quinta-feira, 25 de maio de 2017

MANUTENÇÃO PREVENTIVA COM O NORTON UTILITIES

O BRASIL ESTÁ DOMINADO POR FACÇÕES CRIMINOSAS. DOS PRESÍDIOS AOS PALÁCIOS.

manutenção preventiva pode ser feita mais facilmente com a ajuda de programinhas dedicados, geralmente reunidos em "pacotes" ― ou "suítes" ― que atuam sobre os principais gargalos de desempenho que surgem com o passar do tempo e o uso normal do computador.

Semanas atrás, eu falei brevemente sobre o Advanced System Care, o Wise Care 365 e o Steganos Tuning Pro; hoje, a bola da vez é o Norton Utilities, que usei por anos a fio, quando a suíte ainda se chamava Norton System Works e acompanhava o pacote Internet Security da Symantec.

Embora não seja oferecido em versão freeware, o NU pode ser avaliado gratuitamente por 30 dias ― tempo mais que suficiente para você “dar uma geral” em seu sistema. Para mais informações e download, basta seguir este link, apontar para Teste Grátis, clicar em Faça o download do produto e seguir as instruções do assistente de instalação. Para continuar usando o produto após o período de testes, é preciso adquirir uma licença (R$ 49) válida por prazo indeterminado e extensível a 3 PCs.

Compatível com todas as edições do Windows a partir do XP, de 32 ou 64 bits, esse “canivete suíço” da Symantec reúne numa interface bem organizada o Disk Doctor, que corrige problemas lógicos no disco rígido; o Norton UnErase, que recupera arquivos apagados acidentalmente; o Speed Disk, que desfragmenta e otimiza os arquivos no disco rígido; o Gerenciador de Inicialização, que otimiza o tempo de carregamento do sistema ― inibindo ou retardando a inicialização de aplicativos que “pegam carona” com o Windows; o Gerenciador de Serviços, que minimiza a perda de desempenho pela execução simultânea dos processos e serviços em segundo plano; o Monitor de Registro ― que notifica o usuário quando o Registro do Windows precisa ser reparado; e o Limpador do Disco ― que elimina rastros de navegação na Internet.

Observação: Alguns dos módulos do Norton Utilities operam através de ferramentas do próprio Windows, mas isso não desmerece a suíte: automatizando as rotinas de manutenção, ela facilita a realização de manutenções preventivo-corretivas por leigos e iniciantes, que, por desconhecimento ou desinteresse, não tirariam proveito dos recursos que o sistema fornece nativamente para esse fim.

SOBRE A CONVERSA CLANDESTINA E A RENÚNCIA DO PRESIDENTE

É mais fácil acreditar no Coelho da Páscoa do que nos pronunciamentos de Temer à nação.

Na última quinta-feira, 20 horas após o vazamento da delação da JBS e cia. ― que atinge nada menos que 1.829 políticos ―, o presidente classificou a abertura de inquérito contra ele de “território onde surgirão todas as explicações” e exigiu “investigação plena e muito rápida para os esclarecimentos ao povo brasileiro”. No sábado, o discurso já era outro: a gravação clandestina foi manipulada e adulterada com objetivos nitidamente subterrâneos e, incluída no inquérito sem a devida e adequada averiguação, levou muitas pessoas ao engano induzido e trouxe grave crise ao Brasil”. No domingo, em entrevista à FOLHA, enquanto reafirmava sua decisão de não renunciar (se quiserem, me  derrubem), seus advogados atuavam nos bastidores para suspender o inquérito ― aquele de onde surgiriam todas as explicações, lembram-se? (mais adiante, mudaram de estratégia e desistiram do pedido, já que a possibilidade de serem atendidos era próxima de zero).

Ainda na quinta-feira, a renúncia chegou a ser dada como certa, mas a pressão de ministros e outros apoiadores ― e a perspectiva de perder a prerrogativa de foro ― levou o presidente a reconsiderar e partir para uma luta inglória, que só posterga o inevitável e produz efeitos deletérios na economia e na estabilidade política do país. Entrementes, pedidos de impeachment vão se acumulando ― resta saber o que Rodrigo Maia fará a respeito ― e novos fatos estarrecedores bombardeiam implacavelmente os escombros da imagem de Temer que ainda resistem.

A situação é insustentável. Sem respaldo popular, o presidente buscava apoio nos (volúveis) parlamentares e nos indicadores do mercado financeiro. Depois de quinta-feira, isso também se foi. Tudo que o mercado quer é uma solução rápida, mas o medo prestar contas à “República de Curitiba” e acabar como Eduardo Cunha não estimula FrankensTemer a tomar a atitude correta. Aliás, fatos como os revelados na delação da JBS ― ou a própria visita fortuita de Joesley ao Palácio do Jaburu ― bastariam para afastá-lo durante a apuração dos fatos, como ocorreria em qualquer país sério. Pensando bem, num país sério o presidente não esperaria ser afastado, fá-lo-ia de moto próprio ― e reassumiria o cargo sem constrangimento algum, se e quando as acusações fossem descartadas.

Em tese, o governo acabou, o presidente caiu. Meirelles passou incólume pelas delações de Joesley, e se a equipe econômica ficar, o mercado há de se acalmar e a vida seguirá adiante, ainda que com menos brilho até que se defina o que acontecerá a seguir. Cassação pelo TSE?  Impeachment pelo Congresso? Ambas essas saídas são possíveis à luz da Constituição. Mas levariam tempo, e tempo é artigo escasso quando cada dia de incertezas aumenta a instabilidade político-econômica.

Por hoje é só. E não é pouco.



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