isso devido a um comentário deixado na postagem NETIQUETA, em que vimos como remover os sinais de recuo (>>>>>) nas mensagens do Outlook Express – o que levou a Márcia a perguntar como fazer o mesmo no Windows Live Mail. A propósito, eu acredito que essa possibilidade exista, embora não tenha grande intimidade com esse serviço, já que continuo usando o bom e velho OE. No entanto, mesmo consultando uma matéria detalhada, publicada na Revista Oficial do Windows (edições 30 e 31), nada encontrei a respeito que pudesse esclarecer a dúvida da nossa leitora.
Por oportuno, vale lembrar que questões dessa natureza podem ser eventualmente esclarecidas com o auxílio do ANSWERS  (uma espécie de fórum mantido pela própria Microsoft, onde os usuários trocam experiências e informações sobre os mais variados tipos de problemas). Tanto é possível navegar pelos tópicos já existentes – inserindo no campo “ENCONTRE RESPOSTAS” as palavras-chave referentes ao seu problema – quanto criar um novo tópico usando a opção “FAZER UMA PERGUNTA”. Nesse caso, todavia, será pedido um Live ID – ou seja, o usuário deverá ser cadastrado no serviço Windows Live. Após estar conectado, basta definir os padrões de problema (produto, sistema operacional e seção), formular a pergunta e esperar a resposta de outros usuários com a possível solução.
Um bom dia a todos e até mais ler.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Bugs em softwares

Em meus primeiros escritos sobre segurança, falando nas vulnerabilidades do Windows NT – que os linuxistas de plantão apelidaram maldosamente de “Nice Try” (boa tentativa) ou de “colcha de retalhos” (por conta dos constantes remendos incorporados ao código original do sistema) – eu já dizia que nenhum software está livre de apresentar bugs, falhas e vulnerabilidades, e, paralelamente, aplaudia a Microsoft pela preocupação que ela demonstrava em desenvolver e disponibilizar as devidas correções para os usuários de seus produtos.
Esse contexto me volta agora à memória por conta de uma matéria que li recentemente na PC World americana, segundo a qual tanto a Adobe quanto a Microsoft (tidas como campeãs em número de bugs identificados em seus produtos) não avisam sobre todas as vulnerabilidades de segurança que corrigem em seus pacotes de software. Essa falta de transparência veio à tona recentemente graças a uma empresa chamada Core Security Technologies, que, após estudar as correções MS10-024 e MS10-028, notou três correções que não tinham sido divulgadas. Aliás, a Adobe também tem “ficado na moita” em relação a correções de vulnerabilidades internas, usando números de CVE somente para bugs ativamente explorados ou relatados por pesquisadores externos (correções de brechas que ela tenha encontrado por si mesma são consideradas simplesmente como “melhorias de código”).
Ainda segundo a matéria, silenciar sobre atualizações de segurança traz conseqüências, pois os desenvolvedores e pesquisadores têm usado contagem de CVEs (mais informações em http://cve.mitre.org/) para mensurar a segurança de diferentes aplicações e sistemas operacionais. No entanto, existem várias maneiras de medir segurança, e a contagem de vulnerabilidades é somente uma delas (a comparação do número de vulnerabilidades por linha de código de software, por exemplo, oferece outra métrica).
Já a Microsoft, por seu turno, entende que a discussão sobre a contagem de vulnerabilidades distrai os pesquisadores da correção das falhas. Segundo a empresa, quando uma falha reportada se desdobra em 200 bugs relacionados, e a mudança de uma simples linha de código bloqueia todos os problemas potenciais, interpretar isso como a correção de uma ou de 200 vulnerabilidades é uma questão eminentemente subjetiva, e que gastar tempo fazendo a contabilidade correta implica postergar a obtenção de soluções para proteger os consumidores.
Enfim, como diz um velho ditado, “em casa onde falta pão, todos gritam e ninguém tem razão”.
Tenham todos uma ótima semana.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Humor de sexta-feira

Hoje é feriado aqui em São Paulo, mas, considerando que os meus comentaristas mais assíduos são de outro Estado, eu achei por bem "manter a peteca no ar". Então, passemos ao que interessa:

Costuma-se dizer que "melhor do que saber fazer é ter o telefone de quem sabe".
No entanto, comodismo em excesso pode causar transtornos, de modo que, se você é "expert" em infomática e já está "por aqui" de dar assistência gratuita a parentes e amigos, mande-lhes uma cópia das dicas a seguir:

1. Meu computador não liga, o que eu faço?
Resposta: Dê o troco, não ligue para ele também .

2. Ao ligar, o PC custa a carregar. Tem solução?
Resposta: Sim, carregue sua máquina até a lixeira mais próxima.

3. Ao iniciar, a bandeirinha do Windows aparece na tela duas vezes. Para que serve isso?
Resposta: É um sinal de que você é completamente imbecil e ainda insiste em comprar produtos da Microsoft.

