Embora esteja presente no Windows desde a versão 95, a “inicialização automática” é pouco utilizada no âmbito doméstico – ao contrário do que ocorre em cybercafés, bibliotecas, escolas e afins, onde o navegador e/ou outros programas aparecem prontos para uso assim que o sistema é carregado. Para conferir se existem programas configurados dessa forma no seu XP, clique em Iniciar>Todos os programas>Inicializar. Para adicionar novos aplicativos, dê um clique direito sobre o atalho (ou sobre o executável do programa desejado) e, mantendo o botão do mouse pressionado, arraste-o até o menu Iniciar. Feito isso, ainda com o botão pressionado, posicione o ponteiro sobre Todos os Programas; quando o menu se abrir, prossiga até a pasta Inicializar, solte o botão e selecione a opção “Criar atalho aqui”.
Observação: Alternativamente, clique em Iniciar>Todos os programas, dê um clique direito na pasta Inicializar, escolha a opção “Abrir” e arraste o ícone do atalho desejado como faria com outra pasta qualquer.
Em tese, você pode inserir quantos atalhos desejar, mas não exagere – quanto maior a quantidade, mais lenta será a inicialização do sistema. Para remover um atalho da lista, basta dar um clique direito sobre ele e selecionar a opção “Excluir”.
Passemos agora à piadinha do dia:
NO BALCÃO DA ALFÂNDEGA
- Seu nome?
- Abu Abdalah Sarafi.
- Sexo?
- Quatro vezes por semana...
- Não, não, não! Homem ou mulher?
- Homem, mulher, algumas vezes camelo...
Bom final de semana a todos.
UM BATE-PAPO INFORMAL SOBRE INFORMÁTICA, POLÍTICA E OUTROS ASSUNTOS.
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Inicialização automática e humor...
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Jornalista, blogueiro, entusiasta da informática, articulista de TI, autor de livros e de artigos publicados em revistas especializadas quando as pessoas ainda procuravam essas informações na mídia impressa.
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Você sabia que...
Para conferir o espaço disponível em seu HD, basta abrir o Windows Explorer, dar um clique direito no ícone que representa sua unidade de disco e escolher "Propriedades"?
Quando uma pasta está ativa, basta pressionar a tecla BACKSPACE para abrir a pasta um nível acima?
É possível mover a barra de tarefas para qualquer parte da tela arrastando-a com o mouse?
Para minimizar todas as janelas abertas de uma vez, basta dar um clique direito num ponto vazio da barra de tarefas e escolher a opção "Minimizar todas as janelas"?
Bom dia a todos e até mais ler.
Quando uma pasta está ativa, basta pressionar a tecla BACKSPACE para abrir a pasta um nível acima?
É possível mover a barra de tarefas para qualquer parte da tela arrastando-a com o mouse?
Para minimizar todas as janelas abertas de uma vez, basta dar um clique direito num ponto vazio da barra de tarefas e escolher a opção "Minimizar todas as janelas"?
Bom dia a todos e até mais ler.
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quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Inicialização empacada (conclusão)
Para concluir o que vimos nos posts anteriores, vale lembrar
que a inicialização de um sistema saudável, devidamente protegido e assessorado
por uma configuração de hardware responsável não deve levar mais do que uns
poucos minutos. Lentidão excessiva decorre, dentre outras causas possíveis, do
excesso de entradas inúteis ou inválidas no Registro, de dados excessivamente fragmentados
e de uma quantidade excessiva de aplicativos que pegam carona com o Windows. No
entanto, muitos desses problemas são de fácil solução (para saber mais, digite
“manutenção” no campo de pesquisa do Blog).
Suítes de manutenção como CCleaner, Advanced System Care,
TunUp Utilities e diversas outras sugeridas aqui no Blog são uma mão na
roda, pois não só mantêm o sistema limpo e saudável como também incluem módulos
que otimizam automaticamente a inicialização ou apresentam sugestões para que o
usuário decida o que quer fazer.
Observação: Programinhas como o StartupDelayer
e o Bootvis
também podem ajudar, embora não façam milagres (o ganho não passa de uns poucos
segundos).
No que concerne ao desligamento, uma demora anormal costuma
ter a ver com aplicativos mal comportados, que deixam de responder e “amarram”
o processo. Um bom exemplo disso pode ser visto no post do último dia 14 (o “Calvário
do Chrome”). Aliás, o IOBIT MALWARE FIGHTER, sucessor do saudoso IOBIT 360, também me
trouxe problemas – felizmente, bastou desinstalá-lo para que o sistema
“respirasse aliviado” e as mensagens de erro deixassem de ser exibidas durante
o desligamento.
Uma forma de apressar o encerramento do XP pode ser
implementada mediante uma simples incursão pelo Registro: clique em Iniciar>Executar,
digite "regedit" (sem aspas), tecle Enter e, na janela do Editor,
navegue até a chave HKEY_CURRENT_USER\ControlPanel\Desktop. Mude então os valores
de WaitToKillAppTimeout e de HungAppTimeout para 1000 (caso queira evitar,
durante a finalização, que o sistema lhe pergunte se deseja desativar um aplicativo
travado, mude também o valor do item AutoEndTasks para 1), feche o Editor e
reinicie o computador para validar as modificações.
Observação: Note que algumas suítes de manutenção podem
reverter automaticamente essas reconfigurações aos valores-padrão, de modo que
aí é preciso estabelecer exceções e o caminho varia caso a caso.
Outra maneira de economizar tempo na hora de ligar (e
desligar) o computador é usar a hibernação. Seu PC irá proceder como se
estivesse desligando, mas a RAM não será esvaziada (seu conteúdo será
transferido para uma área pré-determinada do HD). Assim, na próxima inicialização,
a máquina irá reagir como num boot convencional, mas o processo será mais
rápido e o sistema ressurgirá exatamente como você o deixou (com as janelas dos
aplicativos abertas e tudo mais).
Para utilizar esse recurso, clique em Iniciar>Desligar e pressione
SHIFT para que o botão “Em Espera” da tela de opções alterne para “Hibernar”. Embora
essa solução seja mais usada em portáteis, a maioria dos desktops atuais
oferece suporte à hibernação (para conferir, dê um clique direito num ponto
vazio da Área de Trabalho, escolha Propriedades, clique na aba Proteção de Tela,
pressione o botão “Energia” e verifique a existência da aba Hibernar).
Seja
como for, não deixe de desligar o computador nos moldes convencionais de tempos
em tempos (semanalmente, por exemplo), para que a memória RAM seja
completamente esvaziada e o desempenho do sistema, restabelecido.
Um ótimo dia a todos e até a próxima.
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terça-feira, 27 de setembro de 2011
Inicialização empacada (continuação)
Vimos ontem que todo computador precisa de um tempo para
“começar a trabalhar”, que esse tempo varia conforme diversos fatores
(hardware, configurações de software, quantidade de aplicativos inicializados
junto com o sistema, e por aí vai), e que isso pode ser irritante para os menos
pacientes – ou se tornar um problema real, caso a demora vá além de uns poucos
minutos.
Antes de passarmos ao mote desta postagem, vale relembrar
que, a partir da versão XP do Windows, a Microsoft implementou uma política de
contas de usuários e senhas de acesso mais eficiente do que no tempo do
Millennium, quando bastava pressionar a tecla “ESC” na tela de Logon para
contornar a exigência de senha. Assim, a inicialização acontece “em duas etapas”: a primeira – execução do POST e carga do sistema – é iniciada
automaticamente assim que ligamos o computador; já a segunda – carga das
configurações personalizadas do usuário – fica em suspenso até que a
senha de Logon seja introduzida. Se você simplesmente pressionar o botão
Power e for tomar um café (como eu faço), a máquina ficará aguardando seu
retorno e só concluirá o processo depois que obtiver sua senha de acesso. No
entanto, é possível eliminar esse “hiato” configurando o sistema para dispensar
a senha e ir direto “aos finalmentes”. Veja como:
1. Na caixa Executar do menu Iniciar, digite “control
userpasswords2” (sem aspas) e clique em OK.
2. Na guia Usuários, desative o item “Os usuários devem
entrar com um nome e senha para usar este computador” e clique em Aplicar.
3. Quando o sistema pedir um nome de usuário e senha,
informe o usuário padrão, digite uma senha (não deixe este campo em branco) e
clique em OK.
4. Abra o Painel de Controle e, em Contas de Usuários,
clique em “Alterar o modo como usuários fazem Logon ou Logoff” e desative os
itens “Use a tela de boas-vindas” e “Use a Troca Rápida de Usuário”.
O problema é que, configurando dessa maneira, o computador
fica a mercê de qualquer um que resolva ligá-lo (problema ainda mais
preocupante nos portáteis, por razões óbvias). Então, a solução é criar um
mecanismo que bloqueie o acesso o acesso ao sistema e só o libere mediante a
introdução de uma senha. Para tanto:
1. Clique
em Iniciar>Todos os programas, localize a entrada correspondente à pasta
Inicializar, dê um clique direito sobre ela e selecione a opção “Abrir”.
2. No
menu Arquivo, clique em “Novo” e selecione a entrada “Atalho”.
3. Na
caixa do assistente “Criar atalho”, digite rundll32.exe user32.dll,
LockWorkStation (exatamente como aí está, respeitando os espaços e a vírgula), clique em “Avançar”, dê um nome ao atalho e clique em “Concluir”.
A partir de então, sempre que você ligar ou reinicializar o
PC, o Windows será carregado e suas configurações serão implementadas sem
interrupções; a senha só será exigida ao final, numa tela semelhante à de
entrada (“Logon”); basta você introduzi-la para que o sistema seja
imediatamente liberado, pronto para uso.
Amanhã a gente conclui; abraços e até lá.
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segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Inicialização empacada
Dias atrás, jogando conversa fora com alguns amigos, veio à baila a lentidão dos PCs – não só do sistema como um todo, mas especialmente da inicialização e, em certos casos, do desligamento. Quando eu comentei que minha máquina leva pouca mais de 1 minuto para inicializar e algo em torno de 15 segundos para desligar, um dos participantes do papo ficou espantado, pois, no seu caso, o processo demora mais de 10 minutos!
Antes de qualquer outra coisa, convém ter em mente que a inicialização envolve diversas tarefas cujo tempo de execução varia conforme a configuração do aparelho, tanto do ponto de vista do hardware quanto do software. Mesmo um computador “de ponta”, com um sistema muito bem configurado, não irá se pôr “instantaneamente” à nossa disposição. Alguns portáteis de última geração, equipados com drives SSD e outros aprimoramentos, prometam “acordar” da hibernação tão rapidamente quanto uma Ferrari alcança 100 Km/h a partir da imobilidade, mas no boot convencional a história é outra – ainda que fique bem aquém dos 10 minutos amargados pelo meu infeliz amigo.
