quinta-feira, 21 de julho de 2016

OUTRO CAPÍTULO DA INTERMINÁVEL NOVELA DO WHATSAPP

PRECISAMOS ENTERRAR OS MORTOS E CUIDAR DOS VIVOS (MARQUÊS DE POMBAL)

Na última terça, 19, o WhatsApp ― que conta com cerca de 1.000.000 de usuários no Brasil ― voltou a ser bloqueado, desta feita por determinação da juíza Daniela Barbosa de Souza, da 2ª Vara Criminal da Comarca de Duque de Caxias (RJ), que já havia pedido a quebra do sigilo das mensagens sob pena de multa diária no valor de R$ 50 mil.

Os responsáveis pelo aplicativo argumentam que não armazenam informações sobre o conteúdo das conversas, e que, devido à criptografia "end-to-end” implementada em abril passado, não teriam como atender a determinação judicial. No entanto, o que a juíza pretende é que a criptografia seja desativada e o fluxo de mensagens, enviado em tempo real para os investigadores, como nos “grampos” telefônicos”.

O WhatsApp ficou inacessível a partir das 14h de ontem, mas a interrupção durou ainda menos que nas vezes anteriores: horas mais tarde, ele voltou a funcionar em todo o Brasil, depois que que presidente do STF, Ricardo Lewandowski, revogou a decisão do TJ do Rio de Janeiro que havia mantido o aplicativo bloqueado.

Tramita no Senado um projeto de lei do senador peessedebista José Medeiros que visa impedir a interrupção, por determinação judicial, de serviços e aplicações como o WhatsApp. Resta saber quando entrará em pauta para ser votado e se será aprovado pelos senadores. Enquanto isso, se você não passa sem o aplicativo em tela, reveja nas demais postagens que publiquei sobre esse assunto, aqui no Blog, dicas e alternativas para contornar o problema.

Amanhã a gente conclui a sequência iniciada no post anterior. Abraços e até lá.
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