terça-feira, 30 de novembro de 2010

Armazenamento externo e transporte de dados

Quando eu arrisquei meus primeiros artigos sobre Tecnologia da Informação, no final do século passado, já se dizia que o disquete (Floppy Disk) estava com os dias contados – mas parece que ninguém contou isso para ele, que, da mesma forma como certos políticos, vem se recusando teimosamente a sair de cena. No entanto, talvez a coisa mude de figura a partir de março do ano que vem, quando esse tipo de mídia terá sua fabricação encerrada no Japão.
Criados quando os computadores ainda não tinham disco rígido – tanto o sistema quanto os programas e os arquivos eram carregados e manipulados diretamente a partir de disquetes de 5 ¼ polegadas –, eles encolheram para 3 ½ polegadas e foram durante décadas a opção primária para instalação de softwares, realização de backups e transporte de dados. Mas o “inchaço” dos sistemas e programas, a popularização dos gravadores de CD/DVD e o surgimento dos “chaveirinhos de memória” viriam torná-los anacrônicos e pouco funcionais; hoje, se a maioria dos desktops ainda conta um drive de disquete, isso se dá mais por uma questão protocolar do que por real necessidade.

Observação: Até meados da década passada, os arquivos de instalação de softwares vinham em disquetes (o próprio Windows 95 chegou a ser disponibilizado dessa maneira), mas bastava um único disquinho embolorar ou desmagnetizar para comprometer todo o conjunto. Hoje em dia, considerando que os 1.44 MB de espaço oferecidos pelos disquetes dão para gravar pouco mais de 1 minuto de música em MP3, imagine quantos deles seriam necessárias para backup completo de um HD moderno ou para armazenar arquivos de instalação das versões mais recentes do Windows.

Mesmo que tanto os HDs externos quanto os práticos “chaveirinhos de memória” venham oferecendo cada vez mais espaço por preços cada vez menores, as mídias ópticas continuam em alta, especialmente na hora de gravar arquivos de multimídia (músicas, clipes, filmes, etc.), até porque é possível tocá-las também no player de casa, do carro, em dispositivos portáteis, e por aí vai.  Alguns fabricantes sugerem que, se bem conservados, CDs e DVDs funcionam por várias décadas, mas convém lembrar que eles também são frágeis, sensíveis ao calor e a maus tratos.
Para prolongar a vída útil de seus discos, manuseie-os com cuidado, pegando sempre pelas bordas, e mantenha-os guardados nas caixinhas, ao abrigo da luz solar e de outras fontes de calor. Quando um simples pano seco não remover os resíduos de gordura, suor e outros que tais, pingue algumas gotas de detergente neutro num copo com água, umedeça uma esponja (ou um pano macio) e esfregue gentilmente – sempre do centro para a borda do disco, nunca em sentido circular.
Riscos pouco profundos podem atrapalhar a leitura, mas geralmente é possível elimina-los com um cotonete e uma pequena quantidade de creme dental (ou de um polidor de metais como Kaöl). Se isso não resolver, tente um kit para recuperação de CDs e DVDs (vendidos em grandes magazines, hipermercados e lojas de produtos eletrônicos). Caso sua leitora continue se recusando a ler a mídia (e o problema não for a própria leitora, coisa que você pode averiguar usando outro disco que esteja em perfeitas condições), experimente um programa de recuperação como o CDCheck, gratuito para uso pessoal e disponível em www.kvipu.com/CDCheck/registration.php).
Bom dia a todos e até mais ler.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Quando o perigo mora ao lado...

Atire o primeiro mouse quem nunca pressionou uma tecla errada no momento errado, por exemplo, ou clicou em SIM numa caixa de diálogo onde o correto seria clicar em NÃO! Errar é humano, como se costuma dizer, mas, dependendo das circunstâncias, burradas como essas podem ter conseqüências desastrosas.
Ainda que a insegurança dos dados esteja intimamente ligada a malwares, invasões e outros que tais, o perigo nem sempre vem de fora, especialmente para quem compartilha o computador com outros usuários (familiares ou colegas de trabalho, por exemplo). E a despeito de a política de contas das versões mais recentes do Windows permitir um compartilhamento responsável, quase ninguém se preocupa em criar contas limitadas para filhos pequenos, irmãos menores ou outros usuários com “dedos nervosos”, que clicam em tudo o que vêem pela frente.
Usar um roteador wireless ou integrar seu computador a uma rede (mesmo doméstica) sem implementar senhas fortes e estabelecer políticas de segurança responsáveis é imperdoável (senhas baseadas em datas de aniversário, nomes de filhos, do cãozinho de estimação ou do time “do coração” são fáceis de ser “adivinhadas” por familiares, amigos e colegas de trabalho). E mesmo que você seja o único a operar seu equipamento, não descarte a possibilidade de alguém “filar” sua conexão na casa ao lado ou no apartamento vizinho.
Tome cuidado também com o compartilhamento de pastas (para mais detalhes, abra a Ajuda do Windows e consulte o tópico “Visão geral sobre o compartilhamento de arquivos e pastas”). Compartilhe apenas a pasta “Documentos compartilhados” e o que mais for estritamente necessário, inibindo, assim, o acesso não autorizado aos seus dados particulares. Convém criar uma pasta compactada (zipada) protegida por senha e arrastar para ela todos os seus arquivos confidenciais (Para saber como proteger suas pastas com senhas, clique aqui).
Se você utiliza o Messenger, talvez não seja uma boa idéia manter um registro de suas conversas (sabe-se lá do que é capaz um familiar indiscreto ou um cônjuge ciumento). Para evitar situações embaraçosas, clique em Ferramentas > Opções > Mensagens e, no campo “Histórico de Mensagens”, desmarque a caixa “Manter um histórico de minhas conversas automaticamente”.
Abraços e até mais ler.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Segurança e humor de sexta-feira

Segurança é um tema recorrente aqui no Blog, não só por ser nosso carro-chefe, mas também pelo fato de nossa audiência ser rotativa. Assim, conforme comentamos em várias ocasiões, vale repetir que um bom arsenal de defesa deve prevenir infecções e acessos não autorizados ao sistema e neutralizar eventuais pragas pré-existentes.
Programas antivírus, antispyware e de firewall são essenciais para manter o PC seguro (para mais detalhes e opções, consulte a seqüência de postagens iniciada no dia 16  e os posts dos dias 19, 25 e 26  de novembro do ano passado), e a popularização das “suítes” de segurança levou alguns desenvolvedores a disponibilizá-las também na modalidade freeware, facilitando a vida de muitos usuários que até então eram obrigados a instalar soluções de diferentes fabricantes para obter proteção adequada.
Por outro lado, como nenhum software garante 100% de segurança, convém você ficar atento a qualquer lentidão anormal no sistema, abertura de janelas estranhas no navegador e aumento inopinado da atividade de rede, por exemplo. Claro que a presença de um ou mais desses sintomas não remete necessariamente à ação de malwares, sem falar que algumas pragas agem “na surdina” (passando despercebidas aos olhos do usuário e dificultando sua remoção).
Seja como for, diante da suspeita de contaminação de seu sistema, atualize suas ferramentas de segurança e faça uma varredura completa no computador (preferencialmente após reinicializar o sistema no modo de segurança).