Quando o botão Power é pressionado, a máquina realiza o POST (autoteste de inicialização), procura os arquivos de Boot (conforme a seqüência pré-ajustada via CMOS SETUP), “carrega” o sistema para a memória e exibe a tradicional tela de boas vindas. Quando o usuário faz o logon, suas configurações personalizadas (plano de fundo da Área de Trabalho, programas preferidos, arranjo dos ícones sobre a tela e privilégios de acesso a programas e arquivos, dentre outras coisas) são carregadas, num processo complementar que leva mais algum tempo para ser concluído.
Para conviver com essa “morosidade”, eu configurei o logon automático e, a partir de então, ligo o computador e vou até a cozinha tomar um cafezinho; quando volto, já encontro tudo “no jeito”. Note que essa solução deixa o PC “desprotegido” e só deve ser implementada por quem não o compartilha com outros usuários – mesmo assim, nunca se sabe quando pode surgir um abelhudo (como o irmãozinho da namorada, por exemplo, ou mesmo ela própria, o que pode representar um perigo ainda maior).
A boa notícia é que há uma maneira de contornar esse problema, como veremos no post de amanhã. Um ótimo dia a todos e até lá.
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sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Nada é eterno e humor de sexta-feira
O XP está completando dez anos de bons serviços prestados e continua sendo amplamente utilizado em todo o mundo, embora venha cedendo espaço ao Seven (mesmo que de forma lenta e gradual). Essa sobrevida notável – que lhe concede suporte estendido até abril de 2014 – decorre do fiasco do Windows Vista (tanto de crítica quanto de público).
Segundo a maioria dos especialistas, está mais do que na hora de migrar para o Seven, até porque a arquitetura anacrônica do XP, combinada com sua imensa popularidade, faz dele o alvo natural de crackers, desenvolvedores de pragas e assemelhados. No entanto, parece que a Microsoft não o considera tão ultrapassado assim, já que resolveu embuti-lo no Seven – em parte como uma estratégia de marketing que visa garantir aos entusiastas a possibilidade de continuar a utilizar o XP, ainda que de maneira virtual.
Seja lá como for, enquanto durar sua supremacia, o Windows será o sistema mais visado e, portanto, o “mais inseguro”, em que pesem os esforços da Microsoft em mudar esse conceito.
Passemos agora à piadinha da vez:
Se, para a Igreja, a pílula do dia seguinte é considerada como aborto, restam algumas dúvidas desde o âmbito jurídico:
A masturbação é um homicídio premeditado?
O sexo oral é canibalismo?
Podemos considerar o coito interrompido como abandono de menor?
E o que dizer da camisinha? Seria homicídio por asfixia mecânica?
E o sexo anal? É mandar o futuro filho à merda?
Um ótimo f.d.s. a todos e até a próxima.
Segundo a maioria dos especialistas, está mais do que na hora de migrar para o Seven, até porque a arquitetura anacrônica do XP, combinada com sua imensa popularidade, faz dele o alvo natural de crackers, desenvolvedores de pragas e assemelhados. No entanto, parece que a Microsoft não o considera tão ultrapassado assim, já que resolveu embuti-lo no Seven – em parte como uma estratégia de marketing que visa garantir aos entusiastas a possibilidade de continuar a utilizar o XP, ainda que de maneira virtual.
Seja lá como for, enquanto durar sua supremacia, o Windows será o sistema mais visado e, portanto, o “mais inseguro”, em que pesem os esforços da Microsoft em mudar esse conceito.
Passemos agora à piadinha da vez:
Se, para a Igreja, a pílula do dia seguinte é considerada como aborto, restam algumas dúvidas desde o âmbito jurídico:
A masturbação é um homicídio premeditado?
O sexo oral é canibalismo?
Podemos considerar o coito interrompido como abandono de menor?
E o que dizer da camisinha? Seria homicídio por asfixia mecânica?
E o sexo anal? É mandar o futuro filho à merda?
Um ótimo f.d.s. a todos e até a próxima.
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quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Calor, ruídos e Cia (conclusão).
Vimos que os coolers mais comumente utilizados em PCs combinam dissipadores metálicos com ventoinhas, e o “sopro” produzido pelas hélices pode até incomodar quem tem “ouvido delicado” – principalmente na calada da madrugada –, mas ruídos acima de 30 decibéis (o equivalente a uma conversa normal, em voz baixa, a um metro de distância) geralmente indicam problemas de hardware. A sujeira costuma ser a grande vilã da história. Se você espiar o interior do gabinete, provavelmente se surpreenderá com a quantidade de poeira, cabelos, fiapos, cinza de cigarro e outras impurezas que são sugadas pelo sistema de ventilação forçada. Com o passar do tempo, esses resíduos formam uma camada “isolante” que compromete a refrigeração de determinados componentes, prejudica o contato em soquetes e slots e reduz a eficácia dos fans e exaustores (que ainda passam a emitir um zumbido incomodativo). Felizmente, a solução é simples: basta abrir o gabinete e remover a sujeira com um pincel macio e um aspirador de pó (a periodicidade recomendável varia conforme o uso e as condições do local onde o PC se encontra instalado, evidentemente).
Observação: Existem coolers e COOLERS, e seus preços variam na razão direta da qualidade. Modelos do tipo “Ball” são confiáveis, duráveis e eficientes, mas custam mais do que os do tipo “Sleeve” – que, em contrapartida, costumam ser mais silenciosos (note que o ruído produzido pelas pás da ventoinha costuma ser mais audível do que o dos rolamentos). Outro detalhe: a maioria dos PC integra fontes genéricas (saiba mais em http://fernandomelis.blogspot.com/2011/03/fontes-de-alimentacao.html); se o barulho vier da parte superior traseira do gabinete e uma simples limpeza no exaustor não resolver, o melhor a fazer é substituir a fonte.
Embora o mau funcionamento das ventoinhas, exaustores e microventiladores costume ser a principal fonte de ruídos, a montagem imprópria de determinados componentes também pode gerar sons incomodativos, e nesse caso o disco rígido é o primeiro suspeito. Se não tiver sido fixado com todos os parafusos, dos dois lados da baia, o drive irá produzir vibrações que não só incomodam como também acabam reduzindo sua vida útil. Drives modernos são capazes de detectar setores defeituosos e copiar automaticamente os dados para setores de backup definidos durante o processo de fabricação, mas não custa você habilitar o SMART – que embora não possa antecipar problemas como os causados por picos de tensão, por exemplo, costuma alertar para o risco de defeitos mecânicos (para acessar o relatório, utilize o freeware HDTune). Modelos antigos costumam ser mais barulhentos – e aí não há muito a fazer, a não ser, talvez, “embrulhá-los” num bom isolante acústico ou substituí-los por modelos mais silenciosos (recomendável).
Ruídos em drives ópticos são mais fáceis de identificar, pois só são audíveis quando o dispositivo está sendo utilizado. Sons estranhos geralmente decorrem do desgaste natural das peças, e como o conserto geralmente custa caro e exige mão de obra especializada, o melhor é substituir o drive ou optar por um modelo externo padrão USB.
No que tange às placas de vídeo, apenas alguns modelos off-board de alta performance trazem dissipadores com ventoinhas, e nesse caso vale o que foi dito em relação aos demais microventiladores (se a temperatura da GPU extrapolar os padrões recomendados pelo fabricante, a troca do cooler é crucial para evitar a queima da placa).
Nos portáteis, a ventilação é mais problemática devido ao espaço exíguo de seus “gabinetes”, mas a faxina é igualmente mais complicada e deve ser feita pela assistência técnica ou por um Computer Guy de confiança.
Abraços e até mais ler.
Observação: Existem coolers e COOLERS, e seus preços variam na razão direta da qualidade. Modelos do tipo “Ball” são confiáveis, duráveis e eficientes, mas custam mais do que os do tipo “Sleeve” – que, em contrapartida, costumam ser mais silenciosos (note que o ruído produzido pelas pás da ventoinha costuma ser mais audível do que o dos rolamentos). Outro detalhe: a maioria dos PC integra fontes genéricas (saiba mais em http://fernandomelis.blogspot.com/2011/03/fontes-de-alimentacao.html); se o barulho vier da parte superior traseira do gabinete e uma simples limpeza no exaustor não resolver, o melhor a fazer é substituir a fonte.
Embora o mau funcionamento das ventoinhas, exaustores e microventiladores costume ser a principal fonte de ruídos, a montagem imprópria de determinados componentes também pode gerar sons incomodativos, e nesse caso o disco rígido é o primeiro suspeito. Se não tiver sido fixado com todos os parafusos, dos dois lados da baia, o drive irá produzir vibrações que não só incomodam como também acabam reduzindo sua vida útil. Drives modernos são capazes de detectar setores defeituosos e copiar automaticamente os dados para setores de backup definidos durante o processo de fabricação, mas não custa você habilitar o SMART – que embora não possa antecipar problemas como os causados por picos de tensão, por exemplo, costuma alertar para o risco de defeitos mecânicos (para acessar o relatório, utilize o freeware HDTune). Modelos antigos costumam ser mais barulhentos – e aí não há muito a fazer, a não ser, talvez, “embrulhá-los” num bom isolante acústico ou substituí-los por modelos mais silenciosos (recomendável).
Ruídos em drives ópticos são mais fáceis de identificar, pois só são audíveis quando o dispositivo está sendo utilizado. Sons estranhos geralmente decorrem do desgaste natural das peças, e como o conserto geralmente custa caro e exige mão de obra especializada, o melhor é substituir o drive ou optar por um modelo externo padrão USB.
No que tange às placas de vídeo, apenas alguns modelos off-board de alta performance trazem dissipadores com ventoinhas, e nesse caso vale o que foi dito em relação aos demais microventiladores (se a temperatura da GPU extrapolar os padrões recomendados pelo fabricante, a troca do cooler é crucial para evitar a queima da placa).
Nos portáteis, a ventilação é mais problemática devido ao espaço exíguo de seus “gabinetes”, mas a faxina é igualmente mais complicada e deve ser feita pela assistência técnica ou por um Computer Guy de confiança.
Abraços e até mais ler.
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quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Calor, Ruídos e Cia. (parte 1)
Estamos às portas da primavera, e o verão não demora a chegar. Por conta disso, não custa lembrar que aparelhos eletroeletrônicos dissipam calor e, na condição de inimigos figadais de altas temperaturas, os computadores exigem refrigeração constante - que nos primórdios da computação pessoal ficava a cargo do exaustor da fonte, mas a partir dos 486, sem um cooler dedicado, o processador “fritaria” em questão de segundos.
Observação: Nos coolers convencionais, o calor gerado pela CPU é transferido para um dissipador metálico (geralmente de alumínio ou cobre) que é resfriado por um microventilador. Tanto a AMD quanto a Intel dispõem de coolers projetados para seus processadores, inclusive modelos “inteligentes”, equipados com sensores que aumentam ou diminuem a rotação das hélices conforme a necessidade, mas máquinas de altíssimas performances costumam utilizar sistemas de refrigeração mais sofisticados, que trabalham com água ou com nitrogênio líquido.
