sábado, 3 de junho de 2017

O CÚMULO DOS CÚMULOS

SE DESEJOS FOSSEM CAVALOS, MENDIGOS CAVALGARIAM.

Em 2005, para escapar do Mensalão, Lula entregou Dirceu. No ano seguinte, para tirar o seu da reta do Escândalo dos Aloprados, entregou as cabeças que pode, inclusive as do ex-ministro Antonio Palocci e do coordenador de sua campanha à reeleição, Ricardo Berzoini. Não espanta, portanto, que o molusco indigesto tenha entregado a ex-primeira-dama no depoimento ao juiz Moro (para assistir à gravação das mais de 4 horas de depoimento, clique aqui). Mesmo porque, tendo falecido em fevereiro passado, sua companheira e cúmplice por mais de 40 anos ― e corré naquele processo ― já não poderia contradizê-lo. De resto, como sempre fez e faz, Lula negou o pode negar, reconheceu o que não tinha como negar e tocou o velho e arranhado disco do “não sei, não me lembro, nunca vi nem ouvi falar”.

De migrante nordestino pobre e analfabeto, o molusco passou a metalúrgico, perdeu o dedinho num “acidente de trabalho” pra lá de suspeito, entrou para a política, fundou o PT, disputou (e perdeu para Franco Montoro) o governo do Estado de São Paulo, elegeu-se deputado federal, foi derrotado por Collor na eleição presidencial de 1989 e por FHC em 1994 e 1998, elegeu-se em 2002, reelegeu-se em 2006, fez sua sucessora em 2010 e deixou o Planalto com a popularidade nas nuvens (mal sabia ele que Dilma afundaria o Brasil na maior crise da sua história e seria impichada antes de completar o segundo ano de sua segunda e ainda mais desastrosa gestão).

Lula está prestes a se tornar réu pela sexta vez. Além de dois processos em que é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, que tramitam na 13ª Vara Federal de Curitiba, ele responde a mais três ações penais ― por obstrução de Justiça, organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção passiva e tráfico de influência ― na Justiça Federal do DF. Mesmo assim, o mentecapto ainda tem o desplante de dizer que a Lava-Jato é uma palhaçada.

Durante o Congresso do PT, sua insolência vociferou que “está na hora de parar de palhaçada”, que “o país não aguenta mais viver nessa situação, nesse achincalhamento”. E atacou também Joesley Batista: “um canalha de um empresário diz que fez uma conta no exterior para mim e para Dilma, mas a conta está no nome dele e ele que mexe na grana”. Quem mexia na grana ― e Lula sabe muito bem disso ― era Guido Mantega. E os extratos bancários vão mostrar exatamente quando ele mexia e de que maneira.

E o cara ainda quer votar a ser presidente. Só se for Presidente Bernardes!

Para fechar com chave de ouro, assistam ao vídeo a seguir. São pouco mais de 3 minutos sobre os avanços de um processo em que o ex-presidente e o filho serão ouvidos pela Justiça Federal do DF. Demais disso, dentre do mais algumas semanas os autos da ação em que o petralha depôs em Curitiba, no dia 10 do mês passado, estarão conclusos para sentença. Quem sabe se o juiz Sérgio Moro julga o sacripanta ainda neste mês, alegrando nossas festas juninas (que têm por atração especial as "QUADRILHAS".  



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