Observação: Para acessar o modo de segurança do Windows, reinicie o computador e pressione repetidamente a tecla F8 durante a contagem da memória. Alternativamente, com o sistema ativo e operante, clique em Iniciar > Executar, digite "msconfig" (sem as aspas), pressione Enter, clique na aba BOOT.INI, habilite a opção /SAFEBOOT e dê OK (ao final, para reiniciar o sistema no modo normal, clique novamente na aba BOOT.INI, desfaça as modificações implementadas e, na aba Geral, marque a opção Inicialização Normal e reinicie o computador).

Se nada de estranho for identificado, obtenha uma segunda opinião com um antivírus online (para mais informações e opções, clique aqui), e se nem isso resolver, acesse a página de utilitários da  Sysinternals e baixe o AUTORUNS ou o PROCESS EXPLORER (ambos oferecem um vasto leque de informações sobre processos e serviços executados em segundo plano que você deve examinar um a um, ajudando a prevenir a desativação de algum item essencial ao funcionamento do sistema).
Examine também seu arquivo HOSTS (no XP, clique em Meu Computador, expanda sua unidade de sistema, navegue até Windows\System32\Drivers\etc., dê um clique direito sobre o arquivo HOSTS e abra-o com o Bloco de Notas). Você deve visualizar somente uma linha formada pelo número 127.0.0.1 separado por alguns espaços da palavra localhost; caso haja mais linhas que não sejam iniciadas pelo símbolo #, crie um ponto de restauração do sistema (clique em Iniciar > Todos os programas > Acessórios > Ferramentas do Sistema > Restauração do Sistema > “Criar um ponto de restauração”, > “Avançar”, dê um nome ao ponto, clique em “Criar” e aguarde a conclusão do processo) e elimine todas elas.
No que concerne ao firewall (leia mais sobre esse assunto no post de 16.10.07), o XP oferece uma opção nativa – que pode não ser uma muralha intransponível, mas é a alternativa natural para quem não dispõe de um aplicativo de terceiros. Em sendo o caso, assegure-se de que o Firewall do Windows esteja ativo e operante (Iniciar > Painel de Controle > Firewall do Windows) e faça uma checagem online com o Symantec Security Check  ou com o Gibson Research  (clique em Services > Shields UP! > Proceed > Common Ports; o ideal é que as principais portas TCP/IP do computador estejam fechadas ou escondidas; caso as portas 135, 139 e 445 estiverem abertas, é possível que seu computador esteja infectado).

Passemos agora à nossa tradicional piadinha:


O vigário de um vilarejo tinha como mascote um pinto chamado Valente. Certo dia, o Valente desapareceu, e ele achou que alguém o havia roubado. Por conta disso, o vigário aproveitou o momento da missa para perguntar aos fiéis:
- Alguém de vocês aqui tem um pinto?
Todos os homens se levantaram.
- Não, não - disse o vigário. - O que eu quero saber é se algum de vocês viu um pinto?
Todas as mulheres se levantaram..
- Não, o que eu quis dizer é se alguém de vocês viu um pinto que não lhe pertence.
Metade das mulheres se levantou.
- Talvez seja melhor reformular a pergunta: O que eu quero saber é se alguém de vocês viu meu pinto?
Todas as freiras se levantaram.
- Deixa pra lá...


Um ótimo final de semana a todos.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Receitas...

As receitas publicadas a seguir não têm nada a ver com culinária (isso fica para as postagens que eu “cometo” lá no Blog da Cátia, todas as sextas e domingos).
Para alterar o esquema do ponteiro do mouse no XP, vá até o Painel de Controle, dê duplo clique no miniaplicativo respectivo, clique na opção Ponteiros e selecione o esquema que mais lhe agradar. Se você já migrou para o Windows 7 (ou para o malfadado Vista), dê um clique direito num ponto vazio da área de trabalho, escolha Personalizar>Alterar>Ponteiros do Mouse e selecione o esquema desejado a partir da lista fornecida (ou modifique individualmente os ponteiros a partir do esquema em uso clicando em Procurar). Se preferir, localize mais opções em www.goldfiles.com/cat.php?catid=31, por exemplo, ou crie você mesmo seus próprios modelos em arquivos bitmap (.BMP) utilizando o programa gráfico de sua preferência e salvando-os no formato .CUR ou .ANI (estáticos ou dinâmicos, respectivamente).

Se você quiser manter sua área de trabalho (Desktop) absolutamente imaculada, saiba que é possível eliminar o ícone da Lixeira (depois dessa providência, para descartar arquivos e pastas, você terá apenas que selecioná-los e teclar Crtl+Delete). Entretanto, como em toda dica que envolve a edição manual do Registro do Windows, convém primeiramente criar um ponto de restauração do sistema e fazer um backup da chave envolvida.
Tomadas essas precauções:

1- Abra o Editor do Registro (clique em Iniciar>Executar, digite “regedit” – sem as aspas – e tecle Enter).
2- Navegue até a chave HKEY_LOCAL_MACHINE\SOFTWARE\Microsoft\Windows\CurrentVersion\Explorer\Hide DesktopIcons\NewStartPanel, dê um clique direito na porção direita da tela, selecione Novo>Valor DWORD, torne a clicar com o botão direito sobre o novo valor criado e atribua-lhe o nome 645FF040-5081-101B-9F08-00AA002F954E.
3- Dê duplo clique sobre o valor e altere seus parâmetros para 1.
4- Feche o Editor do Registro, torne a dar um clique direito num ponto vazio da sua área de trabalho e clique em Atualizar (para reverter essa configuração, refaça os mesmo passos e altere o valor DWORD para 0).

Para concluir, se ainda resta tempo para arrependimento, fica aqui uma dica importante: Se você quiser degustar deliciosas esfihas sírias, siga a receita que nossa amiga Suzy publicou em http://passeandopelocotidiano.blogspot.com/2010/11/receita-de-domingo-esfiha-siria.html. Eu ainda estou me lambendo (difícil é tourear a balança, mas até aí...).

Até mais ler.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Entre a Cruz e a Caldeirinha...

