terça-feira, 23 de maio de 2017

DE OLHO NO DESEMPENHO DO PC (PARTE VI)

VOTO NULO E MOSTRO O MEU DESEJO SINCERO DE MUDANÇAS NA ATUAL POLÍTICA CORRUPTA, NÃO QUERO MAIS SER O PALHAÇO DO SISTEMA.

Já vimos que manter o desempenho do computador em níveis aceitáveis requer manutenções periódicas que, grosso modo, consistem em apagar arquivos inúteis, desinstalar programas desnecessários e desfragmentar os dados gravados no HD. Vimos também que o Windows conta com ferramentas nativas para essas tarefas básicas, embora os resultados sejam melhores com o uso de suítes de manutenção de terceiros, que oferecem uma gama mais ampla de recursos ― como um utilitário para limpeza e compactação do Registro, que a Microsoft fica devendo aos usuários do seu festejado sistema operacional, conforme eu mencionei de passagem anteriormente e sobre o qual voltarei a falar mais adiante.

Além de remover softwares desnecessários ou pouco utilizados (os assim chamados “inutilitários), é importante checar se os remanescentes inicializam junto com o sistema e, caso afirmativo, se esse comportamento se justifica. O antivírus e o firewall, por exemplo, precisam estar sempre ativos e operantes, mas o mesmo não se aplica a um editor de imagens que você raramente usa. Até porque qualquer programa em execução ocupa espaço na memória RAM e consome ciclos de processamento da CPU, e como esses recursos são limitados, não faz sentido desperdiçá-los.

Desenvolvedores conscientes permitam gerenciar a inicialização de seus programas de forma simples e intuitiva (geralmente incluindo essa opção no menu Ferramentas ou Configurações). Outros preferem oferecer essa possibilidade de configuração somente durante a instalação do programa (se você bobear, um abraço), e outros, ainda, simplesmente se autoconfiguram para pegar carona com o Windows ― e são justamente esses os que menos precisam permanecer rodando em segundo plano.

Para inibir a inicialização automática de um programa que não permita fazê-lo através da própria interface, valha-se do Utilitário de Configuração do Sistema: abra o menu Executar (tecle o atalho Windows+R), digite msconfig na caixa de diálogo respectiva e pressione Enter (no Windows 10, digitar o comando em questão na caixa de pesquisas da Cortana e clicar na opção correspondente produz o mesmo resultado). Na janelinha do utilitário, clique na aba Inicialização de Programas, desmarque as entradas referentes aos aplicativos que você deseja remover da lista de inicialização automática e reinicie o computador. Só tome cuidado para não modificar o comportamento do antivírus, do firewall ou de outro programa que precise realmente ser carregado junto com o sistema (para saber como utilizar o MS Config, clique aqui para acessar o post inicial de uma sequência que eu publiquei no final de 2014 ― embora a matéria seja baseada no Seven, as informações valem também para as encarnações mais recentes do Windows).

Observação: No Windows 10, a inicialização automática dos aplicativos deve ser gerenciada através da aba Inicializar do Gerenciador de Tarefas (para convocá-lo, dê um clique direito num ponto vazio da Barra de Tarefas e, no menu que se abre em seguida, selecione a opção respectiva).

MANIFESTAÇÕES POPULARES

Recomenda o bom-senso falar quando se deve falar e calar quando se deve calar. Na esteira desse valioso ensinamento, relembro a fábula de um pastorzinho, que, entediado por ter como companhia apenas as ovelhas, pôs-se a gritar SOCORRO! LOBO! como forma de atrair a atenção dos fazendeiros ― que o acudiram prontamente, mas voltaram a suas atividades assim que constataram que não havia lobo algum. O menino gostou da brincadeira e repetiu a dose no dia seguinte, no outro e no outro. Irritados, os fazendeiros deixaram de atendê-lo, e foi aí que o lobo resolveu atacar...

Mutatis mutandis, a fábula se aplica às manifestações populares que voltaram a eclodir no país desde 2013. Com a possível exceção das urnas ― que, lamentavelmente, o brasileiro ainda não aprendeu a usar ― elas são a melhor maneira de o povo expressar seu descontentamento, mas se convocados por dá cá aquela palha ― como tem ocorrendo ultimamente ―, perdem adesão e tornam-se ineficazes como forma de exercer pressão sobre o poder público.

No último domingo, protestos por conta do Apocalipse criado pela divulgação dos atos pouco republicanos de TemerAécio e companhia foram convocados pela CUT e outras agremiações ligadas ao PT e demais partidos de esquerda. É certo que eles acabaram acontecendo no DF e em mais 19 estados, mas é igualmente certo que a adesão da população foi inexpressiva, como na “greve geral” do último dia 28, que só teve alguma repercussão devido à paralisação dos transportes e bloqueios de logradouros públicos, que dificultaram ou impediram as pessoas de chegar a seus locais de trabalho.

No Acre, as passeatas reuniram cerca de 700 populares. Em Natal (RN) e em Manaus (AM), foram contabilizados 300 participantes, e em Brasília, 250 gatos-pingados. E isso pelos cálculos dos organizadores; as estimativas que a PM divulga nessas ocasiões costumam apontar números bem mais modestos. Em Sampa, segundo a CUT, 20 mil manifestantes ocuparam a Avenida Paulista, mas as imagens exibidas nos telejornais davam a impressão de que essa estimativa seja por demais “otimista” (sem mencionar que, aos domingos, a Paulista é fechada ao tráfego de veículos e usada como rua de lazer por pedestres, ciclistas, skatistas e distinta companhia. A adesão também foi pífia no Rio de Janeiro, como comprova a foto da orla de Copacabana que ilustra esta postagem. (Para detalhes sobre protestos em outros locais, siga este link).

Até a próxima (postagem, não manifestação).

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