4. O que faço com o botão Iniciar?
Resposta: Clique nele, depois em desligar, depois em sim para desligar o computador e aguarde. Quando surgir a mensagem "seu computador já pode ser desligado com segurança", puxe o fio da tomada, enrole no pescoço e aperte bem.

5. Pra que serve a opção Acessórios do Menu Programas?
Resposta: Serve pra equipar seu PC com toca-fitas, vidro fumê, roda de liga leve e volante de fórmula 1.

6. Pra que serve o botão Documentos do Menu Iniciar?
Resposta: Serve pra você tirar sua carteira de identidade, CPF, Titulo de Eleitor e atestado de insanidade mental.

7. E o botão Localizar?
Resposta: Serve pra você encontrar seu provável pai entre a fauna masculina da vizinhança.

8. E o botão Executar?
Resposta: É ideal pra você aplicar em seu irmão mais novo, que vive mexendo no seu computador .

9.Para que serve o Botão direito do mouse?
Resposta: Pra você apertar sempre que o botão esquerdo estiver cansado.

10. Como faço para rodar o Word?
Resposta: Pegue o gabinete e gire-o rapidamente. O Word vai rodar até ficar tonto.

11. Como faço para salvar um documento?
Resposta: Espere o documento tentar se atirar pela janela do Word e então agarre-o firmemente.

12. Como dou nome para um documento?
Resposta: Não se preocupe com essas formalidades; se quiser, você pode chamá-lo por um apelido.

13. O Power Point faz apresentações?
Resposta: Faz, mas ele é muito tímido; então, apresente-se você mesmo.

14. O que é Correio Eletrônico?
Resposta: É um sistema que envia o carteiro pela tomada elétrica.

15. O que é homepage?
Resposta: É uma casa feita com folhas de papel.

16. Por que o site da Microsoft está sempre congestionado?
Resposta: Porque os técnicos estão ocupados tentando consertar bugs.

17. O que é bug?
Resposta: É um carrinho parecido com um Jeep.


Bom final de semana a todos.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Extensões de arquivos

O termo “arquivo”, no âmbito da Informática, designa qualquer conjunto de informações identificadas por um nome e uma extensão – a parte que fica depois do ponto, composta geralmente por três ou quatro caracteres alfanuméricos (EXE, MPEG, JPG, HTML, MP3, etc.), que remete ao formato do arquivo e aplicativo com qual ele foi criado. Mesmo em suas versões mais recentes, o Windows oculta as extensões dos arquivos conhecidos (aqueles que podem ser manipulados pelo próprio sistema ou por aplicativos já instalados no computador), visando prevenir problemas na hora que um usuário menos experiente resolva renomear um arquivo qualquer. No entanto, por diversas razões (inclusive de segurança), convém modificar esse ajuste para forçar o sistema a exibir as extensões dos arquivos.
Para tanto, no XP, abra o Windows Explorer (ou a pasta Meus Documentos), clique em Ferramentas > Opções de Pastas > Modo de Exibição, e, no campo das configurações avançadas, desmarque a opção “Ocultar as extensões dos tipos de arquivo conhecidos”.
Note que, sempre que você for renomear um arquivo após essa reconfiguração, terá de tomar o cuidado manter a extensão respectiva. Para facilitar o processo, experimente selecionar o arquivo desejado e pressionar a tecla F2 (dessa forma, você pode dar um novo nome ao arquivo sem que sua extensão original seja alterada).
Um ótimo dia a todos e até a próxima.

EM TEMPO: A despeito da pífia repercussão do post de ontem e do fato de amanhã ser feriado em São Paulo, o "expediente" aqui no Blog será normal.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Formatação e outras sutilezas do HD

