quarta-feira, 5 de outubro de 2016

NOTEBOOKS ― SUPERAQUECIMENTO

DUAS COISAS SÃO INFINITAS: O UNIVERSO E A ESTUPIDEZ HUMANA. MAS, NO QUE RESPEITA AO UNIVERSO, AINDA NÃO ADQUIRI A CERTEZA ABSOLUTA.


Notebooks (ou laptops) já foram o sonho de consumo de muitos usuários de PCs ― entre os quais se inclui este que vos escreve ―, até porque se livrar do jugo da macarronada de cabos e fios e poder usar o computador em casa, no escritório e em trânsito (no táxi, no avião, no hotel) não tinha preço. Ou tinha, e era alto: meu primeiro note custou R$ 4 mil em meados de 2003 ― valor que, corrigido pelo IGP-M, corresponde a quase R$ 10 mil.

Devido à popularização dos tablets e smartphones ― que estão cada vez mais “smart” e são portáteis “de verdade” ―, os notes perderam um pouco do seu “encanto”. Mas ainda representam uma alternativa interessante ao tradicional desktop, já que oferecem o melhor de das duas plataformas ― ou seja, podemos comprar um modelo bastante aceitável pelo preço de um desktop ou all-in-one e eventualmente levá-lo conosco numa viagem de final de semana, por exemplo, bastando para tanto desplugar o cabo de energia da tomada e um abraço.

Enfim, se você usa seu note no colo ― aliás, o “lap” de laptop significa “colo” ― no sofá da sala, na varanda, no banheiro, e se sente incomodado com o calor que provém da base do aparelho, saiba que isso não é um defeito, mas uma característica do produto. Até porque um portátil integra os mesmos componentes dos PC de mesa (placa-mãe, processador, memórias, drives de HD e de mídia óptica, etc.), ainda que em versões de tamanho menor, mas seu gabinete mais exíguo dificulta a dissipação do calor.

Convém ter em mente que aquecimento é uma coisa, e superaquecimento é outra. Via de regra, o que acarreta uma elevação anormal da temperatura no interior do note é a obstrução das aletas de refrigeração (que ficam nas laterais e, em muitos casos, na face inferior do aparelho). Por isso, é importante você as manter livres de poeira e outros detritos, bem como evitar usar o aparelho sobre almofadas, travesseiros, mantas e afins. E em situações extrema, como quando você joga games pesados, trabalha com apps de editoração gráfica ou assiste a vídeos em DVD, por exemplo, convém providenciar um suporte com cooler acoplado (como o da figura que ilustra esta matéria).

Altas temperaturas são inimigas figadais dos computadores desde as mais priscas eras ― como comprovam as salas climatizadas (e enregelantes) que abrigavam os grandes mainframes, no século passado, onde os operadores usavam agasalhos mesmo durante o verão. E as consequências do superaquecimento podem ir de um simples travamento à fritura (literalmente) do processador ― se bem que de uns tempos a esta parte os chips passaram a se desligar automaticamente se e quando a temperatura alcança um patamar pré-definido pelos fabricantes.

Caso a tela do seu note escureça “do nada”, se o aparelho trava quando você tenta abrir arquivos ou inicializar aplicativos, ou então reinicializa sem mais aquela, fique esperto, pois esses sintomas, isolados ou em conjunto, quase sempre indicam problemas com a temperatura.

Como dito, nem sempre é fácil diferenciar um aquecimento normal do superaquecimento, mas o ruído do cooler na velocidade máxima pode ser um indicativo, da mesma forma que a sensação de “queimação” quando se trabalha com o portátil no colo. Entretanto, os sinais mais gritantes são congelamentos, travamentos, telas azuis e/ou reboots aleatórios.

Considerando que é sempre melhor prevenir do que remediar, sugiro que você instale um monitor dedicado (e que o consulte regularmente), como o excelente Speccy ― disponibilizado gratuitamente (freeware) pela Piriform, que é a desenvolvedora do festejado CCleaner. Com ele, basta um clique do mouse para visualizar de maneira simples e rápida diversas informações sobre o hardware, dentre elas a temperatura da CPU, da placa-mãe, do HD, e até mesmo da placa gráfica.

Seja como for, evite sobrecarregar o processador e demais subsistemas da máquina executando e mantendo abertos muitos aplicativos ao mesmo tempo (mesmo que o sistema seja multitarefa, você não é, sem falar que notebooks ― com a possível exceção de alguns modelos de preço bem salgados ― não são a melhor opção para você jogar games radicais ou rodar aplicativos muito pesados (como os de editoração gráfica, por exemplo). Demais disso, mantenha as ranhuras de ventilação da carcaça desobstruídas e evite usar o computador sob o sol (na praia, por exemplo) durante longos períodos. Aliás, estacionar o carro num local descoberto e deixar o aparelho cozinhando sob sol a pino é outra prática que ser evitada a todo custo.

Resumo da ópera: Ainda que tenham se tornado bem mais acessíveis ao longo dos últimos anos, notebooks são aparelhos caros. E delicados. E mais difíceis de manter do que os tradicionais desktops ― o que, por extensão, vale para os procedimentos de limpeza: se, nos PCs de mesa, qualquer usuário minimamente experiente é capaz de abrir o gabinete e fazer uma faxina em regra (para saber mais, clique aqui e aqui), nos notes a história é bem outra (confira nesta postagem).