O Sistema Operacional é o “software-mãe” do PC, a base sobre a qual rodam os demais programas (pacotes de produtividade, de segurança, aplicativos e utilitários diversos, e por aí vai), até porque, mesmo sendo versátil e pródigo em recursos, o Windows não é capaz de executar todas as tarefas que desejamos ou de que precisamos.
No entanto, sabemos que o acúmulo desmedido de programas degrada o desempenho global do sistema, pois compromete recursos do computador (memória, processamento, espaço em disco, etc.), e que a desinstalação de softwares inúteis, embora seja uma providência necessária, também contribui para a perda de performance – notadamente devido aos resíduos que ficam perdidos no disco e às entradas inválidas que sobram no Registro.
Nesse contexto, ficamos entre a cruz e a caldeirinha: se corremos, o bicho pega; se ficamos, o bicho come. Mas a boa notícia é que um serviço que o Kevin sugeriu recentemente lá no Blog do seu PC permite acessar um vasto leque de aplicativos sem ter de mantê-los residentes no computador.
Depois de instalar o plug-in do SPOON e preencher um cadastro, basta clicar na imagem correspondente ao software desejado (há browsers como o Firefox e o Chrome, comunicadores como o GTalk, programinhas de conversão, plataformas de emails, editores, diagramadores, games, e muito mais). Ao final, é só fechar a caixa referente ao programa para que nenhum resquício fique no computador, já que tudo roda virtualmente. (Mais informações e download em http://www.spoon.net/).
Para adicionar um pouco de cor local a esta postagem, vale dizer que o download do plug-in é rápido (menos de 10 segundos com a minha largura de banda) e que o instalador conclui o procedimento em pouco tempo, conquanto não ofereça um assistente com opções de configuração e outros que tais. Quando eu cliquei sobre o executável, nenhum ícone na área de trabalho ou menu Iniciar foi criado; surgiram apenas uma entrada no menu Inicializar e outra no Painel de Controle, em Adicionar ou remover programas. E ao acessar a página do SPOON e fazer o login para testar um ou dois programinhas, confesso que achei o troço demorado, sem falar que os tópicos da ajuda (em inglês) não são lá de grande ajuda. Resta pesquisar um pouco mais e fazer umas tantas experiências.
Enfim, a dica é interessante para quem não quer sobrecarregar o sistema com uma porção de aplicativos pouco utilizados (games, conversores, editores de imagens, redes sociais e outros que tais). Mas não espere substituir seu antivírus ou seu aplicativo de firewall, evidentemente (que devem permanecer residentes no computador).
Confesso que ainda não entendi direito por que é preciso instalar o plug-in (já que o acesso ao serviço na nuvem se dá mediante login) e tampouco tentei usar o troço sem o miniaplicativo instalado, mas pretendo fuçar essas possibilidades e voltar ao assunto assim que desvendar esse mistério. Seja como for, fica aqui a sugestão.
Um bom dia a todos e até a próxima.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

De volta ao OE

No final de agosto passado, vimos como configurar o Outlook Express para ser utilizado por mais de um usuário do computador e revisamos algumas dicas sobre esse popular cliente de e-mail. Volto agora ao assunto com outra sugestão que considero bem legal para quem tem várias contas de e-mail no OE e deseja evitar que as mensagens se misturem na caixa de entrada (onde elas são descarregadas por padrão). Para isso:

1- Crie pastas adicionais, uma para cada conta (na tela principal do OE, clique em Arquivo > Pasta > Nova...).

2- Estabeleça regras específicas para cada conta, de maneira que as mensagens sejam encaminhadas para as respectivas pastas tão logo sejam descarregadas do servidor (clique em Ferramentas > Regras de Mensagens > E-Mail).

3- Na seção Condições, selecione QUANDO A LINHA PARA CONTIVER PALAVRAS ESPECÍFICAS e defina as ações para a regra, marcando as caixas desejadas na seção Ações (marque MOVÊ-LA PARA A PASTA ESPECIFICADA).

4- No terceiro painel, uma frase será criada com a regra, e você deverá clicar nos links e substituí-los com os nomes da conta e da pasta desejados.

5- Finalmente, na caixa de texto Nome da Regra, selecione (ou informe) o nome e clique em OK.

Um bom dia a todos e até mais ler.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Gerenciador de Tarefas do XP

Nas versões antigas do Windows, a (famigerada) combinação de teclas Ctrl+Alt+Del era o "último recurso" de que o usuário dispunha para tentar reverter um travamento do sistema sem partir para o botão RESET ou, em situações mais críticas, desligar o PC "na marra". No XP, todavia, esse atalho convoca o Gerenciador de Tarefas, cuja aba “Aplicativos” exibe os programas em execução e seu respectivo status, sendo o botão “Finalizar tarefa” particularmente útil quando se deseja encerrar programas que não estejam respondendo.
Já a aba “Processos” lista os processos e serviços que rodam em segundo plano. Para alterar a prioridade de tarefas pesadas e minimizar seu impacto no desempenho do sistema, por exemplo, clique em "CPU", dê um clique direito no processo que está monopolizando o processador, escolha a opção "Definir prioridade" e mude-a de “Normal” para “Abaixo da normal”. Para contornar um eventual travamento, selecione “explorer.exe” e clique em Finalizar Processo; depois, clique em Arquivo > Executar nova tarefa, digite explorer.exe na caixa “Abrir” e dê Enter.

Observação: Numa definição elementar, “processos” são conjuntos de instruções executadas com um determinado propósito. Alguns programas se subdividem em diversos processos, mas alguns processos não correspondem a programas (como no caso dos assim chamados “serviços”, que rodam em segundo plano para dar suporte ao sistema operacional).

Note que os processos e serviços são listados pelo nome de seus respectivos executáveis, razão pela qual nem sempre é fácil saber a que eles se referem ou se realmente deveriam estar ali. Nomes como explorer.exe, firefox.exe ou msnmsgr.exe, por exemplo, não oferecem dificuldades, mas o mesmo não se aplica aos enigmáticos svchost.exe, oodag.exe, ctfmon.exe e outros que tais. Nesse caso, o jeito é pesquisar no Google ou ir diretamente a sites como o www.liutilities.com/products/wintaskspro/processlibrary/, ou ainda instalar o  YAPM, que oferece informações detalhadas sobre a maioria dos itens enigmáticos.
O Gerenciador de Tarefas permite também monitorar o desempenho do sistema (guia “Desempenho”), o status da rede (guia “Rede”) e a atividade de outros usuários, caso existam (guia "Usuários"). Clicando no menu “Desligar”, você poderá ainda fazer logoff, trocar de usuário, reiniciar, desligar ou colocar o computador em modo de espera ou de hibernação.
Uma ótima semana a todos e até mais ler.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Manutenção (conclusão) e humor de sexta-feira

Sabemos que a fragmentação dos dados no HD é uma característica decorrente da maneira como o Windows gerencia o espaço no disco, mas também sabemos que ela compromete sensivelmente a performance global do computador (veja mais detalhes sobre esse assunto na postagem do último dia 04), e ainda que você rode regularmente o defrag ou outro desfragmentador de sua preferência (já analisamos e sugerimos diversas opções), o desempenho não irá melhorar muito se o disco estiver lotado. ara solucionar esse problema, se não for viável adicionar um segundo drive de HD ou substituir o atual por um modelo maior, o jeito é abrir espaço desinstalando softwares desnecessários.
No entanto, há casos em que o remédio pode ser pior do que a doença, já que, ao remover programas, o desinstalador do Windows costuma deixar para trás chaves inválidas no registro, pastas vazias, arquivos inúteis e outros resíduos que acabam degradando o desempenho do PC. Então, baixe e instale o Revo Uninstaller, que pode não ser perfeito, mas funciona melhor.

Observação: Mesmo com as grandes capacidades dos drives atuais, não é difícil comprometer mais de 80% do espaço disponível dos discos (especialmente se você tiver por hábito armazenar filmes e outros arquivos volumosos), quando então a desfragmentação se torna extremamente demorada e o uso da memória virtual, ainda mais lento.

