quarta-feira, 20 de julho de 2016

DETALHES QUE VOCÊ NÃO PODE DEIXAR DE ANALISAR QUANDO FOR COMPRAR UM SMARTPHONE

PARA OLHOS TORTOS, A REALIDADE SEMPRE TERÁ UMA FACE DISTORCIDA.

Computadores existem desde meados do século passado, mas, até a década de 70, eram os portentosos mainframes que reinavam quase absolutos, trancados em salões refrigerados e operados por uma seleta confraria de especialistas.

Embora os primeiros microcomputadores tenham sido desenvolvidos (na Rússia), em meados dos anos 1960, a computação pessoal somente se popularizou entre usuários domésticos após a criação da (hoje) consagrada Empresa da Maçã, em 1976, e do lançamento do Apple II, no ano seguinte ― que, por ser vendido montado e com teclado integrado, e ter capacidade de reproduzir gráficos coloridos e sons, esse modelo é tido como o primeiro representante dos computadores pessoais “modernos”).

Voltando agora dessa breve viagem pelo tempo e passando ao mote desta postagem, a Apple, fabricante do consagrado e ambicionado iPhone, tenciona aumentar para 3 anos o intervalo entre as versões e proceder, nesse entretempo, apenas a “mudanças evolutivas”. Afinal, enquanto não surgir uma tecnologia inovadora, os avanços em hardware ficam limitados a microchips mais rápidos e baterias com maior autonomia ― em outras palavras, os benefícios reais já não justificam o lançamento de novos modelos a cada 6 ou 12 meses, como vem ocorrendo desde a primeira versão, criada em 2007. Veja que, com a exceção de algumas melhorias na câmera e na bateria, e da resistência a água, o iPhone 7 deverá ser praticamente idêntico ao 6. Já o preço...

O fato é que, ao escolher um aparelho, a maioria dos usuários prioriza a marca, o design e o tamanho da tela, por exemplo, em detrimento de aspectos bem mais importantes, como a quantidade de memória (veja detalhes nesta postagem) ou o sistema operacional, também por exemplo. Aliás, “ofertas imperdíveis” quase sempre integram software ultrapassado, quantidade de memória aquém do desejável, câmera de má qualidade, e por aí afora.

No que diz respeito ao sistema, o Android domina o mercado ― o iOS é uma opção exclusiva para produtos da Apple, e o sistema operacional da Microsoft para dispositivos mobile nem chega a incomodar a concorrência ―, e está na edição 6.0, mas ainda é possível encontrar aparelhos rodando o obsoleto Android 2.3, lançado no final de 2010 (na maioria dos casos, porque limitações de hardware rodar os impeçam de rodar versões posteriores). 

Ainda que o preço seja convidativo, convém você fugir desses micos, ou não terá acesso a apps como o navegador Google Chrome e a assistente pessoal Google Now, por exemplo, não contará com diversas melhorias de usabilidade, e ainda estará exposto a falhas de segurança já corrigidas nas edições mais recentes. E não acreditem em informações sem procedência do vendedor, de que eventual atualização será disponibilizada nos próximos meses, e blá, blá, blá, notadamente se o aparelho for de baixo custo. Então, a não ser que você tencione usar seu smartphone exclusivamente para fazer e receber chamadas por voz e mensagens de texto (para o que um celular de baixo custo já estaria de bom tamanho), evite modelos que venham com sistema Android anterior ao 4.1, que já oferece a maioria dos principais recursos atuais.

Por hoje é só, pessoal, o resto fica para amanhã. Abraços e até lá.
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