terça-feira, 10 de janeiro de 2017

READY BOOST

O SOL NASCE PARA TODOS; A SOMBRA, PRA QUEM É MAIS ESPERTO. 

O Upgrade de RAM é a maneira mais simples, barata e eficaz de incrementar o desempenho do computador ― desde que observados os limites dos sistemas de 32-bits, evidentemente (volto a esse assunto mais adiante). No entanto, desde o Windows 7 que se tornou possível fazer um “upgrade meia-boca” com um pendrive ou cartão de memória. E ainda que não faça milagres, esse paliativo proporciona resultados melhores do que a tradicional memória virtual ― que entra em ação quando a RAM se esgota ―, até porque a memória flash é bem mais veloz que o disco rígido.

Observação: O ReadyBoost se vale do espaço oferecido pelo dispositivo removível para aumentar o tamanho do cache do Windows (uma memória intermediária que armazena arquivos de forma inteligente, deixando-os prontos para utilização na hora oportuna), além de liberar a quantidade de memória RAM que era utilizada antes de você implementá-lo.

Para habilitar o recurso, basta conectar o dispositivo removível a uma portinha USB do PC, abrir a pasta Computador (ou Meu Computador, conforme a sua edição do Windows), dar um clique direito no ícone que representa a nova unidade e clicar na aba ReadyBoost. Feito isso, para usar todo o espaço disponível no drive, marque a Dedicar este dispositivo ao ReadyBoost; para configurar manualmente o espaço a ser alocado, marque Usar este dispositivo e mova a barra deslizante para a direita, até que a janelinha exiba o espaço desejado. Ao final, é só clicar em Aplicar e em OK (vale reiniciar o computador, embora isso não seja exigido de maneira explícita).

O ReadyBoost funciona com qualquer tipo de memória flash (cartões SD, micro SD, pendrives e HDs externos), desde que o dispositivo suporte o padrão USB 2.0 (ou superior) e disponha de ao menos 1 GB de espaço livre para uso. Melhores resultados serão obtidos se ele for formatado com o sistema de arquivos NTFS, a menos que sua capacidade seja inferior a 4 GB, caso você pode usar o sistema de arquivos FAT32 (para saber mais sobre formatação de pendrives e sistemas de arquivos, reveja a sequência de postagens iniciada por esta aqui).

Vale frisar que:

― Como dito no início deste texto, o ReadyBoost ajuda, mas não faz milagres. Falta de memória RAM se resolve com upgrade físico, ou seja, com a substituição dos módulos existentes no PC por outros de maior capacidade ou a adição de mais módulos, se houver slots disponíveis. Todavia, é preciso atentar para as limitações impostas tanto pela placa-mãe/chipset quanto pelo Windows, já que sistemas de 32 bits são capazes de endereçar somente algo entre 2,75 GB e 3,5 GB de RAM e, portanto, instalar mais do que 4 GB é jogar dinheiro fora.

― Você pode usar até oito dispositivos de até 32 GB cada, já que o limite do ReadyBoost é de 256 GB ― note que esse limite é teórico, até porque seu PC dificilmente terá 8 portas USB livres, e o uso de hubs (multiplicadores) não é aconselhável.

― Para que haja um aumento significativo na performance do sistema, a recomendação é usar pendrives/SD Cards com capacidade de duas a quatro vezes maior que a quantidade de memória física instalada (ou seja, se seu PC conta com 4 GB de RAM, use um pendrive/cartão de 16 GB).

Para saber mais sobre o ReadyBoost, clique aqui.

TODO MUNDO ERROU SOBRE O PÓS-DILMA, AFIRMA MAÍLSON DA NÓBREGA

Os economistas e o mercado fracassaram ao projetar o cenário pós-Dilma, não por um erro específico do governo Temer, mas pelo "desastre" da gestão anterior. O atual governo errou por ter falhado na comunicação com o povo. No mais, era mesmo muito difícil fazer estimativas após a catástrofe administrativa levada a efeito os 13 anos e fumaça com Lula e Dilma na presidência. Estamos realmente chegando ao fundo do poço, mas a um ritmo mais lento do que as expectativas indicavam logo após a entrada do governo”, disse Maílson da Nóbrega em entrevista ao InfoMoney.

