quinta-feira, 6 de outubro de 2016

SOBRE SISTEMAS OPERACIONAIS

AS PESSOAS QUE SÃO LOUCAS O SUFICIENTE PARA ACHAR QUE PODEM MUDAR O MUNDO SÃO AQUELAS QUE O MUDAM.

A despeito de ser o “software-mãe” do PC (ou do tablet, ou do smartphone, que, como já vimos, nada mais são do que computadores “ultra portáteis”), o sistema operacional é um programa de computador como outro qualquer. Ou quase isso, como veremos no decorrer desta matéria.

Um computador é composto por dois segmentos distintos, mas interdependentes e complementares: o hardware e o software. O primeiro corresponde aos componentes "físicos" ― gabinete e seus componentes internos, teclado, mouse, monitor de vídeo, etc. ― e o segundo, ao sistema operacional e demais aplicativos e utilitários (*). Numa definição “engraçadinha”, hardware é aquilo que a gente chuta, e software, o que a gente xinga.  

No âmbito da informática, o termo “programa” designa conjuntos de instruções em linguagem de máquina que nos permitem operar o computador. O sistema operacional se encaixa nessa definição, mas por ser responsável pelo gerenciamento do hardware, pelo suporte aos aplicativos e pela execução de uma vasta gama de tarefas essenciais ao funcionamento da máquina como um todo, sua importância é diferenciada. Em última análise, podemos dizer que, sem um SO, um computador não passa de “um corpo sem alma”, um conjunto de peças sem qualquer utilidade prática.

Observação: Os aplicativos são softwares que se destacam pela interface amigável, por serem capazes de gerar arquivos que podem ser salvos e por auxiliarem o usuário a executar tarefas específicas no computador. Por exemplo, para escrever um texto, usamos um processador de textos (como o famoso MS Word), para trabalhar com fotos e figuras, recorremos a um editor de imagens (como o festejado Photoshop), para navegar na Web, utilizamos um browser (como o popular Google Chrome), e assim por diante. Já os utilitários são ferramentas, digamos assim, que usarmos para realizar outras tarefas, como a compactação de arquivos e rotinas de manutenção. No mais das vezes, eles fazem parte de outros programas ou são componentes nativos do próprio sistema (caso das ferramentas administrativas do Windows, por exemplo).  

O Windows foi criado pela Microsoft no início da década de 80 e vem sendo aprimorado ao longo de suas várias edições. Ele não foi o primeiro e tampouco é o único sistema para computadores pessoais, mas é, sem dúvida alguma, o mais bem-sucedido (as versões XP e posteriores, somadas, dominam quase 80% do mercado, quando o festejado Mac OS, da Apple, mal chega a 10%). Até o lançamento da edição 95, o Windows era apenas uma interface que rodava no MS-DOS ― esse, sim, o primeiro SO criado pela Microsoft. Ou quase, porque quando a IBM resolveu lançar sua versão de computador pessoal e encomendou o sistema à Microsoft ― que até então jamais tinha desenvolvido um software dessa magnitude ―, Bill Gates comprou o QDOS de Tim Paterson por US$50 mil, adaptou-o ao hardware da IBM e mudou o nome para MS-DOS.

O acrônimo DOS (de Disk Operating Disk) integra o nome de diversos sistemas operacionais ― como o Free DOS, o PTS-DOS, o DR-DOS, etc. ―, mas o mais emblemático foi mesmo o MS-DOS. Esse sucesso foi fundamental para o desenvolvimento da Microsoft e crescimento da fortuna pessoal de Gates, que hoje, segundo a Forbes, é de quase US$ 90 bilhões. Mas isso já é outra história.

Amanhã a gente complementa.

CHEGA DE PRAZOS!

Uma postagem publicada anteontem no site O Antagonista, sob o título CHEGA DE PRAZOS, relembra que, em agosto, Edson Fachin concedeu mais prazo para a defesa de Renan Calheiros se manifestar sobre denúncia apresentada pela PGR (na oportunidade, disse também o ministro que já nem sabe quem é o advogado do senador, que, ao longo do inquérito, trocou de representante nada menos que 17 vezes). Sobre esse assunto, em documento enviado ao STF, Rodrigo Janot escreveu o seguinte: “A conclusão lógica, portanto, é de que a presente causa está pronta para deliberação, pelo Pleno dessa Corte, acerca da admissibilidade da acusação formulada pelo Ministério Público. Por tais razões, vale destacar que não é necessária a reabertura de novo prazo para defesa se manifestar, uma vez que esta já teve oportunidade de apresentar todos os seus argumentos de que dispunha”.

Observação: Eu já havia concluído a composição deste texto quando soube pelo JN que Fachin liberou para o julgamento em plenário a denúncia contra Renan Calheiros. Ainda não há data marcada para o julgamento e é pouco provável que ele ocorra em outubro, porque a ministra Cármen Lúcia já definiu a pauta do mês. Todavia, se o plenário acolher a denúncia, o que é a hipótese mais provável, o presidente do Senado será promovido a réu ― vale lembrar que ele responde a outros dez inquéritos no STF, sendo sete na Lava-Jato ― e poderá ser excluído da linha sucessória da Presidência da República (na ausência do presidente da República, assume o vice e, na sequência, os presidentes da Câmara, do Senado e o do STF, nessa ordem). A Rede questionou a validade da linha sucessória para autoridades que respondem a ação penal, mas a questão ainda não foi julgada pelo tribunal.

Na mesma linha eminentemente protelatória, a defesa do ex-presidente petralha e digníssima senhora pediram ao juiz Sergio Moro a dilação do prazo para sua defesa prévia (prazo esse que termina na próxima sexta-feira, 7), argumentando que os procuradores do MPF tiveram 55 dias para analisar as mais de 16 mil páginas de documentos anexados à denúncia, e que, portanto, postulando isonomia de tratamento.

Observação: Vale relembrar que o Ministério Público Federal denunciou Lula, Marisa e outras seis pessoas, e que, de acordo com o procurador Deltan Dallagnol, as provas apresentadas não deixam dúvidas de que o ex-presidente era “o comandante máximo do esquema de corrupção identificado na Lava Jato”.

O pedido dos advogados do molusco abjeto não rebate em nenhum momento as acusações do MPF ― aliás, seus defensores insistem em dizer que não reconhecem a imparcialidade do juiz Sérgio Moro e dos procuradores que ofereceram a denúncia. Resta agora aguardar a decisão do magistrado.

Nesse entretempo, a despeito da pressão dos aliados para que assuma o comando do PT e seja alçado à presidência nacional do partido, Lula defende “uma cara nova” para o lugar de Rui Falcão e sugere o nome de Jaques Wagner ― até porque, de acordo com a Folha, o petralha está mais preocupado com sua defesa na Lava-Jato e em elaborar “um novo projeto para a esquerda do país”. Tempo não lhe faltará quando estiver “gozando longas férias” no Complexo Penal de Pinhais, em Curitiba. E viva o juiz Sérgio Moro!

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