Devido ao aumento brutal da freqüência de operação de processadores, chipsets, placas gráficas, memórias e outros componentes, coolers e ventoinhas frontais e laterais passaram a ser posicionados estrategicamente, visando coibir a elevação da temperatura interna do gabinete e manter os componentes em condições operacionais. Em climas quentes como o nosso, todavia, essa “brigada do frio” pode não dar conta do recado se você não instalar sua máquina num local ventilado, mantiver as ranhuras do gabinete desobstruídas e os espaços vagos das placas de expansão devidamente fechados (no caso de montagens caseiras ou feitas por integradores independentes, vale conferir também se os cabos flat dos drives foram organizados e presos por cintas plásticas).
Em dias de muito calor, o ar-condicionado pode ser um aliado valioso, mas, na falta dele, um ventilador doméstico direcionado para as entradas de ar do gabinete também pode ajudar. Para aferir a temperatura da CPU (e do interior do case, se a placa-mãe permitir), você pode recorrer ao HWMonitor, por exemplo, que é gratuito e compatível com os sensores da maioria das placas atuais.
Nos portáteis, o espaço exíguo complica ainda mais o quadro, de modo que convém evitar operá-los no colo, sobre mantas, cobertores, toalhas plásticas ou o que quer que possa obstruir as ranhuras de ventilação (que geralmente ficam na base do aparelho). Se você usa seu note como substituto do PC de mesa, considere a aquisição de um suporte como o que ilustra esta postagem – existem várias opções no mercado, com ou sem microventiladores integrados.
A questão dos ruídos fica para amanhã; abraços a todos e até lá.
Observação: Nos coolers convencionais, o calor gerado pela CPU é transferido para um dissipador metálico (geralmente de alumínio ou cobre) que é resfriado por um microventilador. Tanto a AMD quanto a Intel dispõem de coolers projetados para seus processadores, inclusive modelos “inteligentes”, equipados com sensores que aumentam ou diminuem a rotação das hélices conforme a necessidade, mas máquinas de altíssimas performances costumam utilizar sistemas de refrigeração mais sofisticados, que trabalham com água ou com nitrogênio líquido.
Devido ao aumento brutal da freqüência de operação de processadores, chipsets, placas gráficas, memórias e outros componentes, coolers e ventoinhas frontais e laterais passaram a ser posicionados estrategicamente, visando coibir a elevação da temperatura interna do gabinete e manter os componentes em condições operacionais. Em climas quentes como o nosso, todavia, essa “brigada do frio” pode não dar conta do recado se você não instalar sua máquina num local ventilado, mantiver as ranhuras do gabinete desobstruídas e os espaços vagos das placas de expansão devidamente fechados (no caso de montagens caseiras ou feitas por integradores independentes, vale conferir também se os cabos flat dos drives foram organizados e presos por cintas plásticas).
Em dias de muito calor, o ar-condicionado pode ser um aliado valioso, mas, na falta dele, um ventilador doméstico direcionado para as entradas de ar do gabinete também pode ajudar. Para aferir a temperatura da CPU (e do interior do case, se a placa-mãe permitir), você pode recorrer ao HWMonitor, por exemplo, que é gratuito e compatível com os sensores da maioria das placas atuais.
Nos portáteis, o espaço exíguo complica ainda mais o quadro, de modo que convém evitar operá-los no colo, sobre mantas, cobertores, toalhas plásticas ou o que quer que possa obstruir as ranhuras de ventilação (que geralmente ficam na base do aparelho). Se você usa seu note como substituto do PC de mesa, considere a aquisição de um suporte como o que ilustra esta postagem – existem várias opções no mercado, com ou sem microventiladores integrados.
A questão dos ruídos fica para amanhã; abraços a todos e até lá.
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terça-feira, 20 de setembro de 2011
Todo cuidado é pouco...
Nos primórdios da telefonia móvel celular, as linhas eram vinculadas aos aparelhos. Com o advento da tecnologia GSM, a coisa ficou bem mais fácil; se seu celular está sem bateria e você tem um compromisso urgente, por exemplo, é só pegar emprestado o aparelho do irmão, da namorada, do amigo – desde que compatível com a sua operadora –, trocar o chip, e ele assumirá seu número e você poderá fazer e receber chamadas e mensagens de texto, consultar sua agenda de contatos, e por aí vai.
Essa facilidade favorece também os amigos do alheio: antigamente, em caso de perda ou roubo, bastava contatar a operadora e solicitar o bloqueio da linha; hoje em dia, ainda que essa seja a primeira providência a ser adotada, convém solicitar também o bloqueio do hardware, de modo a evitar o uso indevido ou a comercialização do telefoninho que você suou para pagar. Para tanto, basta informar o IMEI – código único que consta da nota de fiscal e/ou é informado na documentação do produto, mas que também e exibido no display do aparelho mediante o comando *#06#.
Vale lembrar que senhas previnem o uso indevido do telefone e a visualização não autorizada de dados confidenciais (afinal, nunca se sabe o que pode acontecer se você esquecê-lo no restaurante, no táxi, ou mesmo sobre a mesa de trabalho), e que você pode tanto bloquear o cartão SIM quanto o próprio aparelho (ou ambos).
Sem embargo de consultar o manual do seu telefone, veja algumas dicas genéricas que podem ajudar:
No Android, o recurso é ativado na opção “Configurações” e “Padrão de desbloqueio”. Para criar a senha secreta, deve-se deslizar o dedo sobre o monitor de forma a ligar quatro círculos consecutivos da matriz reproduzida abaixo – o estímulo visual ajuda a memorizar a senha. Da próxima vez que tentar acessar seu aparelho, o usuário terá que reproduzir o padrão. Caso a seqüência secreta seja esquecida, o sistema oferece uma pergunta que, se respondida, garante o desbloqueio.
Usuários do iPhone devem clicar no ícone “Ajustes”, pressionar a opção “Geral” e então clicar em “Bloqueio por código”. Nessa tela, basta inserir uma senha de quatro números, que serão exigidos pelo sistema toda vez que o aparelho for acessado. Caso o código seja esquecido, será necessário restaurar o aparelho com a ajuda do iTunes.
Proprietários de Blackberry também podem utilizar o recurso de senhas, localizado na área de configurações (note que, se a senha for esquecida, o aparelho fica travado até a décima tentativa de acesso; depois da qual o sistema apaga toda a memória e retorna ao estado em que veio de fábrica.
Bom dia a todos e até a próxima.
Essa facilidade favorece também os amigos do alheio: antigamente, em caso de perda ou roubo, bastava contatar a operadora e solicitar o bloqueio da linha; hoje em dia, ainda que essa seja a primeira providência a ser adotada, convém solicitar também o bloqueio do hardware, de modo a evitar o uso indevido ou a comercialização do telefoninho que você suou para pagar. Para tanto, basta informar o IMEI – código único que consta da nota de fiscal e/ou é informado na documentação do produto, mas que também e exibido no display do aparelho mediante o comando *#06#.
Vale lembrar que senhas previnem o uso indevido do telefone e a visualização não autorizada de dados confidenciais (afinal, nunca se sabe o que pode acontecer se você esquecê-lo no restaurante, no táxi, ou mesmo sobre a mesa de trabalho), e que você pode tanto bloquear o cartão SIM quanto o próprio aparelho (ou ambos).
Sem embargo de consultar o manual do seu telefone, veja algumas dicas genéricas que podem ajudar:
No Android, o recurso é ativado na opção “Configurações” e “Padrão de desbloqueio”. Para criar a senha secreta, deve-se deslizar o dedo sobre o monitor de forma a ligar quatro círculos consecutivos da matriz reproduzida abaixo – o estímulo visual ajuda a memorizar a senha. Da próxima vez que tentar acessar seu aparelho, o usuário terá que reproduzir o padrão. Caso a seqüência secreta seja esquecida, o sistema oferece uma pergunta que, se respondida, garante o desbloqueio.
Usuários do iPhone devem clicar no ícone “Ajustes”, pressionar a opção “Geral” e então clicar em “Bloqueio por código”. Nessa tela, basta inserir uma senha de quatro números, que serão exigidos pelo sistema toda vez que o aparelho for acessado. Caso o código seja esquecido, será necessário restaurar o aparelho com a ajuda do iTunes.
Proprietários de Blackberry também podem utilizar o recurso de senhas, localizado na área de configurações (note que, se a senha for esquecida, o aparelho fica travado até a décima tentativa de acesso; depois da qual o sistema apaga toda a memória e retorna ao estado em que veio de fábrica.
Bom dia a todos e até a próxima.
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Jornalista, blogueiro, entusiasta da informática, articulista de TI, autor de livros e de artigos publicados em revistas especializadas quando as pessoas ainda procuravam essas informações na mídia impressa.
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Mais sobre atualizações
Vimos recentemente como atualizar nossos navegadores, configurar as atualizações automáticas do XP e buscar soluções para programas “não Microsoft” (que não são contemplados pelo Windows Update). Volto agora ao assunto para sugerir duas ferramentas gratuitas, mas muito interessantes, que proporcionam resultados bem mais abrangentes que os da varredura online oferecida pela Secunia.
A primeira (disponível em http://www.filehippo.com/updatechecker/) gera uma lista de programas que podem ser atualizados e oferece os respectivos links para download (configurável, ela tanto pode ser iniciada junto com o Windows quanto executada por demanda, a critério do usuário). A segunda (disponível em http://www.r-tt.com/, tanto na forma portátil quanto instalável) faz basicamente a mesma coisa, mas abrange uma gama ainda maior de aplicativos.
Nos testes que realizei para fundamentar esta postagem, recorri primeiramente à Secunia, que não encontrou qualquer atualização necessária (tanto via OSI quanto PSI). Já o Update Checker sugeriu 2 atualizações de drivers, 4 de aplicativos (iTunes, Java, Skype e Windows Live Writer) e versões Beta do Firefox, Adobe Flash Player, Chrome e Silverlight. O R-Updater, por sua vez, indicou quase 50 programas passíveis de atualização, além de uma versão Beta do Easy Cleaner, mas não facilitou o trabalho (em vez de disponibilizar os links respectivos, na maioria dos casos ele simplesmente sugeriu localizar as atualizações com auxílio do Google, e muitas delas não estavam disponíveis).
Observação: Note que a divergência entre esses resultados não compromete a confiabilidade do serviço da Secunia, cuja prioridade é a identificação de aplicativos potencialmente inseguros. A profusão de itens que o R-Updater exibiu remete a programas cujas versões estão desatualizadas – o que não significa necessariamente que sejam inseguras –, ao passo que o FileHippo se posicionou entre os dois extremos. Em última análise, eles funcionam de maneira complementar, de modo que não há problema algum em ficar com todos, desde que sejam utilizados com bom senso.
Uma ótima semana a todos e até mais ler.
A primeira (disponível em http://www.filehippo.com/updatechecker/) gera uma lista de programas que podem ser atualizados e oferece os respectivos links para download (configurável, ela tanto pode ser iniciada junto com o Windows quanto executada por demanda, a critério do usuário). A segunda (disponível em http://www.r-tt.com/, tanto na forma portátil quanto instalável) faz basicamente a mesma coisa, mas abrange uma gama ainda maior de aplicativos.