Maílson, que foi ministro da Fazenda no governo Sarney, alertou ainda para perigo de o Brasil eleger um “salvador da pátria”, como Ciro Gomes ou Jair Bolsonaro. Na sua avaliação, uma nova fase começará somente a partir de 2019, o objetivo do atual governo não é trazer uma nova fase de expansão, mas colocar o "trem de volta nos trilhos". Confira a seguir alguns trechos da entrevista ― ou siga este link para ler a matéria publicada no InfoMoney.

― Houve uma expectativa excessiva dos efeitos da saída de Dilma. Era um governo tão desastrado que, se livrar
dele, parecia que seria o ponto de partida para uma recuperação muito rápida e forte da confiança e nos primeiros momentos parecia que era isso mesmo. As pesquisas mostravam a confiança voltando e ela é um dos elementos fundamentais para a decisão de investir e de consumir. No entanto, o que está se vendo agora é que esse otimismo foi excessivo, o nível de endividamento das famílias ainda é muito elevado.

― O Brasil ainda está imerso em uma grande crise econômica, social e política. Uma herança terrível que veio dos erros cometidos na gestão do PT, especificamente no período de governo de Dilma Rousseff. A percepção recente é que a economia vai conseguir se recuperar, mas a um ritmo muito inferior ao que se imaginava. As projeções para 2017 estão sendo revisadas para baixo e corremos o risco de continuarmos em recessão pelo 3° ano consecutivo, mas acredito que o mais provável é fecharmos com um crescimento de 0,5% no ano que vem. É medíocre, mas é melhor que uma queda de 3% como o estimado para 2016.

― A boa notícia virá do lado da inflação, que deve seguir em declínio, podendo chegar a faixa de 4,5% e 4,8% em 2017. Por outro lado, o desemprego vai continuar alto, já que ele é o último indicador macroeconômico que a se recuperar em uma recessão. A recuperação virá do lado da ocupação da capacidade ociosa. Enquanto o governo está com capacidade ociosa, as empresas não investem. Além disso, não se investe antes de se ter uma razoável convicção de que a recuperação não é episódica, mas um fato permanente que justifique ampliar a capacidade.

― O atual governo elegeu uma agenda correta, que é a fiscal, e tem feito um trabalho para evitar uma consequência desastrosa de todo os erros cometidos pelo PT, que é evitar a insolvência do Estado. Mas as expectativas de retomada econômica foram frustradas não por erro do governo, mas porque é muito difícil fazer estimativa depois de uma catástrofe dessas. Eu tinha uma expectativa de crescimento de 1,5% em 2017 e revi para 0,5%. A frustração pegou todo mundo: os melhores analistas, as melhores casas de investimentos, o governo, a imprensa. Todo mundo errou.

― O governo Temer pode estar cometendo erros de outra natureza, o de comunicação, por exemplo, que não tem sido feita da melhor forma para vender a ideia das reformas. Isso permitiu que se formasse uma oposição
à PEC dos gastos, o que é cínico, porque o PT é o principal responsável por esse desastre do país, é um dos causadores dessa situação de calamidade nas contas públicas e que gerou essa necessidade de limitar os gastos. Ou o Brasil fazia essa limitação ou a catástrofe seria inevitável. Precisávamos parar o trem desgovernado em que o país estava se transformando. Se tivermos uma continuidade em 2018 e elegermos um presidente responsável, o Brasil vai conseguir se recuperar em alguns anos. Há uma grande escassez de líder, mas temos um núcleo razoável de pessoas experientes, que passaram por eleições, que exerceram a carreira política e que podem virar líderes. Claro que é muito difícil fazer projeções, pois ninguém sabe quem sobreviverá à Lava-Jato, mas eu não compro a ideia que tem circulado ultimamente, de que vamos eleger um desconhecido em 2018, um empresário ou alguém de fora do sistema.

