segunda-feira, 3 de outubro de 2016

O IPHONE É SEU SONHO DE CONSUMO? ENTÃO VEJA ISTO

O CASAMENTO É O MÁXIMO DA SOLIDÃO COM O MÍNIMO DE PRIVACIDADE.

 Os produtos da Apple sempre se destacaram pela fabricação esmerada, design caprichado, manejo intuitivo e preço astronômico ― principalmente aqui pelas nossas bandas, onde tudo que é importado (e muito do que é fabricado localmente) custa bem mais caro do que nos EUA e na Europa. Assim é com a linha de computadores de mesa e portáteis da marca da Maçã, com o festejado iPad e, como não poderia deixar de ser, com o ambicionado iPhone, cuja mais recente versão (7) foi apresentada semanas atrás, durante um evento especial em San Francisco.

Nos EUA, o preço sugerido para o modelo básico é de US$649 ― pouco mais de R$2 mil pelo câmbio oficial ― sem considerar os inevitáveis impostos, taxas e outros acréscimos cobrados em solo tupiniquim. Há também uma versão mais poderosa (Plus), ainda mais cara, cujo principal diferencial, além da maior capacidade de armazenamento, é a câmera dupla, mas isso é assunto para uma próxima postagem.

Observação: A título de curiosidade, o portal português NOTICIASAOMINUTO dá conta de que o site de tecnologia TEARDOWN.COM calculou o preço do iPhone7 a partir do valor individual de seus componentes, que somaram 261 no modelo mais barato (de 32 GB), embora ele seja vendido por 779 nas lojas da Apple em Portugal.

Enfim, o iPhone7 já se encontra à venda nos EUA e em dezenas de outros países, mas ainda não se sabe quando chegará ao Brasil e nem quanto irá custar. A boa notícia é que, como sempre acontece em situações afins, a novidade barateará o iPhone6 e as versões anteriores que ainda são encontradas no mercado, tornando seu preço um pouco menos absurdo, embora ainda muito alto para o bolso dos brasileiros. A má notícia é que as primeiras unidades do iPhone7 já começaram a apresentar defeitos, que incluem um barulho irritante quando o aparelho está desempenhando tarefas mais pesadas, fones de ouvido e adaptadores que param de funcionar do nada, além de queda de sinal e baixa qualidade nas chamadas de voz.

Volto a falar desse sonho de consumo numa próxima postagem. Abraços e um ótimo dia a todos.

EM TEMPO:

Contrariando todas as pesquisas, projeções e expectativas, Doria foi eleito com 53,29% dos votos válidos ― é a primeira vez desde 1992, quando as eleições majoritárias passaram a ter duas etapas, que a situação de Sampa se define logo na primeira.

A vitória do candidato tucano (de lavada, considerando que o segundo colocado conseguiu apenas 16,7% dos votos válidos) não só capitalizou politicamente o governador Geraldo Alckmin ― “padrinho” de Doria ―, mas também pavimentou o caminho que eventualmente o levará à presidência em 2018.

Em contrapartida, o PT de Lula perdeu mais da metade das prefeituras que tinha em 2012 (são 374 municípios a menos que na última eleição). Desta feita, entre as capitais, a agremiação criminosa travestida de partido político só conseguiu eleger um assecla em Rio Branco (AC) e garantir uma vaga no segundo turno em Recife (PE) ― capital do estado natal de certo ex-presidente petralha.

Volto com mais detalhes oportunamente.

Aproveitando o embalo:


A MORTE DO “SOMBRA” E A HISTÓRIA MAL EXPLICADA DO ASSASSINATO DE CELSO DANIEL

Em mais um artigo memorável, Augusto Nunes relembra o texto que publicou há seis meses, com o título SEIS GRAVAÇÕES ESCANCARAM A CONSPIRAÇÃO FORJADA PELO PT PARA IMPEDIR QUE FOSSE ESCLARECIDO O ASSASSINATO DE CELSO DANIEL. Confira o excerto a seguir:

No começo de abril, uma reportagem de capa de VEJA expôs o estreito parentesco que vincula o Petrolão, o Mensalão, o assassinato de Celso Daniel e a conspiração forjada para impedir o esclarecimento da execução do prefeito de Santo André ― escândalos que pertencem à mesma linhagem político-policial, foram praticados pelo mesmo clã e, somados, demonstram que a transformação do PT em organização fora da lei, decidida a submeter a máquina federal aos seus desígnios e eternizar-se no poder, começou a definir-se em janeiro de 2002.