Concluídas as desinstalações, torne a rodar os programinhas sugeridos no post anterior para excluir possíveis resíduos que tenham sobrado e revise os aplicativos que pegam carona na inicialização do Windows com o  Soluto, que se destaca por sua capacidade de reduzir o tempo de boot gerenciando os aplicativos e reorganizando a seqüência em que eles são carregados. (Embora permita habilitar ou desabilitar serviços em segundo plano e especificar manualmente os que devem ser carregados automaticamente durante a inicialização, o “msconfig” do Windows não informa o que pode e o que não pode ser desabilitado com segurança.)
Convém também reconfigurar os processos e serviços que alteram o desempenho do computador clicando em Iniciar > Executar, digitando “services.msc” (sem as aspas) e pressionando Enter - como a lista de opções dessa ferramenta é um tanto confusa, recorta ao Black Viper para saber o que desativar e o que manter no modo manual ou automático (para usuários do XP SP3, o link é http://www.blackviper.com/WinXP/servicecfg.htm). Quem não se sintir à vontade para fazer esses ajustes manualmente pode recorrer ao Complete System Tuneup, que otimiza itens fundamentais para o desempenho da máquina (inicialização, registro, etc.) e fornece atalhos para ferramentas do sistema.

Observação: Sempre que for fazer modificações abrangentes no sistema, crie um ponto de restauração (Iniciar > Todos os Programas > Acessórios > Ferramentas do Sistema > Restauração do Sistema)

Finalmente, para manter a casa “nos trinques” por mais tempo, utilize a opção de “instalação avançada” sempre que for instalar um aplicativo. Instale o software nas pastas padrão, se quiser, mas verifique o que está sendo instalado (alguns programas lhe dão a opção de executar ou não serviços durante a inicialização). Além disso, fique de olho na janela do instalador – ao simplesmente clicar em Next, você pode perder a oportunidade de configurar opções que inibem a instalação de itens adicionais desnecessários, tais como barras de ferramentas para o navegador, utilitários de inicialização e assemelhados.

Passemos agora à nossa tradicional piadinha de sexta-feira:

Rosinha era uma caipirinha de 18 anos, ainda virgem, linda e muito gostosa. João era o garanhão da cidade e vivia tentando levar a moça pra cama, pro quarto, pro mato...

Certo dia, depois de muito insistir, João consegue convencer Rosinha e eles vão pra uma moita atrás da casa dela.
- Mái Jão, mi isprica aí cumé qui é esse negóço de sécho?
- É simpres, Rosinha, bão demais e no finar cê vai gostá muito!
- Tá! Então o que eu faço?
- Primeiro ocê riba a saia!
- Assim?
- É!!!
- Assim mesmo! - responde João, já excitadíssimo.
- I agora, Jão?
- Agora ocê vai baixá a carcinha e dá uma reboladinha pra entrá no crima.
- Pronto, i agora, quê que eu faço?
- Agora ocê agacha e mija, que seu pai tá oiâno nóis...

Era isso, pessoal. Abraços, bom f.d.s. e até mais ler.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Manutenção (continuação)

Mesmo que uma lentidão “anormal” do Windows possa advir de problemas de hardware (conforme vimos na postagem anterior), é mais comum que a degradação progressiva do desempenho seja causada pelo “inchaço” do Registro, duplicação de DLLs e outros arquivos, aumento do número de processos e serviços e fragmentação exagerada dos dados.
Embora seja pródigo em recursos e esteja atualmente bem mais estável do que no tempo das versões 9x/ME, o Windows ainda não é capaz de suprir todas as necessidades dos usuários, razão pela qual a instalação de softwares (aplicativos, utilitários, ferramentas, etc.) é perfeitamente natural. Entretanto, se você costuma instalar tudo o vê pela frente, em pouco tempo seu sistema ficará sobrecarregado de inutilitários que alteram o registro, consomem espaço no HD, memória e ciclos de processamento, além de impor a execução de novas tarefas em “background”.

Observação: Para quem não se lembra, o Registro é um repositório de informações e configurações (do sistema, dos programas e dos usuários) que o Windows consulta a cada inicialização. Conforme ele “incha” (não só devido ao acréscimo de novos programas, mas também por conta de DLLs duplicadas e de desinstalações mal feitas ou incompletas), tanto o boot quanto as pesquisas realizadas pelos aplicativos tendem a demorar mais.

Para minimizar esses problemas, além de ser criterioso ao instalar novos programas, você deve realizar regularmente manutenções preventivo-corretivas (limpeza de arquivos, correções no registro e desfragmentação dos dados gravados no HD, por exemplo), tanto com as ferramentas nativas do Windows quanto com o auxílio de programinhas (estes sim, utilitários valiosos, cuja instalação se justifica) como o IObit ToolBox, por exemplo, ou com os excelentes CCleaner, Advanced System Care e MV RegClean, dentre tantas outras ferramentas já sugeridas aqui no Blog. Dessa forma, mesmo que isso não evite uma eventual formatação do disco e reinstalação do SO, você poderá retardar por muito tempo essa providência trabalhosa e aborrecida.
Amanhã a gente conclui.
Abraços e até lá.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

De volta (mais uma vez) à manutenção

Quem acompanha nossas postagens já sabe que (e porque) o desempenho do Windows decai com o uso normal da máquina, bem como que existem diversos programinhas (tanto pagos quanto gratuitos) capazes de facilitar os procedimentos de manutenção preventivo-corretiva e retardar consideravelmente uma eventual reinstalação do sistema. No entanto, nem sempre que o computador “começa a se arrastar” a culpa é do lixo acumulado, dos dados excessivamente fragmentados e/ou das entradas inválidas no registro. Há casos em que a lentidão decorre da desconfiguração do CMOS Setup (devido a uma interrupção inesperada no fornecimento de energia elétrica, por exemplo, ou ao desligamento da máquina durante o processo de boot – situações nas quais a configuração da velocidade das memórias pode ser reduzida, levando à queda de desempenho na execução dos aplicativos).
Em placas-mãe baseadas nos chipsets P55 e X58 da Intel, é comum a instalação incorreta de um dissipador de calor danificar as trilhas de um dos slots de memória, impedindo o sistema de detectar o módulo respectivo e forçando a utilização excessiva da “memória virtual” (simulada no HD), especialmente quando vários programas são abertos simultaneamente.
Outra causa possível de uma inesperada lentidão é o superaquecimento do processador. Modelos modernos, tanto da Intel quanto da AMD, reduzem automaticamente seu ritmo de funcionamento quando a temperatura ultrapassa determinado limite, o que pode ocorrer devido ao acúmulo de poeira nos coolers do processador e/ou do gabinete. Discos rígidos de fabricação recente também são capazes de detectar setores defeituosos e copiar automaticamente os dados para setores de backup definidos durante o processo de fabricação. Se você suspeitar de problemas dessa natureza, habilite o SMART para obter informações capazes de identificar um HD moribundo a tempo salvar seus arquivos antes que seja tarde demais.

