segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

BIZOO – ECONOMIZAR É PRECISO

O PETROLÃO CONSOLIDA O QUE JÁ VEM DE 2005. O MENSALÃO FOI O PREFÁCIO, AGORA O BRASIL ESTÁ TENDO O EPÍLOGO.

Muita gente já nem se lembra de quando era preciso esquadrinhar os anúncios publicados em jornais e revistas e gastar sola de sapato para cotejar preços de produtos que a gente tencionava adquirir. Hoje, com a popularização da Internet e o advento do Google e de outros mecanismos de busca e comparação de preços, bastam poucos cliques do mouse para descobrir onde o preço é menor e as facilidades, maiores.
Para melhorar ainda mais esse contexto, o BIZOO não só indica os preços mais camaradas praticados no mercado digital, mas também permite que os consumidores tenham acesso à evolução do custo dos produtos nos últimos 12 meses e pechinchem diretamente com as lojas online.
Boas compras!

Para o gáudio dos paulistanos, na região da assim chamada Grande São Paulo – e outros municípios vizinhos – a perspectiva de racionamento de água é mais do que preocupante. O Ministro das Minas e Energia atribui a culpa a São Pedro, mas quem tem um pouco de “massa cinzenta” entre os “escutadores de novela” sabe que isso é conversa mole para boi dormir, especialmente considerando que vivemos num país que concentra 12% da água doce do mundo e abriga o maior rio em volume do planeta.


É inegável que este verão vem sendo um dos mais secos e quentes da história, não só em São Paulo, mas também em Minas Gerais e no Vale do Piracicaba, de onde provém a maior parte da água que alimenta o Sistema Cantareira  – responsável pelo abastecimento de quase metade da população da capital e dos municípios em seu entorno. Mas o maior culpado, é bom que se diga, é governo que aí está. 

Na última sexta-feira feira, o Picolé de Chuchu (como Geraldo Alckmin foi apelidado devido à sua sensaboria) se reuniu em Brasília com o Poste que Lula nos enfiou goela abaixo ou reto acima, para ser mais exato – visando encontrar uma solução para o problema. Segundo ele, ainda não há decisão sobre rodízio (embora corram boatos de que essa medida será inevitável e que o abastecimento deverá ser suspenso por cinco a cada sete dias – o que, convenhamos, chega às raias do absurdo, a menos que a intenção seja instalar o caos e forçar boa parte do comércio a baixar as portas). Alckmin afirmou também que não há nenhuma decisão tomada sobre a utilização da terceira reserva técnica do Cantareira, que, segundo ele, só será utilizada em caso de extrema necessidade (leia mais em http://zip.net/bdqJlH).

A verdade é que a Sabesp deveria ter investido em novos sistemas que captassem água de outros mananciais regionais, diminuindo, assim, sua dependência do Cantareira, como estava previsto desde 2004. No entanto, há apenas um sistema produtor de água potável sendo construído – o São Lourenço, que capta água no Vale do Ribeira (sul de SP), mas as obras estão atrasadas e devem ser concluídas somente no ano que vem (se Deus ajudar). Para piorar, cerca de 30% da nossa água tratada é desperdiçada devido a vazamentos dos quais a concessionária tem conhecimento, mas insiste em não corrigir. Do restante, a agricultura consome 70%, a indústria 22% e a população, míseros 8%.

Observação: Os números não mentem: se todos os paulistanos deixassem de consumir água durante um mês inteiro, o que é inadmissível, a não ser para efeito de argumentação – a economia seria de pouco mais de 5%, o que até ajuda, mas está bem longe de resolver o problema.

O mais curioso – se esse termo se aplica – é que, em vez de adotar as medidas apropriadas, o governo e a Sabesp se empenham em transferir o ônus para a população, que vem sendo "conscientizada" a economizar o precioso líquido mediante aumento de tarifa e aplicação de multas. Não demora e dar descarga depois de urinar se tornará crime inafiançável. 

Vamos nos lembrar disso nas próximas eleições, se é que até lá não estejamos todos por desidratação.


Um ótimo dia a todos e até mais ler.
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