segunda-feira, 6 de agosto de 2012

3G, 4G, SMARTPHONES e outras considerações.

No final do século passado, quando desembarcaram aqui pelas nossas bandas, os celulares custavam os olhos da cara e mal conseguiam gerar e receber chamadas de voz. Hoje, eles se tornaram verdadeiros PCs de bolso, e a coisa deve "esquentar" ainda mais com a tecnologia 4G, que começa a operar nas cidades-sede da COPA DAS CONFEDERAÇÕES em abril do ano que vem – estima-se que o download  de uma imagem de 1 MB, que atualmente leva cerca de 30 segundos, venha a ser concluído em apenas 2 segundos (*).
Aliás, até a privatização das TELES, no final da década de 90, era preciso gastar “uma nota” em ações do GRUPO TELEBRAS para conseguir um telefone fixo (e amargar anos de espera, pois o prazo de 24 meses quase nunca era cumprido). As alternativas eram o aluguel ou o mercado paralelo, onde uma linha chegava a custar tanto quanto um carro popular O KM!
Embora os telefones fixos sejam instalados praticamente sem custo e em menos de 48 horas, a procura está em queda livre – resguardadas as devidas proporções, pode-se dizer que o mesmo vale para os orelhões, que passaram de 13, em 1971, para mais de 70.000 em 2007, agora mal chegam a 50.000 (*)–, pois a saudável concorrência entre as operadoras vem popularizando cada vez mais o uso do celular, a despeito das nossas tarifas, que estão entre as mais caras do mundo (notadamente devido à carga tributária escorchante aplicada em terras tupiniquins).

Observação: Com mais de 34 milhões de linhas móveis habilitadas na região metropolitana de São Paulo, as combinações numéricas de 8 dígitos praticamente se esgotaram, de modo que você deverá adicionar o algarismo 9 antes dos prefixos de código 11, sob pena de sua ligação não ser completada (a partir de outubro).

Por outro lado, o aumento indiscriminado do número de linhas móveis sem a necessária contrapartida em temos de infraestrutura levou a ANATEL a proibir temporariamente a TIM, a CLARO e a OI de aliciar novos clientes em determinadas regiões (novas sanções estão previstas para o caso do não cumprimento da melhoria na qualidade dos serviços), medida que me pareceu muito bem vinda, até porque:



Sou cliente Claro há 7 anos e recentemente migrei do plano Pós 120 para o Controle 50, que vem me atendendo satisfatoriamente. No entanto, desde então passei a ser agraciado com duas contas mensais, e nenhum dos atendentes (mal remunerados e despreparados) com quem mantive contato via 1052 foi capaz de solucionar o problema. Passei horas ouvindo musiquinha e sendo transferido de um setor para outro, e sempre que pedia para falar com um supervisor ou alguém capaz de encontrar o próprio rabo usando as duas mãos e uma lanterna, a ligação "caía" misteriosamente, obrigando-me a reiniciar todo o calvário.
Diante da perspectiva de ver meu CPF negativado, estou pensando seriamente em recorrer à ANATEL, ao PROCON, ou mesmo constituir um advogado para tratar do assunto judicialmente.

Desculpem o desabafo.
Abraços e até amanhã.

(*) Dados da revista Época São Paulo, de agosto/12)

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