Observação: Todos os HDs atuais contam com sistema chamado S.M.A.R.T., que gera um relatório e o armazena numa área de memória não volátil do disco. Embora esse recurso não tenha o condão de prever defeitos súbitos - como os causados por picos de tensão, por exemplo -, ele costuma ser eficiente na hora de alertar sobre o risco de defeitos mecânicos. Você pode acessar o relatório utilizando programas como o HDTune e o  SmartExplorer, ambos freeware.

Amanhã a gente continua; abraços e uma ótima semana a todos.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Bateria

Devido a um comentário deixado no post da última quinta-feira, resolvi voltar ao CMOS Setup para dar mais detalhes sobre a bateria que alimenta o relógio de tempo real do computador e a memória de configuração do CMOS. Por questões que agora não vem ao caso, baterias de níquel-cádmio e NVRAM caíram em desuso, dando lugar a modelos de lítio (CR2032, de 3 v), semelhantes a uma moeda de R$ 0,25, com vida útil estimada em quatro ou cinco anos.
O primeiro indicativo de que a carga da bateria está “no osso” provém do relógio do sistema, que perde a capacidade de manter a hora certa. Se você ignorar esse sinal, logo passará a receber mensagens do tipo LOW BATTERY, CMOS CHECKSUM FAILURE, CMOS BATTERY STATE LOW, CMOS SYSTEM OPTIONS NOT SET, CMOS TIME AND DATE NOT SET ou algo parecido.
A boa notícia é que essa bateria (CR = bateria de lithium, 20 = diâmetro em mm; 32 = espessura em 1/10 de mm) pode ser encontrada facilmente em relojoarias e lojas de foto e de informática. Caso queira fazer a substituição por sua conta e risco, o primeiro passo é ler atentamente as instruções fornecidas na documentação do computador ou da placa-mãe (ou ainda consultar os websites dos respectivos fabricantes).

Observação: Embora não seja um bicho de sete cabeças, substituir a bateria requer alguma familiaridade com procedimentos de hardware. Caso você não se sinta à vontade para fazê-lo pessoalmente, ou se abrir o gabinete e encontrar uma bateria diferente da “moeda” que ilustra esta postagem, nem perca tempo: ligue para o técnico e ponto final. Vale lembrar que segurados da Porto Seguro costumam ter direito a diversos serviços emergenciais gratuitos, inclusive para solucionar problemas com o computador.

Basicamente, o procedimento consiste em acessar o CMOS Setup e anotar as configurações do BIOS (para poder reproduzi-las posteriormente, se necessário); desligar o computador (inclusive da tomada); remover a tampa lateral do gabinete, localizar a bateria e anotar a posição correta (o pólo positivo é geralmente voltado para cima).
A maneira adequada de remover a bateria varia conforme a placa-mãe e o respectivo soquete. Via de regra, basta afrouxar a presilha com os dedos ou com o auxílio de uma chave de fenda fina, mas modelos com presilha metálica superior são mais delicados. Nesse caso, o ideal é afrouxar a pequena trava plástica existente na lateral do soquete e fazer a bateria deslizar lateralmente – se você simplesmente forçar a presilha metálica para cima, ela poderá perder a pressão ou mesmo se quebrar.
Ao instalar a bateria nova, certifique-se de que ela seja posicionada corretamente e fique presa firmemente no soquete, para que o contato não seja prejudicado. Ao final, remonte a tampa lateral do gabinete, reconecte os cabos, ligue o computador, acesse o Setup e faça as reconfigurações necessárias (conforme vimos no post da última quinta-feira).

Bom dia a todos e até mais ler.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Curtas e humor de sexta-feira

Você sabia que:
... muitos ícones e atalhos no desktop dão mais trabalho para o Windows recarregá-lo, e que mantê-lo livre de entulho faz com que o explorer fique bem mais ligeiro?

... é possível prolongar a vida de seus cartuchos de impressão com um serviço oferecido no site http://www.printwhatyoulike.com/, que permite selecionar apenas as áreas úteis das páginas que você deseja imprimir?

... olhar para a luz do mouse óptico pode prejudicar a visão? (Apesar de não ser um laser propriamente dito, o LED vermelho do mouse conta com uma lente que amplia a intensidade luminosa o bastante para causar danos irreparáveis na retina.)

... os computadores modernos podem ser desligados diretamente pelo botão de Power, já que o sistema operacional será encerrado de maneira adequada e a máquina, desativada corretamente?

... ao navegar na Web, em vez de recorrer aos botões do browser para avançar ou retroceder pelas páginas visitadas, você pode simplesmente dar um clique direito na tela e, no menu suspenso que irá sugir, selecionar as opções Voltar ou Avançar? (Essa ação funciona onde quer que esteja o ponteiro do mouse, desde que dentro dos limites da janela do navegador.)

... o LIMÃO desintoxica o organismo, reduz o acúmulo de gordura, acaba com o inchaço, acelera a digestão, aumenta a saciedade, combate o envelhecimento, fortalece o sistema imunológico, previne a flacidez e melhora o funcionamento da mente? E tem gente que não gosta de caipirinha... (risos).
Note que o limão deve ser consumido assim que cortado, pois ele perde rapidamente suas propriedades quando entra em contato com o ar.

Passemos agora ao nosso tradicional humor de sexta-feira:

• O amor não é aquilo que te pega de surpresa e te deixa totalmente sem ar. O nome disso é asma.
• O amor não faz brotar uma nova pessoa dentro de você. O nome disso é gravidez.
• O amor não torna as pessoas mais bonitas. O nome disso é álcool.
• Se beber fosse pecado, Jesus teria transformado água em Fanta Uva!
• Se você não quer ouvir reclamações, trabalhe no SAC de alguma empresa fabricante de pára-quedas.
• Todo mundo comete erros. O truque é cometê-los quando ninguém está olhando.
• Calculei meu IMC e constatei que minha altura está 20 cm abaixo da ideal.
• Leio a Playboy pela mesma razão que leio a National Geographic: Gosto de ver fotografias de lugares que sei que nunca irei visitar.
• Dizem que a bebida resolve todos os problemas. Pra mim ainda não resolveu, mas eu sou brasileiro e não desisto nunca!
• As melhores crianças do mundo são as japonesas. Estão a 20 mil quilômetros de distância; e quando elas estão acordadas, eu estou dormindo.
• Se acupuntura adiantasse, porco-espinho viveria para sempre.
• Calorias são pequenos vermes inescrupulosos que vivem nos guarda-roupas e, à noite, ficam costurando e apertando as roupas das pessoas.
• Se você se lembra de quantas bebeu ontem, então você não bebeu o bastante.
• Quando sua mulher fica grávida, todos alisam a barriga dela e dizem "parabéns". Mas ninguém apalpa seu saco e diz "bom trabalho".
• Urologista é o cara que olha o seu pinto com desprezo, pega nele com nojo e cobra como se o tivesse chupado.
• Cerveja sem álcool é igual travesti: a aparência é igual, mas o conteúdo é bem diferente!
• Se os vegetarianos amam tanto assim os animais, por que eles comem toda comida dos pobrezinhos?

Um ótimo feriadão a todos e até terça, se Deus quiser.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

CMOS Setup

Em atenção ao pedido do Herberth no post do último dia 4, resolvi dedicar mais algumas linhas ao CMOS Setup – que já foi abordado de passagem aqui no Blog e mereceu um capítulo inteiro no volume 8 da CGFI (Windows XP – Nível Avançado).