Nos testes que realizei para fundamentar esta postagem, recorri primeiramente à Secunia, que não encontrou qualquer atualização necessária (tanto via OSI quanto PSI). Já o Update Checker sugeriu 2 atualizações de drivers, 4 de aplicativos (iTunes, Java, Skype e Windows Live Writer) e versões Beta do Firefox, Adobe Flash Player, Chrome e Silverlight. O R-Updater, por sua vez, indicou quase 50 programas passíveis de atualização, além de uma versão Beta do Easy Cleaner, mas não facilitou o trabalho (em vez de disponibilizar os links respectivos, na maioria dos casos ele simplesmente sugeriu localizar as atualizações com auxílio do Google, e muitas delas não estavam disponíveis).
Observação: Note que a divergência entre esses resultados não compromete a confiabilidade do serviço da Secunia, cuja prioridade é a identificação de aplicativos potencialmente inseguros. A profusão de itens que o R-Updater exibiu remete a programas cujas versões estão desatualizadas – o que não significa necessariamente que sejam inseguras –, ao passo que o FileHippo se posicionou entre os dois extremos. Em última análise, eles funcionam de maneira complementar, de modo que não há problema algum em ficar com todos, desde que sejam utilizados com bom senso.
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sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Segurança digital e humor de sexta-feira
Nunca a Internet foi tão insegura: numa guerra digital sem precedentes, sites de governos e empresas de todo o mundo tiveram dados sigilosos roubados ou foram tirados do ar. No Brasil, a maioria das investidas foi desfechada mediante ataques DDoS (que consiste basicamente em bombardear determinado site com um volume de requisições superior ao que ele pode suportar). E talvez você até tenha participado desse furdunço – ainda que involuntariamente –, pois, para obter o poder de fogo necessário a ataques dessa magnitude, os cybercriminosos arregimentam milhares de computadores de usuários “comuns” (saiba mais em http://fernandomelis.blogspot.com/2008/03/zumbis.html).
Quando eu “cometi” meus primeiros artigos sobre segurança digital, no final do século passado, o uso doméstico da Internet era incipiente e a propagação dos vírus, lenta. Inicialmente, eles se limitavam a exibir mensagens pornográficas ou produzir sons bizarros, mas logo passaram a danificar arquivos e desestabilizar os sistemas infectados (para saber mais, clique aqui).
Observação: O primeiro antivírus surgiu em 1988, quando o indonésio Denny Yanuar Ramdhani desenvolveu um programa destinado a imunizar sistemas contra o vírus de boot paquistanês “Brain”, criado dois anos antes. Pouco tempo depois a IBM lançaria o primeiro “antivírus comercial”, sendo logo seguida por outras empresas, dentre as quais a SYMANTEC e a MCAFEE, que ocupam respectivamente o primeiro e o segundo lugar no ranking dos fabricantes de softwares de segurança, seguidas pela TRENDMICRO e pela KASPERSKY.
Embora não haja consenso quanto ao número de malwares existentes atualmente – já que cada empresa de segurança utiliza metodologias próprias para classificá-los conforme suas famílias e variantes –, a coisa deve andar pela casa dos 20 milhões (em 2006, eram “apenas” 334.000)*. Para piorar, o objetivo precípuo da esmagadora maioria dessas pragas passou a ser o acesso remoto aos sistemas e a captura de informações confidenciais dos internautas (tais como senhas bancárias e números de cartões de crédito). Ou ambas as coisas, já que um mesmo programinha tanto pode roubar senhas quanto utilizar o PC infectado para enviar spam ou “alistá-lo” num exército de zumbis controlado remotamente.
Segundo a empresa de segurança russa Kaspersky, um novo software malicioso é descoberto a cada dois segundos (até poucos anos atrás, era um a cada 5 minutos)*. No ano passado, em comparação com 2009, foram colocados na rede 87% mais malwares ladrões de senhas e 135% mais cavalos de tróia*. E tudo indica que a bandidagem não deve demorar a concentrar suas baterias nos smartphones e tablets.
Enfim, se há cerca de 10 anos os crackers cometiam suas estripulias para ganhar popularidade e reconhecimento entre seus pares, hoje eles buscam meios de ganhar dinheiro – em outras palavras, o que era uma atividade exibicionista de fundo de quintal se transformou num negócio globalizado, com quadrilhas organizadas e funções divididas.
Tem gente que vê as pragas digitais como uma simples estratégia de marketing (para encher as burras dos fabricantes de soluções de segurança) e por isso desdenha atualizações de softwares e se acha capaz de escapar de quaisquer armadilhas. Não espere até ter surpresas no extrato bancário ou na fatura do cartão de crédito para rever seus conceitos. Hábitos de navegação saudáveis e arsenais de segurança responsáveis são requisitos cruciais para nossa sobrevivência nessa “terra de ninguém”. Demais disso, confiar desconfiando: obtenha uma segunda (ou terceira, ou quarta) opinião sobre a saúde do sistema com serviços online gratuitos como a da F-Secure. Para outras opções, clique aqui.
(*) Fonte: “Guerra Anônima” (INFO#306, Agosto/11).
Passemos agora à nossa tradicional piadinha de sexta-feira:
No primeiro dia de aula numa escola secundaria dos EUA, a professora apresentou aos alunos um novo colega, Satiro Suzuki, do Japão. A aula começa, e a professora pergunta:
- Vamos ver quem conhece a história americana. Quem disse: “Dê-me a liberdade ou a morte”?
Silêncio total. Apenas Suzuki levanta a mão e diz:
- Patrick Henry, em 1775.
E quem disse: “O estado é o povo, e o povo não pode afundar-se”?
- Abraham Lincoln, em 1863.
A professora olha os alunos e diz:
- Vocês não têm vergonha? Suzuki é japonês e sabe mais sobre a história americana do que vocês!
Então, ouve-se um murmúrio:
- Vá tomar no cu, japonês filho da puta!
- Quem foi? - Grita a professora.
Suzuki levanta a mão e responde:
- General McArthur, em 7 de dezembro de 41, em Pearl Harbour, e Lee Iacocca, em 1982, na Assembléia Geral da Chrysler.
Silêncio total. Apenas um murmúrio no fundo da sala:
- Acho que vou vomitar.
- Quem disse isso?
E Suzuki:
- George Bush (pai) ao Primeiro-Ministro Tanaka, durante um almoço em Tókio, em 1991.
Um dos alunos grita:
- Chupa o meu pau!
E a professora, irritada:
Basta! Quem foi agora?
E Suzuki, sem hesitações:
- Bill Clinton à Mônica Lewinsky, na Sala Oval da Casa Branca, em Washington, em 1997.
Outro aluno se levanta e grita:
- Suzuki é uma merda!
E Suzuki responde:
- Valentino Rossi, no Grande Prêmio de Moto no Rio de Janeiro, em 2002.
A turma fica histérica, a professora se descontrola, a porta se abre e entra o diretor:
- Que merda é essa, nunca vi uma confusão destas!
Suzuki:
- Lula para o ministro da Aeronáutica, a respeito do caos aéreo em Dez/2006, Brasília.
E outro aluno, num sussurro:
- Ai, agora fodeu de vez!
Suzuki:
- Lula de novo, após a queda do avião da TAM.
Um ótimo final de semana a todos, e até a próxima.
Quando eu “cometi” meus primeiros artigos sobre segurança digital, no final do século passado, o uso doméstico da Internet era incipiente e a propagação dos vírus, lenta. Inicialmente, eles se limitavam a exibir mensagens pornográficas ou produzir sons bizarros, mas logo passaram a danificar arquivos e desestabilizar os sistemas infectados (para saber mais, clique aqui).
Observação: O primeiro antivírus surgiu em 1988, quando o indonésio Denny Yanuar Ramdhani desenvolveu um programa destinado a imunizar sistemas contra o vírus de boot paquistanês “Brain”, criado dois anos antes. Pouco tempo depois a IBM lançaria o primeiro “antivírus comercial”, sendo logo seguida por outras empresas, dentre as quais a SYMANTEC e a MCAFEE, que ocupam respectivamente o primeiro e o segundo lugar no ranking dos fabricantes de softwares de segurança, seguidas pela TRENDMICRO e pela KASPERSKY.
Embora não haja consenso quanto ao número de malwares existentes atualmente – já que cada empresa de segurança utiliza metodologias próprias para classificá-los conforme suas famílias e variantes –, a coisa deve andar pela casa dos 20 milhões (em 2006, eram “apenas” 334.000)*. Para piorar, o objetivo precípuo da esmagadora maioria dessas pragas passou a ser o acesso remoto aos sistemas e a captura de informações confidenciais dos internautas (tais como senhas bancárias e números de cartões de crédito). Ou ambas as coisas, já que um mesmo programinha tanto pode roubar senhas quanto utilizar o PC infectado para enviar spam ou “alistá-lo” num exército de zumbis controlado remotamente.
Segundo a empresa de segurança russa Kaspersky, um novo software malicioso é descoberto a cada dois segundos (até poucos anos atrás, era um a cada 5 minutos)*. No ano passado, em comparação com 2009, foram colocados na rede 87% mais malwares ladrões de senhas e 135% mais cavalos de tróia*. E tudo indica que a bandidagem não deve demorar a concentrar suas baterias nos smartphones e tablets.
Enfim, se há cerca de 10 anos os crackers cometiam suas estripulias para ganhar popularidade e reconhecimento entre seus pares, hoje eles buscam meios de ganhar dinheiro – em outras palavras, o que era uma atividade exibicionista de fundo de quintal se transformou num negócio globalizado, com quadrilhas organizadas e funções divididas.
Tem gente que vê as pragas digitais como uma simples estratégia de marketing (para encher as burras dos fabricantes de soluções de segurança) e por isso desdenha atualizações de softwares e se acha capaz de escapar de quaisquer armadilhas. Não espere até ter surpresas no extrato bancário ou na fatura do cartão de crédito para rever seus conceitos. Hábitos de navegação saudáveis e arsenais de segurança responsáveis são requisitos cruciais para nossa sobrevivência nessa “terra de ninguém”. Demais disso, confiar desconfiando: obtenha uma segunda (ou terceira, ou quarta) opinião sobre a saúde do sistema com serviços online gratuitos como a da F-Secure. Para outras opções, clique aqui.
(*) Fonte: “Guerra Anônima” (INFO#306, Agosto/11).
Passemos agora à nossa tradicional piadinha de sexta-feira:
No primeiro dia de aula numa escola secundaria dos EUA, a professora apresentou aos alunos um novo colega, Satiro Suzuki, do Japão. A aula começa, e a professora pergunta:
- Vamos ver quem conhece a história americana. Quem disse: “Dê-me a liberdade ou a morte”?
Silêncio total. Apenas Suzuki levanta a mão e diz:
- Patrick Henry, em 1775.
E quem disse: “O estado é o povo, e o povo não pode afundar-se”?
- Abraham Lincoln, em 1863.
A professora olha os alunos e diz:
- Vocês não têm vergonha? Suzuki é japonês e sabe mais sobre a história americana do que vocês!
