quarta-feira, 8 de outubro de 2014

REVISITANDO A DESFRAGMENTAÇÃO DO SEVEN

UMA DESCULPA É UMA MENTIRA DISFARÇADA.

O Windows e seu sistema de alocação de arquivos gravam dados no HD preenchendo os clusters disponíveis em ordem crescente, começando pelo mais próximo da borda e seguindo pelos subsequentes, ainda que eles estejam no meio de uma extensa área ocupada e haja espaço sobrando logo adiante. O cluster é a menor "porção" de espaço que o sistema consegue acessar, e seu tamanho (número de setores) varia de 1 a 64, dependendo de uma série de fatores que, agora, não vêm ao caso. Um arquivo bem pequeno pode caber integralmente num único cluster, mas os maiores são divididos e distribuídos pelos clusters livres subsequentes.

Observação: Um cluster não pode conter mais do que um arquivo, mas um arquivo pode ser distribuído por vários clusters, tantos quantos forem necessários para abrigá-lo integralmente.

Essa maneira peculiar de gerenciar o espaço faz com que as constantes gravações, edições, apagamentos e regravações resultem na pulverização dos dados por toda a superfície dos pratos magnéticos. Como a cabeça de leitura precisa remontar os arquivos antes de carregá-los na memória RAM, é fácil concluir que, quanto maior o índice de fragmentação, mais lento ficará o sistema. Então, se você usa seu PC diariamente, habitue-se a desfragmentar o HD ao menos uma vez por mês (desde que seu drive seja eletromecânico, já com modelos SSD a história é outra).
Até o Win ME, o Defrag (desfragmentador nativo do Windows) só proporcionava bons resultados quando executado no modo de segurança. (opção que inicia o computador em um estado limitado, carregando somente arquivos e drivers essenciais). O XP trouxe a possibilidade rodar a ferramenta e executar outras tarefas ao mesmo tempo, mas como a máquina fica lenta e pode parar de responder, de modo que o melhor a fazer é desconectar a Internet, encerrar todos os programas – inclusive o antivírus – e ir tirar um cochilo, lavar o carro, namorar ou cuidar de outros assuntos.
Nas versões mais recentes do Windows, a fragmentação é menos significativa, até porque o próprio sistema previne sua ocorrência. Por isso, a Microsoft automatizou o Defrag e até suprimiu o comando respectivo no Windows Vista, mas acabou voltando atrás no Seven.

Observação: Muitos analistas asseguram que a ferramenta nativa do Windows foi aprimorada e ficou
até melhor do que os utilitários renomados, como o Puran Defrag e o Smart Defrag 2 (os meus favoritos na categoria dos freewares, pois incluem desfragmentação off-line – feita durante a inicialização, de maneira a atuar sobre arquivos que ficam inacessíveis depois que o Windows é carregado –, a otimização – regravação dos arquivos do sistema no início do disco para acelerar o desempenho –, a consolidação do espaço livre, e por aí vai).

No entanto, como o Defrag vem programado para rodar todas as quartas-feiras à 1h da madrugada – e só o fará se a máquina estiver ligada –, clique no botão Configurar agendamento e ajuste esses parâmetros, ou rode-a manualmente clicando em Iniciar > Todos os programas > Acessórios > Ferramentas do Sistema > Desfragmentador de disco. Concluída a análise, se o grau de fragmentação justificar, clique em Desfragmentar agora e aguarde a conclusão do processo (que pode demorar um bocado, conforme o tamanho do disco, o espaço ocupado e o grau de fragmentação). Caso opte por utilizar uma ferramenta de terceiros, selecione Configurar agendamento, desmarque a caixa Executar seguindo um agendamento e confirme.



Um ótimo dia a todos.
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