quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

SOBRE O WINDOWS 10

MAIS DEPRESSA SE APANHA UM MENTIROSO DO QUE UM COXO.


Seis meses e alguns dias depois do lançamento oficial, o Windows 10 continua longe de atingir a meta prevista pela Microsoft (1.000.000.000 de adoções), a despeito dos esforços da empresa, que, além de oferecer gratuitamente os arquivos de instalação, bombardeia os usuários com insistentes exortações à migração. E não faltam relatos de gente que foi pega de surpresa, com a instalação sendo implementada em conjunto com outras atualizações.

Em tese, uma caixa de diálogo pede permissão para dar sequência ao upgrade, mas, como seguro morreu de velho, não custa ajustar o sistema para descarregar as atualizações automaticamente e deixar a aplicação a seu critério ― conforme, aliás, eu já sugeri em diversas oportunidades. Mas convém ter em mente que a Microsoft passará a tratar o upgrade como “recomendado” (leia-se compulsório) e, se o usuário não gostar do resultado, poderá fazer o downgrade dentro dos próximos 31 dias (contados da data da atualização). Ao final desse período, será preciso reformatar o HD e reinstalar a versão original do Windows.

Observação: Pelo menos um leitor me escreveu para reclamar que o downgrade não funcionou, mas depois não deu mais detalhes, de modo que fica aqui a observação a título de alerta. Vale lembrar que, no âmbito do software, TUDO É REVERSÍVEL, mas há casos em que a gente só consegue a reversão reinstalando o programa a partir do zero.

Passando ao que interessa, tem gente que migrou para o “novo” Windows e está feliz da vida, mas também tem quem se deu mal e quem continua toureando a evolução ― até porque, como eu sempre digo, um upgrade dessa magnitude só deveria ser levado a efeito quando o sistema já estivesse maduro o suficiente para ser adotado sem remissão, o que geralmente acontecia depois da liberação do primeiro Service Pack ― “pacote” de correções destinado a solucionar a maioria dos problemas identificados após o lançamento comercial do programa. No entanto, a nova política de atualizações da Microsoft eliminou a figura do Service Pack... E agora, José?

Bem, o Ten já está no mercado há mais de 6 meses, e muitos dos seus problemas iniciais forma resolvidos através de sucessivas atualizações. Segundo a mãe da criança, nenhuma outra edição do Windows foi adotada tão rapidamente quanto esta ― claro que esse “sucesso” se deve em grande parte à gratuidade do upgrade, mas isso já é outra história. Seja como for, o Seven continua encabeçando a lista dos sistemas para PC mais populares ― com 44,66% da preferência dos usuários, contra 13,65% do “novo sistema” (dados do StatCounter Global Stats referentes a janeiro/16), que, cumpre salientar, já ultrapassou o Vista, o Eight e o 8.1.

Eu, particularmente, ainda não me animei a abandonar o velho e confiável Seven no note que me acompanha desde 2012, mas comprei recentemente um all-in-one com o Ten pré-instalado, e pretendo publicar uma sequência de postagens à medida que for me familiarizando com ele.

Por hoje é só, pessoal. Abraços e até mais ler.  
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