segunda-feira, 6 de julho de 2015

AINDA OS SMARTPHONES

NÃO É A GRAVIDADE DA PUNIÇÃO OU A IDADE DAS PESSOAS SUJEITAS A ELA QUE CONFERE PODER DE DISSUASÃO A UM SISTEMA PENAL.  O ELEMENTO CHAVE É SUA EFETIVIDADE.

Vimos no post anterior que smartfones de primeira linha não são muito mais baratos do que o iPhone6,  e que, depois de comparar 76 aparelhos com funções equivalentes, a PROTESTE concluiu ser possível economizar quase R$ 3 mil com a "escolha certa". No entanto, a despeito de isso ser uma boa notícia, convém ter em mente que cada usuário tem seu perfil e suas preferências, e que um aparelho que me serve satisfatoriamente pode ser insuficiente para você e, ao mesmo tempo, ser subutilizado pelo seu avô, por exemplo.

Graças à evolução tecnológica e à disputa cada vez mais acirrada pela preferência dos consumidores, smartphones de categorias equivalentes integram recursos bastante parecidos. Tirar fotos e gravar vídeos, por exemplo, são funções que a maioria deles realiza, embora nem sempre com a mesma desenvoltura das câmeras e filmadoras dedicadas. Mas isso já é outra história. Em última análise, qualquer celular inteligente que se preze deve oferecer várias opções de conectividade (Bluetooth, Wi-Fi, 4G), versão recente do sistema operacional, display que garanta boa visibilidade, CPU com desempenho adequado, ampla capacidade de armazenamento interno (preferencialmente expansível via cartão de memória) e interface intuitiva e de fácil utilização.

Observação: Na hora de escolher um produto, seja ele qual for, procure analisar cuidadosamente os recursos, funções e preço do dito-cujo à luz de suas reais necessidades e possibilidades. Se você se arrepender, cancelar a compra e reaver a importância paga pode ser uma tarefa árdua, ainda que o Código de Defesa do Consumidor lhe assegure esse direito.

A autonomia é uma questão à parte, e será discutida oportunamente. De momento, cumpre relembrar que, enquanto a demanda por energia cresce em progressão geométrica (em função da diversidade cada vez maior de recursos), a capacidade das baterias evolui em progressão aritmética, o que nos obriga efetuar recargas em intervalos cada vez mais curtos e manter um carregador ou uma bateria extra sempre à mão.

Note que é possível economizar energia ajustando alguns recursos às suas reais necessidades. O Bluetooth, por exemplo, deve ser ativado somente na hora de transferir arquivos de ou para outro dispositivo, e a conexão móvel e o GPS devem permanecer desativados até se façam realmente necessários. Convém também reduzir o brilho da tela e o tempo de timeout, desativar o disparo automático do flash e os alertas sonoro-vibratórios (que disparam sempre que você recebe um e-mail ou um SMS, por exemplo), bloquear o teclado (para evitar que a luz de fundo seja acionada acidentalmente quando o aparelho está na bolsa ou no bolso), acessar a Web somente em casos de real necessidade (para ler/responder um email urgente, também por exemplo), e por aí vai.

Abraços a todos e até amanhã, se Deus quiser.
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