domingo, 13 de novembro de 2016

MARACUTAIS DE VEREADORES EM BUSCA DE SALÁRIOS MAIS POPUDOS.

Levantamento do GLOBO mostra que, se as recentes eleições municipais servissem de parâmetro
para o cumprimento da cláusula de desempenho dos partidos ― tema que está sendo discutido pelo Congresso no projeto de reforma política ―, 26 das 35 legendas existentes não atenderiam aos requisitos.

Apenas nove partidos cumpriram ambas as exigências (atingir 2% dos votos válidos em todo o território nacional e obter 2% dos votos válidos em, pelo menos, 14 unidades da Federação): PSDB, PDMB, PSB, PT, PDT, PP, DEM e PR. Outros quatro conseguiram superar apenas o percentual dos votos válidos em todo o país, mas não tiveram desempenho suficiente em 14 unidades da Federação. E o padrão se repetiu nos 92 municípios brasileiros com mais de 200 mil habitantes: ao todo, contando as capitais, 12 das 21 legendas que venceram o pleito não atingiram os 2% dos votos válidos no país e nas unidades da Federação.

Aqui entre nós, 35 partidos inscritos no TSE é uma piada. E dezenas de outras “agremiações” estão na fila, buscando garantir um lugar ao sol e um trocado no bolso. E a despeito de toda essa diversidade, os eleitores se veem obrigados a escolher os candidatos “menos piores” (até porque, salvo raríssimas e honrosas exceções, a qualidade dos nossos políticos fica abaixo da crítica), razão pela qual é imperativo e urgente fazer uma faxina em regra e colocar ordem nesse galinheiro.

A criatividade dessa corja de desqualificados parece não ter limites quando se trata de favorecer seus próprios interesses. Ontem mesmo eu ouvi pela CBN que 8 vereadores eleitos em certo município (infelizmente, não anotei o nome e já não me lembro mais qual era a tal cidade) já se articularam para ocupar cargos de staff no alto escalão da prefeitura, e assim embolsar uma remuneração superior ao salário de edil. Com isso, os respectivos suplentes ― que não disputaram diretamente as eleições ― assumem as cadeiras dos titulares, e todo mundo fica feliz (menos os munícipes, naturalmente, não só porque foram feitos de palhaço, mas principalmente porque é o suado dinheiro dos impostos que banca essa pouca vergonha. Pergunto a esses nobres vereadores: como ficam o compromisso com a cidade e a responsabilidade perante os eleitores que acreditaram em suas quiméricas promessas de campanha?

Mesmo não seja ilegal, essa maracutaia é, no mínimo, imoral. O lado bom da história ― por assim dizer ― é que isso revela (ou reafirma, melhor dizendo) os verdadeiros interesses dessa corja de mamadores das tetas do Estado. Mas se metade dos eleitores lhes der a devida resposta nas próximas eleições, nem tudo estará perdido.

Seja como for, é fundamental e urgente rever a legislação eleitoral e limitar o número de partidos (para meia dúzia, e olhe lá). O problema é que são as raposas que tomam conta desse galinheiro.


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