quarta-feira, 13 de julho de 2016

SMARTPHONES, TRAVAMENTOS E AFINS (CONCLUSÃO)



SE A TODOS FOSSE DADO O PODER MÁGICO DE LER NOS PENSAMENTOS DOS OUTROS, SUPONHO QUE O PRIMEIRO RESULTADO SERIA O DESAPARECIMENTO DE TODA A AMIZADE.

Conforme eu dizia na abertura desta sequência, lentidão, travamentos e reinicializações aleatórias em smartphones costumam decorrer de falta de memória, tanto física (RAM) quando interna (de massa). Se seu aparelho suporta SD Cards, já é meio caminho andado (mais detalhes no post anterior), pois geralmente é possível (e fácil) configurar o cartão como local padrão de armazenamento ― no caso de vídeos e fotos, por exemplo, que são consumidores vorazes de espaço, basta abrir o aplicativo de câmera, ir em configurações > armazenamento e selecionar algo como SD externo ou Cartão de memória SD.

Não havendo suporte a cartão, de duas, uma: ou você recorre ao armazenamento na nuvem, ou descarrega no PC, de tempos em tempos, seus vídeos, fotos e demais arquivos volumosos. No primeiro caso, é bom saber que a maioria dos aplicativos de armazenamento na nuvem disponibiliza o backup automático de fotos e vídeos. É só instalar o aplicativo e ativar, nas configurações, a opção “armazenamento/backup automático de fotos e vídeos”.

Observação: Libere memória apagando ou movendo para o computador ou para um disco virtual seus livros, vídeos, aplicativos, wallpapers, imagens, mensagens velhas, contatos, músicas e arquivos que não estão em uso há muito tempo, e torne a importa-los sempre que necessário.

Quanto à memória RAM, não há muito o que fazer ― a não ser na hora da compra do aparelho, quando se deve escolher um modelo que não seja muito miserável nesse quesito. Boas opções são o Sony Xperia Z3 (3GB) e o Samsung Galaxy S6 Edge (4GB), por exemplo. Se a grana não der para tanto, ao menos fuja de qualquer modelo com menos de 1GB e evite instalar apps que funcionam o tempo todo, como widgets e assemelhados, ou mesmo o antivírus, caso você não acesse regularmente a internet nem tenha o hábito de transferir para seu aparelho arquivos de origem duvidosa via Bluetooth

Vale também encerrar todos os programas desnecessários que você não conseguir desinstalar ― ainda que alguns deles insistam teimosamente em reabrir logo em seguida. E se você usa muito a internet, não deixe de apagar o cache do navegador ― que, como no PC, armazena informações das páginas visitadas para reabri-las mais rapidamente, mesmo que você não tencione revisitá-las no curto ou no médio prazo.

Veja ainda se você não tem contatos duplicados na sua agenda. Isso pode ser feito através da conta do Google associada ao seu smartphone (Android, naturalmente), acessando o site Contacts e clicando na opção Encontrar duplicatas ― toque em Configurações, vá em armazenamento, toque em apps, deslize para o lado e toque no botão que abre o menu de opções do Android. Selecione “organizar aplicativos por tamanho”, toque nos aplicativos desejados e em limpar dados e limpar cache.

No iPhone e iPad, tanto para deletar o cache quanto para deletar o aplicativo, toque e segure sobre cada programinha na tela inicial. Quando ela tremer, toque no X ao lado do aplicativo que ocupa muito espaço, para deletá-lo. Se, mais adiante, você quiser reinstalar o aplicativo, basta fazê-lo a partir da App Store.

Era isso, pessoal. Numa das próximas postagens, a gente volta a esse assunto com informações complementares. Abraços e até mais ler.
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