O termo BIOS é o acrônimo de Basic Input/Output System e remete a um firmware – conjunto de instruções programadas pelo fabricante de um equipamento eletrônico – que funciona como uma “ponte” entre o hardware e o sistema operacional. Embora seja um programa – a primeira camada de software do computador – ele não fica armazenado no HDD (drive de disco rígido), mas sim num chip de memória não volátil instalado na própria placa-mãe.

Já CMOS (Complementary Metal Oxide Semiconductor) é um componente de hardware composto por dois circuitos que incluem um relógio permanente, uma pequena porção de memória volátil e uma bateria destinada a mantê-los energizados. “Fazer o CMOS Setup”, por sua vez, significa configurar os parâmetros armazenados na memória do CMOS, de modo a permitir que o BIOS reconheça e gerencie adequadamente os componentes instalados, dê o boot e adote outros procedimentos básicos que envolvem o funcionamento do PC.

Observação: Ao invés de dizer que “entrou no BIOS”, prefira dizer que você "acessou o CMOS Setup" (ou “fez o Setup”) para configurar o BIOS. “Setup” significa “ajuste”, em português, e essa configuração não surte efeito no CMOS (que é hardware), mas sim no BIOS (que é software).

Fazer o Setup consiste em oferecer respostas a uma longa sequência de perguntas num sistema de múltipla escolha, e essa providência costuma ser exigida somente ao final da montagem do PC ou de um upgrade abrangente. Todavia, há casos em que precisamos acessar o Setup para modificar a sequência de boot e inicializar o sistema através de um disquete, de um CD ou de um pendrive (assunto que veremos em detalhes mais adiante). Vale lembrar que também é possível resolver problemas e/ou incrementar o desempenho do computador mediante incursões pelas configurações avançadas do Setup, mas isso só deve ser empreendido por técnicos e usuários avançados, já que modificações indevidas ou mal sucedidas podem comprometer ou inviabilizar o funcionamento da máquina.

A AMI e a Phoenix-Award dominam o mercado de BIOS para a plataforma PC, e a despeito de haver diferenças entre seus produtos, a tela inicial do Setup sempre exibe um menu com a relação de páginas e recursos do programa, bem como um esquema de teclas para navegar pelas opções e fazer as configurações. Para acessá-la, devemos ligar (ou reiniciar) o computador e, tão logo o POST termine a contagem da memória, pressionar repetidamente a tecla Delete (ou Esc, F1, F2, F8, F10, ou ainda combinações como Ctrl+Esc, Ctrl+Alt+Enter ou Ctrl+Alt+F2, por exemplo; para saber como proceder no seu caso específico, consulte o manual do equipamento ou atente para as informações exibidas rapidamente no pé da tela, durante o boot).

Em PCs antigos, fazer o Setup era bem mais complicado. Hoje em dia, só precisamos configurar alguns itens da página “Standard CMOS Setup” (ou “Main”, conforme o caso) que aparece selecionada por default e, ao contrário das demais, não têm opção de autoconfiguração. Depois de ajustar o calendário e o relógio do computador, devemos declarar o drive A (FDD ou “Legacy Diskette A/B” em alguns programas de Setup) como 1.44MB 3.5 in, e o drive B como “none” ou “disabled” (a menos que exista um segundo Floppy Drive, evidentemente). Caso haja a opção Floppy3 Mode Support, devemos deixá-la desabilitada.

Observação: Apesar de pouco utilizado (pelo menos em micros novos) o drive de disquete pode ser útil em alguns casos, como para carregar drivers da porta SATA ou RAID ao instalar o Windows XP, por exemplo. Esse problema foi resolvido nas versões posteriores do Windows, nas quais os drivers podem ser carregados também a partir de um CD-ROM ou pendrive.

Antigamente, a detecção de HDs IDE/ATA tinha de ser configurada manualmente ou mediante a opção "IDE HDD Auto Detection", presente no menu principal do Setup, mas atualmente ela é feita de forma automática durante o POST. Já configuração de drives padrão SATA varia conforme a marca e modelo da placa-mãe, de modo que o ideal é obter as informações na documentação da placa ou no site do fabricante. No entanto, só precisamos nos preocupar com isso no caso de uma montagem ou de um upgrade de placa ou de HD.

A configuração da sequência de boot costuma ser disponibilizada na seção "Advanced Setup" ou algo de nome semelhante, onde definimos a ordem dos dispositivos em que os arquivos de inicialização devem ser procurados. Até algum tempo atrás, era comum darmos prioridade ao drive de disquete, embora fosse igualmente comum o BIOS travar quando não encontrava um sistema de inicialização no primeiro dispositivo. Como os programas mais recentes são mais “inteligentes”, podemos tranquilamente configurar o CD-ROM e o HDD como opções primária e secundária (algumas placas permitem utilizar também pendrives, HDDs externos e outras unidades de armazenamento removível), dispensando, assim, alterações na hora de reinstalar o Windows ou de rodar uma distribuição Linux diretamente do CD, por exemplo.

Cumpridas essas etapas, salvamos as configurações, retornamos à tela inicial, selecionamos “Load Setup Defaults”, “Load Optmized Defaults” ou algo semelhante (para que os demais parâmetros sejam implementados automaticamente) e seguimos as instruções na tela para salvar as configurações, encerrar o Setup e reiniciar o computador com os parâmetros otimizados devidamente carregados.

Observação: A opção “Load Defaults...” implementa parâmetros bastante funcionais, embora não tanto quando os ajustes finos feitos manualmente por usuários experientes. “Load Fail...” reduz drasticamente o desempenho da máquina (as caches são desativadas, o clock da CPU é reduzido, e o tempo de acesso da memória é o mais elevado possível), mas pode ser útil na hora de pesquisar a causa de eventuais problemas. A opção “Load Original Value”, quando disponível, recarrega a configuração padrão, desfazendo as modificações implementadas pelo usuário.

Para concluir, vale lembrar que as demais seções do Setup oferecem uma vasta gama de configurações que só devem ser modificadas em caso de real necessidade e, mesmo assim, por alguém que saiba o que está fazendo. Vale lembrar também que todo programa passa por atualizações durante seu ciclo de existência, e o BIOS não é exceção – à medida que surgem novos dispositivos e padrões, ele precisa "evoluir" para reconhecê-los. 

Note que um upgrade do BIOS (veja mais detalhes em http://fernandomelis.blogspot.com/2008/04/atualizao-do-bios.html) não é uma operação para ser levada a efeito por principiantes, pois uma gravação feita a partir de um arquivo errado, por exemplo, pode inutilizar a Flash ROM, que precisará ser trocada por outra igual, com o BIOS correto já gravado. No entanto, se o BIOS gravado na ROM estiver errado, não será possível executar um boot, e sem o boot, não será possível usar o programa gravador para reprogramar o BIOS correto.

Por último, mas não menos importante, aviso aos interessados que, se me mandarem um e-mail com “CMOS Setup” no campo do assunto, receberão de volta o PDF com um texto detalhado sobre as demais possibilidades do CMOS Setup.

