quinta-feira, 10 de maio de 2012

Memória RAM - UPGRADE


Um PC usa diversos tipos de memória, mas a RAM (sigla em inglês para memória de acesso aleatório) é a que mais influencia seu desempenho, pois é nela que são carregados e processados – a partir do HD, que também é um dispositivo de memória – o sistema operacional, os aplicativos e os arquivos que manipulamos enquanto operamos a máquina. Por conta disso, além de fácil de implementar, seu upgrade é tido e havido como altamente compensador – em tese, quanto mais memória, melhor –, mas isso não significa que basta você ir até uma loja de informática e comprar o módulo (ou pente) de maior capacidade que encontrar, como veremos mais adiante, depois de algumas considerações conceituais que eu reputo importantes:

Até os jurássicos 286, a RAM dinâmica (memória física do sistema computacional) vinha soldada na placa-mãe, o que dificultava sua substituição em caso de defeitos, levando os fabricantes a encapsular os chips em módulos (ou pentes) e encaixá-los em slots (ou soquetes) apropriados (o que, indiretamente, abriu as portas para o upgrade).

Observação: Existe também a RAM estática – mais rápida, mas muito cara –, que costuma ser usada em pequenas quantidades como cache em processadores e outros componentes de hardware, mas isso já é outra história e fica para outra vez.

Memórias de diversas tecnologias foram (e continuam sendo) criadas desde a pré-história da informática (FPM, EDO, SDR, RAMBUS, DDR, DDR2, DDR3) e disponibilizadas em módulos de vários formatos (SIMM, DIMM, RIMM, etc.). PCs de última geração utilizam o padrão DDR3 (o DDR4 ainda está em fase de desenvolvimento), mas o DDR2 é encontrado na maioria das máquinas fabricadas na segunda metade da década passada, e os DDR e SDR, nos modelos imediatamente anteriores (por não serem mais fabricados, esses módulos custam mais caro e são difíceis de encontrar, mas a substituição por pentes de tecnologia mais recente exige a troca da placa e, não raro, do processador).

Observação: Com processadores cada vez mais velozes, o uso de memórias FPM e EDO (assíncronas) resultava em desperdício de preciosos ciclos de clock, o que implicou no desenvolvimento do padrão SDR-SDRAM – que operava de forma sincronizada com o processador, mas realizava apenas uma leitura por ciclo. Mais adiante surgiram os padrões DDR, DDR2 e DDR3 – cada qual capaz de dobrar a quantidade de leituras por ciclo de seu antecessor. Placas fabricadas em épocas de transição podem trazer soquetes para memórias de padrões distintos (DDR2 e DDR3, por exemplo), mas os pentes não são intercambiáveis e geralmente não é possível utilizar ambos os padrões ao mesmo tempo (consulte a documentação do equipamento ou o site do fabricante).

As memórias diferem tanto pela tecnologia quanto pela frequência, taxa de transferência, tempo de acesso, latência e voltagem, além do formato e da pinagem dos pentes mas você pode evitar problemas simplesmente adicionando um componente similar ao original (ou substituir o original por outro de maior capacidade, mas com as mesmas características). Ainda assim, é fácil diferenciar módulos DDR dos DDR2 pelas trilhas de contatos, que tem, respectivamente, 184 e 240 vias. Módulos DDR3 também têm 240 vias e formato similar aos do padrão anterior, mas você pode diferenciá-los pelo chanfro (encaixe), que fica mais perto da extremidade esquerda do componente.

Sintam-se à vontade para comentar, opinar, perguntar, opinar, ou seja lá o que for.
Amanhã a gente vê algumas dicas práticas com vistas a um upgrade bem sucedido; abraços e até lá.
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