quinta-feira, 25 de setembro de 2014

DE VOLTA AOS MALWARES PARA TABLETS E SMARTPHONES

NÃO EXISTE SEGUNDA CHANCE. DEPOIS DE QUEBRADO, O VASO DE CRISTAL, O AQUÁRIO, O CORAÇÃO DA DONZELA OU SEJA LÁ O QUE FOR JAMAIS SERÃO COMO ANTES, A DESPEITO DO QUANTO VOCÊ SE ESFORCE PARA RETORNAR AO STATUS QUO ANTE.

Conforme comentamos em outras oportunidades, os malwares evoluem a cada dia que passa, tornando a navegação na Web, que um dia foi um bucólico passeio no parque – tão perigosa quanto um safári na selva africana.
Houve um tempo em que criar “vírus eletrônicos” era apenas uma maneira de os programadores buscarem fama na mídia e reconhecimento entre seus pares, mas as pragas logo deixaram de lado a inocência inicial e se tornaram vorazes destruidoras de arquivos. Mais adiante, conscientes do poder que detinham, os criadores de malwares passaram a utilizar seus “rebentos” para derrubar servidores, invadir sistemas, criar redes zumbis e, pior, roubar dados confidenciais dos usuários (números de documentos e de cartões de crédito, senhas bancárias, etc.) para usar em seus propósitos escusos.
Diante do exposto, não seria de se esperar que o submundo da computação deixasse escapar o filão representado pela crescente popularização de smartphones e tablets. A propósito, pesquisas dão conta de que ameaças para o Android – sistema presente em mais de 80% dos aparelhos vendidos em 2013 – cresceu 384% no ano passado.

Observação: Ainda que a esmagadora maioria dos códigos nocivos para smartphones tenha como alvo o Android, usuários do iOS não estão imunes a essas pragas. A despeito da rigorosa verificação feita nos aplicativos disponíveis na App Store, a Apple não deixou passar o programinha Find and Call, posteriormente identificado como malware volta ao roubo de dados e envio de SPAM.

Segundo um levantamento feito pela conceituada empresa de segurança digital Webroot, mais de 40% dos quase 6 milhões de apps examinados foram considerados nocivos ou suspeitos, razão pela qual volto a salientar a importância de manter um antivírus instalado também no seu smartphone ou tablet.
Como o download de aplicativos é a principal porta de entrada dos programinhas mal intencionados, utilize somente apps de desenvolvedores conhecidos, baixe-os a partir das lojas oficiais do desenvolvedor do seu sistema (Android, iOS ou Windows 8) e redobre os cuidados quando for receber arquivos via Bluetooth, especialmente de desconhecidos.
Fique atento se seu gadget apresentar lentidão atípica, passar a consumir mais bateria do que o normal ou então desligar automaticamente quando ainda restarem mais de 10% de carga. Outros sintomas clássicos de infecção são mudanças na configuração, inicialização de programas e exibição de anúncios não solicitados, mensagens de texto/ligações feitas sem o seu conhecimento e auto-ativação do Bluetooth.  
Como prevenir acidentes é dever de todos, uma boa ideia é instalar o PSafe para Android, o Avira Moblie Security para iOS, dentre várias outras opções. Caso seu sistema móvel for o Windows, clique aqui.

Observação: Se, como todo bom brasileiro, você colocou a tranca depois de a casa ter sido invadida e o antivírus escolhido não ser capaz de recolocar o bonde nos trilhos, o jeito é recorrer a um backup que você tenha criando quando tudo ia bem ou, se não houver, reverter o telefone para as configurações de fábrica.

Boa sorte é até a próxima. Até lá, saiba melhor o que faz (ou deveria fazer) um deputado.

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