segunda-feira, 31 de março de 2014

CARTÕES DE CRÉDITO, DÉBITO E COMPRAS – CONHEÇA MELHOR O “DINHEIRO DE PLÁSTICO” E USE-O COM SABEDORIA.

TODO PROGRESSO SE BASEIA NUM DESEJO INATO E UNIVERSAL DE VIVER ALÉM DOS PRÓPRIOS MEIOS.

Na pré-história do comércio, o escambo era a bola da vez: quem pescava trocava peixes por ovinos, suínos e bovinos com quem os criava, ou por frutas e verduras com quem as cultivava.
Como era difícil chegar a um consenso quanto ao valor das mercadorias, as mais requisitadas passaram a ser usadas como parâmetro – caso do sal, por exemplo, que era amplamente utilizado na conservação dos alimentos, mas de difícil obtenção para povos que viviam longe do litoral. Aliás, o termo salário advém da utilização do sal, na antiga Roma, para o pagamento de serviços prestados.
Mais adiante, o metal passou a ser usado na confecção de armas e utensílios que até então eram feitos de pedra, e devido à facilidade de transporte e entesouramento, logo foi guindado à condição de moeda de troca, ganhou forma e peso definidos e marca indicativa de valor, dando origem ao que hoje conhecemos como dinheiro. As primeiras moedas foram cunhadas em ouro, prata e cobre, não só pela raridade desses elementos, mas também pela beleza, imunidade à corrosão e “poder mágico” que lhes era atribuído pelos antigos sacerdotes babilônicos, e assim foi durante séculos, até o advento do papel-moeda.
Eu sou da época em que as contas eram pagas em dinheiro vivo ou em cheque, de acordo com o valor (já então não era boa política andar com muita grana no bolso). Claro que havia Bancos para conceder empréstimos e financiamentos, além do famoso “papagaio” – como era chamada a nota promissória (promessa de pagamento endossável, passível de aval e, no caso de inadimplência, protestável e executável judicialmente). Isso sem mencionar o indefectível fiado – modalidade informal de crédito, onde os gastos do dia-a-dia em armazéns, botecos e afins eram anotados pelos comerciantes eram anotados nas famosas cadernetas (nem sempre de forma muito honesta) e pagos no final do mês pela distinta freguesia.
A ideia do cartão de crédito surgiu nos anos 1920, quando algumas empresas (notadamente redes de hotéis e petroleiras) passaram a permitir que seus clientes comprassem a crédito nos próprios estabelecimentos. Já o primeiro cartão de crédito para uso no comércio em geral foi criado na década de 50 pelo americano Frank MacNamara, que teria vislumbrado o potencial desse instrumento durante um jantar com amigos, ao perceber que estava sem a carteira. Para contornar a “saia-justa”, ele apresentou seu cartão de visita e prometeu pagar a conta do dia seguinte – com o que o dono do restaurante concordou, desde que a nota da despesa fosse assinada.
Assim surgiu o Diners Club Card – utilizável inicialmente em 27 restaurantes –, que desembarcou no Brasil cinco anos depois, na condição de cartão de compra (voltaremos a esse assunto oportunamente). Nosso primeiro cartão de crédito “de verdade” teria sido o ELO, segundo alguns, ou o CREDICARD, segundo outros, que revolucionaram o mercado com suas propostas de parcelamento e taxas, e logo conquistaram as principais lojas e magazines.
Amanhã a gente continua; abraços e até lá.
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