quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

FILMES 3D SEM ÓCULOS – TOSHIBA ZL2 3D


Ao contrário do que muitos imaginam, a mega-produção AVATAR (James Cameron – 2009), que arrecadou mais de 230 milhões de dólares em seu primeiro fim de semana, não “inaugurou” o cinema 3D – aliás, os irmãos Lumière já produziam filmes anaglíficos no início do século passado –, mas tornou a despertar o interesse geral por filmes tridimensionais, tanto para a telona quanto para TV e DVD/Blu-Ray.

Observação: O termo Anáglifo designa imagens ou vídeos formados por duas camadas de cor sobrepostas que produzem um efeito tridimensional estereoscópico quando vistos através de filtros (geralmente óculos com lentes de duas cores).

No âmbito da TV, diversos fabricantes já disponibilizam modelos capazes de reproduzir filmes em 3D – ou mesmo de acrescentar profundidade às transmissões convencionais. No entanto, em que pese a progressiva redução no preço, eles não chegam a abocanhar nem 10% do mercado, notadamente devido aos óculos especiais ativos ou passivos, necessários à criação do efeito tridimensional. No primeiro caso, dois painéis LCD substituem as lentes convencionais e, sincronizados por infravermelho, mostram as imagens alternadamente para cada olho; no segundo, eles podem ser seranaglíficos (que filtram as imagens por cor) ou polarizados (que fazem a separação por ondas, na vertical e na horizontal).

Para piorar, a maioria dos aparelhos traz um ou, no máximo, dois pares de óculos, limitando o número de usuários simultâneos (óculos adicionais podem ser comprados separadamente, é claro, mas custam os olhos da cara, se me permitem o trocadilho). No entanto, esse quadro pode mudar em breve, com o lançamento de TVs como a TOSHIBA ZL2 3D, que, ao custo de 9 mil euros (na Europa), dispensa os incomodativos óculos e oferece tela 55 polegadas com resolução de 3.840 x 2.160 pontos.
Vale lembrar que existem no mercado TVs 3D que criam o efeito de profundidade através de um filtro que impede a luz da imagem destinada ao olho direito alcançar o olho esquerdo e vice-versa, mas se por um lado isso afasta a necessidade dos óculos, por outro exige que o espectador mantenha um ângulo de 90º entre os olhos e a tela, o que também complica a visualização simultânea da programação por duas ou mais pessoas.

Já a ZL2 3D exibe as imagens com o dobro da resolução full HD e atribui a cada espectador (até o máximo de nove) uma coluna de pixels personalizada, de modo que todos conseguem usufruir do efeito tridimensional independentemente do ângulo de visualização. No entanto, essa detecção não é dinâmica – se alguém se levantar do sofá por qualquer motivo e não se sentar no mesmo lugar onde estava, será preciso reajustar o sistema.
Abraços a todos e até mais ler.
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