quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

SUGESTÃO DE NATAL – PANETONES – DÉCADA PERDIDA

DILMA, QUEM DIRIA, VAI ENTRAR PARA A HISTÓRIA COMO A PRESIDENTE QUE RESSUSCITOU A INFLAÇÃO.

PANETONES – EVITE OS MICOS

Os críticos de gastronomia de VEJA SÃO PAULO provaram dez panetones com frutas cristalizadas e dez chocotones com preço de até 20 reais. As marcas Casa Suíça, Cacau Show e Nestlé foram as que melhor se posicionaram no ranking dos panetones, tanto pela umidade da massa, quanto pelas frutas macias, textura elástica e sabor agradável. Já os festejados Bauducco e Visconti desagradaram; o primeiro pela massa muito seca e sabor levemente cítrico, e o segundo, pela massa compacta e casca farinhenta. Se possível, evite os panetones das marcas Qualitá, Village, Pullman, Triunfo e Arcor.
Quanto aos chocotones, prefira os da Nestlé, Casa Suíça e Triunfo, que encabeçara a lista dos aprovados, tanto pela massa macia quanto pelo recheio de chocolate na medida certa.
Para ler a íntegra da matéria, clique aqui.


Para aquela sua tia perua, que tal uma Máquina Fotográfica Lomography com corrente dourada? Você irá encontrá-la na Japonique (11 3034-0253).

Para este humilde blogueiro, um Ray Ban Sunglass Hut está de bom tamanho para integrar a coleção (custa só R$ 400; quem se habilita?). Na mesma loja.

Para o sogrão, que não abre mão de uma redonda, o Cortador de Pizza da da Kitchenaid causa uma boa impressão (embora custe R$ 109.99 (11 3081-6105).

Com exceção deste que vos escreve e de mais meia dúzia que eu conheço, o resto dos brasileiros adora futebol, não é mesmo? Então, se você quer ser uma pessoa bem informada, assine VEJA e ganhe a BRAZUCA (bola oficial da COPA DO MUNDO DA FIFA). Se você já é assinante, presenteie um parente ou amigo com uma assinatura da revista e ganhe a bola assim mesmo. Basta clicar aqui e seguir as instruções. (Não, eu não ganhei uma bola ou uma assinatura por essa dica quase publicitária).

Para aquele seu cunhado bobão, que ainda vê o Mensalão como uma farsa e a prisão dos mensaleiros como uma afronta à democracia, nada melhor do que uma foto do Chefe (não sei onde se vende esse troço, e, se soubesse, não diria). Talvez dê para economizar alguns trocados juntando uma foto da Presidenta... se achar caro - afinal, tudo é possível - tente a Mônica (do Maurício de Souza).
Aliás, se você conhece alguém que tenha olhos sadios e alguma massa cinzenta entre os escutadores de novela, mas sobe nas tamancas sempre que o PT e o Lulopetismo são suscitados e não elogiados, uma excelente sugestão de Natal é o livro DÉCADA PERDIDA – DEZ ANOS DO PT NO PODER, do historiador Marco Antonio Villa (Record; 280 páginas, R$ 45).
No excelente artigo A AUTÓPSIA DA FRAUDE, publicado na seção LIVROS de VEJA #2349 (27/11/13), o jornalista Augusto Nunes nos brinda com a resenha que transcrevo a seguir (os grifos são meus):