Então, ouve-se um murmúrio:
- Vá tomar no cu, japonês filho da puta!
- Quem foi? - Grita a professora.
Suzuki levanta a mão e responde:
- General McArthur, em 7 de dezembro de 41, em Pearl Harbour, e Lee Iacocca, em 1982, na Assembléia Geral da Chrysler.
Silêncio total. Apenas um murmúrio no fundo da sala:
- Acho que vou vomitar.
- Quem disse isso?
E Suzuki:
- George Bush (pai) ao Primeiro-Ministro Tanaka, durante um almoço em Tókio, em 1991.
Um dos alunos grita:
- Chupa o meu pau!
E a professora, irritada:
Basta! Quem foi agora?
E Suzuki, sem hesitações:
- Bill Clinton à Mônica Lewinsky, na Sala Oval da Casa Branca, em Washington, em 1997.
Outro aluno se levanta e grita:
- Suzuki é uma merda!
E Suzuki responde:
- Valentino Rossi, no Grande Prêmio de Moto no Rio de Janeiro, em 2002.
A turma fica histérica, a professora se descontrola, a porta se abre e entra o diretor:
- Que merda é essa, nunca vi uma confusão destas!
Suzuki:
- Lula para o ministro da Aeronáutica, a respeito do caos aéreo em Dez/2006, Brasília.
E outro aluno, num sussurro:
- Ai, agora fodeu de vez!
Suzuki:
- Lula de novo, após a queda do avião da TAM.
Um ótimo final de semana a todos, e até a próxima.
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quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Tiro e queda
É certo que travamentos fossem mais freqüentes nas versões 9x/ME do Windows, mas é igualmente certo que as mais recentes ainda possam "dar pau"; basta um aplicativo mal comportado deixar de responder para o sistema se tornar lento ou inoperante.
Note que nem sempre é preciso reiniciar o computador para sair dessas “sinucas de bico”; em certos casos, é só pressionar Ctrl+Alt+Del e reiniciar o “explorer.exe”, ou então “matar” os processos rebeldes. Entretanto, pode haver dois ou mais processos associados ao mesmo aplicativo e, além da dificuldade de identificar todos eles (alguns têm nomes pra lá de nebulosos), o Gerenciador de Tarefas do XP pode não dar conta do recado: você seleciona o item problemático, clica em “Finalizar processo”, e ele simplesmente continua lá, desafiador. Aliás, isso aconteceu recentemente comigo (leia mais na postagem de anteontem), quando eu infelizmente ainda não conhecia o SuperF4 que encerra qualquer aplicativo insubmisso sem dó nem piedade, bastando para isso pressionar Ctrl+Alt+F4.
Se preferir, pressione a tecla com o logo do Windows combinada com F4 e veja que o ponteiro mouse assume a forma de uma caveira com duas tíbias cruzadas (como nas bandeiras dos piratas). Leve a caveirinha até a janela do programa, dê um clique e pronto: ele será encerrado no ato, esteja travado ou não.
Um ótimo dia a todos e até a próxima.
Note que nem sempre é preciso reiniciar o computador para sair dessas “sinucas de bico”; em certos casos, é só pressionar Ctrl+Alt+Del e reiniciar o “explorer.exe”, ou então “matar” os processos rebeldes. Entretanto, pode haver dois ou mais processos associados ao mesmo aplicativo e, além da dificuldade de identificar todos eles (alguns têm nomes pra lá de nebulosos), o Gerenciador de Tarefas do XP pode não dar conta do recado: você seleciona o item problemático, clica em “Finalizar processo”, e ele simplesmente continua lá, desafiador. Aliás, isso aconteceu recentemente comigo (leia mais na postagem de anteontem), quando eu infelizmente ainda não conhecia o SuperF4 que encerra qualquer aplicativo insubmisso sem dó nem piedade, bastando para isso pressionar Ctrl+Alt+F4.
Se preferir, pressione a tecla com o logo do Windows combinada com F4 e veja que o ponteiro mouse assume a forma de uma caveira com duas tíbias cruzadas (como nas bandeiras dos piratas). Leve a caveirinha até a janela do programa, dê um clique e pronto: ele será encerrado no ato, esteja travado ou não.
Um ótimo dia a todos e até a próxima.
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quarta-feira, 14 de setembro de 2011
O calvário do Chrome
Passei a utilizar o Chrome regularmente depois que o Blogger ficou “de mal” do Internet Explorer (mais detalhes em http://fernandomelis.blogspot.com/2011/06/aviso-aos-navegantes-edicao-especial.html), e já estava pensando em promovê-lo a navegador padrão quando, sem qualquer motivo aparente, vieram os travamentos. De início, bastava fechar a aba problemática, mas logo se tornaria impossível fechar o próprio navegador e, mais adiante, encerrar o Windows e reiniciar o computador pelas vias tradicionais. Tentei resolver o problema de diversas maneiras, mas nenhuma delas funcionou, e o jeito foi desinstalar o Chrome – e aí começou realmente o meu calvário.
Como o desinstalador nativo não figurava na lista “Todos os programas” do menu Iniciar, eu fiz a remoção com o REVO, que para minha surpresa foi incapaz de remover dezenas de itens, mesmo depois de diversas reinicializações – que por sua vez demoraram uma eternidade. Após vários dias e um bocado de trabalho para recolocar o bonde nos trilhos, instalei o Firefox e o Safari – que funcionaram direitinho, embora o primeiro não exibisse as figuras nas minhas postagens e o segundo não memorizasse o Português para correção ortográfica, exigindo que eu refizesse a configuração a cada sessão. Resolvi então reinstalar o Chrome, mas fui brindado com mensagens de erro do tipo “FOI ENCONTRADA UMA INSTALAÇÃO CONFLITUOSA DO FRAME DO GOOGLE CHROME OU DO GOOGLE CHROME NO SISTEMA; DESINSTALE-O E TENTE NOVAMENTE”, ou “THIS COMPUTER ALREADY HAS A MORE RECENT VERSION OF GOOGLE CHROME. IF THE SOFTWARE IS NOT WORKING, PLEASE UNINSTALL GOOGLE CHROME AND DOWNLOAD IT AGAIN”, ou ainda “HOUVE UMA FALHA NA INSTALAÇÃO DEVIDO A UM ERRO NÃO-ESPECIFICADO, SE O GOOGLE CHROME ESTIVER EM EXECUÇÃO NO MOMENTO, FECHE-O E TENTE NOVAMENTE”.
Enfim, considerando a possibilidade de algum leitor passar por dificuldades semelhantes, segue abaixo o roteiro que eu utilizei (depois e horas fuçando os tópicos da ajuda da Google e fóruns de discussão na Web):
Quando for remover a versão problemática do Chrome – seja pelo desinstalador nativo, seja pelo Painel de Controle, seja com o auxílio de uma ferramenta dedicada como o REVO –, tome o cuidado de desativar seu antivírus e aplicativo de firewall, embora o melhor seja reiniciar o sistema no modo de segurança ou dar um “boot limpo” (mais detalhes em http://fernandomelis.blogspot.com/2007/02/deu-pau-quarta-parte.html).
Reinicie o Windows, rode o CCleaner e, se necessário, remova manualmente quaisquer resquícios associados ao navegador desinstalado (utilize o comando “Pesquisar” do XP). Abra a pasta Meu computador, clique em Ferramentas>Opções de pasta>Modo de exibição, navegue até “Pastas e arquivos ocultos” e marque a opção “Mostrar pastas e arquivos ocultos”. Confirme em Aplicar e dê OK.
Navegue por C:\Documents and settings\seu nome de usuário\Configurações locais\Dados de aplicativos\Google\Chrome. Clique no sinal de adição ao lado da pasta Chrome e remova a subpasta Aplications (mas mantenha a pasta User Data). Refaça os passos do item anterior e torne a marcar a opção “Não mostrar pastas e arquivos ocultos”, confirme em Aplicar e dê OK.
Abra o Editor do Registro (Iniciar>Executar, digite regedit e tecle Enter), navegue até HKEY_CURRENT_USER\Software\Google\Update e apague a chave {8A69D345-D564-463c-AFF1-A69D9E530F96} tanto da pasta Clients quando da ClentState. Feche o Editor e reinicie o computador.
Para mais informações sobre a desinstalação manual do Chrome, visite http://www.google.com/support/chrome/bin/answer.py?answer=111899.
Boa sorte
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terça-feira, 13 de setembro de 2011
Patch Tuesday e Atualizações Automáticas
Hoje é dia de PATCH TUESDAY – “pacote” de atualizações e correções que a Microsoft disponibiliza para seus produtos na segunda terça-feira feira de cada mês (geralmente no finalzinho da tarde).
Softwares atuais – notadamente os sistemas operacionais – são monstruosas obras de engenharia computacional compostas por milhões de linhas de código, e por serem escritos por pessoas (seres sabidamente falíveis), a ocorrência de Bugs (erros) é mais do que natural – até algum tempo atrás, considerava-se “normal” um erro para cada mil linhas de código.
Observação: "Bug" significa "inseto", em inglês. Quando os enormes mainframes de antigamente entravam em funcionamento, as mariposas, atraídas pelo calor, provocavam curtos-circuitos e queimavam as válvulas, razão pela qual o termo passou a designar defeitos, tanto de hardware como de software. Aliás, circuitos de placas-mãe e de expansão destruídos por formigas (que buscam abrigo e calor no interior do gabinete) não são exatamente incomuns, mesmo nos dias atuais.
Embora os programas sejam testados exaustivamente antes de seu lançamento comercial (para isso servem as versão alfa e beta), alguns problemas só vêm à tona mais adiante, quando então são corrigidos mediante patches (remendos) ou com o lançamento de novas versões. Ainda que nem todo Bug represente necessariamente uma falha de segurança, a maioria das brechas advém de erros no código dos programas, sendo importante, portanto, manter o sistema e os aplicativos sempre atualizados.
Para facilitar a vida dos usuários, o Windows integra um recurso (Atualizações Automáticas) que você pode acessar dando um clique direito em Meu Computador, selecionando Propriedades e clicando na guia respectiva. Feito isso, é só escolher uma das quatro opções:
• No modo “Automático” (recomendado), o Windows localiza, descarrega e instala as atualizações em segundo plano; você não é notificado e nem interrompido em seu trabalho
• Com a opção “Baixar atualizações, mas eu decidirei quando instalá-las”, o download é feito automaticamente e, o ícone do Windows Update que aparece na área de notificação irá convidá-lo a completar o processo.
• “Notificar-me de atualizações, mas não baixá-las ou instalá-las automaticamente” faz com que o Windows se limite a verificar e informar a existência de atualizações (nesse caso, quando o ícone do Windows Update aparecer na área de notificação, você precisará comandar manualmente o download e a instalação).
• Escolhendo “Desativar Atualizações Automáticas”, você precisará rodar o Windows Update regularmente para evitar que seu sistema fique vulnerável.