Mudando de pato para ganso:

Eu já comentei isso aqui, mas achei por bem relembrar que, tão logo foi notificada pelo Senado da sua deposição, a grande-chefa-toura-sentada-impichada mexeu os pauzinhos para apressar sua aposentadoria e assim embolsar mais R$ 5.189,82 mensais do INSS ― embora ela nos vá custar mais de R$ 1 milhão por ano em salários de ex-presidente e verba para bancar os 8 assessores a que tem direito, além de dois carros oficiais com combustível e manutenção pagos pelos contribuintes. Doria, por seu turno (sem trocadilho), promete doar o salário de prefeito (que é de consideráveis R$ 24.117,62 mensais) para instituições de caridade. Como se vê, há pessoas e pessoas, políticos e políticos, e por aí vai.

O Planalto somou todos os prefeitos eleitos pelos partidos que apoiam Temer e chegou a 4.930 das 5.570 prefeituras do país. Já o PT perdeu mais da metade das prefeituras que tinha em 2012, e caiu da 3ª posição (com 630) para a 10ª no ranking (com 256). Nas capitais, o partido de Lula só conseguiu emplacar um assecla em Rio Branco (AC) e levar outro ao segundo turno no Recife (PE) ― estado natal dos dois ex-presidentes petralhas ―, ao passo que o PSDB  elegeu 2 prefeitos (São Paulo e Teresina) e levou 8 para o segundo turno.

Na visão de Michel Temer, a abstenção significativa e os votos brancos e nulos foram um recado que as urnas mandaram à classe política, para que reformule eventuais costumes inadequados. Essa foi a primeira mensagem — frisou o residente, que acrescentou: "Todos os partidos receberam o recado. Acho que foi um recado dado pelas urnas, primeiro para a classe política".

E já que falamos no deus pai da petralhada, o filho do dito-cujo, Marcos Cláudio Lula da Silva, não conseguiu se reeleger vereador em São Bernardo do Campo (SP), berço político do ex-presidente petralha e um dos municípios tidos como reduto do petismo. O pimpolho teve menos da metade dos votos com que se elegeu em 2012. Ah, mas ele não é filho biológico de Lula, é do primeiro casamento de Marisa Letícia, dirão os defensores incondicionais da petralhada. E daí? Isso não muda os fatos: com apenas 1.504 votos, Marcos Cláudio amargou a 58ª colocação ― o vereador mais votado na cidade foi o tucano Pery Cartola, com 7.540 votos. Vale ressaltar também que, além de não eleger o "menino de Lula", o PT ficou de fora do segundo turno para a prefeitura de São Bernardo, comandada atualmente pelo petista Luiz Marinho. O candidato do partido, Tarcísio Secoli, ficou em 3º lugar nas eleições, com 22,57% dos votos válidos ― Orlando Morando (PSDB), que obteve 45,07%, e Alex Manente (PPS), com 28,41%, irão disputar o segundo turno na cidade.

Por último, mas não menos importante: De acordo com o Estadão, ex-parlamentares e seus pensionistas recebem, em média, R$ 14,1 mil por mês, enquanto no INSS esse número é de R$ 1.862. A União gasta todo ano R$ 164 milhões para pagar 1.170 aposentadorias e pensões a ex-deputados federais, ex-senadores e dependentes de ex-congressistas, valor equivalente ao que é despendido para bancar a aposentadoria de 6.780 pessoas com o benefício médio do INSS. Todo reajuste dos salários de deputados e senadores é repassado para as aposentadorias, e com a morte do parlamentar, a viúva ou os filhos (até 21 anos) passam a receber a pensão. Enquanto o teto do INSS é de R$ 5.189,82, o do plano de seguridade dos congressistas é de R$ 33.763,00.

Responsável pela condução da proposta da reforma da Previdência, o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, aposentado pela Câmara, recebe R$ 19.389,60 por mês, além do salário de R$ 30.934,70 de ministro. Padilha se aposentou com 53 anos, em 1999, depois do seu primeiro mandato de deputado federal pelo Rio Grande do Sul. Já o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, que terá a missão de angariar votos entre os parlamentares para garantir o quórum para as mudanças na Previdência, aposentou-se após cinco mandatos na Câmara, em 2011, quando tinha 51 anos, e recebe R$ 20.354,25, além do salário de ministro. Atualmente, no INSS são necessários 15 anos de contribuição e 60/65 anos (mulheres/homens) para se aposentar por idade ou 30/35 anos de contribuição para se aposentar por tempo de serviço. Já os parlamentares que contribuíram para o Instituto de Previdência dos Congressistas (IPC) ― extinto em 1997 após registrar rombo de R$ 520 milhões ― podiam se aposentar a partir de 8 anos de contribuição e com 50 anos de idade. Somente deputados e senadores que assumiram a partir de 1999 foram obrigados a cumprir as regras do atual Plano de Seguridade Social dos Congressistas (PSSC), que exige 35 anos de contribuição e um mínimo de 60 anos de idade para fazer jus à aposentadoria integral. Não só, mas também por isso é que, dizem, o Brasil é o país dos contrastes.

Por hoje é só, pessoal. Abraços e até mais ler.

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