quarta-feira, 3 de maio de 2017

AINDA SOBRE O FUNDO TRANSPARENTE...

TEMPO É DINHEIRO. PAGUEMOS, PORTANTO, AS NOSSAS DÍVIDAS COM O TEMPO.

Outro serviço online focado na remoção do fundo de imagens é o BACKGROUD BURNER. Sua vantagem sobre o ClippingMagic é gratuidade ― com ele, baixar a imagem editada não custa um tostão ―, e usá-lo não poderia ser mais simples: basta acessar o site, fazer o upload da foto ou figura cujo fundo se deseja eliminar, aguardar alguns segundos e fazer o download do resultado. Todavia, dependendo das características da imagem em questão, a porção remanescente (o que sobra depois da eliminação do fundo) exige alguns retoques ― que podem ser feitos com o próprio Paint do Windows (ou qualquer outro editor de imagens, naturalmente), embora à custa de algum trabalho.

Para quem prefere um aplicativo instalável, mas igualmente limitada, o CHROMAGIC pode ser uma boa pedida, mas é importante ter em mente que seus resultados dependem da imagem a ser tratada. Caso o fundo que se deseja remover seja de uma única cor, sopa no mel. Do contrário, pode ser necessário finalizar o trabalho com retoques manuais. Por outro lado, o programinha se destaca pela simplicidade no uso: basta clicar no botão "Open", selecionar a imagem desejada e clicar em algum ponto dela para escolher a cor a ser transformada automaticamente em área transparente. O problema é que, quando há mais de uma cor ― ou diversos tons da mesma cor ―, é preciso selecionar a cor predominante, executar o trabalho, salvar o resultado no formato .gif ou .png e dar os retoques finais com o Paint ou outro programinha de edição de imagens qualquer.

Achou trabalhoso? Seja bem-vindo ao clube. Pensando em chutar o pau da barraca e comprar créditos para o ClippingMagic? Calma... Daqui a alguns dias eu vou mostrar como retrabalhar imagens com o Photoshop sem ter o Photoshop. Até lá.

ALSO SPRACH ZARATHUSTRA

Apesar do título, o texto a seguir não é de Nietzsche, mas sim um excerto da coluna de Walcyr Carrasco, publicada na revista Época do último dia 24. Vale a pena conferir.

Tenho 65 anos e um profundo descrédito. Sou de uma geração que, certa ou errada, tinha um sonho. Era de esquerda, quando jovem (...). O mundo era mais simples: quem era de direita apoiava os militares. De esquerda, contra (...). Mas com o tempo meu lado escritor falou mais alto. À medida que a gente se profissionaliza, nem sempre pode participar de atos políticos.
Enfim, o governo militar caiu. Tecnicamente, fez uma passagem pacífica para a democracia. Veio uma nova constituição, e o país podia respirar.

Durante anos, votei nos partidos de esquerda. Simplesmente por acreditar em justiça social. Por duvidar que um país possa ser feliz com crianças passando fome, gente morrendo na rua (...). Mas quando Lula venceu, eu respirei fundo. Ele veio, ninguém pode negar, com um projeto de inclusão social. Fomos o último país a abolir a escravidão. Seremos os últimos em muitas coisas, parece. Porque veio junto essa roubalheira toda, pelo menos segundo o que está sendo denunciado abertamente, como nomes e quantias. É preciso passar por um tribunal. Mas as notícias são avassaladoras.

Pior que qualquer denúncia, porém, é a destruição absoluta dos sonhos. A maioria dos partidos não tem um projeto capaz de falar por si. Políticos mudam de sigla como trocam de sapatos. Vão do que era esquerda para a direita, e vice-versa. O PT arruinado pelas acusações. Restam o PSOL e a REDE, embora eu sempre fique com um pé atrás porque Marina Silva é evangélica. Tem posturas firmes, que nem sempre coincidem com as minhas, mas, se eu falo deles, pelo menos sei o que são. Os outros viraram uma omelete.

Grandes ícones da minha juventude ― não só Lula ― hoje estão envoltos em denúncias. Se me perguntarem em quem votarei nas próximas eleições, direi que não sei. Não tenho a menor ideia, porque nenhum partido me representa. Político, então...?

Muita gente briga quando ainda se fala de Lula, apesar das evidências. Dizem que é estar contra a classe trabalhadora. Uma coisa eu sei. Ser contra alguém não é duvidar de uma ideia. Todos, absolutamente todos que sejam a favor da inclusão social, de uma sociedade mais igualitária, podem ser presos por corrupção. Eu poderia ser o juiz a condená-los diante das provas, e mesmo assim continuaria a acreditar na possibilidade de um mundo melhor.

Meu descrédito não é com a política, mas com os políticos. Há um vácuo de poder, que pode até ser ocupado por um candidato messiânico tipo Fernando Collor. Mas também é a chance de aparecer alguém capaz de revigorar os ideais, não digo de uma esquerda antiga, mas de uma sociedade mais justa.

Se esse candidato aparecer, é nele que vou votar. Tenho esperança. Ainda vai aparecer alguém que fale por mim.

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