quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

PCs – LENTIDÃO – CAUSAS E SOLUÇÕES

O MAL DEVE SER FEITO DE UMA SÓ VEZ, AO PASSO QUE O BEM DEVE SER FEITO AOS POUCOS.

A reclamação mais recorrente entre usuários de computador remete à lentidão – não só, mas principalmente durante a inicialização do sistema. Bom mesmo seria se a máquina ficasse pronta para uso “instantaneamente”, tal qual uma lâmpada acende ao comando do interruptor, mas para que algo semelhante ocorra será preciso primeiro solucionar os dois principais gargalos de dados que comprometem o desempenho do sistema.
O primeiro deles é o BIOS – conjunto de instruções operacionais que dá suporte ao hardware e inicia a carga do sistema operacional. Essa solução acompanha os PCs desde seus mais verdes anos, e embora esteja em decadência senil, aposentá-la requer encontrar um substituto rápido, versátil, eficiente e economicamente viável.
Ao que tudo indica, esse sucessor deverá ser o Unified Extensible Firmware Interface (UEFI) – tecnologia desenvolvida pela Intel em parceria com a Microsoft, que promete inicializar o computador em poucos segundos, como se ele estivesse simplesmente retornando do modo SUSPENDER. Demais disso, sua adoção permite que o código de programação seja alterado sem afetar outros setores de sua estrutura – o que é uma maneira mais prática dos desenvolvedores atualizarem seus recursos e corrigirem os erros existentes –, além de ser carregado por meio de qualquer recurso de memória não volátil e levar os drivers necessários para sua operação.

Observação: Para dar uma ideia do poder de fogo da tecnologia em questão, a Phoenix apresentou um notebook capaz de realizar o boot e entregar o comando do sistema ao usuário em apenas 10 segundos (acesse esta postagem e assista ao vídeo).

O segundo gargalo é representado pelo jurássico HD. Isso porque a evolução tecnológica teima em privilegiar determinados setores em detrimento de outros. Veja que, enquanto as CPUs se tornaram milhões de vezes mais rápidas no último quarto de século, a velocidade de transferência de dados entre os discos rígidos e a RAM cresceu alguns milhares de vezes, e a rotação dos pratos, ridículas quatro vezes. Em contrapartida, a capacidade de armazenamento dos discos aumentou substancialmente nesse mesmo período  e quanto maior a quantidade dados, mais tempo é necessário para lê-los.
Nesse caso específico, todavia, a solução já foi definida e vem sendo aplicada em PCs de topo de linha, notadamente ultrabooks. E tão logo os drives de estado sólido (SSD) cresçam em espaço (já existem modelos que alcançam a marca do Terabyte) e seu preço final se torne mais palatável, os jurássicos HDs eletromecânicos serão aposentados com as honras a que faz jus uma solução criada em meados do século passado.

Antes de encerrar, vou dedicar algumas linhas à razão que me levou à escolher a frase de abertura desta postagem, extraída do livro O Príncipe, escrito por Nicolau Maquiavel em 1513 e publicado em 1523, obra que certamente não é uma das preferidos da Presidente.
No primeira gestão, Dilma vendeu a felicidade dos juros baixos, da energia abundante e barata, dos programas sociais infinitos, e passou os dois últimos anos de seu mandato de olho na reeleição.

Segundo ela, a inflação estava sob controle e não deveria ultrapassar a meta, o que era conversa para dormitar bovinos, como constata qualquer um que vai ao supermercado e gasta praticamente o dobro para fazer a mesma compra que fazia no início do ano passado (e fica estarrecido ao ver quanto desse valor corresponde à carga tributária embutida nos produtos, que de uns tempos a esta parte vem sendo informada no pé do cupom fiscal).

Como bem definiu a ex-premiê britânica Margaret Thatcher, falecida em 2013: "o socialismo dura enquanto o dinheiro dos outros não acaba". Mas acabou, e a incumbência de pôr a casa em ordem ficou a cargo do recém-empossado ministro da Fazenda, Joaquim Levy, que, seguindo os ensinamentos do escritor italiano retro citado, resolver fazer as maldades às claras, sem meias palavras, ressuscitando o CIDE (contribuição de intervenção no domínio econômico) sobre os combustíveis, amentando o IOF nas operações de crédito, o PIS/CONFINS sobre produtos importados e o IPI sobre cosméticos. Isso sem mencionar os cortes dos gastos dos ministérios (eis a parte mais difícil), a mudança de regras de benefícios sociais, o retorno da cobrança de IOF sobre automóveis e itens da linha branca e a não correção da tabela que estabelece as diferentes faixas de tributação do imposto de renda.

Vamos ver que bicho vai dar, porque quem vai pagar a conta, a gente já sabe. 

Um ótimo dia a todos e até mais ler.
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