O acervo de provas é tamanho que milhões de brasileiros ignoram, ou mantêm adormecidas em remotas gavetas da memória, sórdidas preciosidades descobertas no início do século, como o lote de áudios que registram conversas de altíssimo teor explosivo gravadas por investigadores da PF.

Observação: Siga este link para ler a integra do artigo e ouvir as vozes dos assassinos de fatos combinando o que fazer para impedir o esclarecimento do crime hediondo.

Se fosse só prefeito, Daniel já teria brilho suficiente para figurar na constelação das estrelas nacionais do PT. Uma das maiores cidades do país, Santo André é a primeira letra do ABC, berço político de Lula e do partido. Mas Em janeiro de 2002, o então prefeito de Santo André já cruzara as fronteiras da administração municipal para coordenar a montagem do programa de governo de Lula, novamente candidato à Presidência. Quando foi sequestrado numa esquina de São Paulo, Celso Daniel ocupava o mesmo cargo que transformaria Antônio Palocci em ministro da Fazenda.

Foi um crime político, berraram em coro os Altos Companheiros assim que o corpo foi encontrado numa estrada de terra perto da capital. A comissão de frente escalada pelo PT para o cortejo fúnebre, liderada por José Dirceu, Aloízio Mercadante e Luiz Eduardo Greenhalgh, caprichou no visual. O olhar colérico, o figurino de quem não tivera tempo nem cabeça para combinar o paletó com a gravata, o choro dos órfãos de pai e mãe, os cabelos cuidadosamente desalinhados ― os sinais de sofrimento se acotovelavam da cabeça aos sapatos.

Até então, a única versão na praça se amparava no que tinha contado o empresário Sérgio Gomes da Silva, vulgo “Sombra”, ex-assessor de Celso Daniel. Segundo o relato, os dois voltavam do jantar num restaurante em São Paulo quando o carro blindado foi interceptado numa esquina por bandidos que, estranhamente, levaram só o prefeito e nem tocaram na testemunha. O depoimento de Sombra pareceu tão verossímil quanto uma nevasca no Nordeste, mas a comissão de frente monitorada por 

Lula não tinha tempo a perder com possíveis contradições no samba-enredo.
Embora mal-ajambrada, a letra não destoava do refrão que, naquele momento, interessava ao PT: o assassinato fora cometido por motivos políticos. Dirceu e Mercadante lembraram que panfletos atribuídos a uma misteriosa organização ultradireitista haviam prometido a execução de dirigentes do partido. Toninho do PT, prefeito de Campinas, fora abatido a tiros em setembro de 2001. Daniel era a segunda vítima. Grávido de ira com a reprise da tragédia, Greenhalgh acusou FHC de ter ignorado os apelos para que adotasse meia dúzia de medidas preventivas.

Em pouco tempo, a polícia paulista deu o caso por encerrado. Paradoxalmente, o PT endossou sem ressalvas a tese do crime comum. A família do morto discordou do desfecho conveniente, o Ministério Público achou a conclusão apressada e seguiu investigando a história muito mal contada, e logo emergiram evidências de que o crime tivera motivações políticas, sim. Só que os bandidos eram ligados ao PT.

Ainda no início do último mandato de Daniel, empresários da área de transportes e pelo menos um secretário municipal haviam concebido, com a concordância do prefeito, o embrião do que o Brasil contemplaria, em escala extraordinariamente ampliada, com a descoberta do Mensalão. Praticando extorsões ou desviando dinheiro público, a quadrilha infiltrada na administração de Santo André supria campanhas do PT. Em 2001, ao constatar que os quadrilheiros estavam embolsando boa parte do dinheiro, Daniel avisou que denunciaria a irregularidade ao comando do partido. Foi para tratar desse assunto que Sombra, um dos pecadores, convidou o prefeito para um jantar em São Paulo.

