sexta-feira, 15 de maio de 2015

DISCO RÍGIDO PREENCHIDO COM GÁS HÉLIO / TESTE DE RESISTÊNCIA DE NOTEBOOKS

SÓ PULE A CERCA SE TIVER CERTEZA DE QUE QUER VER O QUE ESTÁ DO OUTRO LADO.

AVISO AOS NAVEGANTES:
Por sugestão do Gabriel, lá do PONTOLINK, eu criei a comunidade INFORMÁTICA – DICAS E TRUQUES sob a seção COMPUTADOR, que está aberta a todos que quiserem participar. Fica aqui a dica e meus agradecimentos antecipados a quem se habilitar. 

Quando cometi meus primeiros ensaios sobre hardware, eu costumava frisar que o HDD não era “fechado a vácuo”, até porque o ar, combinado com a alta rotação dos discos, forma uma espécie de "colchão", e mantém as cabeças de leitura/gravação afastadas alguns nanômetros da superfície dos pratos (numa comparação que li certa vez, como um Boeing 747 em velocidade máxima voando a apenas 30 metros do solo). Aliás, o princípio é semelhante ao da asa de um avião; a diferença é que, no caso dos drives, as cabeças são fixas, mas o efeito é basicamente o mesmo. Por conta disso, ao ler que a conceituada fabricante norte-americana de HDDs Western Digital lançou há alguns meses um modelo de 10 TB, o que mais me chamou a atenção não foi o espaço gigantesco, mas o fato de o drive ser fechado hermeticamente e conter gás hélio em seu interior.

Segundo a empresa, além de o fechamento hermético do drive impedir a entrada de umidade, poeira e outras impurezas, o gás hélio oferece menor resistência do que o ar, reduzindo o consumo de energia e a temperatura de funcionamento. Com isso é possível instalar mais pratos, que, combinados com a tecnologia SMR (gravação dos dados de forma sobreposta), proporcionam mais espaço para o armazenamento de dados.

O desempenho do Ultrastar H10 é inferior ao dos drives tradicionais, pois estes últimos utilizam a tecnologia PMR (gravação magnética perpendicular), que oferece a mesma densidade da SMR, mas é mais rápida. Dessa forma, o modelo em questão se mostra mais adequado ao uso em data centers e provedores de armazenamento na nuvem, onde a capacidade é mais relevante do que a velocidade.

Embora eu já tenha focado o HDD em diversas postagens, não custa relembrar que esse importante componente do PC é sensível a impactos, solavancos e interrupções abruptas no fornecimento de energia, sem falar que a poeira e o bolor também podem reduzir sua vida útil. Portanto, é recomendável manter o gabinete num local limpo, ventilado e livre de umidade, utilizar fontes de alimentação de boa qualidade e proteger o equipamento dos distúrbios da rede elétrica com o uso de um no-break online ou, no mínimo, de um bom estabilizador de voltagem. Evite réguas ou filtros de linha vendidos em supermercados e lojas de material elétrico, pois eles não filtram coisa alguma e tampouco oferecem proteção adequada contra picos de tensão; a rigor, sua função é permitir que dois ou mais aparelhos compartilhem a mesma tomada prática que, aliás, não é recomendável, pois pode resultar em superaquecimento e risco de incêndio.

Diante do exposto, não é difícil concluir que os HDDs de notebooks são mais sujeitos a problemas do que os dos desktops, embora não tanto quanto eram anos atrás, pois os fabricantes desenvolveram novas tecnologias e implementaram soluções destinadas a protegê-los de vibrações, impactos e solavancos. Se você não dispõe de um modelo blindado como o Toughbook, da Panasonic, que é projetado para resistir a quedas, água, poeira, impactos na tela e temperaturas de -60ºC a 120ºC , trate seu portátil com delicadeza e evite transportá-lo quando ele estiver ligado (recorra à suspensão ou à hibernação, já que tanto um como o outro interrompe o funcionamento do disco rígido).

Observação: Se quiser fazer um teste de resistência mais abrangente com o seu note, veja as dicas da vovó no clipe a seguir:

 


E como hoje é sexta-feira:


Um ótimo final de semana a todos e até segunda, se Deus quiser.
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