quinta-feira, 9 de junho de 2016

SENHA 100% SEGURA É CONVERSA PARA BOI DORMIR. AINDA ASSIM...

A PROCTOLOGIA É A ÁREA DA MEDICINA ONDE MAIS SE VÊ A INCLUSÃO DIGITAL.

No âmbito da segurança digital, uma das recomendações mais comuns é a criação de senhas seguras”, assim compreendidas as que integram pelo menos 8 caracteres e combinam letras maiúsculas e minúsculas com algarismos e caracteres especiais (tipo #, *, &, etc.). Todavia, isso costuma ser complicado quando usamos smartphones sem teclados físicos, tablets ou outros dispositivos em que é preciso alternar entre as várias formas de exibição do teclado virtual para grafar letras maiúsculas, algarismos, sinais gráficos e outros símbolos.

Para evitar esse “desconforto”, muita gente se vale de frases-senhas ou das primeiras sílabas de um verso ou de uma canção, por exemplo ― como oudoiasmarpla, de “ouviram do Ipiranga as margens plácidas”), já que essa permite criar palavras-chave relativamente seguras e fáceis de memorizar. Mas vale lembrar que é desconfortável digitar senhas longas em telas sensíveis ao toque (Touch Screen), e que, hoje em dia, é mais comum a bandidagem digital capturar as senhas através do phishing scam do que de programinhas que as descobrem por “força-bruta” (testando exaustivamente todas as combinações possíveis) ― situação em que uma senha especialmente longa ou complexa não oferece mais proteção do que outra mais simples e com menos caracteres.

Algumas empresas aconselham seus funcionários a trocar as senhas mensalmente, mas isso não aprimora a segurança, já que, no mais das vezes, os usuários acrescentam ou substituem um ou dois caracteres. Os gerenciadores de senhas também são bastante utilizados, mas quase sempre resultam apenas em mais uma palavra ou frase secreta a ser memorizada. Uma solução cada vez mais adotada por diversos sites, inclusive de bancos, é a autenticação em duas etapas, na qual uma delas é realizada a partir do telefone celular. Isso garante uma camada adicional de segurança, mas os usuários nem sempre a veem com bons olhos, já que dá mais trabalho e retarda o processo de autenticação.

Convém jamais utilizar senhas que dão acesso a serviços importantes ― como a do banco online, por exemplo ―  no webmail ou em foros de discussões, também por exemplo, até porque nem todos os sites protegem os dados como deveriam. Demais disso, não custa seguir algumas regrinhas simples ― mas funcionais ― que a gente já discutiu em dezenas de postagens aqui no Blog (para saber mais, digite senha na caixa de pesquisa e confira os resultados). Dentre outras sugestões importantes, vale evitar criar senhas a partir da data de nascimento, placa do carro, número do telefone ou de documentos, nomes de familiares ou animais de estimação, bem como trocar as senhas periodicamente e, como dito, não recorrer à mesma senha para múltiplos fins ― e por mais trabalhoso que seja, optar sempre que possível pela autenticação em duas etapas. Afinal, ainda que não existam senhas 100% seguras, quanto mais você dificultar a ação dos malfeitores, melhor.

Por hoje é só, pessoal. Até a próxima.
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