Tenham todos um ótimo dia.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Laptop de responsa

A proximidade do Natal pode estimular muita gente a presentear um ente querido (ou a si próprio, por que não?) com aquele tão sonhado laptop, já que a sensível redução no preço dessas belezinhas (que já superam os PCs de mesa em volume de vendas) torna-as uma opção interessante não só para quem precisa de mobilidade e portabilidade, mas também para quem deseja simplesmente substituir seu desktop.
No entanto, conforme já mencionamos em diversas oportunidades, um portátil de configuração robusta continua custando caro (ou bem mais caro do um desktop de configuração equivalente). Quem é fã de games radicais ou utiliza programas pesados de editoração gráfica, por exemplo, deve escolher um modelo que integre CPU Quad-Core – ou as novas Intel Core 2010 –, aceleradora gráfica responsável (com GPU e fartura de memória dedicada).
Um Dell Alienware M17x MLK, por exemplo, com processador Core i7 920XM 2.0GHz (3.2GHz Turbo Mode, 8MB Cache), Windows 7 Ultimate 64-bit, 8 GB de RAM DDR3 1333 MHz (2x4GB), dois HDs 500 GB em RAID 1 (2 x 500GB SATA 7200 RPM), placa de video Dual CrossfireX 1GB ATI Radeon Mobility HD 5870 e unidade óptica Blu-Ray Combo Slot-Load Dual Layer (Gravador de DVD e CD e Leitor de Blu-Ray) custa mais de R$ 12 mil, fora o frete. Haja bolso!
Um bom dia a todos.

P.S. - DEVIDO À CORRERIA DOS ÚLTIMOS DIAS, ACABEI DEIXANDO DE LEMBRAR A TODOS QUE ONTEM, SEGUNDA TERÇA-FEIRA DE NOVEMBRO, FOI DIA DE PATCH TUESDAY DA MICROSOFT. SÓ ME DEI CONTA DISSO AGORA CEDO, QUANDO O ICONEZINHO DAS ATUALIZAÇÕES AUTOMÁTICAS ME CHAMOU A ATENÇÃO. ENFIM, ANTES TARDE DO QUE NUNCA, NÉ?

terça-feira, 9 de novembro de 2010

MS WordPad

Se você ainda não instalou o Word em seu novo computador e precisa redigir um texto, é possível que o Bloco de Notas do Windows lhe pareça muito limitados, mas o WordPad oferece funções básicas de edição e formatação de documentos que podem muito bem quebrar seu galho.
Abra o programinha (Iniciar > Todos os Programas > Acessórios > WordPad) e veja que sua interface e comandos básicos se parecem com os do Word, conquanto sejam bem mais limitados em termos de compatibilidade de arquivos.
Na hora de salvar seus documentos, prefira o formato .RTF (Rich Text Format) ao .TXT (texto puro), de modo a garantir que os arquivos possam ser abertos no Word / MS Works, facilitando uma posterior conversão para o formato .DOC (e vice-versa).
Um ótimo dia a todos e até amanhã, se Deus quiser.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

De volta ao circo...

Odeio retomar esse assunto – afinal, o segundo turno das eleições presidenciais já confirmou o que as pesquisas previam, e a candidata da situação obteve votos mais do que suficientes para se consagrar sucessora de seu mentor e principal cabo eleitoral. No entanto, comentários lamentáveis como os que foram publicados no Twitter por uma estudante de direito (tipo “nordestino não é gente; faça um favor a SP: mate um nordestino afogado) levaram alguns leitores – daqui e das postagens que eu publico às sextas e aos domingos no Blog da Cátia – a misturar estações. Para quem não ficou satisfeito com o resultado das urnas, vale lembrar o que disse Roberto Pompeu de Toledo na revista Veja (edição 2.189): “O Brasil tem de continuar, e, se para a esmagadora maioria dos brasileiros não dá para cair fora dele; vamos ter todos de seguir coabitando neste paisão tolo, imaturo, injusto, mas também com boas perspectivas e mais aberto do que a média para a convivência de gente diferente”.
Embora eu tenha vivido parte da minha infância e toda a adolescência num regime de exceção, acho que a pior das democracias ainda é melhor do que a melhor das ditaduras. No entanto, se a liberdade nos concede o direito de expressar livremente nossas opiniões, ela também nos impõe a obrigação de respeitar a opinião dos outros, ainda que discordemos delas.
Não me considero preconceituoso ou racista por dizer que não vivemos num país de primeiro mundo, que nosso povo não seja politizado e que nosso presidente esteja longe de ser um estadista (populista, talvez; aculturado exótico, com certeza). Respeito o resultado das urnas, conquanto me cause espécie saber que mais da metade dos cento e trinta e tantos milhões de eleitores achou por bem perpetuar o lulopetismo, a despeito dos escândalos e roubalheiras amplamente divulgados pelos meios de comunicação. E se boa parte dos votos que elegeram Dilma provém da região nordeste, isso não significa que descalabros que tais não ocorram também aqui no sudeste. Prova disso é a eleição do cearense Tiririca, palhaço de circo supostamente analfabeto, que ainda assim foi o deputado federal mais votado do Brasil (valha-nos Deus!).

Observação: É curioso ver que determinadas “facetas” dos candidatos polarizam o voto do eleitorado. Marina Silva, por exemplo, obteve um número expressivo de votos dos evangélicos pelo simples fato de ser evangélica. Aí eu me pergunto: e daí? Fosse ela espírita, macumbeira ou judia ortodoxa, teria melhores (ou piores) condições de governar o país? Até que ponto a religião, o estado civil, a orientação sexual, a raça, o sexo, a cor da pele e outros detalhes de somenos importância fazem diferença? Depois, eu é que sou preconceituso!     

Confesso que já pensei em rasgar minha coleção da revista VEJA e deletar do meu HD todos os episódios de corrupção, desmandos e maracutaias que venho colecionando nestes últimos oito anos. Mas como não tenho vocação para avestruz (enterrar a cabeça na areia não é o meu forte), vou assoviando “Florentina de Jesus” e publicando minhas humildes postagens sobre tecnologia da informação. Talvez assim eu não perca mais nenhum dos meus poucos (mas fiéis) seguidores.
Bom dia a todos e até amanhã, se Deus quiser.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Curtas e humor de sexta-feira

Conforme vimos na postagem  TV3D, filmes tridimensionais não são exatamente uma novidade, já que surgiram em meados do século passado e tornaram a aparecer lá pela década de 80. Desta vez, no entanto, parece que a coisa emplaca: tomando por base o que foi apresentado na IFA 2010 (exposição digital de Berlin), a tridimensionalidade não demora a alcançar todos os atuais sistemas de reprodução de imagens, dos grandes cinemas públicos às telinhas dos celulares.

Recentemente, a Sony incorporou ao console de games Play Station 3 a capacidade de reproduzir novos discos Blu-ray 3D; Hollywood dever produzir, ainda neste ano, cerca de 150 filmes em 3D, e mais uma centena de títulos produzidos originalmente em 2D serão adaptados à “nova” tecnologia – embora a qualidade não se compare à dos originais, feitos com captação tridimensional. Aliás, a Samsung e outros fabricantes de televisores já dispõem de modelos que conseguem simular imagens em 3D ao reproduzir originais produzidos em 2D, e a LG já lançou a primeira filmadora para uso pessoal em HD e 3D.

