segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

COMO RESGUARDAR SUA PRIVACIDADE AO NAVEGAR NA WEB — OU: CAUTELA E CANJA DE GALINHA NÃO FAZEM MAL A NINGUÉM

EXISTEM DUAS POSSIBILIDADES: A DE ESTARMOS SOZINHOS NO UNIVERSO E A DE NÃO ESTARMOS. E AMBAS SÃO IGUALMENTE ASSUSTADORAS.

Escusado repetir que navegar na Web está mais para safári selvagem do que passeio no parque (ops!, agora já foi), bem como tornar a listar as medidas preventivas que você pode (e deve) adotar para não ser pego no contrapé — quem ainda não sabe que medidas são essas pode acessar meu blog, digitar “segurança digital” no campo de buscas e teclar Enter para ler as postagens que eu já publiquei sobre esse tema.

Até não muito tempo atrás, dependíamos do PC para conectar a Internet. Hoje, no entanto, permanecemos conectados 24/7, graças às facilidades de acesso providas por smartphones e tablets, mas isso fez com que os riscos de infecções virais, invasões, roubos de identidade e acessos não autorizados a informações confidenciais crescessem barbaramente. E muito embora segurança total e privacidade a toda prova sejam meras cantigas para dormitar bovinos, sempre podemos robustecer nossas defesas, e uma forma proteger nossa privacidade na Web é usar a navegação sigilosa (in-private), que é disponibilizada pelos principais navegadores de internet.

Observação: A navegação in-private não permite escapar do radar do provedor ou dos curiosos de plantão, mas descarta cookies e arquivos temporários ao final de cada sessão, inibe a gravação de históricos, dados de formulários, senhas, e por aí vai, o que já é uma mão na roda. Quem quiser navegar com total privacidade deve recorrer a uma VPN (rede virtual privada) ou — solução mais simples — a ferramentas como o TOR  ou o ANONYMIZER.

Quando navegamos na Web, nosso browser — aplicativo responsável pela exibição do conteúdo dos websites e webpages — envia, juntamente com as requisições de informações aos servidores de conteúdo, dados sobre o nosso sistema operacional, navegador, localização geográfica, e por aí afora. Essas informações são salvas no computador (no histórico de navegação do browser) e podem ser usadas para melhorar nossa experiência de navegação. Por exemplo, a partir desses dados, os sites de notícias do identificam a nossa localização geográfica para disponibilizar notícias específicas em suas páginas iniciais; os sites de e-commerce se valem dos parâmetros das pesquisas que realizamos no Google ou outros buscadores, e assim exibem anúncios relacionados com temos que sejam supostamente do nosso interesse.

Infelizmente, essas informações também podem ser usadas por pessoas inescrupulosas para finalidades pouco recomendáveis (para dizer o mínimo). Entrar nesse mérito foge ao escopo desta postagem, de modo que vou direto ao ponto, qual seja mostrar a vocês como usar a navegação privada para evitar deixar esses “rastros’.

Como eu disse linhas acima, todos os navegadores de internet (ou pelo menos os mais populares) oferecem esse recurso e permitem ajustar o nível de privacidade desejado. No velho IE, acessamos a aba Segurança e selecionamos opção Navegação InPrivate (note que o atalho de teclado Ctrl+Alt+P produz o mesmo resultado de maneira mais rápida e fácil). Já no controvertido Microsoft Edge clicamos nas reticências exibidas no canto superior direito e marcamos a opção "Nova janela InPrivate" (ou recorremos à combinação de teclas Ctrl+Shift+P).
No Mozilla Firefox, clicamos no botão que exibe três barrinhas horizontais paralelas e clicamos no ícone da máscara (Nova Janela Privada) ou o digitamos o atalho. No Google Chrome, o caminho é basicamente o mesmo, ou seja, botão com as três barrinhas paralelas, opção Nova janela anônima (nesse caso, todavia, o atalho é Ctrl+Shift+N, como no Safari).

Observação: Também é possível configurar a maioria dos navegadores para abrir a janela anônima sempre que o aplicativo for iniciado. No Chrome, que atualmente é o browser mais popular (com 54% da preferência dos usuários em nível mundial e 76% no Brasil), clicamos em Iniciar > Todos os Programas, localizamos a entrada correspondente ao browser em questão, damos um clique direito sobre ela e, no menu suspenso, escolhemos Enviar para > Área de trabalho (criar atalho). Em seguida, damos um clique direito sobre esse novo atalho, clicamos em Propriedades, na aba Atalho e, no campo Destino, no final do endereço, damos um espaço e digitamos --incógnito, de modo que a linha fique assim:  

“C:\Users\Nome\AppData\Local\Google\Chrome\Application\chrome.exe” --incognito.

Clicamos então em Aplicar > OK e reiniciamos o navegador (pelo atalho que criamos, naturalmente). 

Té+ler.
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