Entre o fim de janeiro e meados de março de 2002, investigadores da PF encarregados de esclarecer o assassinato gravaram muitas horas de conversas telefônicas entre cinco protagonistas da história de horror: Sérgio Gomes da Silva, o Sombra, Ivone Santana, namorada da vítima (que já se havia separado de Miriam Belchior), Klinger Luiz de Oliveira, secretário de Serviços Municipais, Gilberto Carvalho, secretário de Governo de Santo André, e Luiz Eduardo Greenhalgh, advogado do PT para causas especialmente cabeludas. As 42 fitas resultantes da escuta foram encaminhadas ao juiz João Carlos da Rocha Mattos.

Em março de 2003, pouco depois do início do primeiro mandato de Lula, o magistrado alegou que as gravações haviam sido feitas sem autorização judicial e ordenou que fossem destruídas. A queima de arquivo malogrou: incontáveis cópias dos áudios garantiram a eternidade dos registros telefônicos. Em outubro de 2005, quando cumpria pena de prisão por venda de sentenças, Rocha Mattos revelou a VEJA que os diálogos mais comprometedores envolviam Gilberto Carvalho, secretário-particular de Lula de janeiro de 2003 a dezembro de 2010 e chefe da Secretaria Geral da Presidência no primeiro mandato de Dilma.

Ele comandava todas as conversas”, disse o juiz de araque. “Dava orientações de como as pessoas deviam proceder e mostrava preocupação com as buscas da polícia no apartamento de Celso Daniel”. Em abril de 2011, já em liberdade, o magistrado reiterou a acusação. “A apuração do caso do Celso começou no fim do governo FHC”, afirmou. “A pedido do PT, a PF entrou no caso. Mas, quando o Lula assumiu, a PF virou, obviamente. Daí ela, a PF, adulterou as fitas, eu não sei quem fez isso lá. A PF apagou as fitas, tem trechos com conversas não transcritas. O que eles fizeram foi abafar o caso, porque era muito desgastante, mais que o Mensalão. O que aconteceu foi que o dinheiro das companhias de ônibus, arrecadados para o PT, não estava chegando integralmente a Celso Daniel. Quando ele descobriu isso, a situação dele ficou muito difícil. Agentes da PF manipularam as fitas de Celso Daniel. A PF fez um filtro nas fitas para tirar o que talvez fosse mais grave envolvendo Gilberto Carvalho”.

As seis gravações escancaram a sórdida conjura dos grampeados dispostos a tudo para enterrar na vala dos crimes comuns um homicídio repleto de digitais do PT. A história do prefeito sequestrado, torturado e morto é um caso de polícia e uma coisa da política. As conversas também revelam a alma repulsiva do bando. Celso Daniel aparece nas gravações como um entulho a remover. Não merece uma única lágrima, um mísero lamento. Os comparsas se dedicam em tempo integral à missão de livrar Sombra da cadeia e acalmar o parceiro que ameaça afundar atirando.

Passados mais de 14 anos, a reaparição do fantasma avisa que a tramoia fracassou. Enquanto não for exumada toda a verdade sobre esse capítulo da história universal da infâmia, todos os meliantes sobreviventes serão assombrados pelo prefeito proibido de descansar em paz.

Com a queima das provas sonoras, Rocha Mattos virou sócio do clube de magistrados para os quais uma irregularidade processual é muito mais grave que qualquer delito. Nessa escola de doutores, aprende-se que quem arromba a porta do vizinho que está matando a mãe e evita a consumação do crime deve ser preso por invasão de domicílio. Como as gravações das conversas entre Lula e seus devotos foram autorizadas pelo juiz Sérgio Moro, o ministro Teori Zavascki anda à caça de outro pretexto semelhante para declarar inexistente o palavrório que estarreceu o país, e se seguir o exemplo do juiz ladrão, não tardará a constatar que errou feio ─ e errou para nada: milhares, milhões de cópias em circulação nas redes sociais informam que a verdade já não pode ser destruída. Graças à escuta promovida pela Lava-Jato, foi abortada uma conspiração contra o Estado de Direito comandada por Lula e apoiada por Dilma

O resto é firula bacharelesca, conversa fiada. O essencial é que há culpados a punir, e o que importa é que o castigo virá.

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