Note que as atualizações automáticas envolvem apenas correções críticas para o Windows e demais produtos Microsoft (suíte Office, por exemplo); para obter soluções opcionais, na página do Windows Update, clique em “Personalizadas”; para atualizar softwares de terceiros, localize a opção correspondente no menu Ferramentas ou Ajuda (caso ela não exista, se você não quiser visitar o website de cada fabricante, recorra ao excelente serviço online oferecido pela Secunia).
Vale lembrar também que determinadas atualizações só surtem efeito após a reinicialização do sistema, o que é um aborrecimento quando estamos fazendo alguma coisa importante que não desejamos interromper, ou quando temos diversos programas em execução e uma porção de janelas abertas. Para minimizar esse inconveniente, uma boa idéia é instalar o freeware CACHE MY WORK , que restaura tudo do jeitinho que estava antes da reinicialização.
Um ótimo dia a todos e até mais ler.
Softwares atuais – notadamente os sistemas operacionais – são monstruosas obras de engenharia computacional compostas por milhões de linhas de código, e por serem escritos por pessoas (seres sabidamente falíveis), a ocorrência de Bugs (erros) é mais do que natural – até algum tempo atrás, considerava-se “normal” um erro para cada mil linhas de código.
Observação: "Bug" significa "inseto", em inglês. Quando os enormes mainframes de antigamente entravam em funcionamento, as mariposas, atraídas pelo calor, provocavam curtos-circuitos e queimavam as válvulas, razão pela qual o termo passou a designar defeitos, tanto de hardware como de software. Aliás, circuitos de placas-mãe e de expansão destruídos por formigas (que buscam abrigo e calor no interior do gabinete) não são exatamente incomuns, mesmo nos dias atuais.
Embora os programas sejam testados exaustivamente antes de seu lançamento comercial (para isso servem as versão alfa e beta), alguns problemas só vêm à tona mais adiante, quando então são corrigidos mediante patches (remendos) ou com o lançamento de novas versões. Ainda que nem todo Bug represente necessariamente uma falha de segurança, a maioria das brechas advém de erros no código dos programas, sendo importante, portanto, manter o sistema e os aplicativos sempre atualizados.
Para facilitar a vida dos usuários, o Windows integra um recurso (Atualizações Automáticas) que você pode acessar dando um clique direito em Meu Computador, selecionando Propriedades e clicando na guia respectiva. Feito isso, é só escolher uma das quatro opções:
• No modo “Automático” (recomendado), o Windows localiza, descarrega e instala as atualizações em segundo plano; você não é notificado e nem interrompido em seu trabalho
• Com a opção “Baixar atualizações, mas eu decidirei quando instalá-las”, o download é feito automaticamente e, o ícone do Windows Update que aparece na área de notificação irá convidá-lo a completar o processo.
• “Notificar-me de atualizações, mas não baixá-las ou instalá-las automaticamente” faz com que o Windows se limite a verificar e informar a existência de atualizações (nesse caso, quando o ícone do Windows Update aparecer na área de notificação, você precisará comandar manualmente o download e a instalação).
• Escolhendo “Desativar Atualizações Automáticas”, você precisará rodar o Windows Update regularmente para evitar que seu sistema fique vulnerável.
Note que as atualizações automáticas envolvem apenas correções críticas para o Windows e demais produtos Microsoft (suíte Office, por exemplo); para obter soluções opcionais, na página do Windows Update, clique em “Personalizadas”; para atualizar softwares de terceiros, localize a opção correspondente no menu Ferramentas ou Ajuda (caso ela não exista, se você não quiser visitar o website de cada fabricante, recorra ao excelente serviço online oferecido pela Secunia).
Vale lembrar também que determinadas atualizações só surtem efeito após a reinicialização do sistema, o que é um aborrecimento quando estamos fazendo alguma coisa importante que não desejamos interromper, ou quando temos diversos programas em execução e uma porção de janelas abertas. Para minimizar esse inconveniente, uma boa idéia é instalar o freeware CACHE MY WORK , que restaura tudo do jeitinho que estava antes da reinicialização.
Um ótimo dia a todos e até mais ler.
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segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Navegadores e atualizações
Conforme dissemos no post da última quinta-feira, o Firefox vem sendo atualizado em intervalos cada vez mais curtos. No dia 18 do mês passado, a versão 6 foi iberada, prometendo melhorar significativamente o desempenho do browser (tanto no tempo de inicialização quanto na velocidade de abertura de sites).
Observação: Eu não notei grandes diferenças, e testes com o programa de benchmarking Peacekeeper revelam que ela perde não só para a versão anterior quanto para o IE9 e o para o Chrome. Por outro lado, a exibição das URLs na barra de endereços ajuda a diferenciar uma página legítima de um domínio suspeito, e se você digitar “about:permissions” na barra de endereços, poderá configurar quais páginas poderão coletar cookies ou exibir pop-ups, por exemplo, bem como personalizar a navegação escolhendo portais confiáveis.
Concomitantemente, foi lançado o Beta da versão 7 (saiba mais e faça o download em http://www.mozilla.com/pt-BR/firefox/channel/), que deve reduzir em 50% o consumo de memória, além de agilizar a sincronização de senhas e favoritos e oferecer um complemento (opcional) para medir o desempenho do software. E ainda que o modelo estável esteja programado somente para o final de setembro, o Firefox 8 já deve chegar no início de novembro.
Considerando que manter o navegador atualizado é uma questão de segurança, e que muitos usuários não sabem como fazer isso, segue um breve resumo:
Por ser um componente nativo do Windows, o INTERNET EXPLORER é atualizado via Windows Update ou pelas atualizações automáticas (caso você as tenha habilitado). Note que a versão 9 não está disponível para usuários do XP.
No FIREFOX, clique no menu Ajuda, selecione a entrada Sobre o Firefox e, ao final do download, reinicie o navegador. Nas versões anteriores à 4, clique em Verificar atualizações (também no menu Ajuda), aguarde o download e reinicie o navegador.
Para atualizar o CHROME, clique em Ferramentas (ícone de uma chave inglesa, logo à direita da barra de endereços), escolha a opção Sobre Google Chrome e acompanhe o progresso na parte inferior da janelinha. Caso o browser não esteja atualizado, o download será feito automaticamente; aguarde a conclusão e reinicie o navegador.
No SAFARI, a atualização não é feita através da janela do navegador, mas sim pelo Apple Software Update. Clique em Iniciar>Todos os programas, selecione a entrada correspondente e siga as instruções na tela.
No OPERA, clique no menu Ajuda e em Verificar atualizações. Aguarde a transferência dos arquivos e clique em Instalar agora (recomendável) ou Instalar mais tarde. Também é preciso reiniciar o navegador para a atualização surtir efeito.
Bom dia a todos e até mais ler.
Observação: Eu não notei grandes diferenças, e testes com o programa de benchmarking Peacekeeper revelam que ela perde não só para a versão anterior quanto para o IE9 e o para o Chrome. Por outro lado, a exibição das URLs na barra de endereços ajuda a diferenciar uma página legítima de um domínio suspeito, e se você digitar “about:permissions” na barra de endereços, poderá configurar quais páginas poderão coletar cookies ou exibir pop-ups, por exemplo, bem como personalizar a navegação escolhendo portais confiáveis.
Concomitantemente, foi lançado o Beta da versão 7 (saiba mais e faça o download em http://www.mozilla.com/pt-BR/firefox/channel/), que deve reduzir em 50% o consumo de memória, além de agilizar a sincronização de senhas e favoritos e oferecer um complemento (opcional) para medir o desempenho do software. E ainda que o modelo estável esteja programado somente para o final de setembro, o Firefox 8 já deve chegar no início de novembro.
Considerando que manter o navegador atualizado é uma questão de segurança, e que muitos usuários não sabem como fazer isso, segue um breve resumo:
Por ser um componente nativo do Windows, o INTERNET EXPLORER é atualizado via Windows Update ou pelas atualizações automáticas (caso você as tenha habilitado). Note que a versão 9 não está disponível para usuários do XP.
No FIREFOX, clique no menu Ajuda, selecione a entrada Sobre o Firefox e, ao final do download, reinicie o navegador. Nas versões anteriores à 4, clique em Verificar atualizações (também no menu Ajuda), aguarde o download e reinicie o navegador.
Para atualizar o CHROME, clique em Ferramentas (ícone de uma chave inglesa, logo à direita da barra de endereços), escolha a opção Sobre Google Chrome e acompanhe o progresso na parte inferior da janelinha. Caso o browser não esteja atualizado, o download será feito automaticamente; aguarde a conclusão e reinicie o navegador.
No SAFARI, a atualização não é feita através da janela do navegador, mas sim pelo Apple Software Update. Clique em Iniciar>Todos os programas, selecione a entrada correspondente e siga as instruções na tela.
No OPERA, clique no menu Ajuda e em Verificar atualizações. Aguarde a transferência dos arquivos e clique em Instalar agora (recomendável) ou Instalar mais tarde. Também é preciso reiniciar o navegador para a atualização surtir efeito.
Bom dia a todos e até mais ler.
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sexta-feira, 9 de setembro de 2011
E-mail da hora, aniversário do Blog e humor...
De início, os provedores ofereciam espaços miseráveis para nossas caixas postais, levando-nos a recorrer a programas clientes como o Outlook e o Outlook Express, mas a coisa começou a mudar em 2004, quando o Google criou o Gmail, que concedia inicialmente 1 GB de espaço gratuito. Atualmente, com espaço quase que ilimitado, os provedores nos permitem guardar toneladas de mensagens sem comprometer o ingresso de novos e-mails, conquanto isso não nos desobrigue de "dar uma geral", de tempos em tempos, para excluir aquilo que já foi lido (e se não foi, talvez já nem faça mais sentido manter), além das miríades de spam.
Usando o Gmail como exemplo, comece a “arrumar a casa” apagando o spam. Basta localizar a pasta respectiva na coluna à esquerda, abri-a, selecionar os itens indesejados e clicar no botão Excluir definitivamente.
Para identificar as mensagens mais “pesadas”, pesquise no campo de busca do serviço com o operador filename: seguido da extensão dos arquivos mais “gulosos” (.PPS, .WMV, .MP3, e por aí vai).Usando o operador before:, você encontrará mensagens antigas e poderá excluir as que não servem mais para nada (por exemplo, “before:2008/10/10”), e se digitar “has:attachment before:2008/10/10”, matará dois coelhos com uma só cajadada (isso implicará na exibição de mensagens antigas com anexos volumosos).
Já para varrer e-mails reencaminhados (correntes, piadinhas e coisas afins), digite subject: seguido de Fw (subject:Fw), e como geralmente não faz sentido guardar as mensagens temporárias que o serviço salva automaticamente em Rascunhos, abra a pasta em questão e apague tudo que for supérfluo.
Ao final, faça o mesmo com a pasta Enviados e esvazie também a Lixeira.
Nosso Blog completa hoje seu quinto aniversário – algo surpreendente, considerando que minha idéia era tirá-lo do ar tão logo a edição Blogs & Websites da Coleção Guia Fácil Informática ficasse pronta.
