terça-feira, 31 de maio de 2016

DE VOLTA À EXCLUSÃO SEGURA DE ARQUIVOS NO SMARTHONE

A GENTE NUNCA SABE QUE RESULTADOS VIRÃO DAS NOSSAS AÇÕES, MAS, SE NÃO FIZERMOS NADA, NÃO EXISTIRÃO RESULTADOS.

Dentre as cerca de 2.500 postagens publicadas aqui no Blog, a que mais comentários rendeu foi a que abordou a exclusão definitiva de arquivos, no finalzinho de 2012. Isso me levou a postar uma versão atualizada em meados do ano passado, com novas dicas e sugestões de aplicativos como o Restoration, o Eraser e o DBAN ― que, dentre outras funções, prometem tornar irrecuperáveis dados armazenados tanto em discos rígidos, pendrives e SD Cards quanto na memória interna de tablets e smartphones.

Talvez os comentários fossem em menor número se seus autores tivessem lido atentamente a postagem original e conferido as respostas que eu dei aos visitantes que os precederam, mas isso é uma história que fica para outra vez.
Para os propósitos deste artigo, importa mesmo é relembrar que os arquivos digitais só se tornam irrecuperáveis depois que são sobrescritos. Explicando melhor: quando apagamos uma foto, p.ex., o espaço que ela ocupa na memória fica disponível para regravação, mas os dados só desaparecem depois que outro arquivo é gravado naquele espaço. E se isso pode salvar a pátria quando excluímos acidentalmente alguma coisa importante, também compromete nossa segurança, pois qualquer pessoa que tenha acesso ao aparelho e disponha de um aplicativo como os que eu citei linhas atrás possa resgatar arquivos que julgávamos ter deletado.

Para evitar dissabores, não passe adiante seu velho computador sem antes formatar o disco rígido e reinstalar o sistema, de modo a entregá-lo “zerado” ao novo proprietário do aparelho. No caso de smartphones e tablets, basta revertê-los às configurações de fábrica, pois esse procedimento desfaz todas as alterações implementadas, remove os apps, apaga as entradas na agenda de contatos, mensagens de email, SMS e WhatsApp, fotos, vídeos e tudo mais que tiver sido armazenado na memória interna desses gadgets.

Note que, em situações normais, isso é suficiente para resguardar sua privacidade. Primeiro, porque o novo dono do aparelho certamente irá instalar seus próprios aplicativos, inserir o telefone dos seus contatos, e assim por diante. Segundo, porque o fato de algum bisbilhoteiro recuperar parte de sua agenda ou uma foto do seu cãozinho de estimação, por exemplo, não deverá causar um incidente diplomático ou pôr em risco a segurança nacional. Todavia, a coisa muda de figura se você costuma usar o smartphone para clicar a namorada em poses sensuais ou gravar em vídeo suas maratonas sexuais, também por exemplo, pois será no mínimo constrangedor ver esse conteúdo postado na Web ou compartilhado à sua revelia em redes sociais. Então, atente para as sugestões a seguir e fique mais tranquilo:

― Se o gadget que você pretende passar adiante é um iPod Touch, iPhone ou iPad, toque em Ajustes / Geral / Redefinir e selecione Apagar todo o conteúdo e ajustes. Caso tenha habilitado a função de localização Find my iPhone, desvincule também o aparelho da sua conta no iCloud (acesse o endereço
icloud.com/find, selecione o dispositivo, clique em Apagar e, ao final, em Remover da conta.

― Para aparelhos baseados no Android 3.0 em diante, acesse o menu Configurar, selecione Segurança / Criptografar e embaralhe as informações (note que essa nomenclatura pode variar conforme a marca/modelo do aparelho e versão do sistema, e que o processo leva um bocado de tempo para ser concluído). Ao final, acesse o menu Configurar, selecione Fazer backup e redefinir e, em seguida, Restaurar dados de fábrica.

Observação: Além da opção nativa do Android, você pode usar o Full Wipe (que apaga e criptografa as informações do telefone e do cartão de memória), o Avast Anti-Theft (que apaga dados e localiza o telefone) e o Lookout (antivírus que disponibiliza também um módulo destinado a apagar completamente os dados do usuário).

Para que esta postagem não fique extensa demais, vou deixar a conclusão para amanhã. Abraços e até lá.
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