sexta-feira, 19 de setembro de 2014

LPs DE VINIL x CDs

QUANDO A VERDADE É SUBSTITUÍDA PELO SILÊNCIO, ESTE SE TORNA UMA MENTIRA.

Tanto os discos de vinil quanto os CDs têm seus defensores e detratores, ainda que a escolha, a meu ver, tenha mais a ver com o perfil e preferências do usuário do que com qualquer outra coisa. Entretanto, compre salientar que essa é a opinião de alguém que até gosta de música, mas está longe de ter ouvido privilegiado e cacife para investir o preço de um carro 0 km num equipamento de som de primeira linha.
Passando ao que interessa, cerca de uma década depois de ter sua produção descontinuada e ser relegado a brechós, sebos e afins, o vinil ressurgiu das cinzas: segundo o Mercado Livre, os LPs já respondem por 27% do volume no setor de música do portal, devido a sua propalada fidelidade à gravação original, decorrente de um processo analógico que os puristas afirmam deixar no chinelo a gravação digital.

Observação: No primeiro caso o sinal é analógico por definição; no segundo, ele é modificado por um conversor analógico-digital e reconvertido por um conversor digital-analógico antes de ser amplificado e enviado para os alto-falantes do player (veja mais detalhes na postagem anterior).

Com o devido respeito a quem pensa de maneira diferente, eu acho que essa propalada diferença só é percebida por audiófilos de carteirinha. O resto é papo de saudosista. Para conferir, grave seu bolachão preferido num CD-R de boa qualidade, muna-se de um bom fone de ouvido, selecione algumas faixas e peça a alguém que as reproduza, mas alternando a origem aleatoriamente. Se nessa “audição cega” você conseguir identificar quem é quem, meus parabéns! Muna-se do seu poderoso cartão de crédito e vasculhe a Web em busca de versões em vinil dos seus álbuns preferidos. Caso contrário, digitalize sua discoteca e apure uns trocados vendendo os originais num sebo que trabalhe com áudio, tais como o SEBO DO DISCO e o VENTANIA.
Quanto à durabilidade e facilidade de manuseio, o ponto vai para os CDs, pois a leitura a laser não implica em contato físico entre a cabeça e a superfície da mídia. Ainda assim, é importante manuseá-los pela borda, limpá-los com uma flanela antiestática antes de inseri-los no drive e guardá-los em suas embalagens originais, ao abrigo da luz solar e de outras fontes de calor (para saber como eliminar pequenos riscos e abrasões, clique aqui e aqui).  
No vinil, por sua vez, a trilha espiralada tende a acumular gordura das mãos, poeira e outras impurezas, acentuando o desgaste promovido pelo contato da agulha com os micro-sulcos – problema que se agrava a cada reprodução. Para minimizá-lo mantenha os discos em suas capas originais (tanto a de plástico quanto a de papelão) e guarde-os na posição vertical, longe de fontes de calor. Note que os riscos e abrasões no frágil bolachão são irreversíveis, e que, diferentemente do que ocorre com os CDs, criar novas cópias em vinil é um processo que requer equipamento profissional.    
Outra questão importante é o custo/benefício. Um bom conjunto de som – toca-discos, amplificador e caixas acústicas – custa caro. Aliás, na época áurea do vinil, muita gente recorria àquelas vitrolinhas portáteis, com os falantes estrategicamente instalados na tampa, que alguns inconsequentes levavam até em piqueniques na praia (“toc, toc, toc”, pé de pato, mangalô, três vezes).
Já os CD Players caíram barbaramente de preço, especialmente depois da popularização dos MP3 Players, dos pendrives e dos celulares/smartphones, que permitem ouvir música durante a caminhada matinal, no ônibus, no carro, enfim, praticamente em qualquer lugar.
Para encerrar, fica uma pergunta: o que dizer da qualidade sonora desses aparelhinhos?
Segunda-feira a gente conta a resposta. Enquanto isso, ria (ou chore) com os vídeos a seguir.
Bom f.d.s. a todos.


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