quinta-feira, 31 de março de 2016

WINDOWS 10 ― MICROSOFT EDGE E INTERNET EXPLORER

SE BEM O DIZ, MELHOR O FAZ.

O surgimento dos navegadores foi um dos grandes responsáveis pela difusão da Internet entre “usuários comuns”. As versões para Unix surgiram em 1991, mas o Mosaic foi o primeiro a rodar no Windows, e o Navigator, lançado pela Netscape em 1994, o pioneiro na exibição de textos e imagens postadas em websites ─ aliás, deve-se a ele a consagração da expressão “navegar” como sinônimo de acessar páginas da Web.

Em 1995, o MS Internet Explorer entrou no páreo e, na condição de vencedor do que ficou conhecido como a “Primeira Guerra dos Browsers”, sagrou-se o navegador mais utilizado mundialmente durante mais de uma década, até que acabou destronado pelo Google Chrome ― e não pelo Mozilla Firefox, que até então era seu principal concorrente. A trajetória de ambos se cruzou maio de 2012, quando ambos contavam com 32% da preferência dos internautas do mundo inteiro. A partir de então, a participação do browser do Google cresceu (hoje, ele abocanha 55% do seu segmento de mercado, enquanto que o IE fica em segundo lugar, com pouco mais de 13%, abaixo do Firefox, que tem quase 15%.

Frustradas todos os esforços em fazer seu velho browser recuperar o espaço perdido, a Microsoft resolveu substituí-lo por um programa totalmente novo, que batizou de Edge e incorporou ao Windows 10. Num primeiro momento, o programa não entusiasmou os usuários do novo sistema. Aliás, muitos reclamaram também da insistência irritante da Microsoft na adoção do novo programa, primeiro dificultando a configuração de outro browser como padrão do novo sistema; depois, exibindo uma caixa de diálogo com a mensagem “Dê uma chance ao Microsoft Edge”. Mas parece que tudo isso é passado: eu, particularmente, não tive a menor dificuldade em instalar o Firefox ― e configurá-lo como padrão ― e o Chrome no meu Windows 10 (aliás, só utilizei o Edge para fazer o download dos concorrentes), sem mencionar que o problema de falte de suporte a extensões (plug-ins) parece ter sido devidamente solucionado.

Os pontos altos do novo navegador são sua integração com a Cortana e o recurso de anotações.

Observação: A Cortana é uma assistente pessoal que permite a interação entre o usuário, o sistema operacional e seus aplicativos por meio de comandos de voz. Note que a versão em português do Brasil, que ainda está em fase de conclusão, foi liberada apenas para membros do programa Windows Insider ― ou seja, para fazer parte dessa seleta confraria, é preciso instalar uma versão de teste do Windows 10 a partir do build 14279, e considerando que “os pioneiros são reconhecidos pela flecha espetada no peito”, a conclusão me parece óbvia

Apesar de ser um browser inovador sob diversos aspectos, o Edge padece do mesmo mal que afligia seu antecessor, ou seja, ele só funciona na plataforma Windows e, pior, apenas no Windows 10. Essa é uma limitação que a maioria dos navegadores atuais não tem, já que são oferecidos em versões compatíveis também com o Mac OS, o Linux e sistemas para dispositivos móveis, como o Android e o iOS.

Por último, mas não menos importante, vale lembrar que o Edge tem por missão substituir o desprestigiado e antiquado IE, mas isso não significa que o browser veterano tenha sido banido do Windows 10. Embora ele não figure na lista Todos os aplicativos do menu Iniciar, você pode convocá-lo facilmente digitando Internet Explorer no campo de buscas da barra de ferramentas e clicando no primeiro item exibido na lista de resultados (Internet Explorer Aplicativo da área de trabalho). Se tencionar utilizar esse navegador com frequência, você pode clicar sobre o item em questão com o botão direito e escolher Fixar na barra de tarefas ou Fixar na Tela Inicial.


Por hoje é só, pessoal. Abraços e até a próxima.
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