quinta-feira, 5 de novembro de 2015

MAIS SOBRE PREVISÕES, FUTUROLOGIA, HORÓSCOPOS E QUE TAIS. NOSTRADAMUS VS LEONARDO DA VINCI E JULIO VERNE

UMA VIDA NÃO QUESTIONADA NÃO VALE A PENA SER VIVIDA.

Pegando um gancho no post de ontem, sempre que se fala em profecias, oráculos e afins, o nome de Nostradamus (alquimista do século XVI) e suas previsões sobre o Apocalipse vêm à baila. Mas o mundo não acabou na virada do milênio nem em 21 de dezembro de 2012, como alardeavam alguns desatinados, baseados em interpretações infundadas do antigo Calendário Maia (provavelmente eram todos militantes petistas, já que essa raça é imbatível quando se trata de viajar na maionese). Enfim, quem não morreu de morte morrida ou matada nesse entretempo continua ativo e operante (isso se estende ao Lula, à Dilma e à petralhada de plantão e seus néscios e abjetos defensores radicais, desgraçadamente, mas fazer o quê?).

A experiência mostra que não se deve acreditar piamente na idoneidade dos tradicionais videntes que, a cada final de ano, lançam previsões do tipo “um artista famoso vai morrer no ano que vem” (só neste ano, que caminha para a reta final, morreram vários). Ou então naqueles horóscopos de revistas de fofocas e variedades, pródigos em “previsões” do tipo “época propícia a problemas de saúde”, “prejuízos à vista; evite investimentos arriscados” ou “aguarde novidades no campo sentimental”, dentre outros besteiróis de estilo.

A despeito de todo o avanço tecnológico ocorrido no século XX, a maior parte das previsões “sérias” — como as publicadas no Livro da Juventude de 1968 — acabou dando com os burros n’água. Visão, mesmo, tinha Leonardo da Vinci, que idealizou o helicóptero seis séculos antes de ele ser criado (note que o polímata italiano viveu na segunda metade do século XIV, época em que o must dos transportes eram as carroças puxadas a burro). Ou então Julio Verne, autor do romance de ficção “Da Terra à Lua” (1865), onde uma espécie de bala de canhão com três tripulantes era disparada de Tampa, na Flórida — a 20 milhas de onde, um século mais tarde, seria lançada a Apollo 11 —, e de “20.000 Léguas Submarinas” (1869), no qual criou o Nautilus (imagem à esquerda na figura que ilustra este post), precursor dos submarinos nucleares que só começariam a ser construídos em meados do século XX. Já um ”manto da invisibilidade” como o usado pelo bruxo Harry Potter na saga da escritora britânica J. K. Rowling  (figura à direita na imagem que ilustra este post) vem sendo desenvolvido a partir de metamateriais (estruturas artificiais menores do que as ondas eletromagnéticas), que fazem a luz contornar o objeto coberto e projetar a imagem daquilo que está atrás dele (mais detalhes neste link).

Fazer previsões acuradas é arriscado, especialmente no campo da tecnologia. Quando a Apollo 11 chegou à Lua, dizia-se que dali a poucos anos as viagens interplanetárias seriam corriqueiras. Na Terra, navios e trens alcançariam velocidades estonteantes, enquanto monotrilhos elevados a 30 metros do solo resolveriam o problema do transporte. As grandes metrópoles seriam parecidas com o que se via na década de 60 no desenho animado “Os Jetsons”, com edificações futuristas, esteiras rolantes, automóveis voadores e pessoas usando “cinturões foguetes” (a propósito, vale rever minha postagem de  27 de agosto de 2008). Mas até agora só conseguimos colocar robôs em Marte e criar alguns protótipos de carros voadores, embora já contemos com veículos carros capazes de estacionar sozinhos e prevenir o motorista para prevenir potenciais acidentes, sem mencionar o veículo que dispensa o motorista. Aliás, os engenheiros do Google vêm testando um troço desses há algum tempo, e parece que estão no caminho certo. No entanto, QUEM SOU EU PARA FAZER PREVISÕES?

Amanhã a gente continua, pessoal; abraços e até lá.
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