Conforme já mencionei em outras oportunidades, a atenção e o carinho de alguns leitores me estimularam a levá-lo adiante, e aqui estamos nós, cinco anos depois, com cerca de 1.400 postagens, 96 seguidores (ops, de ontem para cá, baixamos para 94) e quase 3.800 visualizações do meu perfil completo (ainda que não sejam expressivos, esses números não deixam de ser alvissareiros, pois no aniversário passado eram pouco mais de 60 seguidores e 2.600 visualizações de perfil).
Visitantes vão e vêm, é verdade... Alguns acompanham os posts por meses a fio, deixando comentários em quase todos eles, e num belo dia desaparecem como fumaça; outros ressurgem depois de meses (ou anos), e daí tornam a sumir do mapa (ou pelo menos da seção de comentários). Particularmente, tenho minhas reservas em relação a estatísticas e coisa e tal – afinal, ninguém com a cabeça no forno e os pés no freezer se sente confortável, mesmo que, na média, a temperatura possa ser considerada agradável –, mas as informações fornecidas pelo Blogger dão conta de que as visualizações de páginas vêm crescendo, ainda que lenta e gradualmente. Enfim, agradeço a atenção de todos que por aqui passaram nestes cinco anos e espero ter novo balanço positivo a comemorar no próximo aniversário.
E como o bolo, o champagne e a picanha são meramente virtuais, querendo, clique e ouça:
Passemos ao nosso tradicional humor de sexta-feira:
O Papa veio ao Brasil em missão não oficial, e Negão, o melhor motorista da Sé, o aguardava.
Negão não passava dos 80 Km/h, e o Papa pedia:
- Negón, piú veloce, per favore.
- Santidade, não posso. Dá multa. Desmoraliza a Sé.
O Papa, impaciente:
- Negón, passe a qui, per favore. Dammi l'auto.
O Negão ficou no banco de trás e o próprio Papa foi levando o carro, agora a 150 km/h. À frente, um policial rodoviário os interceptou, mas quando viu quem era, passou um rádio para chefe e sussurrou discretamente:
- Chefe, peguei um cara importante voando na Dutra. Não sei o que fazer!
- Um deputado?
- Não chefe, é mais importante.
- É um senador?
- Não chefe, é mais importante ainda.
- O presidente?
- É mais importante que o próprio presidente, chefe...
- Puxa, então só pode ser o Papa!
- Que nada chefe, o Papa é apenas o motorista, acho que é São Benedito!
Bom final de semana a todos e até mais ler.
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quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Firefox x Segurança
Do ponto de vista da segurança, é sempre recomendável migrar para as versões mais recentes dos softwares, que geralmente integram correções para bugs e brechas e, em muitos casos, funções adicionais, novos recursos e outros que tais. No entanto, há casos em que upgrades resultam em interfaces menos amigáveis, no sumiço de menus e opções com as quais o usuário já está acostumado, ou mesmo num aumento das exigências de hardware que torne o aplicativo incompatível com os recursos da máquina. Para piorar, a maioria das empresas costuma manter em seus servidores apenas as últimas versões dos softwares (nesses casos, o site http://www.oldversion.com/ pode ser uma mão na roda para o downgrade, já que oferece versões antigas de um vasto leque de programas gratuitos).
Muita gente vem fugindo do IE devido à sua pretensa insegurança, mas às vezes isso é como pular da frigideira para o fogo. O Firefox vem sendo remodelado em intervalos cada vez mais curtos (até algum tempo atrás, o cronograma oficial previa uma nova versão a cada ano). À primeira vista, isso pode parecer algo positivo, mas não é essa a opinião de Tyler Downer – ex-colaborador da Fundação Mozilla –, segundo o qual cerca de 2.600 bugs que precisam ter a veracidade confirmada estão sem verificação há mais de 150 dias (saiba mais em http://tylerdowner.wordpress.com/2011/08/27/some-clarification-and-musings/).
Bom dia a todos e até mais ler.
Muita gente vem fugindo do IE devido à sua pretensa insegurança, mas às vezes isso é como pular da frigideira para o fogo. O Firefox vem sendo remodelado em intervalos cada vez mais curtos (até algum tempo atrás, o cronograma oficial previa uma nova versão a cada ano). À primeira vista, isso pode parecer algo positivo, mas não é essa a opinião de Tyler Downer – ex-colaborador da Fundação Mozilla –, segundo o qual cerca de 2.600 bugs que precisam ter a veracidade confirmada estão sem verificação há mais de 150 dias (saiba mais em http://tylerdowner.wordpress.com/2011/08/27/some-clarification-and-musings/).
Bom dia a todos e até mais ler.
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terça-feira, 6 de setembro de 2011
MALWAREBYTES ANTI-MALWARE
Complementando o que foi dito na postagem do último dia 18, o MALWAREBYTES ANTI-MALWARE é outra excelente solução para garantir a saúde do sistema em relação a vírus e pragas que tais. E como ele não oferece proteção em tempo real, você pode utilizá-lo como complemento do seu antivírus residente, pois ele é capaz de localizar e eliminar ameaças que nem sempre são identificadas por outras ferramentas. De quebra, a versão freeware do programinha inclui ainda o FILEASSASSIN, que ajuda a remover arquivos bloqueados (saiba mais em www.fernandomelis.blogspot.com/2009/07/desinstalar-e-preciso.html) .
Para mais informações e download do MBAM, visite http://www.malwarebytes.org/.
Observação: Ao contrário do que se costuma imaginar, manter dois antivírus ativos e operantes não resulta em proteção dobrada para o computador. Conforme já dissemos em várias oportunidades, essa prática não só resulta num aumento substancial dos recursos da máquina (processamento e memória) como pode gerar conflitos, falsos positivos e instabilidades no sistema (se ambas as ferramentas detectarem e bloquearem uma mesma ameaça, por exemplo, é possível que nenhuma delas seja capaz de removê-la). No entanto, isso não se aplica a antispywares, antispams e assemelhados, que podem coexistir pacificamente e até complementar o trabalho do antivírus propriamente dito.
Um ótimo feriado a todos e até quinta, se Deus quiser.
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segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Programar é preciso
Antes de passar ao tema de hoje, vale salientar que meu amigo de além-mar José Viegas se dignou de complementar o que eu disse sobre o Java no post da última quinta-feira, mas achou por bem fazê-lo em seu próprio site, notadamente devido à complexidade do tema e extensão do texto. Pelos mesmos motivos, também a mim parece inadequado reproduzir aqui as considerações que ele publicou lá, de maneira que me limito a fornecer o link para a primeira das três postagens, que é http://www.mundopaspalho.com/2011/09/02/java-nao-e-so-na-indonesia-parte-1/. Assim, quem quiser cotejar minhas humildes colocações sobre o Java com a aula que um verdadeiro especialista está ministrando a meu pedido, é só visitar o espaço Mundo Paspalho.
Talvez a maior vantagem do Correio Eletrônico em relação ao Serviço Postal convencional seja a celeridade: instantes após você no botão “enviar” do seu serviço de Webmail ou programa cliente, a mensagem aparece como por encanto na caixa postal do destinatário (se ele vai ou não lê-la imediatamente, aí já é outra história).
Há casos, todavia, em que pode ser interessante programar uma mensagem (para cumprimentar um amigo que aniversaria na semana seguinte, por exemplo). Se você usa o Outlook 2003, basta clicar em Opções, assinalar a caixa de verificação "Não entregar antes de" e definir data e horário para a remessa. Note, porém, que o e-mail só será entregue conforme o programado se na data e hora pré-definidas seu computador estiver ligado, conectado, e com o Outlook aberto.
Por conta disso, talvez seja mais prático utilizar o LetterMeLater. O serviço é gratuito e requer apenas a criação de uma conta e o cadastro do(s) e-mail(s) que deverá(ão) figurar como remetente(s) nas mensagens agendadas. Da primeira vez, você precisa escolher uma faixa de fuso-horário e confirmar o endereço eletrônico cadastrado – para o qual o LetterMeLatter enviará uma mensagem com um link de ratificação. Depois é só compor o texto, preencher o campo assunto, definir o(s) destinatário(s) e selecionar a(s) data(s) e horário(s) para o envio. É possível até mesmo programar mensagens sem acessar o site (veja como em http://www.lettermelater.com/forum.php?id=2).
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sexta-feira, 2 de setembro de 2011
7Zip e Humor de Sexta-feira
O XP é capaz de manipular arquivos zipados através de um recurso nativo (Pastas Compactadas) que costuma “desaparecer” quando instalamos um software de terceiros como o popular WinZip, pois esses programas normalmente assumem as funções de compactador/descompactador padrão do sistema. Vale lembrar que as “Pastas Compactadas” do Windows servem também como ferramenta de segurança, pois permitem manter informações confidenciais longe de olhos curiosos. Para tanto, dê um clique direito num ponto vazio do Desktop, selecione Novo > Pasta e recolha para dentro da nova pasta todos os documentos que você queira proteger. Feito isso, dê um clique direito sobre ela e selecione Enviar para... > Pasta compactada. Abra a pasta compactada, clique no menu Arquivo, clique em Adicionar Senha, insira uma senha, confirme e clique em OK. A partir daí, o conteúdo dessa pasta só poderá ser acessado por quem conhecer sua senha, mas não deixe de fazer um backup dos arquivos num CD-R ou pendrive – não só para o caso de esquecer a senha, mas também porque essa proteção não impede que você ou outro usuário exclua a pasta acidentalmente e esvazie a lixeira.
Vale lembrar também que o ZIP é apenas um dos muitos formatos para compressão – e não necessariamente o melhor –, e que o 7-Zip (gratuito e de código aberto) lida tanto com arquivos ZIP (e outros formatos como RAR, ARJ, CAB, BZ2, etc.) quanto com o 7z, mais avançado e eficiente, cuja taxa de compressão é impressionante; se você lida freqüentemente com arquivos compactados, não deixe de experimentar. Se preferir, faça o download a partir do Baixaki (http://www.baixaki.com.br/download/7-zip.htm), que oferece mais informações e dá dicas importantes para o uso do programa.
Passemos agora ao nosso tradicional humor de sexta-feira:
Oração do Joãozinho:
-Senhor Todo Poderoso, há 2 anos o Senhor levou meu cantor favorito, Michael Jackson; meu locutor favorito, Lombardi; meu ator preferido, Patrick Swayze; minha dançarina preferida, Lacraia, e neste ano levou minha cantora favorita, Amy Winehouse! Quero lembrar ao Senhor que meus políticos preferidos são: Lula, Sarney, Paulo Maluf, Collor, Renan Calheiros, Serra, Sérgio Cabral, Garotinho, Marta Suplicy... Coloque-os na ordem de sua preferência, amém!
Bom final de semana a todos.
Vale lembrar também que o ZIP é apenas um dos muitos formatos para compressão – e não necessariamente o melhor –, e que o 7-Zip (gratuito e de código aberto) lida tanto com arquivos ZIP (e outros formatos como RAR, ARJ, CAB, BZ2, etc.) quanto com o 7z, mais avançado e eficiente, cuja taxa de compressão é impressionante; se você lida freqüentemente com arquivos compactados, não deixe de experimentar. Se preferir, faça o download a partir do Baixaki (http://www.baixaki.com.br/download/7-zip.htm), que oferece mais informações e dá dicas importantes para o uso do programa.