Vez por outra a gente ouve falar em fotos ou filmagens feitas a partir de espelhos bidirecionais instalados em quartos de motel, vestiários de lojas, academias etc., não é mesmo? Então, caso você desconfie de alguma maracutaia, toque a superfície do espelho com a ponta da unha e confira se existe um espaço milimétrico entre sua unha e a imagem refletida (num espelho comum o reflexo é formado no “fundo” do vidro). Caso negativo – ou seja, se a unha tocar diretamente a imagem –, convém pôr as barbichas de molho, pois é bem provável que você esteja diante de espelho bidirecional, no qual o reflexo é formado na superfície do vidro.

Antes de passarmos ao nosso tradicional humor de sexta-feira, gostaria de lembrar aos colegas blogueiros que o Blogger vem oferecendo já há algum tempo um serviço anti-spam. Basta abrir o Painel e clicar em Comentários para ver que a opção Spam permite gerenciar e remover facilmente aquelas incomodativas mensagens deixadas por crawlers e spiders. Por conta disso, acho perfeitamente possível (e recomendável, em respeito aos leitores) deixar de usar os aborrecidos captchas para filtrar a publicação de comentários.

Diálogo entre uma advogada e um guarda de trânsito:
- A senhora estava além da velocidade permitida, preciso ver sua habilitação.
- Está vencida.
- Os documentos do carro.
- Não sei onde está.
- Abra o porta-luvas.
- Não posso, tem um revólver aí que usei para roubar este carro.
- Abra o porta-malas!
- Nem pensar! No porta-malas está o corpo da dona do carro, que eu matei no assalto.
Desorientado, o guarda resolve chamar seu superior, que, chegando ao local, dirige-se à advogada:
- Habilitação e documento do carro, por favor!
- Aqui, senhor; como vê, o carro está no meu nome e a habilitação está regular.
- Abra o porta-luvas!
- Como o senhor pode ver, só tem alguns papéis, balas, maquiagem, canetas….
- Abra o porta-malas!
- Certo… fora o estepe e a chave de rodas, ele está completamente vazio.
- Deve estar havendo algum equívoco; meu subordinado disse que a senhora não tinha habilitação, que o carro era roubado, que havia um revólver no porta-luvas e um corpo no porta-malas...
- Só falta agora esse sacana ter dito que eu estava em excesso de velocidade.

Bom final de semana a todos.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Complementando...

Complementando o que dissemos nos posts de terça e quinta da semana passada, vale lembrar que segurança é um hábito, e que o bom senso do usuário costuma ser mais relevante do que a robustez de seu arsenal de defesa. Isso porque, além de não garantir 100% de eficácia, os softwares tampouco são “idiot proof”: se alguém lhe enviar um e-mail com um anexo escandalosamente suspeito e a recomendação de desativar o antivírus antes de abri-lo, você certamente desconfiará da maracutaia, mas se o engodo vier disfarçado por técnicas sofisticadas de engenharia social, a coisa muda de figura.

Observação: Considerando que a maioria das pragas “pega carona” na inicialização do Windows mediante alterações implementadas no Registro (para mais informações sobre o Registro, clique aqui), o ideal seria “blindar” esse importante banco de dados, de modo a inibir a execução dos códigos maliciosos. Todavia, embora existam vários tutoriais na Web que ensinam a fazer isso, o troço é complexo e trabalhoso, sem mencionar que seria preciso desfazer as modificações antes de instalar novos aplicativos, e tornar a fazê-las ao final do processo.

Mesmo que os malwares atuais se valham de mecanismos mais sofisticados que o dos vírus de antigamente, anexos de e-mail, links maliciosos (tanto em mensagens de correio eletrônico como no Messenger e em redes sociais) e programas de compartilhamento de arquivos continuam sendo amplamente utilizados para sua disseminação. Convém desconfiar sempre de mensagens supostamente enviadas pela Receita Federal, Justiça Eleitoral, SERASA, instituições bancárias, fabricantes de antivírus e outras que tais, já que elas são comumente utilizadas para o “phishing” (prática destinada a obter dados confidenciais dos destinatários; para mais detalhes, clique  aqui). Ao abri-las, caso haja um link, pouse o cursor do mouse sobre ele (sem clicar) e verifique atentamente seu endereço real.
A título de exemplo, um e-mail “do Bradesco” com um link para algo como www.bradesco.cjb.com/suaconta obviamente não tem qualquer relação com o site do Banco (http://www.bradesco.com.br/). Convém ter em mente também que os Bancos não costumam utilizar e-mails para convocar seus clientes a recadastrar dados ou baixar complementos de segurança, de modo que qualquer mensagem com esse teor já deve disparar o alarme do desconfiômetro.
Claro que é possível você ser infectado ao acessar pura e simplesmente uma página da Web, mas se o seu software estiver atualizado, a probabilidade de isso ocorrer será bastante reduzida (muitas pragas se aproveitam de falhas já corrigidas, pois é grande o número de usuários que não implementam os respectivos patches; leia mais sobre atualizações de software na trilogia de postagens iniciada no último dia 13). Para obter informações sobre novas vulnerabilidades e malwares, sugiro visitar, dentre diversos outros, os websites da  SECUNIA, do CERT e da SOPHOS .
Um bom dia a todos e até amanhã.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

E viva o povo brasileiro!

Se as pesquisas falharam em dar como certa a vitória de Dilma no primeiro turno, o mesmo não se repetiu no último domingo: a “criatura”, valendo-se da popularidade do “criador”, da situação econômica do país, da alta taxa de abstenção e do número inusitado de votos brancos e nulos (37 milhões de eleitores se recusaram a participar desse circo eleitoreiro), foi eleita com 56% dos votos válidos – exaltando a incompetência de uma oposição pífia, despreparada, mal articulada, pouco carismática e cheia de egos inflados.
Se a minha querida Sampa – sexta maior cidade do planeta e capital do Estado que responde por mais de 30% do PIB nacional – ajudou a eleger deputado o palhaço Tiririca (com 1.353.766 votos), o que seria de se esperar de silvícolas e de eleitores dos rincões do nordeste, que trocam votos por dentaduras, camisetas e chapeuzinhos?
Curiosamente, o contexto atual me dá uma sensação de deja-vù. Por ocasião da primeira vitória do lulopetismo, os arautos do apocalipse e alarmistas de plantão especulavam sobre o que a posse de Lula representaria para o futuro do Brasil; hoje, não falta quem alardeie a volta da CPMF e da censura, ou aposte na perpetuação de praticas assistenciais populistas, roubalheira, corrupção e escândalos como os que se descortinaram nestes últimos oito anos (mas que, a julgar pelos resultados das urnas, já se apagaram da memória de boa parte dos eleitores).
Como diz um velho adágio popular, não adianta chorar sobre o leite derramado. Só nos resta esperar para ver o que o futuro nos reserva – e torcer para que Deus seja mesmo brasileiro.
E viva o povo brasileiro, fazer o quê?