É muito milagre para pouco verso, constatam os brasileiros sensatos depois de confrontados com a letra do samba-enredo que canta as façanhas fabricadas pelo governo do PT entre janeiro de 2003 e dezembro de 2012. Escalado pela Divina Providência para dar um jeito na herança maldita de FHC, Lula só precisou de oito anos para fazer o que não fora feito em 500 — e repassar a Dilma Rousseff uma Pasárgada materializada por Oscar Niemeyer. E a sucessora só precisou de meio mandato para passar a presidir uma Noruega com praia, sol de sobra. Carnaval e futebol pentacampeão. O único problema é que até agora, nenhum habitante do país real conseguiu enxergar esse prodígio político-administrativo. Nem vai conseguir, avisa a leitura de Década Perdida — Dez Anos de PT no Poder (Record: 280 páginas: 45 reais), do historiador Marco Antonio Villa. O Brasil Maravilha registrado em cartório nunca existiu fora da imaginação dos pais, parteiros e tutores do embuste mais longevo da era republicana.
Para desmontar a tapeação, bastou a Villa exumar verdades reiteradamente assassinadas desde o discurso de posse do produtor, diretor, roteirista e principal personagem da ópera dos farsantes. "Diante das ameaças à soberania nacional, da precariedade avassaladora da segurança pública, do desrespeito aos mais velhos e do desalento dos mais jovens; diante do impasse econômico, social e moral do país, a sociedade brasileira escolheu mudar e começou, ela mesma, a promover a mudança necessária", descobriu Luiz Inácio Lula da Silva no dia em que substituiu Fernando Henrique Cardoso. "Foi para isso que o povo brasileiro me elegeu presidente da República." A aparição do Homem Providencial na terra devastada, sem rumo e órfã de estadistas abriu o cortejo de bazófias, bravatas e invencionices que, para perplexidade dos que veem as coisas como as coisas são, parece ainda longe do fim.
Nunca antes neste país tanta gente foi iludida por tanto tempo, comprova a didática reconstituição conduzida por Villa. Nunca se mentiu tão descaradamente sem que um único e escasso político oposicionista se animasse a denunciar sem rodeios nem eufemismos a nudez obscena do reizinho. O Evangelho segundo São Lula enfileira pelo menos um assombro por ano. Já no primeiro, o salvador da pátria em perigo conferiu a todos os viventes aqui nascidos ou naturalizados o direito de comer três vezes por dia. E a fome acabou. No segundo, com a reinvenção do Bolsa Família, estatizou a esmola. E a pobreza acabou. Não pôde fazer muito em 2005 porque teve de concentrar-se na missão de ensinar a milhões de eleitores que o mensalão nunca existiu — e livrar os companheiros gatunos do embarque no camburão que só chegaria em 2013.
Indultado liminarmente pela oposição e poupado pela Justiça, o camelô de si mesmo atravessou os anos seguintes tentando esgotar o estoque de proezas fictícias. Festejou o advento da autossuficiência na produção de petróleo, rebaixou a marolinha o tsunami econômico, proibiu a crise americana de dar as caras por aqui, condenou a seca do Nordeste a morrer afogada nas águas transpostas do Rio São Francisco, criou um sistema de saúde perto da perfeição e inaugurou mais universidades que todos os doutores que o precederam no cargo, fora o resto. E sem contar o que andou fazendo depois de nomear-se conselheiro do mundo. Dilma teve de conformar-se com o pouco que faltava. Fantasiou de "concessão" a privatização dos aeroportos, por exemplo. Por falta de fregueses, criou o leilão de um lance só para desencalhar o pré-sal. Acrescentou alguns metros à Ferrovia do Sarney. Obrigada a cuidar da inflação em alta e do PIB em baixa, deixou para depois o trem-bala mais lento do mundo.
Haja vigarice, gritam os fatos e estatísticas que Villa escancara numa narrativa linear, irrefutável e contundente. O crescimento econômico do governo Dilma só não perde em raquitismo para os de Floriano Peixoto e Fernando Collor. "O partido aparelhou o Estado", adverte. "Não só pelos seus 23 000 cargos de nomeação direta. Transformou as empresas e bancos estatais, e seus poderosos fundos de pensão, em instrumentos para o PT e sua ampla clientela. Estabeleceu uma rede de controle e privilégios nunca vista na nossa história. Em um país invertebrado, o partido desmantelou o que havia de organizado através de cooptação estatal. Foram distribuídos milhões de reais a sindicatos, associações, ONGs, intelectuais, jornalistas chapa-branca criando assim uma rede de proteção aos desmandos do governo: são os tontons macoutes do lulopetismo os que estão sempre prontos para a ação." O Brasil perdeu outra década. O PT ficou no lucro. E Lula ganhou mais do que todos.

O "poste" Haddad não conseguiu recuperar nenhum ponto da popularidade perdida nos protestos de junho (seu índice de aprovação é semelhante ao que Pitta e Kassab registraram no primeiro ano de suas respectivas gestões), mas ele deve investir R$ 90 milhões para reverter esse quadro. Alckmin enfrenta dificuldades para segurar a marimba, ao passo que Lula e Dilma continuam por cima da cocada preta - não na Região Sudeste, mas enfim... 
Durma-se com um barulho desses, mas não sem antes ouvir isso:


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