Numa postagem publicada recentemente em O Blog do seu PC, o Kevin desmitificou uma crença (comum entre usuários domésticos) segundo a qual formatações freqüentes supotamente causam danos ao disco rígido. Pegando um gancho nesse tema, resolvi acrescentar algumas considerações, começando por salientar que o HD é formatado de duas maneiras: física e lógica. A formatação física, feita na fábrica, cria as trilhas (círculos concêntricos numerados da borda para o centro (0, 1, 2, 3, e assim sucessivamente), os setores (pequenas subdivisões dessas trilhas) e os cilindros (que correspondem aos conjuntos de trilhas de mesmo número nos vários pratos) necessários ao funcionamento dos discos.
Drives antigos podiam – e precisavam – ser reformatados fisicamente (pois a contração/expansão dos pratos e a utilização de um prosaico motor de passo acabavam alterando a disposição das trilhas e comprometendo a leitura dos dados). Mas os modelos atuais não apresentam esse tipo de problema – e nem podem ser reformatados fisicamente pelo usuário; ainda que existam softwares tidos e havidos como utilitários para formatação física dos discos, eles não passam de simples ferramentas de diagnóstico um pouco mais eficientes que o chkdsk do XP, e olhe lá.
A formatação lógica, por seu turno, serve para "inicializar" o drive, e pode ser feita, desfeita e refeita sempre que necessário, já que não altera a estrutura física dos discos nem interfere na forma como a controladora os utiliza (ela apenas permite que o SO "enxergue" as partições e define os parâmetros necessários para o gerenciamento do espaço disponível).
Convém ter em mente que os HDs são dispositivos eletromecânicos sensíveis e delicados. Como qualquer outro componente do PC, eles têm uma vida útil limitada, mas que pode ser prolongada ou abreviada conforme as condições de trabalho e a forma como são tratados pelos usuários.
Para manter seu HD saudável por mais tempo, assegure-se de que ele esteja instalado na vertical ou na horizontal (nunca inclinado) e fixado na baia do gabinete com todos os parafusos (de modo a eliminar vibrações indesejáveis). Evite submetê-lo a impactos e solavancos e proteja-o de distúrbios da rede elétrica utilizando um no-break (para mais detalhes, clique http://fernandomelis.blogspot.com/2006/09/onde-ligar-o-computador.html e aqui aqui  e leia os posts subseqüentes).

Observação: As cabeças magnéticas que fazem a leitura e a gravação dos dados atuam sobre pratos que giram em altíssimas velocidades, criando um “colchão de ar” que as mantêm afastadas micrometricamente da superfície dos discos. Assim, uma interrupção abrupta no fornecimento de energia pode ser fatal. Ainda que HDs modernos recolham automaticamente as cabeças nessas circunstâncias, isso não evita a perda de dados, já que os arquivos em execução são salvos primeiramente no cache de disco e no buffer de memória do próprio HD, para depois serem gravados nos discos. Então, é recomendável usar um no-break, que provê energia suficiente para você salvar adequadamente seu trabalho, fechar os aplicativos, encerrar o Windows e desligar corretamente o computador.

Para finalizar, mantendo o sistema livre de malwares e fazendo manutenções preventivas regulares (com auxílio de softwares apropriados, conforme já comentamos em outras postagens), você assegura o que o desempenho do computador permaneça em patamares aceitáveis por anos a fio. Considerando que o preço do hardware vem caindo progressivamente, e que novas soluções tecnológicas estimulam os usuários a modernizar seus equipamentos em intervalos cada vez menores, talvez nem seja preciso reformatar o HD e reinstalar o Windows antes de passar sua máquina adiante.
Abraços a todos e até mais ler.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Dicas

Nem sei quantas vezes já comentei que o passar do tempo e o uso normal do PC degradam o desempenho do sistema, razão pela qual alguns procedimentos básicos de manutenção preventivo-corretiva são essenciais para contornar esse problema e manter a máquina “nos trinques”. No entanto, mesmo rodando regularmente as ferramentas nativas do Windows (para limpeza de disco e correção e desfragmentação dos dados) ou, preferencialmente, utilizando suítes de utilitários como o Adevanced System Care, o WinUtilities, o CCleaner (ou outra das muitas opções já sugeridas em nosso Blog), ninguém está livre de uma eventual reinstalação do sistema.
Por conta disso, é bom saber que o CompuApps SwissKnife é um aplicativo gratuito para gerenciamento do HD, que se propõe não só a criar, modificar e apagar partições, mas também a formatar o disco mais rapidamente do que as ferramentas nativas dos sistemas operacionais (como o "format.exe", do Windows). Para conhecer melhor o programa – e fazer o download, se for o caso, cluique aqui aqui. Vale lembrar que o Baixaki também disponibiliza esse programa (em http://baixaki.ig.com.br/download/CompuApps-SwissKnife.htm) , além de oferecer uma adaptação traduzida das informações existentes no site original.
O Driver Magician Lite , igualmente gratuito, serve para identificar os componentes de hardware do computador, extrair os drivers respectivos e fazer um backup num local à escolha do usuário. O programinha pode ser muito útil quando, após a reinstalação do sistema, o usuário não consegue localizar os disquetes e/ou CDs de drivers que vieram junto com a máquina e/ou com seus componentes (vale lembrar que sempre é possível pesquisar e baixar os drivers pela Internet, mas isso leva bem mais tempo e dá bem mais trabalho). O software também é oferecido pelo Baixaki (http://baixaki.ig.com.br/download/Driver-Magician-Lite.htm), com um resumo traduzido das informações de praxe.
Um bom dia a todos e até mais ler.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Tecla Menu