Passemos agora ao nosso tradicional humor de sexta-feira:
Oração do Joãozinho:
-Senhor Todo Poderoso, há 2 anos o Senhor levou meu cantor favorito, Michael Jackson; meu locutor favorito, Lombardi; meu ator preferido, Patrick Swayze; minha dançarina preferida, Lacraia, e neste ano levou minha cantora favorita, Amy Winehouse! Quero lembrar ao Senhor que meus políticos preferidos são: Lula, Sarney, Paulo Maluf, Collor, Renan Calheiros, Serra, Sérgio Cabral, Garotinho, Marta Suplicy... Coloque-os na ordem de sua preferência, amém!
Bom final de semana a todos.
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quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Entre a Cruz e a Caldeirinha
Outra questão suscitada pelo HILTON (vide postagem anterior) remete à conveniência de se desabilitar o plugin do JAVA – providência recomendada por muitos especialistas em segurança. Antes de entrar nesse mérito, todavia, vamos relembrar que o Java é uma plataforma/linguagem de programação criada pela SUN na década de 90 e amplamente utilizada em computadores, datacenters, celulares, smartphones, consoles de jogos, set-top boxes, impressoras, webcams etc. Sua grande vantagem é ser multiplataforma – ou seja, permitir a criação de aplicativos capazes de rodar em praticamente qualquer sistema operacional. Enquanto softwares desenvolvidos em outras linguagens requerem modificações substanciais para se compatibilizar com outros sistemas (ou mesmo com outras versões do mesmo sistema), isso não ocorre no Java, pois uma “máquina virtual” faz o papel de ponte entre os programas e o SO.
Ao fazer o download do Java, obtemos o Java Runtime Environment, que consiste na tal máquina virtual (JVM), as bibliotecas de suporte da plataforma e o plugin que permite a execução dos applets (mini-aplicativos) Java em diversos navegadores.
No que tange à insegurança, o “xis” do problema não está no Java propriamente dito, mas no plugin. Empresas de segurança vêm esse implemento como um dos expedientes mais utilizados para burlar as proteções do sistema operacional. Aliás, segundo a Kaspersky, a vulnerabilidade mais comum em PCs remete justamente a falhas no Java Runtime Environment, que podem ser exploradas por sites maliciosos através do tal plugin (um verdadeiro presente para criadores de códigos maliciosos).
Observação: Convém ter em mente que os softwares atuais são obras complexas de engenharia computacional, e como a quantidade de bugs (erros) tende a crescer na razão direta do aumento do número de linhas de código, a conclusão é óbvia. A propósito, alguns detratores do Windows o apelidaram de “colcha de retalhos” – devido à quantidade de remendos que a Microsoft disponibiliza regularmente para corrigir suas falhas. No entanto, se os desenvolvedores fazem sua parte criando correções para os problemas, cabe-nos fazer a nossa baixando e instalando as correções.
Os applets Java não têm permissão para alterar arquivos do sistema, mas o sandbox (mecanismo que limita a execução de funções especiais) está sujeito a erros que resultam em brechas de segurança e permitem a instalação de códigos maliciosos. A Oracle – atualmente responsável pelo Java – conserta as vulnerabilidades conforme elas são identificadas, mas como o miniaplicativo do Java (criado Painel de Controle do Windows por ocasião da instalação do programa) vem configurado para buscar atualizações somente uma vez por mês, corremos o risco de passar semanas usando uma versão insegura. É certo que sua aba “Atualizações” permite ajustar a periodicidade e o horário em que a busca deva ser empreendida, mas isso nem sempre funciona direito – da mesma forma que o botão “Atualizar agora” e os comandos da aba “Avançados” que permitem desabilitar o plugin no IE e no Firefox. Para piorar, mesmo com a versão mais nova do Java instalada, os applets que rodam dentro do navegador podem “liberar geral” (a tela exibida tem apenas dois botões: “Executar” e “Cancelar”; um clique no botão errado e pronto: o computador está infectado).
Passando agora à “pergunta de ouro”, devemos ou não desabilitar o plugin do Java em nossos navegadores? Infelizmente, a resposta vai além de um simples “sim” ou “não”, pois toda essa conjunção de fatores nos deixa entre a cruz e cruz e a caldeirinha. Desativar um recurso significa abrir mão da sua funcionalidade, mas o procedimento básico para deixar qualquer sistema seguro é desativar tudo aquilo que não usamos.
Navegar na web com o Java habilitado é indiscutivelmente inseguro, notadamente devido a erros no sandbox e à possibilidade de um clique acidental em “Executar”. Por outro lado, há situações em que os applets são imprescindíveis – como no site do Banco do Brasil, onde, até algum tempo atrás, o net banking dependia desse recurso (atualmente, se o acesso for feito via Internet Explorer ou Firefox, o plugin do Java não é necessário). Aliás, a maioria das instituições financeiras vem dispensando o plugin do Java, independentemente da plataforma e/ou navegador, de modo que cada usuário deve proceder conforme suas necessidades. Uma alternativa interessante é usar o Firefox com o plugin NoScript, que permite criar uma lista de sites confiáveis onde o Java será permitido (note, porém, que o plugin do Java precisa estar ativado; somente a opção Proibir Java do NoScript, configurável em “Opções”, na lista de complementos, é que deve ficar desativada).
Enfim, para desativar o plugin do Java no Internet Explorer, clique em Ferramentas > Opções da Internet > Programas > Gerenciar complementos, localize o Java, desabilite os complementos a ele relacionados e reinicie o navegador. (Se o Java não estiver sendo exibido, verifique se a opção “Todos os complementos” está selecionada no menu “Mostrar”, na porção esquerda da tela). No Firefox, clique no menu “Ferramentas”, selecione “Complementos”, “Plugins”, localize as opções relacionadas ao Java e clique em “Desativar”. No Chrome, digite chrome://plugins na barra de endereços, localize o Java na lista e clique em Desativar.
Observação: Como programação não é a minha praia, não vou me arriscar a lucubrações que transcendem meus pífios conhecimentos; fica aqui o convite ao meu amigo José Viegas, do Blog Mundo Paspalho, que é especialista no assunto e talvez queira fazer a gentileza de preencher as lacunas.
Um ótimo dia a todos e até mais ler.
Ao fazer o download do Java, obtemos o Java Runtime Environment, que consiste na tal máquina virtual (JVM), as bibliotecas de suporte da plataforma e o plugin que permite a execução dos applets (mini-aplicativos) Java em diversos navegadores.
No que tange à insegurança, o “xis” do problema não está no Java propriamente dito, mas no plugin. Empresas de segurança vêm esse implemento como um dos expedientes mais utilizados para burlar as proteções do sistema operacional. Aliás, segundo a Kaspersky, a vulnerabilidade mais comum em PCs remete justamente a falhas no Java Runtime Environment, que podem ser exploradas por sites maliciosos através do tal plugin (um verdadeiro presente para criadores de códigos maliciosos).
Observação: Convém ter em mente que os softwares atuais são obras complexas de engenharia computacional, e como a quantidade de bugs (erros) tende a crescer na razão direta do aumento do número de linhas de código, a conclusão é óbvia. A propósito, alguns detratores do Windows o apelidaram de “colcha de retalhos” – devido à quantidade de remendos que a Microsoft disponibiliza regularmente para corrigir suas falhas. No entanto, se os desenvolvedores fazem sua parte criando correções para os problemas, cabe-nos fazer a nossa baixando e instalando as correções.
Os applets Java não têm permissão para alterar arquivos do sistema, mas o sandbox (mecanismo que limita a execução de funções especiais) está sujeito a erros que resultam em brechas de segurança e permitem a instalação de códigos maliciosos. A Oracle – atualmente responsável pelo Java – conserta as vulnerabilidades conforme elas são identificadas, mas como o miniaplicativo do Java (criado Painel de Controle do Windows por ocasião da instalação do programa) vem configurado para buscar atualizações somente uma vez por mês, corremos o risco de passar semanas usando uma versão insegura. É certo que sua aba “Atualizações” permite ajustar a periodicidade e o horário em que a busca deva ser empreendida, mas isso nem sempre funciona direito – da mesma forma que o botão “Atualizar agora” e os comandos da aba “Avançados” que permitem desabilitar o plugin no IE e no Firefox. Para piorar, mesmo com a versão mais nova do Java instalada, os applets que rodam dentro do navegador podem “liberar geral” (a tela exibida tem apenas dois botões: “Executar” e “Cancelar”; um clique no botão errado e pronto: o computador está infectado).
Passando agora à “pergunta de ouro”, devemos ou não desabilitar o plugin do Java em nossos navegadores? Infelizmente, a resposta vai além de um simples “sim” ou “não”, pois toda essa conjunção de fatores nos deixa entre a cruz e cruz e a caldeirinha. Desativar um recurso significa abrir mão da sua funcionalidade, mas o procedimento básico para deixar qualquer sistema seguro é desativar tudo aquilo que não usamos.
Navegar na web com o Java habilitado é indiscutivelmente inseguro, notadamente devido a erros no sandbox e à possibilidade de um clique acidental em “Executar”. Por outro lado, há situações em que os applets são imprescindíveis – como no site do Banco do Brasil, onde, até algum tempo atrás, o net banking dependia desse recurso (atualmente, se o acesso for feito via Internet Explorer ou Firefox, o plugin do Java não é necessário). Aliás, a maioria das instituições financeiras vem dispensando o plugin do Java, independentemente da plataforma e/ou navegador, de modo que cada usuário deve proceder conforme suas necessidades. Uma alternativa interessante é usar o Firefox com o plugin NoScript, que permite criar uma lista de sites confiáveis onde o Java será permitido (note, porém, que o plugin do Java precisa estar ativado; somente a opção Proibir Java do NoScript, configurável em “Opções”, na lista de complementos, é que deve ficar desativada).
Enfim, para desativar o plugin do Java no Internet Explorer, clique em Ferramentas > Opções da Internet > Programas > Gerenciar complementos, localize o Java, desabilite os complementos a ele relacionados e reinicie o navegador. (Se o Java não estiver sendo exibido, verifique se a opção “Todos os complementos” está selecionada no menu “Mostrar”, na porção esquerda da tela). No Firefox, clique no menu “Ferramentas”, selecione “Complementos”, “Plugins”, localize as opções relacionadas ao Java e clique em “Desativar”. No Chrome, digite chrome://plugins na barra de endereços, localize o Java na lista e clique em Desativar.
Observação: Como programação não é a minha praia, não vou me arriscar a lucubrações que transcendem meus pífios conhecimentos; fica aqui o convite ao meu amigo José Viegas, do Blog Mundo Paspalho, que é especialista no assunto e talvez queira fazer a gentileza de preencher as lacunas.
Um ótimo dia a todos e até mais ler.
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informática,
Java,
PC,
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