― Para eleger-se presidente no Brasil, é preciso reunir 3 fatores: ser um nome nacionalmente conhecido; ter estruturas de diretórios no partido, candidatos a deputado, senador, governador, que trabalhem com ele. E tem que ter tempo de TV, para o que é preciso um partido estruturado, com quantidade expressiva de parlamentares. Do contrário, ocorrerá o que se viu na eleição de Collor, em que as pessoas vão buscar um salvador. Só que a experiência mundial mostra que todo salvador dá errado, porque normalmente se elege alguém sem a capacidade política de gerir um país e é sempre polêmico. Um país que dá certo é aquele dirigido pela classe política. Mas, claro, temos exceções, como o caso dos EUA, mas por condições muito particulares nesse momento, que dificilmente se aplicaria ao caso brasileiro.

A democracia brasileira está consolidada e pode sobreviver às crises. Enquanto as instituições funcionam, as crises são resolvidas, por isso não vejo o risco de haver uma ruptura democrática no Brasil, nem um colapso do sistema político. Acho que a própria crise vai deixar lições e gerar a busca por saídas. No entanto, corremos o risco de eleger aventureiros e demagogos, que prometem mundos e fundos de maneira irresponsável, e isso realmente poderia gerar uma situação inadministrável. Hoje, temos dois exemplos típicos de aventureiros: Ciro Gomes e Jair Bolsonaro. Embora seja um risco pequeno de ocorrer, porque eles não reúnem aquelas 3 questões apontadas acima, eu diria que, para 2018, essa é a grande preocupação.

Temer lidera um governo de transição, e a herança que ele recebeu é terrível. Ele se enfraqueceu em vários episódios (como o envolvimento de seus ministros na Lava Jato). No entanto, é um homem experiente, que tem uma capacidade grande de avaliar suas próprias condições políticas, e é por isso que ele está dizendo que o grande objetivo dele é colocar o País nos trilhos. Eu acho que a PEC do Teto e a Reforma da Previdência podem colocar esse trem de volta nos trilhos. Temer pega o desgaste econômico, mastiga e adota algumas medidas para digerir esses erros, mas uma nova fase começará somente a partir de 2019.

Confira minhas atualizações diárias sobre política em www.cenario-politico-tupiniquim.link.blog.br/

2 comentários:

Martha disse...

Oi Fernando
Eu tentei usar o ReadyBoost no meu antigo Seven mas não aparecia a opção....esquisito né? Eu me lembro de seu post sobre o assunto....
Nem sei se o Ten apresenta essa opção mas como tenho uma boa quantidade de RAM não será preciso...
Quanto ao restante: realmente o cenário é desanimador mas acredito em uma mudança à longo prazo desde que não seja eleito um presidente que acabe de arruinar o país...
Vamos ter que aguardar com muita cautela e pensando....quem irá se candidatar para nos governar?
Só muita oração....
Bjs e obrigada sempre!!!

Fernando Melis disse...

Oi, Martha.
Problemas como esse que você relata não são exatamente incomuns. No mais das vezes, quando a opção relativa ao ReadyBosst não aparece, é porque o serviço Superfetch está desativado. Para verificar, basta abrir a caixa Executar (pressione simultaneamente as teclas Windows + R), digitar services.msc, pressionar Enter e conferir (se necessário, altere o status do serviço para automático e reinicie o computador).
O ReadyBoost funciona no Ten. Eu uso um pendrive de 16GB (integralmente dedicado ao serviço), já que meu all-in-one dispõe de apenas 4 GB de RAM. É difícil avaliar o resultados, já que isso exigiria realizar diversos testes envolvendo tarefas idênticas, primeiro sem o auxílio de pendrive ou cartão de memória, e depois com o serviço habilitado. Mas o que abunda não excede, e se não está ajudando, certamente não está atrapalhando.
A propósito, o que você considera "uma boa quantidade de RAM"?
Quanto à questão da política, de fato, não há luz no fim do túnel nem solução no curto prazo. Resta saber se o povo terá paciência de esperar resultados no médio e no longo prazo e, mais importante, se saberá escolher um mandatário capaz de levar adiante esse mastodonte empacado chamado Brasil. E, mais importante ainda, se haverá entre os candidatos alguém com esse perfil.
Beijos e até mais ler.