Perdemos da Holanda e "acordamos do sonho do "hexa", mas, se serve de consolo para os "bairristas" de plantão, a Argentina levou a pior - tomando 4 gols da Alemanha. Enfim, quem não faz, toma (sem conotações maliciosas, por favor).
Passando ao que interessa, a popularização das interfaces gráficas fez com que muitos de nós ignorássemos solenemente os atalhos de teclado (que permitem realizar inúmeras tarefas bem mais rapidamente do que com o mouse, como você pode conferir clicando aqui  e lendo as quatro postagens da seqüência). No entanto, embora pareça um contra-senso prestigiar combinações de teclas difíceis de memorizar em detrimento dos cliques do mouse, vale lembrar que o diligente ratinho, como qualquer outro dispositivo, também está sujeito a panes (e quem conhece a Lei de Murphy sabe que elas tendem a ocorrer nos momentos mais inoportunos).
Falando em teclado, há coisas que estão diante do nosso nariz, embora não nos demos conta disso. Um bom exemplo é a tecla “Menu”, que fica à direita do campo alfanumérico, entre as teclas “Windows” e “Ctrl” (veja a ilustração desta postagem). Há quem jamais tenha reparado nela - como era o meu caso, aliás, antes de ler um artigo publicado pelo impagável B. Piropo, no jornal O Estado de Minas - já que sua função consiste simplesmente em replicar o clique direito do mouse num ponto vazio da tela ou sobre algum ícone específico.
Sabemos que as setas de navegação, combinadas com a tecla “Tab”, simulam quase tudo que é feito com o mouse, e que, na maioria dos casos, a tecla ENTER replica perfeitamente a ação do botão esquerdo. No entanto, é a tecla Menu que substitui o botão direito, convocando o menu de contexto e permitindo o uso das setas para navegar entre as opções, e da tecla ENTER para selecionar as ações desejadas. Por conta disso, podemos concluir um trabalho urgente antes de sair correndo até o hipermercado ou loja de informática para comprar um mouse novo.
Bom dia a todos e até mais ler.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Diversão no PC e humor de sexta-feira

A Web é um verdadeiro manancial para quem não dispensa um joguinho on-line, já que oferece um vasto leque de opções (muitas delas gratuitas) que prometem muita diversão aos internautas. Um bom exemplo é o  FRIV – um portal com dezenas de webgames divertidos, gratuitos, e que são renovados com freqüência.
É só clicar e conferir.

Passemos agora à nossa piadinha:

Em um congresso internacional de medicina, um médico alemão diz:

- Na Alemanha, fazemos transplantes de dedo. Em 4 semanas o paciente está procurando emprego.
O médico espanhol replica:
- A medicina espanhola é tão avançada que conseguimos fazer um transplante de cérebro. Em 6 semanas o paciente está procurando emprego.
E o médico russo:
- Fazemos um transplante de peito. Em 1 semana o camarada pode procurar emprego.
E o médico grego:
- Temos um trabalho de recuperação de bêbados. Em 15 dias o indivíduo pode procurar emprego.
E o médico brasileiro, orgulhoso:
- Isso não é nada! No Brasil, nós pegamos um cara sem dedo, sem cérebro, sem peito e chegado a uma pinga, colocamos na presidência da república e agora o país inteiro está procurando emprego.

Bom jogo a todos - tomara que passemos por mais essa - e um ótimo final de semana.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Comemorar é preciso...

Hora do jogo, todo mundo reunido diante da TV (com os incomodativos apitos e as inomináveis vuvuzelas a postos), você repara que não tem cerveja suficiente para manter o pique da galera durante a partida (ou para a comemoração, se for o caso). E como faltam poucos minutos para o início do embate, ninguém se habilita a dar uma corridinha até o supermercado ou a padaria mais próxima para reabastecer a geladeira, certo?
Mas nem tudo está perdido. O BIERBOXX  oferece um serviço de entrega expressa em domicílio, com hora marcada, de louras geladinhas (nos municípios de São Paulo, Rio e Niterói). Basta fazer o pedido pela Web, pagar com cartão de crédito e aguardar uma ligação para agendar a entrega (o tempo de espera varia conforme o trânsito e a disponibilidade de carros da empresa).
Bom comemoração a todos e até mais ler.