terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Senhora Presidenta

Melhor que discutir questões semânticas, como a forma de tratamento preferida pela nossa recém-eleita “Presidenta”, é torcer pelo seu sucesso. Afinal, seja para o gáudio de quem ansiava pelo continuísmo, seja para o dissabor dos que votaram na oposição (talvez por não agüentarem mais pagar impostos escorchantes e ver o dinheiro escoar pelos ralos da incompetência e da corrupção), Dilma foi eleita, empossada, e ponto final.
Mesmo assim, pegando um “gancho” no post da última sexta-feira, resolvi dedicar algumas linhas à forma de tratamento mais adequada à primeira representante do “sexo frágil” a presidir o Brasil desde a proclamação da república.
A propósito, quando Luíza Erundina foi eleita prefeita de São Paulo, as mudanças nas placas do palácio deram margem a alguma polêmica, ainda que o feminino de prefeito seja prefeita (e o de vereador, vereadora; o de governador, governadora, e por aí vai). Mas e o de presidente?
Segundo o professor Pasquale, palavras que terminam 'nte' não têm variação; o que identifica o gênero é o artigo que as precede – como em o (ou um) gerente / a (ou uma) gerente. Entretanto, nossos principais dicionaristas registram a forma “presidenta”, ainda que ela seja desnecessária, soe mal e cause alguma estranheza. E o mesmo raciocínio vale para “estudanta”, “adolescenta”, “chefa”, “soldada”, “generala” etc.
Na língua portuguesa, quando queremos designar algo ou alguém com capacidade para exercer a ação expressa por um verbo, adicionamos à raiz verbal os sufixos “ante”, “ente” ou “inte” (como em atacar/atacante, existir/existente). Por conseguinte, inobstante o sexo, a melhor forma de designar quem preside uma reunião, uma escola de samba, um país (ou seja lá o que for) é PRESIDENTE.
Para ilustrar o contexto em assunto, segue abaixo um excerto de um e-mail que recebi dias atrás:

A presidenta se comporta como uma adolescenta pouco pacienta que imagina ter virado eleganta após ser nomeada representanta. Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela ardenta, pois esta dirigenta, dentre tantas outras atitudes barbarizentas, não pode assassinar o vernáculo só para ficar contenta.”

Abraços a todos e até amanhã..
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