quinta-feira, 11 de maio de 2017

PHUBBING ― NOVA CONTRIBUIÇÃO DA TECNOLOGIA PARA NOSSA VELHA LISTA DE NEOLOGISMOS

BASTA UM COMPUTADOR E UMA CONEXÃO COM A INTERNET PARA SE TER ACESSO AO CONHECIMENTO DA HUMANIDADE.

Neologismo que poderia ser traduzido por “falta de educação”, o termo PHUBBING combina o “ph” de phone (telefone) com “ubbing” de snubbing (esnobar), e remete a um comportamento cada vez mais comum nos nossos dias: o sujeito (ou a sujeita) dedicando sua total atenção ao que se passa na telinha de seu smartphone e ignorando solenemente quem está e o que acontece no seu entorno ― esteja ele(a) à mesa do restaurante com a(o) namorada(o), assistindo à cerimônia religiosa do casamento de um amigo, acompanhando o funeral de um parente, enfim...

Observação: O termo foi criado pela Macquarie Dictionary para descrever o ato de ignorar alguém usando como desculpa um telefonema ou mensagem recebido através de um smartphone.
Diante desse comportamento, digamos, pouco apropriado, o australiano Alex Haigh alerta para um futuro próximo em que os casais se sentarão em silêncio, as relações serão baseadas em atualizações de status nas redes sociais e a habilidade para falar ou se comunicar face-to-face será completamente erradicada.

Assim, anote o novo verbete no seu caderninho, mas procure evitar participar desse círculo vicioso. Adquirir hobbies e praticar atividades que façam sentido e tragam prazer a você, ou achar um momento individual que não precise ser compartilhado com mais ninguém, seriam, provavelmente, boas opções.

Fonte: Dr. Cristiano Nabuco ― Ciência e Saúde

LULA LÁ ― EM CURITIBA

O depoimento de Lula ao juiz Moro, na tarde de ontem, durou quase cinco horas e foi recheado de evasivas, mentiras e imputação de responsabilidades a terceiros, com destaque para a ex-primeira dama, que faleceu há poucos meses e, portanto, não pode ser chamada para uma acareação (a não que se convocasse uma sessão espírita, mas aí já é outra história).

Lula reafirmou sua falácia de perseguição pela Lava-Jato e pelo Ministério Público (diferentemente do que vem fazendo fora da sala de audiências, ele tomou o cuidado de não mencionar expressamente o magistrado) e defendeu sua trajetória com o ramerrão de sempre, mesmo depois de Moro lhe pedir que não usasse o depoimento para fazer um apanhado do seu governo. Aliás, rebateu enfaticamente que está sendo julgado pelo que fez na presidência, pela construção de um power point mentiroso ― feito por quem não entende de política e se baseia numa tese preconcebida de que o PT é uma organização criminosa e ele, o chefe ― e que as acusações contra ele não passam de pura ilação.

Sobre o tríplex no Guarujá, o petralha negou todas as acusações. Segundo ele, foi sua finada quem decidiu a compra do terreno do Instituto Lula, quem comandou as obras no tríplex, quem queria o apartamento etc. Ela comandava tudo, ele não sabia de nada. E mais: disse o molusco que dona Marisa “nem mesmo gostava de praia” ― o que foi prontamente desmentido por uma enxurrada de fotos publicadas nas redes sociais, nas quais o ex-primeiro-casal aparece em cenas descontraídas à beira-mar.

Quando Moro perguntou sobre a rasura no documento de compra da unidade no prédio (o número 144, da unidade pela qual o casal Lula pagou, aparece escrito sobre o número 174, o do tríplex), disse não saber quem seria o responsável pela rasura, mas que também gostaria de saber.

Ao dizer que prefere ser julgado pelo povo, não pela Justiça, Lula deixou implícito seu propósito de se reeleger presidente pelo voto dos apedeutas desinformados que (espantosamente) ainda o apoiam, para não ser julgado ― nem pelo povo, nem (muito menos) pela Justiça. Leda pretensão.

Como bem destacou o jornalista Augusto Nunes, um trecho particularmente relevante do depoimento de sua insolência parece ter escapado aos redatores de manchete da imprensa brasileira: Ao mentir sobre o pequeno apartamento de três andares no Guarujá, o petralha confessou que é o dono do sítio em Atibaia. Aos 13 minutos do vídeo sete do depoimento, Lula admite que Léo Pinheiro e Paulo Gordilho, os dois bambambãs da OAS, estiveram no seu apartamento em São Bernardo do Campo, mas nega que tenham conversado sobre o tríplex.

― E o que eles discutiram com o senhor nessa oportunidade? ― quis saber o representante do Ministério Público.
― Eu acho que eles tinham ido discutir a questão da cozinha lá do sítio de Atibaia, que também não é assunto para discutir agora.

Tarde demais. Ao tentar esconder a ossada de um crime, Lula tirou do armário o cadáver de outro. 

Em suma: seu depoimento foi provavelmente a maior sequência de mentiras desfiadas por um réu culpado desde a criação do primeiro tribunal. Para tanto, basta a reprodução de três frases ditas pelo chefão do bando de corruptos do petrolão: Você acha que quando seu filho tira nota baixa na escola ele chega pulando de alegria para contar? Se puder, ele vai esconder até o senhor saber. Você acha que alguém que começou a roubar vai contar para alguém que ele está roubando?

Alguém aí achava que Lula chegaria à sala de Sérgio Moro feliz e ansioso por revelar tudo que fez? Um criminoso que se preze morre jurando que é a alma viva mais pura do mundo. Mesmo que morra na cadeia.

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